Berlin, Alemanha II

A bela Berlin me recebeu com um calor de 24 graus e pude usar uma regata depois de meses! Isso me fez gostar ainda mais da cidade, claro.

Depois do Checkpoint Charlie, fui ao Bundestag, o parlamento alemão. O prédio foi construído em 1894 e foi de onde a república foi proclamada, em 1918. Em 1933 foi incendiado e durante a Segunda Guerra, foi muito danificado. Apenas em 1956 ficou decidido que o prédio deveria ser reconstruído, mas não foi até 1999 que voltou a ser usado como sede do parlamento alemão. O prédio é aberto à visitação e a entrada é gratuita. Não entrei, pois precisaria ter agendado a visita pelo site e enfim, não agendei. Cabeça de vento.

Reichstag
Reichstag

Eu achei o prédio bem imponente e todas essas bandeiras alemãs dão um ar ainda maior de poder.

Bem próximo ao Reichstag, fica o Brandenburger Tor, que foi construído no fim do século XVIII e servia como uma das entradas de Berlin, que era cercada por muros. No topo, foi colocada uma quadriga, uma carroça puxada por quatro cavalos, que não ficou muito tempo por lá, pois Napoleão resolveu levá-la para França em 1806 para simbolizar o domínio francês. Ela voltou para a Alemanha em 1814, recebendo uma cruz de ferro e uma águia para simbolizar a vitória (antes simbolizava a paz).

Brandenburger Tor e eu sou uma péssima fotógrafa
Brandenburger Tor e eu sou uma péssima fotógrafa

O portão e a quadriga foram danificados na segunda guerra e reconstruídos pelas duas Alemanhas, porém sem a cruz de ferro e a águia, que só voltaram a ela em 1991. Hoje, o portão é símbolo da unificação alemã. Ufa! Eu disse que Berlin era cheia de história!

Antes da construção do Muro de Berlin, o muro também servia para dividir as duas Alemanhas. Havia um cara se passando por militar e vendendo postais com carimbos de “fronteira”. Eu achei super legal (ai, turistas), pois ele falava como se realmente estivesse num setor de imigração, fazendo perguntas e tudo mais. E, sim, paguei 2 euros para ter um postal cheio de carimbos. 😉

Bora cruzar o Muro de Berlin?
Bora cruzar o Brandenburger Tor?

Passei pelo Memorial aos Judeus Assassinados na Europa, mas falarei a respeito quando falar do tour. De lá, fui para a Topografia do Terror, um museu que conta a Segunda Guerra a partir do ponto de vista do Nazismo. A entrada é gratuita e em frente ao museu há um longo pedaço do Muro de Berlin, exatamente onde ele foi construído.

Muro de Berlin
Muro de Berlin

O museu funciona onde ficava a sede da Gestapo e da SS e enfim, é onde as atrocidades eram planejadas e gerenciadas durante o regime nazista. O prédio original foi destruído durante a segunda guerra e apenas seus alicerces e porão ainda permanecem lá. Em 2007, foi construído o prédio que abriga a exposição e há outra exposição ao longo do Muro de Berlin, a céu aberto.

A exposição traz muita informação sobre esta parte da história, desde a ascensão do nazismo ao poder até o fim da Guerra e o destino dos comandantes nazistas.

Exposição externa
Exposição externa

Voltei para o hostel e no fim do meu terceiro dia de viagem notei que meus pés estavam inchados! Eu nunca havia visto meus pés inchados antes! Fui dormir exausta e no meio da madrugada, que nacionalidade entra no quarto berrando? Sim, espanhóis. Eu já adoro (not) o idioma, agora amo ainda mais os falantes. ¬¬

No dia seguinte, apesar do cansaço, acordei cedo e segui para o free walking tour, que eu vou deixar para contar no próximo post.

Berlin! <3
Berlin! ❤

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5 comentários sobre “Berlin, Alemanha II

  1. François

    Bia, caraca, encontrei seu blog por acaso, e desde então não parei de ler uma só palavra! Destrinchei o conteúdo em apenas 2 dias, e MEGA ansioso para o próximo POST, quero lhe dar os PARABÉNS pelo blog, há poucos com um conteúdo tão bom quanto o seu. Fico no aguardo da próxima publicação 😉

    1. Bia

      Obrigada, François! 🙂
      Gosto muito de escrever no blog e fico feliz em saber que te fiz ler cada palavra!
      Está vindo para a Irlanda?

      1. François

        Sim, logo (not) estarei em solo irlandês, infelizmente ainda falta um tempinho, estou planejando a viagem para Junho/Julho 2014, praticamente mais de 365 dias (sad story), mas eu chego lá, e eu não vejo a hora de sentir na pele esse tempo horrível que você descreve de Dublin, hahaha 😉

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