Próximo destino: Colômbia!

Comecei 2017 na Finlândia, logo depois voltei ao Brasil e desde então, minha única viagem havia sido descer a serra pras praias paulistas! Temos fases e fases na vida e este ano não foi muito de viagens, mas de grandes mudanças. Eu agora tenho meu próprio lar com 2 gatíneos lindos e trabalho full time. A vida de estudante/intercambista ficou pra trás e, consequentemente, aquela vida de viajar sempre que tinha um break de aulas ficou pra trás também. Tenho bem menos tempo e contas a pagar agora pra valer. Adultei de vez mesmo!

No mês passado eu pude viajar devido à licença e a ideia inicial era ir para algum destino aqui dentro do Brasil mesmo. Pela primeira vez na vida, eu optei por fechar uma viagem por agência de turismo ao invés de fazer tudo por conta própria. E o motivo ainda não é porque já estou ficando velha demais para isso, mas porque estava trabalhando demais (estava? I wish, ainda estou) e sem tempo para ficar pesquisando preços, passagens, hotéis e comparando todas as opções e era muito mais cômodo ter alguém fazendo isso pra mim – mesmo que com seu custo. Aí veio a amarga decepção: ir para o Nordeste brasileiro é mais caro que ir para o caribe colombiano! Então, deixei Jericoacoara para uma outra oportunidade e fechei um pacote para colocar mais um país na minha listinha, o 29º: Colômbia!

Desta vez eu queria um destino para relaxar e curtir e não turistar feito louca, indo a museus, pontos turísticos e coisas assim. Conheço algumas pessoas que já visitaram a Colômbia e todas recomendaram muito o destino. A princípio, eu iria só a San Andrés, uma pequena ilha que apesar de fazer parte do território colombiano, está localizada mesmo na América Central, ali perto da Nicarágua, e já no Caribe, porém acabei optando por incluir Cartagena na viagem e spoiler: não me arrependi!

No final de outubro parti para passar 7 dias no país, 2,5 em Cartagena e quase 4 dias no paraíso chamado San Andrés!

Cartagena

A comida colombiana é maravilhosa, os sucos naturais são incríveis, Cartagena é uma cidade muito bacana – apesar de eu só ter conhecido a parte turística – e San Andrés só me decepcionou por um motivo: as mini férias acabaram e eu precisei voltar! Sim, eu estava realmente triste de me despedir da ilha.

Planejando a viagem

Minha primeira experiência viajando com agência foi bem positiva (e se alguém quiser o contato dela, é só deixar um comentário que eu passo). Eles fizeram absolutamente tudo e nos deram todas as orientações. Quando fiz o primeiro orçamento, a viagem toda seria pela Avianca, porém, quando fechei de fato, uns 3 dias depois, o preço da passagem de volta havia duplicado e conseguiram manter o valor inicial mudando de companhia aérea – a viagem agora era pela Copa Airlines. Eu já tinha ouvido falar que a empresa panamenha não era lá essas coisas, mas eu preferia chegar no meu destino pagando o menos possível, então fechamos. A única diferença é que pela Avianca faríamos escala em Bogotá, portanto não precisaríamos de passaporte e agora, fazendo escala na Cidade do Panamá, tivemos que ir com passaporte – no big deal. A vantagem mesmo eu vi 2 dias antes de viajar quando o agente me ligou dizendo que estava com um problemão: a Avianca Colombiana estava enfrentando alguns problemas e os pilotos fazendo greves. Meu único trecho por ela – Cartagena/San Andrés – havia sido cancelado e haviam nos realocado num voo terrível no dia seguinte. Para não atrapalhar nossa viagem, a agência conseguiu nos colocar num voo no mesmo dia e horário por uma low cost local chamada Viva Colombia. Como pra mim era mais importante chegar do que o como chegar, topei, lógico. Fiquei imaginando o que eu iria fazer caso tivesse fechado esse trecho por conta própria e precisasse resolver esse pepino 2 dias antes da viagem, sendo que trabalharia até às 17h30 neste dia e, sendo professora, com possibilidade zero de fazer qualquer coisa antes deste horário. Ufa!

Fora isso, é obrigatório tomar a vacina da febre amarela para viajar para lá. Eu tomei a minha em 2010 quando fui para o Peru, mas como a vacina era apenas recomendada, eu não fiz a carteira internacional de vacinação, que é exigida já no check-in antes do embarque para Colômbia. Fazer a carterinha é bem fácil: basta levar RG e comprovante de vacina a algum posto que faça a emissão e fica pronta na hora. Eu também precisei fazer um cadastro antes, mas não me pediram nada no posto – acredito que seja apenas para agilizar o atendimento. O que me pediram, na verdade, foi um comprovante de que eu iria sair do país, então mostrei no celular mesmo a reserva das minhas passagens. É importante também saber que se você nunca foi vacinado, a vacina deve ser tomada, pelo menos, 10 dias antes da viagem.

Com passagens de avião e reservas de hotel emitidas, vacina tomada e carteira de vacinação internacional nas mãos, embarquei toda feliz para mais um destino… mas o relato continua só no próximo post! 🙂

Malahide Castle

Desde que cheguei na Irlanda ouço falar do tal castelo de Malahide. Na época, ele estava fechado para reforma e fui adiando a visita, mas quando ele finalmente reabriu, em setembro mais ou menos, o tempo já estava bem frio, os dias de sol escassos e sempre dava algo errado quando eu planejava ir.

O castelo de Malahide
O castelo de Malahide

Dia desses, frio e ensolarado, a visita deu certo! O castelo fica a cerca de 25 minutos de DART do centro de Dublin e o ticket dá direito a visita guiada ao castelo e a entrar no jardim.

O castelo de Malahide é mais antigo que o Brasil! Começou a ser construído no século 12, quando o cavaleiro Richard Talbot ganhou esse pedacinho de terra. O castelo foi aumentado e reformado diversas vezes e pertenceu à família Talbot por 971 anos, até 1976, quando foi vendido ao Estado. Durante todos estes anos, apenas entre 1649 e 1660 o castelo foi tomado da família Talbot, passando para as mãos de Miles Corbet e quando este foi enforcado, o castelo voltou para a família.

Em 1976, Rose Talbot, então dona do castelo, não pode mais arcar com todas as despesas de mantê-lo e com os impostos, precisou vendê-lo e hoje o castelo é uma atração turística junto com seus jardins. Rose se mudou para a Austrália, onde tinha uma fazenda chamada Malahide e sua única exigência ao Estado é que mesmo tendo vendido seu castelo, que ela pudesse fazer suas refeições em sua sala de jantar quando estivesse na Irlanda e assim foi até sua morte, em 2009.

Não é permitido tirar fotos no interior do castelo e o ticket custa 12 euros ou 8 para estudante. No andar térreo há uma linha do tempo contando algumas peculiaridades do castelo e da família Talbot. Há até lendas de que o lugar seja mal assombrado. Buuuuu!

Uma guia nos acompanha pelo resto do castelo falando de sua mobília e seu cômodos que abrigam objetos de vários séculos diferentes. É uma visita fascinante para quem gosta de história, histórias de fantasmas e castelos! Infelizmente, o andar superior ainda estava fechado para restauração e não deu para visitar os quartos.

O ideal é ir em um dia de sol para aproveitar o imenso jardim que fica bem em frente ao castelo. O ticket também dava direito a visitar o jardim botânico, mas acabamos não indo, pois queríamos visitar a praia de Malahide.

Árvore do jardim de Malahide. Foi só eu ou mais alguém do filme "A árvore da vida"?
Árvore do jardim de Malahide. Foi só eu ou mais alguém lembrou do filme “A árvore da vida”?

A palavra praia pode evocar concepções diferentes. Se o interlocutor for um brasileiro, pensará em mar, praia, calor, bikini, água de coco e bronzeado. Se for irlandês vai pensar em água fria, pedras, cadê o calor e pele branca ainda branca. E a praia de Malahide, definitivamente, não é o lugar para estender uma toalha na areia e tomar sol! Talvez no verão até role algo, mas julgando pelo cheiro de esgoto da água, não colocaria minha mão no fogo! De qualquer forma, valeu a visita.

Praia de tênis e sobretudo: quem nunca?
Praia de tênis e sobretudo: quem nunca?

Malahide é um lugar bem bonitinho com lojinhas e restaurantes e um parque muito gostoso, além de ter seu próprio castelo. É um must see para intercambistas, sem dúvida.

Seis meses de Irlanda

Isso mesmo, completando seis meses nesta terra linda! A vida é assim, você pisca e metade de um ano se passa!

Eu…

… sinto muita saudade do Brasil, mais do que sentia quando morava nos EUA, mas ainda vou ficar um tempo neste hemisfério.

… estou trabalhando novamente (mais detalhes em breve).

… por causa disso, tranquei o curso de inglês faltando 7 semanas para terminar.

… e não sei se volto, porque não faz muito sentido fazer curso de inglês avançado depois que consegui meu certificado de Cambridge. Ok, vamos encarar os fatos: minha desculpa de vir para cá estudar inglês nunca colou mesmo.

… cozinhar, lavar louça, limpar casa, lavar roupa… eh, tudo isso virou rotina na minha vida! Intercâmbio não é só flores…

… já estou tão acostumada com a mão invertida que quando viajei estava olhando para o lado errado da rua ao atravessar!

… fiz meu primeiro miojo! Mas para não dizer que não cozinhei, fiz um super molho para acompanhar.

… cansei de engordar e agora estou de dieta. Projeto verão irlandês 2013 (ou seja, as gorduras continuam escondidas, pois aqui não dá praia).

… vi a neve irlandesa, que é bem diferente de todas as outras…

… estou feliz!

Dalkey

Seguindo com meu cronograma de “viagens que posso fazer de DART“, no último final de semana fui conhecer o que posso comparar ao bairro dos Jardins de São Paulo. Dalkey é um subúrbio de Dublin onde os ricos e famosos moram.

Sábado de sol, temperatura agradável, chegamos em Dalkey e fomos para o Killiney Hill Park.  Não sei se era o parque, se era o tempo, meu humor ou tudo isso junto, mas achei o parque sensacional! O parque é composto por colinas e logo na subida da primeira, quando me viro, me deparo com esta visão:

Beautiful!

Quando chegar ao topo de uma das colinas, num belo dia de sol e céu azul, sua recompensa será esta visão maravilhosa da praia de Killiney:

Se me dissessem que era Brasil, eu acreditaria!

Depois de passear pelo parque, apreciar belas paisagens, entrar em contato com a natureza e quem sabe, até curtir uma praia (essa última parte eu pulei, porque no fim do dia, apesar do sol que ainda brilhava, batia um vento gelado!), não deixe de conhecer a casa do senhor Bono, que fica no fim da Vico Road.

Portão da casa do Bono. Mas não encoste ou o segurança briga. ):

Resumindo, é um lugar lindo. Foi um dia muito agradável na companhia dos meus brothers Jamile e Anderson.

Check the pictures out, guys! ^^

Este slideshow necessita de JavaScript.

Howth

Eu gostei tanto da minha experiência com a praia irlandesa quando fui a Bray, que resolvi repetir a dose conhecendo mais uma. Ok, não foi bem assim, mas o que importa é que fui para Howth.

Numa bela sexta-feira, dia que não tenho aula, abro os olhos pela manhã e mal acredito no que vejo: raios de sol entrando pela janela. Um lindo dia de céu azul e temperatura por volta dos 22 graus (acredite, isso é o melhor do verão irlandês!).

Impossível desperdiçar um dia desses dentro de casa. Encontrei o pessoal e decidimos ir para Howth (é, assim, do nada mesmo). Novamente, fomos até a estação do DART mais próxima e compramos tickets para lá.

No meio do caminho, me surpreendi com um estranho hábito do adolescente irlandês:

Irlandesas se bronzeando no chão da estação ouvindo música alta no celular (só faltou ser funk!)

Vou me abster de fazer comentários da foto acima, ok?

Finalmente chegamos a Howth, um lugar bem pequeno com seus restaurantes anti-intercambistas (if you know what I mean $), seus pescadores, suas focas (ou seriam leões marinhos?) e seus irlandeses se divertindo horrores com a praia.

Andamos um pouco, descemos as pedras, batemos várias fotos (mais fotos do que suporta um tcheco – inside joke). Mas o dia estava lindo, com um céu azul extraordinário e, pela primeira vez nesta terra, eu senti calor de verdade.

É só jogar a canga e se deitar para retocar o bronzeado.

Aí que tinha uma trilha que ninguém sabia onde dava nem o que tinha lá. Então, resolvemos subir, claro. No meio do caminho, achamos o Guarujá irlandês:

Praia com pedras, claro.

Subimos a trilha e eis que chegamos ao topo do penhasco. Foi cansativo, confesso, mas a visão valeu a pena. Mar azul, uma imensidão de céu com poucas nuvens, a visão de pequenas ilhas e da pequena Howth! É um daqueles momentos que você gostaria que o tempo parasse e você pudesse ficar lá no topo, sentado olhando e observando, refletindo sobre o sentido da vida, sabe?

Nem parece que estou a metros e metros de altura sentada assim tão próxima à beirada!

Será que ainda verei dias tão lindos como este aqui em Dublin? 😉