I quit!

Pois é, isso mesmo, pedi demissão!

Eu estava com meu trabalho de meio-período de babá. As meninas, de fato, eram muito tranquilas e comportadas. Obviamente, todos temos nossos dias e uma vez ou outra eu pegava uma delas de mau humor. Nada mais normal. Meu trabalho era muito tranquilo, nunca perdi a paciência com elas nem dei bronca. A família me pagava por hora e um preço justo, principalmente se levar em consideração como au pair é mal paga aqui.

Meio-período, meninas comportadas, pagamento relativamente justo… por que pediste demissão, criatura? Explico.

Trabalhava pouco e, consequentemente, ganhava pouco. Mas isso eu sabia desde o começo e quando você não tem fonte de renda nenhuma, tirar uns trocados por semana é lucro. Só que depois de um tempo, você percebe que pode (e precisa) ganhar mais e começa a pensar. Bem, além de eu ganhar pouco, eu estava gastando cerca de 17% do que  recebia pagando o trem para ir trabalhar. Então, num belo dia da semana passada, as tarifas de transporte público foram reajustadas, mas meu pagamento continuou o mesmo, e além disso, nas últimas semanas eu estava trabalhando menos ainda (porque me deram uns dias de folga e coisas assim), e portanto, recebendo menos. Juntei tudo isso e conclui que era hora de procurar outra coisa. Conversei com a família, que entendeu minha decisão e, agora sou a mais nova desempregada de Dublin.

But nor for a long time...
But not for a long time…

É claro que se eu pedi demissão sem ter outro emprego, é porque tenho condições financeiras de me manter aqui.

Agora vou aproveitar meu tempinho ocioso para fazer o que não estava tendo tempo: ficar jogada em casa assistindo seriados! Aproveitar e conhecer melhor a cidade de Dublin! 🙂

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I wasn’t looking for another job…

…but it found me!

Você sabe que sou au pair/minder/babá/responsável por duas meninas aqui em Dublin. Mas o que você ainda não sabe é que mesmo do outro lado do oceano eu continuo sendo professora (meu karma, mas karma bom!).

Alguns conhecidos sugeriram que eu poderia dar aula de inglês por aqui, como um reforço. Pensei “Ah tá, quem vai gastar tanto dinheiro para vir para a Ilha da baguete de 2 euros Esmeralda aprender inglês e pagar uma brasileira para dar aula?”. O fato éque já vi brasileiros que dão aula de inglês por aqui, sim. Só que dar aula não são só aquelas 2h que você fica com o aluno, dar aula significa que eu gastei mais tempo preparando o conteúdo antes e ainda vou precisar corrigir lição de casa depois. Resumindo: eu ganharia pelas horas de aula, mas não para prepará-las, além de que isso tomaria minhas noites, já que estudo de manhã e trabalho à tarde. Busy day. Mas isso só não me faria desistir da ideia, tenho outros motivos que, por ora, ficam guardados na minha cabeça. 😉

Mas como diz o título do post, eu não estava procurando por outro emprego, mas ele me achou! Dia desses, na internet, vi um brasileiro procurando professora (no feminino) de português. Achei que era brincadeira, mas respondi a mensagem dele perguntando para quem era e dei meu telefone. Ele namora uma francesa e os dois têm planos de morar no Brasil e, portanto, a menina precisava aprender português.

Marcamos um encontro e fechei as aulas! 🙂

À princípio, fiquei com um pouco de receio, porque apesar de ter experiência como professora, nunca havia dado aula de português. Aí, pensei “Se eu dou aula de uma língua que não é a minha, claro que posso ensinar minha própria língua para alguém!”.

Você fala português?

Estou dando aulas há pouco mais de um mês e estou adorando! Primeiro, porque continuo exercendo minha profissão, mesmo no exterior; segundo, porque sempre tive vontade de dar aulas de português e já até tinha tentado fazer uma matéria optativa sobre ensino de português a estrangeiros na faculdade, mas, infelizmente, os horários nunca batiam e não consegui fazer; e, por último, porque adquiro ainda mais experiência.

As aulas são uma delícia! Sempre saio feliz da casa da aluna e percebo que ela também está contente. Há uma boa interação entre aluna e professora, o que torna as aulas ainda melhores.

Outra coisa muito legal também é que eu comecei a enxergar a língua de uma forma diferente. Até então, eu falava português e ponto. Agora eu penso sobre o português e é muito interessante notar algumas estruturas e peculiaridades da língua sob o ponto de vista de um não falante. É incrível!

Por enquanto, não estou à  procura de mais alunos, pois preciso focar em outros objetivos (que em breve vocês saberão). Mas futuramente, quem sabe?