Independência da Finlândia

Hoje, 6 de dezembro de 2016, comemora-se 99 anos da independência da Finlândia. Para quem não entende muito da história do país, a Finlândia sempre esteve sob o domínio de outro país durante toda a sua história até 1917. Do século 13 até o início do século 19, a Finlândia fazia parte do Reino da Suécia e por este motivo justifica-se que a segunda língua oficial do país seja o sueco, embora apenas cerca de 5% da população a tenha como primeira língua. No século 19, a região passou da Suécia para a Rússia, se tornando o Grão-Ducado da Finlândia. Somente em 1917 a Finlândia declarou sua independência.

E como se comemora essa data tão importante por aqui?

A primeira coisa que é muito relevante notar é que em dezembro já está muito frio, apesar de o inverno só começar oficialmente em 2 semanas. Hoje, por exemplo, acordei e o clima estava assim:

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Então esqueça desfiles de independência ou atividades ao ar livre, pelo menos não do jeito que conhecemos no Brasil (porque em setembro já está esquentando) ou como ouvimos que são as celebrações nos Estados Unidos, onde é verão na data.

Aqui as celebrações começam hasteando a bandeira em locais públicos e embora eu não tenha colocado a cara para fora de casa hoje (e com essa temperatura, nem pretendo pois não sou obrigada), tenho certeza que há várias bandeiras congelando pelo país todo.

Em Oulu (e eu não sei se é assim em outras cidade), a universidade organiza todo ano uma procissão com velas, o Torchlit Procession. Basicamente, as pessoas caminham cerca de 1km com velas até a Prefeitura da Cidade, onde há um coral se apresentando. Este ano, após a apresentação do coral, a procissão continuará até um cemitério. Não fui no ano passado pois provavelmente estava cheia de trabalhos finais para fazer e este ano eu pretendia ir, apesar de também estar ficando louca com os trabalhos finais (acho que eu não deveria estar postando no blog agora… haha), mas com este friozinho de -22 graus eu acho que vou ficar só na curiosidade mesmo.

Além disso, é também costume visitar os memoriais dos veteranos que perderam suas vidas na Segunda Guerra (em Helsinki, no caso).

Finalmente, o que mais me intriga é que não há oficialmente nenhuma celebração popular para a data como temos no Brasil (e eu nunca fui em nenhuma) ou nos Estados Unidos (que eu fui quando morava lá em 2009), mas há uma celebração.

A YLE, o canal público do país, transmite à noite a Recepção do Dia da Independência. Basicamente, o evento mostra o casal presidencial apertando a mão de cada um dos convidados – políticos, celebridades, atletas, pessoas públicas em geral etc -, depois o jantar e finalmente, a dança.

É mais ou menos isso:

Aí você pode estar se perguntando: e qual é a graça disso? Você não é o único, clique aqui e veja um vídeo (em inglês) bem engraçado sobre as impressões de estrangeiros sobre a celebração.

Confesso que no ano passado sintonizei no canal que exibia a celebração oficial e não tive paciência nem de esperar acabar os apertos de mão!

Para terminar, me disseram que há um prato tradicional para a data, o Kareljan stew, que é um guisado de carne bovina. Eu experimentei e não achei super especial – gosto mais da nossa feijoada!

Guisado com purê de batat e molho de lingonberry
Guisado com purê de batata e molho de lingonberry

De qualquer forma, “parabéns” à Finlândia pelos seus 99 anos de independência e certamente 2017 será cheia de comemorações pelos 100 anos!

 

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Estocolmo, Suécia

O primeiro país da viagem foi fácil: Reino Unido, libras e inglês. Já o segundo…

Eu não falo uma palavra em sueco, mas felizmente para mim, não é tão difícil achar suecos que falem inglês. Tudo bem que estes suecos trabalhavam em áreas turísticas. Fora isso, o país não usa o euro, mas a coroa sueca. Um euro vale cerca de 8,28 coroas suecas. Aí você pensa “Com uma moeda tão desvalorizada, a viagem deve ter saído quase de graça!”. Isso mesmo, mas ao contrário.

As passagens, porém, foram ridiculamente baratas: de Edimburgo a Estocolmo e de lá ao próximo destino custou 9 euros cada trecho já com as taxas inclusas. Em compensação, o ônibus da cidade ao aeroporto custou cerca de 12,50 euricos cada trecho. Coisas de Ryanair!

Quando você ouve “Estocolmo”, qual atração turística te vem à cabeça? Exatamente, nenhuma! A cidade em si não tem uma atração mundialmente famosa, mas é uma das cidades mais lindas que já visitei!

Lindo, não?
Lindo, não?

A primeira atração foi o Vasa Museum, o museu que mais atrai turistas na cidade. O museu abriga o Vasa, um navio construído no século XVII que afundou meia hora depois de sair do porto e foi recuperado no século XIX, sendo assim o único navio intacto que sobreviveu sua época. Cerca de 98% do navio é original e foi restaurada nas décadas de 50 e 60. O museu também conta com um tour guiado incluso no preço, cinema com um filme de 20 minutos sobre o navio e outras curiosidades. Achei muito interessante a reprodução dos rostos das pessoas achadas no navio, que ficou submerso por 333 anos. A partir dos esqueletos, os estudiosos conseguiram saber a altura, problemas de saúde e dietas das pessoas que morreram no naufrágio, além de deduzir como eram suas feições.

Como seria um dos mortos no desastre
Como seria um dos mortos no desastre

No fim das contas, concluíram que o navio afundou apenas 30 minutos depois de iniciar viagem por erro do engenheiro da época. O navio era pesado, estreito e alto demais para conseguir flutuar.

Maquete do Vasa
Maquete do Vasa

Aproveitando todo o frio e neve do lugar, a parada seguinte foi num rinque de patinação a céu aberto, no meio de praça. Por incrível que pareça, foi mais barato patinar lá na Suécia do que no Dundrum! O problema é que, além de eu ser péssima em qualquer esporte, incluindo patinação, havia neve no rinque, o que o tornava muito escorregadio… patinei pouco e bem devagar com medo de cair!

No dia seguinte, a ideia era conhecer Gamla Stan (centro velho em sueco) e passear pela cidade para apreciar a arquitetura e aproveitar a neve.

Sunshine, snow... :)
Sunshine, snow… 🙂

No Gamla Stan é onde ficam as lojinhas de souvenirs que, diga-se de passagem, são bem caras!

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Neve!
Neve!

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Museu
Museu

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Gamla Stan
Gamla Stan

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Agora chega de falar de coisa boa! O custo de vida do país é muito alto. Os hostels são caros, comer fora é extremamente caro e quando se percebe, o dinheiro acabou e não se fez nada! Foi o que aconteceu comigo, pelo menos. Em um dia em Estocolmo gastei mais que dois em Edimburgo. O hostel mais barato não sai por menos de 20 euros a diária, sendo que roupa de cama e café-da-manhã raramente estão inclusos, o que vai te custar uns 10 euros a mais quando fizer check-in. Não utilizei o transporte público, pois, novamente, me hospedei na região central e acabei não precisando. Estocolmo é linda, mas aconselho a preparar o bolso para visitá-la.

Preços na Suécia? Morri!
Preços na Suécia? Morri!

Outras atrações da cidade incluem os vários museus, dentre eles, o Museu Nobel que fiquei com vontade de visitar, mas estava sem tempo (e dinheiro).

Curiosidade

A Suécia é uma monarquia e a rainha Sílvia é alemã, porém filha de brasileira.

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