Wanderlust

Wanderlust! Ahn? Que isso?

Não existe uma tradução exata em português, mas essa palavrinha estranha significa “desejo de viajar”.Tivesse eu tido a ideia de dar esse nome ao blog quando o criei, hein?

Eu poderia dar n motivos explicando porque gosto de viajar, mas isso soaria como os motivos de todo mundo que gosta de viajar – ou quase todo mundo, porque tem gente que viaja para tirar foto. Aliás, quem não gosta de uma viagem? É tipo pipoca! Você já conheceu alguém que não gosta de pipoca? Nunca conheci ninguém que não gostasse de viajar.

O engraçado é que até você começar a viajar de verdade, você não tem noção do quão bem isso te faz, não tem ideia de como isso expande os horizontes e do quanto isso pode ser viciante! Sim, porque uma vez que você sai da sua zona de conforto e conhece outras culturas, outros modos de ver a vida, outras tradições, você certamente fica instigado por estar sempre conhecendo mais e mais e quando percebe, tudo que você anseia é pelo prazer de entrar novamente dentro de um avião rumo a um pedaço de terra que você nunca pisou. Minha primeira viagem de verdade, sozinha e por conta própria, foi apenas aos 20 anos. Quando fui morar aos EUA, um Big Bang aconteceu e eu me vi em outro universo. Logo veio a vontade de explorar mais e fui parar na Europa a passeio. Depois disso, eu não consegui mais parar e ultimamente parece que a frequência precisa ser cada vez maior para me satisfazer. Você fica meio que viciado, tipo dorgas, mas viajar não causa nenhum malefício a saúde. Há.

Se me pedissem para descrever o sentimento de felicidade plena, eu diria que é aquele momento em que compro os tickets para a próxima viagem. Não é exagero, me senti assim quando comprei as passagens de avião para a Argentina e me senti assim novamente há um tempinho. Ops! Claro que entrar no avião é muito mais empolgante do que comprar a passagem. Chegar no destino, então. 🙂

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Eu guardo os dois, mas guardo mais dinheiro do que mágoa, pelo menos. 😛

Já fui aos Estados Unidos, Inglaterra, França, Itália, Cidade do Vaticano (sim, é um país), Peru, Irlanda, Irlanda do Norte, Escócia, Suécia, Polônia, Bélgica, Holanda, Alemanha e Argentina… 15 países! E dei umas andadas por alguns estados brasileiros.

De acordo com o TripAdvisor, eu já estive em 62 cidades (ok que Praia Grande tá inclusa, mas gente, foi uma viagem e é uma cidade, então conta)! Meta de vida: aumentar esse número non-stop.

Tá ficando bonito!
Tá ficando bonito!

Qual será o próximo destino?! E a próxima aventura?

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Zona de conforto

Você já deve ter ouvido falar na tal da zona de conforto. É onde nos sentimos seguros e confortáveis e se define por tudo aquilo que estamos acostumados a fazer ou sentir. Quem é que não gosta de se se sentir pisando em terras conhecidas, hein? Mas se continuamos eternamente andando só onde já conhecemos, limitamos nosso aprendizado e evolução. Mas claro, sair da zona de conforto implica correr riscos, perder a segurança e encarar novas situações, por exemplo. Difícil, não?

Eu sou professora de inglês e, acreditem ou não, nós professores sempre sabemos se você, aluno, estudou ou não em casa, se dedicou alguns minutos do seu dia praticando inglês, se você se esforçou para fazer sua lição de casa ou simplesmente fez de qualquer jeito. Assim como também notamos se você não está acompanhando o curso porque tem dificuldade ou porque é preguiçoso. Nós sabemos. Sempre.

E o que uma coisa tem a ver com a outra? Dia desses notei que uma de minhas alunas, adulta e responsável, que precisa aprender inglês para conseguir o emprego desejado, não tem se esforçado para aprender. Nem sempre entrega sua lição de casa, não estuda e diversas vezes durante a aula ela se distrai com outras coisas enquanto fazemos os exercícios de conversação ou então, não faz questão de praticar. Prefere o caminho mais fácil. Ela está em sua zona de conforto e só vai até onde se sente segura. Resultado: ela está com dificuldades e não se esforça para superar os desafios.

Acho que o maior exemplo de saída da zona de conforto é o intercâmbio, principalmente para aqueles que têm pouco domínio do inglês. Saímos do conforto da nossa vida, rodeados de falantes de português, e vamos para outro país construir tudo do zero e ainda num lugar onde ninguém fala nossa língua. Opa! Ninguém?

A comunidade brasileira em Dublin é grande e a coisa mais natural é querermos fazer amizade com os “iguais” quando chegamos lá, ou seja, os brasileiros. Já falei sobre amizade com compatriotas aqui. Sair do Brasil para continuar na zona de conforto na Irlanda não vai melhorar sua fluência. Cada um precisa ser responsável pelo próprio aprendizado, então se esforce para fazer amizade com estrangeiros, assista muitos filmes, leia revistas e jornais, procure no dicionário palavras que não sabe o significado etc. Vá além! E para aqueles que ainda estão no Brasil, parem de assistir filmes dublados. Se já assiste legendado, agora tente sem as legendas, confiando só no seu listening. Vai ser difícil, você não vai entender 100%, vai precisar se concentrar bastante, mas só assim é possível ir além, saindo dessa zona de conforto. Tente se expor ao máximo ao inglês.

Como professora e ex-intercambista, este é o meu conselho. Não trave no primeiro obstáculo, vá além do que já aprendeu, se exponha (fale muito errado, mas tente falar acima de tudo), ouça muito inglês (filmes, seriados, músicas, pessoas) e acima de tudo, seja você o responsável pelo seu aprendizado. O único beneficiado, no fim das contas, vai ser você mesmo.