Onde abastecer a despensa?

Eu diria que o post de hoje é de utilidade pública! Morando na Irlanda há 7 meses e abastecendo a geladeira e o armário desde então, eu acho que já sei dizer onde é mais barato comprar o quê, onde tem o quê e onde tem promoção de quê. 🙂

Os principais mercados da cidade são o Tesco, Dunnes, Aldi, Lidl e SuperValu. Além destes, outros lugares onde sempre tem algo mais em conta ou diferente para comprar são os mercados poloneses, as lojinhas brasileiras (óbvio, né?), Iceland e as lojinhas de 2 euros da vida. Em cada estabelecimento você encontra alguma promoção ou alguns itens mais em conta.

Tesco

A vantagem do Tesco é possuir sua própria marca, desde o achocolatado até o enxaguante bucal, do shampoo a cidra! É praticamente um império! Via de regra, a marca Tesco é sempre muito mais barata que os produtos de marca. Outra vantagem é o imbatível Reduced! Todos os dias, por volta das 18h, produtos que estão para vencer são remarcados e colocados numa prateleira especial. Os descontos podem ser de poucos centavos a 70, 80% do valor original do produto e valem a pena principalmente para as carnes, que costumam ser caras.

Foto tirada às 18h. Pior que a 25 de março em véspera de Natal!
Foto tirada às 18h. Pior que a 25 de março em véspera de Natal!

Frutas e legumes, normalmente, são mais caros lá do que em outros mercados, mesmo com as promoções.

Uma dica é fazer o ClubCard. A cada 1 euro em compras você ganha um ponto e ao completar 150 pontos, ganha desconto de 1,50 na compra seguinte. Ok, é mínimo, mas para quem sempre compra lá, vale a pena.

Dunnes

O Dunnes é um mercado e uma loja de departamentos. Alguns lugares têm os dois, mas em andares diferentes, e outros são separados, sendo apenas o mercado ou a loja. Os preços do Dunnes não estão entre os mais competitivos, mas ele oferece uma marca própria, a St. Bernard, que é muito barata. Você sabe logo de cara que é um produto baratinho pela falta de estilo da embalagem: são todas com fundo branco e detalhes em azul. Para comparar, enquanto um pote médio de maionese de marca sai por cerca de 3 euros, o da marca St. Bernard custa 99 centavos.

Aldi

O Aldi parece aquele mercadinho de bairro sem luxo nem glamour, sabe? E é um dos lugares mais baratos, porém você não encontra nenhuma grande marca e quase tudo tem o selinho do mercado na embalagem, ou seja, são itens que você só encontra lá. Toda semana eles selecionam frutas e legumes para a promoção dos 39 centavos. É onde gosto de comprar congelados (legumes, batata etc), atum, ketchup e tortilhas, porque, sem dúvida, é o lugar mais em conta.

Lidl

O Lidl faz o mesmo estilo do Aldi e eu não costumo fazer compras lá. O pão de forma vendido no mercado é o meu preferido, mas ir lá só para comprar isso não faz sentido. O Lidl também é conhecido por sua padaria, sempre com aquele cheiro de “quem acabou de sair do forno”. Vendem, inclusive, o nosso pão francês. Claro, não é igual, mas engana bem.

Vai um?
Vai um?

SuperValu

O SuperValu não tem preços bons, mas assim como o Dunnes, vende uma marca própria e esta sim tem preços ótimos. Procure pela marca Daily Basics, embalagem com fundo branco e detalhes em vermelho. Além disso, o que gosto bastante no mercado é a promoção de 3 itens por 2 euros. Toda semana eles selecionam 5 frutas e/ou legumes , dos quais se pode combinar 3 e pagar apenas 2 euros, o que é muito vantajoso. Uma bacia com 6 peras, por exemplo, custa quase 2 euros e nesta promoção, você poderia levar 3 pelo mesmo valor. Ou misturar com outros itens, você escolhe.

Mercados poloneses

Dizem que depois dos irlandeses, a maior população da Irlanda é de poloneses! Verdade ou não, há um mercado polonês em cada esquina. Normalmente, é onde brasileiros compram frango, salsicha e linguiça, pois o preço é muito competitivo e são produtos de boa qualidade.

Lojinhas brasileiras

É óbvio surpreendente o número de brasileiros nesta terra! Há vários mercadinhos pelo centro e eles vendem aqueles produtos que tanto salivamos de vontade de comer! O problema é que é tudo bem mais caro do que no Brasil, então, é um ótimo lugar para ir quando estiver com lombrigas, mas com cautela. Um pacote de farofa pronta ou uma caixa de mistura para pão de queijo custa 2,50 euros – a regra de ouro é jamais converter para reais. As carnes e aves vendidas neles também costumam ser boas, apesar de mais caras, mas neste caso compensa pagar um pouco mais para comer algo com mais qualidade.

Iceland

Como o nome sugere, o Iceland vende principalmente produtos congelados e a maioria custa, em média, 1,50. Eles também têm alguns produtos genéricos, como um sorvete que eu era viciada em comprar quando cheguei: o fake do Cornetto que, juro, era muito parecido e custava menos da metade do preço! É o lugar perfeito para os preguiçosos que gostam de tirar do freezer e por no forno e do forno por no prato.

Lojinhas de 2 euros

Tem muita coisa nestas lojinhas (há várias lojas como a 99 cents store, a Eurogiant e por aí vai) e comida também. O leite é mais barato lá do que nos mercados (vocês estão lendo o blog de uma pessoa que até hoje precisa do leitinho no café-da-manhã) e é um bom lugar também para comprar itens de higiene pessoal (pasta de dente, escova, desodorante e sabonete), produtos de limpeza em geral e pipoca!

Outra dica é a Boots, que é uma farmácia/perfumaria e não oferece os melhores preços, mas quem possui carteirinha de estudante ganha 10% de desconto.

Cartel?

Há alguns produtos do dia-a-dia que custam exatamente a mesma coisa em todos os mercados e quando os preços aumentam, aumentam em todos. É o caso do pão de forma, que costumava custar 65 centavos em todos os mercados citados (das marcas próprias) e num belo dia foi pra 72 centavos em todos. A embalagem de 2l de leite custa 1,49 em todos assim como 1kg de açúcar ou arroz (das marcas próprias) custa 1,19 e por aí vai.

Com o tempo você vai descobrindo também as marcas que mais gosta e os melhores lugares para adquiri-las. Este post fica apenas como um “guia rápido”. 😉

Caso tenha alguma dica para dar, deixe um comentário! 🙂

Escolas

Você já está com seu passaporte na mão e decidiu que seu destino é a terra dos leprechauns.
Para fazer o intercâmbio como estudante, além de escolher a escola ainda no Brasil, é preciso já sair do país com a matrícula feita e tudo pago. Mas como escolher a melhor instituição com o Oceano Atlântico nos separando da Ilha Esmeralda?

Pesquisa. Pesquisa. E mais pesquisa. Pesquisar nunca é demais num intercâmbio. Há várias escolas na Irlanda que oferecem curso de inglês para estrangeiros e, novamente, seu objetivo e extrato da conta corrente são variáveis importantes para decidir em qual escola se matricular.

Eu escolhi a ECM College por dois motivos. O primeiro, sem dúvida, foi o valor. É considerada uma escola low budget (ou seja, não está entre as tops), porém não é uma das mais baratas. É importante ter em mente que quando se escolhe pagar pouco por um serviço, estamos abrindo mão de qualidade também. Não estou dizendo que escolas baratas não prestam, mas as Kaplans da vida não são caras sem razão.
O segundo motivo foi a escola afirmar que seus cursos são preparados com base nos exames de Cambridge (lembra que eu contei que quero tirar o certificado?). Claro que o curso regular de inglês não é um preparatório para o exame em si (a escola oferece cursos específicos), mas já é uma maneira de focar mais no meu objetivo.

Na sua pesquisa você encontrará escolas com preços muito altos e muito baixos e precisa estar ciente de que preço, de alguma forma, é sim critério de qualidade. Algumas escolas vendem seu curso pela qualidade de ensino e outras tentam atrair o estudante pelo preço. É preciso ter em mente que aquelas que querem te atrair pelo preço, provavelmente, estão abrindo mão de alguma coisa. O que não quer dizer que sejam ruins, mas, provavelmente, não são as melhores. Honestamente, se eu não tivesse achado uma escola que trabalha com Cambridge, eu provavelmente fecharia com a mais barata. E só faria isso porque meu objetivo não é aprender inglês e, assim, a escola funcionaria como um meio de obter o visto (mas é óbvio que eu iria estudar também).

Claro que penso que mesmo escolhendo uma escola mais em conta é possível aprender inglês, pois você estudará 15 horas por semana e precisará falar inglês para ir ao mercado, pegar ônibus ou pedir informação e se tiver o bom senso de se enturmar com pessoas que não falam português, ainda poderá praticar mais e melhorar a fluência (nada contra brasileiros, mas sair do Brasil pra ficar falando português o tempo todo não é a coisa mais sensata – e ainda vai te custar caro). Nós precisamos nos responsabilizar pelo nosso aprendizado também.

E como pesquisar? Bem, na era da internet não há nada que escape ao Google. Leia blogs de pessoas que já estão na Irlanda, entre nos sites das escolas e cheque o que elas oferecem, mande emails para os representantes com suas dúvidas (muitas escolas têm representantes brasileiros, caso seu inglês não esteja bom o suficiente), procure nas redes sociais pessoas que já estão lá (como a DublinBr) e junte as informações que conseguir.

Não fechei com a escola ainda, pois preciso organizar algumas áreas da minha vida antes, digamos assim. Lembre-se que um intercâmbio deve ser sempre muito bem planejado!