Buenos Aires – museus e tango

Antes de voltar ao hostel por causa do jogo da Argentina, passamos no Café Tortoni, na av. de Mayo, para reservar o show de tango à noite, porque é praticamente impossível chegar na hora e ainda ter lugar disponível para o show.

Jogo terminado, dia cinza e chuvoso e convidando para fazer todos os passeios indoors do roteiro. Fomos para o MALBA, o Museu de Arte Latinoamericano de Buenos Aires. Como ele fica um pouco distante do hostel, fomos de ônibus. Parênteses. Em Buenos Aires não tem cobrador (aliás, acho que cobrador é um emprego que só existe mesmo por aqui) e portanto, a passagem deve ser paga em moedas numa máquina e o valor depende da distância percorrida (assim como é feito em Dublin). Mas eles têm uma espécie de bilhete único, o SUBE, que te dá alguns benefícios como não precisar ficar louco atrás de moedas e pagar um pouco a menos em cada viagem. O bilhete é vendido em várias lojinhas (geralmente, tem um adesivo ou alguma plaquinha na frente) e o valor cobrado não parece ser padrão (ou isso ou nos passaram a perna), pois no lugar que compramos nos cobraram 25 pesos (R$5,55), mas num outro lugar que passamos para recarregar o bilhete depois, ele custava 20 pesos (R$4,45). Fim do parênteses.

MALBA
MALBA

A entrada custa 50 pesos (uns 11 reais), mas quem apresentasse qualquer Smartphone da Samsung (eu), levava 2 ingressos pelo preço de 1 – não faço ideia do porquê! Só que eu me senti “enganada” – o museu tem 3 andares, mas apenas o segundo estava aberto à visitação, pois os outros 2 estavam sendo montados para outras exposições… sigh…

Um banco pós-moderno
Um banco pós-moderno
Exposição
Abaporu

Não havia muito o que se ver, já que só 1/3 do museu estava aberto, então não ficamos mais do que 40 minutos por lá e ainda estava relativamente cedo quando saímos. Bem perto do MALBA fica o Museu Nacional de Belas Artes, entrada gratuita, então, seguimos para lá. Já estava muito frio (lembrei de Dublin de novo) e foi muito gostoso entrar no museu quentinho… haha… No primeiro andar há diversas salas com quadros e algumas esculturas expostos, cada uma com um tema diferente, por assim dizer.

O beijo ,Rodin - Já havia visto no Musée Rodin em Paris
O beijo ,Rodin – Já havia visto no Musée Rodin em Paris

O segundo andar do museu estava fechado, mas no terceiro havia uma exposição muito bacana do artista Miguel Rep, um cartunista com muito senso de humor. Eu fiz questão de ler/ver cada quadrinho e gostei bastante! Museu super recomendado!

Clever!
Clever!

Saímos do museu às 18h30 e fomos esperar o ônibus para voltar. Não sei se estávamos no ponto errado ou se o ônibus que realmente demorou, mas como tínhamos um show de tango para ir às 20h e ainda precisávamos jantar, resolvemos pegar um táxi, embora com um pé atrás. Li muitas histórias sobre taxistas de Buenos Aires e nenhuma delas era boa – eles têm fama de passar de troco notas falsas, para falar o mínimo. Antes de entrar no táxi, o taxista nos informou que a viagem sairia por 40-45 pesos, mas no fim saiu por 52 (R$11,50), o que não achei caro pela distância, mas achei suspeito o caminho que o taxista fez. De onde estávamos, ele poderia facilmente ter entrado na Av. 9 de julho, mas entrou numas ruelas, saiu na Av. Santa Fé e só então, chegou na Av. 9 de julho.

Fomos jantar num restaurantezinho próximo ao Café Tortoni e quando eu pedi frango com fritas, jamais imaginei que viria uma porção deste tamanho:

MUITA COMIDA!
MUITA COMIDA!

Comi muito bem por 100 pesos, incluindo a gorjeta (uns 22 reais), e fomos ao Café Tortoni. Antes de ir para Buenos Aires, pesquisei shows de tango. O mais famoso é o Esquina Carlos Gardel, mas os preços são um tanto quanto muito além do meu orçamento, embora o lugar deva ser sensacional. Comecei a buscar tangos que fossem bons, porém, baratos e achei o Café Tortoni, que é um dos cafés mais antigos da cidade, fundado em 1858 e considerado um ponto de interesse turístico.

O café
O café
:)
🙂

O show todo dura uma hora e são alternadas apresentações de tango com a da cantora do café. O local é pequeno, então não há 200 pessoas na sua frente tapando sua visão (o que é muito importante para uma baixinha como eu). O show sai por 200 pesos (ou uns 45 reais) sem consumação, mas cada um é livre para pedir qualquer coisa do menu. Ou não.

Tango!
Tango!

A curiosidade é que só havia brasileiros assistindo o show! Aliás, metade da população de Buenos Aires deve ser de turistas brasileiros, porque oh, eu só ouvia português por lá e os portenhos não parecem ter nenhuma dificuldade em entender o português e até cruzei com muitas pessoas que arriscavam um bom português que aprenderam apenas por estar sempre lidando com brasileiros!

PS: Todas as conversões feitas neste (e nos outros) posts consideram o valor que conseguimos na primeira troca de pesos, 1 real = 4,50 pesos.