Viagem aos Países Bálticos – uma introdução

Na Europa, o calendário escolar é um pouco diferente do do Brasil e sempre tem uma semana de férias em cada semestre. A de outubro é conhecida como Fall Break e a de março, Spring Break na Europa toda, menos na Finlândia, que é Winter Break (e isso diz muito sobre o inverno daqui, não é?).

No ano passado não viajei no meu Fall Break por alguns motivos: eu havia acabado de chegar na Finlândia, era muita informação rolando o tempo todo e eu não tinha cabeça para planejar uma viagem (o break é em outubro, mas teria que ter planejado pelo menos um mês antes). O euro estava absurdamente alto, chegando a quase 4,60 na época, eu ainda estava com receio de não ter fundos suficientes para morar quase 2 anos na Europa com economias do Brasil e com certeza fazer uma viagem logo de cara não iria ajudar, além de que não havia nenhuma expectativa de fazer “uma grana extra” aqui na época, mesmo eu tendo direito a trabalhar meio período com meu visto. E, por último, e menos importante mesmo, os professores nos lembram o tempo todo que estas duas semanas de break do ano não são férias, são duas semanas “sem aulas presenciais” e que a ideia é que estudemos sozinhos. Ahan.

Mas este ano já voltei para a Finlândia com a ideia na cabeça de conhecer os três Países Bálticos: Estônia, Letônia e Lituânia. “Mas que diferente, por que você quis conhecer estes países?”, você deve estar se perguntando. Eu estou na Finlândia, que sim, faz parte da Europa, mas não está assim exatamente bem localizada. Se você não sabe muito bem onde fica o país ou não tem muita noção como fica situada na Europa, o mapa abaixo dá uma luz:

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Ou seja, o país só faz fronteira com Noruega e Suécia no lado europeu e o Mar Báltico separa os países nórdicos do resto da Europa. Eu diria que pior que estar na Finlândia, só mesmo a Islândia, que é uma ilha lá em cima. E quais são as implicâncias desta localização quando se pensa em viajar? Se quando eu morava em Dublin, qualquer voo barato da Ryanair me levava para quase qualquer lugar da Europa, a realidade não é a mesma morando em Oulu. Primeiro, tem a parte que eu moro em Oulu, que fica a 600km de Helsinki e qualquer viagem de avião daqui até a capital é mais cara que muito voo da Ryanair de um país a outro. A opção mais barata é ir de ônibus e encarar 8 horas de viagem. Superado isso e chegando a capital, a Ryanair não voa para Finlândia o ano todo! Aliás,  voa apenas de maio a setembro, saindo apenas de Tampere (que fica a umas 2 horas de Helsinki) e apenas para Budapeste e algum lugar da Alemanha. Tem a Norwegian, a low cost local, mas estamos falando de Escandinávia e low cost neste contexto não significa muito barato, apenas mais barato um pouco que o restante das companhias áreas. Para vocês terem uma noção, o lugar mais em conta para ir a partir daqui e saindo da região da Escandinávia, é Londres – e com alguma antecedência você consegue ida e volta por 110 euros. E eu achava caro pagar 50 euros quando viajava de Ryanair!

Saudades Ryanair
Saudades Ryanair

E toda essa explicação pra que? Para deixar claro que estar na Europa, mas na Finlândia, em termos de facilidade em viajar, não é a mesma coisa de estar na Irlanda, por exemplo. Se você tem dinheiro e o céu é o limite, aí tudo bem, mas este não é meu caso, portanto, qualquer viagem precisa ser bem planejada e pensada para “minimizar custos”. Um final de semana em outro país não é exatamente o que todo mundo faz por aqui, simplesmente porque não é economicamente viável.

Pensando em tudo isso e na proximidade dos Países Bálticos, achei que era o momento certo de ir viajar. Estou bem mais tranquila financeiramente no momento, o mestrado ainda exige muito, mas a situação está sob controle (está?) e todos sabem que esta história de ser uma semana para estudos individuais é balela! 🙂

Além disso, chegar aos Países Bálticos a partir de Oulu não é tão caro e, apesar de os preços terem subido desde que os 3 aderiram ao euro, Estônia, Letônia e Lituânica ainda são relativamente baratos. Soma-se a isso que o destino não é o mais comum para os brasileiros que vem a Europa, já que quem vem prefere conhecer países mais “populares”, como França, Inglaterra ou Itália, e também por sua localização. Unindo o útil ao agradável – perto da Finlândia, relativamente barato e uma parte da Europa que ainda não conheci – resolvi por a mochila nas costas novamente e adicionar outros 3 países a minha listinha. 😉

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