Vilnius, capital da Lituânia

Cheguei na última capital báltica por volta das 22h. A princípio, havia escolhido um hostel na rua principal da cidade, mas por receio de ir a pé sozinha até lá (1.5km) ou mesmo de pegar um táxi e ser enganada por ser turista, acabei mudando para um outro hostel a apenas 400 metros da rodoviária. Foi fácil chegar lá, mas meio difícil entrar! Fiquei no B&B&B&B&B (sim, é este o nome) e quando finalmente achei a entrada muito mal sinalizada (não sei quem teve a ideia de colar um cartaz bem frente ao nome do hostel), fiquei uns 10 minutos tocando a campainha e nada de alguém atender. Foi quando decidi entrar no que me pareceu ser um restaurante ao lado e descobrir que 1- não era um restaurante, era um bar/balada e 2- fazia parte do hostel, pois o funcionário que me atendeu me indicou a escada para ir a recepção. Fiz o check-in, olhei os mapas para decidir o que faria no dia seguinte e fui dormir.

No dia seguinte, fui andando calmamente até o ponto de encontro do walking tour. O guia era um jornalista que falava muito, mas muito rápido! Logo no começo do tour passamos por onde foi um gueto judeu e hoje, além de casas, tem uma escola construída na época da União Soviética.

A escola
A escola

A parte mais interessante do tour é a visita a República de Uzupis. Uzupis é uma região independente da Lituânia e o nome significa literalmente “do outro lado rio”, pois é necessário cruzar uma ponte para se chegar lá. Tudo começou em 1997 quando um grupo de artistas resolveu revitalizar a área que, até então, era ocupada por moradores de rua e prostitutas. Eles se declararam independentes e o governo do país meio que falou “tá, beleza” e hoje eles têm bandeira, hino, presidente e parlamento (que é o bar que fica logo depois da ponte).

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No tal parlamento, você pode entrar e pedir que carimbem seu passaporte como se estivesse mesmo entrando num país e passando pela imigração. O interessante é que eles também têm uma constituição que está traduzida em várias língua (mas não em português ainda) e eu achei que vários destes itens, na verdade, podem ser seguidos para vida. Olhem só:

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O tour seguiu e no fim um brasileiro que também estava no tour e fez amizade comigo e eu pedimos dicas de onde almoçar na cidade por um preço camarada, mas comendo algo típico. O guia nos indicou o restaurante/bar Snekutis (Š,v. Mikalojaus g. 15). Lá eu pedi o prato mais típico do país, o cepelinai, que é uma massa de batata recheada com carne. Aí você pode pensar “ah, então é tipo uma coxinha?” Não, porque a batata fica com uma textura muito diferente, meio pegajosa e, aparentemente, o prato é assado. Pedi também uma panqueca recheada de queijo para acompanhar.

Cepelinai
Cepelinai

Paguei pouco menos de 4 euros e olha, era muita comida! O cepilinai (foto) é relativamente grande e como é basicamente batata, já dá aquela “enchida” e eu ainda pedi uma panqueca – que estava meio gordurosa, mas a vida segue – e confesso que depois deste banquete, eu só fui sentir fome bem tarde da noite!

Após o almoço, o brasileiro seguiu seu caminho e eu o meu e fui ao Museu das Vítimas do Genocídio. A entrada custa 4 euros e é bom ir com umas 2 horas para a visitação, pois é bastante coisa, apesar de não parecer. São dois andares de museu e no subsolo é possível visitar as celas e como eu estava sozinha (havia outras pessoas no museu, claro, mas eu não estava acompanhada), confesso que deu um frio na espinha e um medinho quando fui na área das execuções.

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Do museu fui até onde é o parlamento lituano, mas sem grandes emoções – é apenas um prédio comunzão! Passei em frente a uma biblioteca maravilhosa, mas não entrei porque não sabia se ainda estava aberta pelo horário (era mais de 18h) e não queria subir a imensa escadaria que havia em frente para descobrir (meu joelho direito ainda estava tentando me matar e subir escada não era assim um sonho).

A biblioteca
A biblioteca

No caminho de volta ao hostel eu quis ir no que agora está virando “moda” na Europa: cat café. São cafés que têm como diferencial um monte de gatíneos lindos andando livremente pelo estabelecimento e você brincar com eles, passar a mão, alimentá-los (se comprar a ração), enfim, uma experiência para aqueles que são louco por gatos.

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O local é bem bonitinho e é necessário colocar protetor de calçado e levar as mãos ao entrar. Há avisos sobre como se portar no local – lavar as mãos antes e depois de brincar com os gatos, não pegá-los no colo ou acordá-los e enfim, respeitar os animais. O que achei bem ruim é que o local exige consumação mínima por pessoa (3 euros) e é bem caro para os padrões locais. É claro que 3 euros na Finlândia é insignificante – você consegue comprar uma casquinha com esse valor – mas se vocês pensaram que eu almocei (e muito bem) por menos de 4 euros, esse valor chega a ser abusivo no local. Claro que eu entendo que eles não querem virar uma atração onde as pessoas vão para ver os gatos, pedem uma água e vão embora, mas 3 euros é realmente absurdo para o país. Como fui obrigada, acabei pedindo um milkshake, e tomei empurrando porque eu ainda estava super cheia do meu almoço.

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Depois de muito enrolar, pois estava muito cansada e bem longe do hostel, fui embora. Passei no mercado para comprar coisinhas para o café e segui para o hostel. Aliás, o B&B&B&B&B tem uma decoração bem clean, o local é super limpo e organizado, os quartos são enormes, bem decorados e não os enchem de camas para dar lotação máxima. Por outro lado, saiba você que se pretende dormir à noite talvez não seja uma boa ideia se hospedar lá no final de semana – eu cheguei numa terça à noite e fui embora na quinta à noite – dormi super bem, mas na quinta já estava rolando um “pancadão” na balada e dava para ouvir dos quartos, além do que me desagradou muito que o povo da balada tinha acesso livre ao hostel para usar o banheiro – sim, o banheiro dos hóspedes.

Quarto feminino
Quarto feminino

Segui para meu quarto feminino de 6 camas que custou 10 euros/noite e descansei bem para o último dia de viagem nos bálticos.

Último dia em Tallinn

No último dia em Tallinn, comecei visitando o Museu da KBG no Hotel Viru. O local não corresponde exatamente a ideia que temos de museu por alguns motivos: 1-fica num hotel e ocupa parte de 2 andares dele; 2- só é possível visitar agendando a visita (por email ou pessoalmente na recepção) e as visitas são sempre guiadas. O preço não é muito friendly, já que custa 10 euros e não há qualquer tipo de desconto (custa 8 se você for hóspede do hotel). Eles organizam visitas guiadas em inglês, finlandês e estoniano e o horários e como agendar estão aqui.

Hotel Viru visto do centro da cidade histórica
Hotel Viru visto do centro da cidade histórica, entre os portões da cidade

A visita começa com a guia contando um pouco da história da construção do hotel e sua relação com a União Soviética e se você gosta de história, certamente vai adorar esta introdução. Havia boatos, por exemplo, que metade da estrutura do hotel era feita de microfones! De fato, havia microfones em todos os quartos e escondidos em todos os lugares. A contratação de funcionários era bem rígida: não eram contratadas pessoas que soubessem falar outro idioma ou tivessem familiares em outros países, pois a ideia é que eles não deveriam se comunicar com os hóspedes ou contar a pessoas no exterior o que acontecia dentro do hotel, que foi construído em 1972. E quando um funcionário era contratado, havia uma clara instrução: qualquer item que tenha sido achado no hotel (bolsas, carteiras etc) deve ser entregue a gerência sem ser aberto… e para testar, eles propositalmente deixavam uma carteira em algum lugar, mas caso o funcionário abrisse, uma espécie de “bomba de tinta” explodia e, enfim, o resto da história vocês já imaginam.

Tallin vista do 23º andar do Hotel Viru
Tallin vista do 23º andar do Hotel Viru

Nesta 1 hora de tour, tudo que visitamos são 2 salas “super secretas”, de onde a KGB controlava tudo o que acontecia no prédio. Numa das salas a guia mostra todo o aparato desenvolvido pelos russos para espionar os hóspedes.

Câmeras, microfones e fios escondidos
Câmeras, microfones e fios escondidos

Todo este cuidado era porque o hotel recebia estrangeiros e estes deveriam pensar que tudo na União Soviética funcionava perfeitamente, portanto, o hotel oferecia serviços de primeira classe e proporcionava uma experiência incrível aos hóspedes. Sobre visitar Tallinn, a única coisa que a guia comentou é que os hóspedes apenas saíam do hotel em táxis providenciados pelo mesmo por razões óbvias.

Após visitar o hostel, peguei o mapa e saí andando por lugares da cidade histórica onde ainda não havia passado, como a Fat Margaret’s Tower, uma torre construída para proteger a cidade pela costa e impressionar quem chegava. Hoje em dia o local abriga o Museu Marítimo, que eu não tive nenhuma vontade de conhecer – talvez porque eu já tenha visitado em Liverpool e não achei assim super empolgante.

Fat Margaret's Tower
Fat Margaret’s Tower

Acabei passando por alguns pontos turísticos no estilo “bater uma foto e ir embora”, e embora a cidade tenha alguns museus, não fiquei interessada em visitá-los. Acontece, né? Alguns dos lugares que passei incluem a praça da prefeitura, onde passei diversas vezes e há diversos restaurantes – a maioria super faturados porque são para turistas-; a passagem de St. Catarina, que é uma ruazinha; o mirante de Kohtuotsa, onde se tem uma boa vista da cidade; a Igreja Dome. As capitais dos países bálticos têm um mapa feito pelos locais (Free map made by locals), que é bem útil por mostrar as principais atrações, além de sugerir restaurantes,  bares e outras atividades. Eu peguei o meu no hostel e, geralmente, os guias dos tours também oferecem.

Praça da Prefeitura à noite
Praça da Prefeitura à noite

Eu gostei de Tallinn, mas não achei essa “Coca-Cola” toda que li pelos blogs da vida (eu nem gosto de coca, just for the record… haha). É uma cidade bonitinha, com muralhas e torres ainda bem conservadas do período medieval, mas não é assim tão encantadora. A cidade é muito pequena, então, se você quiser ver o essencial um dia só basta. Se você optar por visitar alguns museus, então dois. Acredito que seja uma visita mais agradável no verão e também que tenha mais opções nesta época.

Curiosidades

  • O Skype foi inventado lá! E eles são muito orgulhosos disto.
  • Eles se gabam por serem super conectados e ter a internet mais rápida do mundo. A internet do hostel mal pegava no meu quarto e quando pegava, eu achei normal. Por outro lado, no centro histórico tem wifi grátis.
  • Eu não usei o sistema de transporte, mas Tallinn é uma das poucas cidades do mundo em que o trasporte público é gratuito para seus cidadãos, portanto, apenas estrangeiros pagam.
  • Você curte beber? Como contei no primeiro post sobre a cidade, bebida alcoólica é bem barata no país, então é sua chance. O que atrai mesmo é a vodka, não somente pelo preço, mas porque existe uma marca que vende vodka com teor de alcool de 80%! Sim! E eu comprei, porque isso é um super suvenir! hahaha… Se ficaram curiosos, a marca é Saaremaa. 😉

Fui a pé do hostel até a rodoviária – cerca de meia hora – e de lá peguei meu ônibus para Riga. A viagem dura cerca de 4 horas e fui com a Lux Express, a mesma empresa de ônibus que me levou de Helsinki a São Petersburgo, na Rússia. O ticket custou 10 euros e a viagem foi bem confortável, com bebidas quentes à vontade, apesar de desta vez a opções de filmes e música não estar funcionando na TV individual.

Rodoviária de Tallinn
Rodoviária de Tallinn

 

Budapeste, Hungria III

No terceiro dia, com um tempo mais quente e gostoso, pegamos o metrô até a Praça dos Heróis. Se tiver tempo e disposição, vale a pena ir a pé, pois a avenida que dá acesso a praça é muito bonita e arborizada, a Andrássy. Chegamos até lá de metrô para economizar tempo, mas no caminho de volta não nos decepcionamos de ter gastado sola de sapato! 🙂

Andrássy
Andrássy

A Praça dos Heróis, Hösök tere em húngaro, é uma das principais praças da cidade com várias estátuas e tem dois museus de arte em seu entorno. É mais um lugar para parar e tirar algumas fotos antes de entrar no parque onde fica o Castelo Vajdahunyad.

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Praça dos Heróis

O lugar não é um castelo de verdade, mas um complexo de prédios que abriga um museu, exposições e outras atividades culturais. Foi construído em 1896 para mostrar a evolução arquitetônica na Hungria pelos séculos. De qualquer forma, é muito bonito e um ótimo lugar para tirar belas fotos. 🙂

O castelo
O castelo

Passeamos pelo parque, que é enorme e muito bonito, e de lá seguimos para o que achamos que seria umas das atrações mais legais do dia.

O parque
O parque

Na avenida Andrássy fica a Casa do Terror, um museu sobre o fascismo e comunismo vividos pelo país no século XX. O museu fica num prédio de 3 andares e abre de terça a domingo. O ticket custa 2000 florins e eles só aceitam dar o desconto de estudante para europeus ou portadores da carteira ISIC de até 26 anos de idade (oi?!) – eu já passei dos 26 há algum tempo, então paguei o valor integral. Todas as salas do museu são temáticas e tudo é muito bem feito, porém um detalhe estraga um pouco a visita: está tudo em húngaro. Em cada sala temática há um folheto em inglês explicando o contexto, mas 1- são muitas salas e fica um pouco complicado parar em cada uma delas e ler uma folha de sulfite inteira com as explicações e 2- mesmo que você leia, os objetos expostos e todo o resto têm sua própria explicação em húngaro e, para mim, isto fez uma diferença enorme na visita. Foi um pouco difícil entrar naquele mundo sem poder entender 100% o que estava exposto.

A fachada do museu
A fachada do museu

Não é permitido tirar fotos e os funcionários ficam em cima. Em certo momento, eu estava mexendo no meu celular – não, não estava tirando foto escondida e nem estava com o celular numa posição que parecesse que eu poderia estar tirando uma foto – e uma funcionária rapidamente se aproximou dizendo “No photos”. Vale a visita? Não posso negar que é tudo interessantíssimo, mas vá sabendo que quase tudo está em húngaro.

Do museu seguimos para a Ópera, que fica na mesma rua. A intenção até era entrar para fazer o tour guiado (que inclui um mini concerto), mas como passamos muito tempo dentro do museu (o R. gosta de ler até as informações de uso de banheiro… haha), achamos melhor seguir para a próxima atração do nosso roteiro e, se possível, tentar ir na ópera no dia seguinte.

A ópera
A ópera

Seguimos a pé até o lado Buda, subimos todos os degraus novamente até chegarmos no Castelo de Buda, que já contei que não é um castelo, mas o Museu de História de Budapeste. O museu é sensacional e com certeza recomendo a visita! A parte que mais gostei é uma exposição que mostra como era a vida nos lares húngaros na época do comunismo, pois me lembrou um pouco o DDR Museum de Berlin, que também é sensacional.

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O ticket custa 1800 florins e o museu ocupa o subsolo, onde é possível visitar as “ruínas” do castelo que ocupava o local antes, e mais 3 andares. Para visitar o museu todo com calma é bom separar de 2 a 3 horas. Outra dica é passear pelos jardins em volta do museu – são lindíssimos!

De lá, para encerrar o dia, seguimos para a Citadella. A recomendação era que a gente chegasse lá para ver o sol se por e ter uma bela visão de Budapeste a noite, em especial do Parlamento Húngaro. Aparentemente, tem um ônibus que leva até quase o topo, mas nós, claro, fomos a pé. Não vou mentir, é uma subida bem longa, cheia de escadas e rampas e sim, cansa muito! E olha que eu nem estava numa fase sedentária quando fui, já que estava correndo de 3 a 4 vezes por semana morando em Oulu. Preparem as pernas!

Felizmente, tem uns banquinhos no caminho para dar "aquela descansada"
Felizmente, tem uns banquinhos no caminho para dar “aquela descansada”

Citadella, em italiano, significa “cidade pequena” e o local foi construído no século 19 a mando do rei Franz Joseph. A intenção era que o local fizesse parte de um complexo de fortalezas, mas as outras nunca foram construídas. O local é público desde 1899, quando os últimos soldados saíram de lá, mas se tornou uma espécie de esconderijo para pessoas “não do bem” e somente em 1974 a Citadella se tornou  oficialmente parte do roteiro turístico da cidade.

No topo
No topo

A maior atração, na verdade, é mesmo a visão que se tem do lado Peste. Andamos em volta do forte, onde há parques e pessoas praticando esportes. Tem também barraquinhas de comida e lembrancinhas e os preços pareciam ser os mesmos que encontramos do lado Peste, em média. Mas a vista é o forte mesmo, então é bom ir num dia claro e bonito.

Lindo!
Lindo!

Paramos em alguns mirantes, tiramos muitas fotos, conhecemos turistas argentinos e ficamos batendo um papo, mas já perto das 20h, o sol não estava assim tão perto de se por – as vantagens e desvantagens de se viajar pela Europa no verão. A descida de volta era longa e a fome já tinha aparecido, então decidimos ir embora – teríamos que ficar por lá por mais pelo menos 1 hora até ficar completamente escuro. Porém, o por do sol nos pegou quando atravessávamos a ponte para o lado Peste. Foi lindo!

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No caminho de volta ao hostel, passamos pela Rua Vaci, que é uma das mais famosas (e caras) ruas de compras da cidade. Tem também muitos restaurantes que cobram bem mais caro porque é “pra turista”, mas achei os preço das lojas de lembrancinhas na média do restante da cidade.

Era o terceiro dia em Budapeste e eu já estava apaixonada! ❤

Roteiro de 3 dias em Dublin

O blog já foi sobre minha vida na Irlanda, mas já faz 3 anos que não moro mais lá, então pode parecer estranho que justo agora, em meio a posts sobre minha vida na Finlândia e outras viagens, eu resolva compartilhar um roteiro de viagem em Dublin. A verdade é que como eu morava na cidade, nunca postei sobre ela do ponto de vista de um turista, mas o que me motivou mesmo foi que eu acabei fazendo um roteiro para o R., que resolveu conhecer a capital irlandesa, e eu pensei “por que não postar no blog?”.

Para quem já foi ou mora em Dublin, pode deixar nos comentários sugestões do que poderia ter sido incluído ou o que poderia ter ficado de fora. Claro, levando em consideração que são 3 dias, é turismo e quem viaja normalmente quer ver o essencial.

Dia 1

Acho importante otimizar o tempo, então sempre tento agrupar as atrações pela localização e, por este motivo, o dia 1 começa numa região um pouco afastada do centro, mas cobrindo tudo que fica mais ou menos perto.

Guinness Storehouse – A fábrica da Guinness é uma das visitas obrigatórias, mesmo que você não beba cerveja – eu só fui visitá-la quando voltei a Dublin em 2015, porque achava que não era uma visita para quem não é muito fã da bebida, mas não podia estar mais enganada! Vale a pena porque todo o processo de produção da cerveja e a história da marca são muito bem contados e tudo muito bem feito, você aprende a fazer seu chopp e depois pode bebê-lo e no último andar dá para ter uma visão 360 graus da cidade.
Onde: St. Jame’s Gate, Dublin 8
Quanto custa: a partir de 16 euros (adulto)
Quando: diariamente (exceto em alguns feriados, como Natal), das 9h30 às 19h (último ticket vendido às 17h)
Quanto tempo: eu fiquei mais de 3 horas

Guinness

Gaol Kilmainham – Fica mais ou menos na região da  fábrica da Guinness e é uma das maiores cadeias desativadas da Europa. Só oferecem visitas guiadas e como pode ser bem concorrido conseguir um ticket (eu não consegui na primeira vez que tentei ir), se possível, é melhor comprar pelo site. Se tiver tempo e interesse, bem próximo a cadeia fica o Museu Irlandês de Arte Moderna, que não é muito grande.
Onde: Inchicore Road, Dublin 8
Quanto custa: 3 euros
Quando: diariamente, das 9h30 às 17h30 (último tour começa às 16h15) de outubro a maior, e das 8h45 às 19h (último tour às 17h45) de junho a setembro.
Quanto tempo: o tour guiado dura 1h e deve-se chegar 15 minutos antes

Gaol

Phoenix Park – É conhecido por ser o maior parque urbano da Europa e é tão grande que abriga um zoológico e também a casa do presidente da Irlanda. Se o tempo estiver bom (Dublin, sua nublada chuvosa), dá até para alugar bicicleta (em 2013 custava 5 euros/hora).
Onde: portões principais – Parkgate Street e Castlenock Gate
Quanto: grátis
Quando: aberto 24h
Quanto tempo: depende do quanto você está disposto a andar e o que vai fazer, mas, em média, umas 2h

Nós em frente da casa do presidente
Em frente da casa do presidente

St. Patrick’s Cathedral – Se ainda tiver tempo e disposição, no caminho de volta ao centro dá para dar uma passada na catedral do padroeiro do país. Eu nunca entrei porque não sou a maior fã de pagar para entrar em igreja, mas aí vai do gosto de cada um.
Onde: Patrick Street
Quanto: 6 euros (adulto)
Quando: os horário variam muito, então é melhor consultar o site
Quanto tempo: não mais que 1h

Dia 2

Dublinia – O Dublinia é um museu imperdível que conta história de Dublin voltando ao tempo dos vikings, e na minha opinião, é um dos mais interessantes da cidade. Fica próximo da Christ Church Cathedral (e tem um túnel ligando os dois) e é possível comprar ticket combinado para visitar as duas atrações.
Onde: High Street
Quanto: 8,50 euros (adulto)
Quando: diariamente das 10h às 17h30 e até às 18h30 entre março e setembro
Quanto tempo: 2h

Dublin Castle – Não se iluda com o nome, pois o prédio nada se parece com um castelo hoje em dia. De qualquer forma, não deixa de ser uma visita interessante para saber um pouco mais da história da cidade. Tem também um belo parque e uma biblioteca, a Chester Beatty, com várias exposições.
Onde: Dame Street, Dublin 2
Quanto: 8,50 (adulto)
Quando: os horários variam um pouco, então melhorar consultar o site
Quanto tempo: o tour guiado dura aproximadamente 1h

Dublin Castle

Trinity College – É a universidade mais antiga e conceituada do país, onde estudaram Samuel Beckett e Oscar Wilde, por exemplo. É possível visitar a biblioteca, que já foi cenário de algum filme de Harry Potter, e também onde fica o Book of Kells, o livro mais antigo do mundo
Onde: College Green, Dublin 2
Quanto: 6 euros apenas a universidade (tour guiado), 13 euros com a biblioteca, mas se só quiser entrar e passear sem tour, é gratuito (a biblioteca é sempre paga)
Quando: checar os horários aqui
Quanto tempo: 2h

Grafton Street e St. Stephen’s Green Park – Saindo da Trinity College começa a Grafton Street, a rua de comércio phyno mais famosa da cidade. Além das lojas caríssimas e alguns cafés, há também muitos buskers, os artistas de rua. Indo até o fim dela você chega no St. Stephen’s Green, um parque muito bonito com muita área verde e lagos, uma visita que vale muito  a pena se o tempo estiver bom.
Onde: Grafton Street
Quanto: grátis
Quando: enquanto estiver claro e as lojas abertas
Quanto tempo: depende de quantas lojas você quer entrar e de quanto tempo quer passar no parque

Stephen's Green no verão
Stephen’s Green no verão

Temple Bar – Esta é a área mais badalada da cidade, com vários pubs e baladas. Claro que o mais famoso é o que leva o nome do lugar, o Temple Bar. Mesmo que não você não goste de balada, vale a pena passar para conhecer o lugar e o Temple Bar, o pub, fica aberto o dia todo sempre com música ao vivo. Se curtir a noite, vá mais tarde e visite outros bares da região. Aqui você vê o local ao vivo.

Temple Bar

Dia 3

Malahide Castle – Não fica na área central de Dublin e é preciso pegar o DART, o trem, para chegar até o local. É uma visita bacana, especialmente num dia de sol, pois na região tem uma belo parque, uma praia e um jardim botânico. O castelo é muito antigo e o tour guiado é muito bom.
Onde: Malahide
Quanto: 12 euros (adulto)
Quando: diaramente, das 9h30 às 17h30 (o último tour sai às 16h30)
Quanto tempo: Uma manhã ou tarde inteira, considerando o tempo para ir e voltar de Dublin, o tour no castelo e possivelmente visitando jardim e a praia

O’Connell e Henry Street – De volta a Dublin, se ainda não visitou estas duas ruas, essa é a hora. A O’Connell é a rua mais larga da cidade e onde fica o ponto de encontro mais famoso também, o Spire. A Henry Street é uma rua de comprars assim como a Grafton, mas é mais popular.

Museus – Tem muitos museus gratuitos em Dublin, alguns próximos a Trinity College (National Gallery of Ireland e o Museu de Arquelogia) outros um pouco mais afastado, em Dublin 7 (Museu de Artes Decorativas e História). E outros museus pagos, como o Museu de Cera (próximo a Trinity College), o Museu do Leprechaun (próximo a Henry Street) e o Museus dos Escritores de Dublin, próximo a O’Connell.

O’Reilley’s Bar – Para fechar o dia, eu recomendo muito ir num pub de rock que fica atrás da Tara Station, próximo ao Rio Liffey. O pub tem decoração estilo taverna, toca música boa e é um dos mais baratos da região.

Se tiver mais que 3 dias, no primeiro dia vale a pena fazer um walking tour, passear pelo Rio Liffey, conhecer o Merrion Square, um parque próximo ao Stephen’s Green, ou ainda conhecer a destilaria Jameson em Dublin 7.

E se tiver mais dias para ficar na Irlanda, algumas sugestões de passeios de um dia é visitar as cidades próximas, como Bray, Howth  ou Dalkey, onde moram Bono Vox e Enya. Conhecer of Cliffs of Moher também é uma boa opção.

Dicas

Souvenirs – Você verá milhares de lojas da Carrolls espalhadas pela cidade. De fato, a loja oferece muitas opções de qualidade, mas se você quer comprar lembrancinhas mais em conta, há algumas lojinhas na Grafton que têm preço melhor. Na mesma rua fica uma loja oficial da Disney.

Transporte – O transporte público da cidade é extremamente caro! Tente fazer o máximo possível a pé para poupar.

Alimentação – comer fora em Dublin não é muito barato. Se precisar economizar, pode fazer compras em mercados, como o Tesco, ou comer em lugares que vendem baguetes por 2 euros (ainda era esse valor em 2015), como Londis. Na Talbot Street, uma travessa da O’Connell, també há lugares mais em conta para comer.

Moscou – Lênin, museu e Praça Vermelha

No nosso último dia em Moscou, finalmente conseguimos entrar no Mausoléu do Lênin. O dia começou um pouco mais frio e com sleet, aquela neve molhada que cai e vira água, mas nada que nos atrapalhasse.

O mausoléu fica na Praça Vermelha, sempre muito bem vigiado. A fila não estava muito longa e logo passamos pela segurança e, por incrível que pareça, podemos entrar com câmera e mochilas. A última morada de Lênin foi construída de madeira logo depois de sua morte em 1924 e só em 1930 o mausoléu que está lá hoje foi construído. Há rumores que o que está lá não é mais seu corpo embalsamado, mas um boneco de cera. Será?

O mausoléu e os turistas
O mausoléu e os turistas

Mas não pense que vai poder ficar lá horas olhando o corpo embalsamado (ou boneco de cera)! Depois que você entra na fila para visitar o local só sai quando a visita terminou. Não é permitido parar e olhar, a fila entra e dá a volta no caixão de vidro até sair e ai se você resolver parar um pouquinho só! Um soldado russo vai prontamente berrar com você. Além disso, é bem escuro e se o dia não estiver nublado como no dia que visitei, até seus olhos se acostumarem com a escuridão, você já deu a volta e saiu. Não é permitido tirar fotos, obviamente, mas a visita vale a pena, afinal, se você já chegou na Rússia, por que não entraria no mausoléu?

Parte externa
Parte externa

Saímos e ainda na Praça Vermelha fica o Museu Histórico Russo, que nem estava nos nossos planos visitar, mas como sobrou um tempinho (já que outros passeios foram tirados da lista) resolvemos entrar e foi uma ótima decisão! Eu amei este museu!

O museu o Christmas masket
O museu e o Christmas market numa tarde linda de sol

Apesar de a maioria das coisas não estar traduzida para o inglês (e eu não falar russo), achei o museu incrível! Conta toda a história da Rússia, como o próprio nome sugere, mas o museu em si já é uma obra de arte. Eu fiquei realmente admirada com a beleza do museu, não só por fora, mas por dentro também.

Lindo, não?
Lindo, não?

Ficamos umas boas horas lá dentro. Saímos, demos mais uma olhada na igreja que fica bem ao lado (Kazan) e voltamos ao famoso shopping subterrâneo para almoçar. Quando saímos, o dia cinza estava ensolarado e ficamos olhando aquela linda parte da cidade antes de voltarmos ao hostel. Aliás, a Praça Vermelha, onde ficam o Kremlin, Museu Histórico Russo, shopping Gum, Catedral de São Basílio e outras atrações, não tem este nome por causa da cor dos muros do Kremlin! A cor original dos muros, aliás, era branco. Segundo nossa guia, a palavra em russo que significa vermelho, também quer dizer bonito, então seria também a Praça Bonita. Interessante, não?

Sol, como não amar?
Sol, como não amar?

Moscou é realmente uma cidade linda e cheia de opções de passeios. Eu tenho a impressão que se fôssemos ficar lá 10 dias, teríamos o que fazer em todos eles. Alguns passeios ficaram de fora por diversos motivos. Financeiros, como assistir um balé ou fazer um tour no Bolshoi (absurdamente caro) ou visitar um bunker onde fica o museu da guerra fria, que além de caro, lemos no tripadvisor que a visita não valia o valor. Falta de tempo, como a Universidade de Moscou ou os parques que fomos, mas durante o dia. Falando na Universidade de Moscou, há alguns prédios muito parecidos com o dela na cidade, como este:

!!!
!!!

E quando eu os vi, achei muito familiar. Pesquisando sobre a universidade no Google, descobri que há 7 prédios do mesmo estilo na Rússia e 1 na Polônia, que foi presente de Stalin. E os achei familiar justamente porque lembrei de um prédio meio feio que vi quando visitei Varsóvia.

O prédio de Varsóvia. Bem parecido, não?
O prédio de Varsóvia. Bem parecido, não?

Do hostel fomos para o aeroporto pegar nosso voo de volta a São Petersburgo, mas desta vez não fomos de expresso. Chegamos num aeroporto, mas voltamos de outro, o Domodedovo e para chegar lá de transporte público é bem simples, barato e relativamente rápido. É só pegar o metrô até a estação Paveletskaya e de lá pegar o ônibus que sair para o aeroporto. O trajeto todo custou 80 rublos (ou cerca de 1 euro) e funcionou bem.

Nosso voo foi tranquilo, mas curioso. Havia esse homem enorme e já nos late 40s que não parava quieto! O avião pronto para decolar, aquele momento que todo mundo sabe que deve estar sentado com os cintos apertados, e ele levanta para fuçar  no compartimento de bagagem! Veio o comissário de bordo e pediu para ele se sentar e enfim, a cena se repetiu algumas vezes no voo, mas fora isso, tudo certo.

Chegamos já por volta de meia-noite e decidimos passar a noite no aeroporto que, felizmente, contava com bancos bem confortáveis.

Adoramos Moscou e partimos para nosso último dia de viagem, nos despedindo da Rússia em São Petersburgo.

Parece que vai ter Copa lá em 2018...
Parece que vai ter Copa lá em 2018…