Presentes

Dar presente é difícil, né? Medo de não agradar a pessoa e talz… então, caso algum leitor aqui do blog queira me presentear, aí vão as dicas!

Semana 42 – Acerte meu presente

1- Smiths

Eu já contei aqui que adoro The Smiths e o Morrissey. Quer me deixar feliz? Me dê qualquer coisa que tenha a ver com a banda ou o cantor. Não tem erro! O máximo que vai acontecer é eu já ter, mas a gente sempre dá um jeitinho.

2- Mafalda

Seguindo a mesma lógica, eu também adoro a pequena argentina Mafalda e o highlight da viagem a Argentina foi bater uma foto do lado da estátua dela. Me dê qualquer coisa que tenha relação com ela que eu também vou gostar. E você também corre o risco de eu já ter o item, mas de qualquer forma, a gente dá um jeitinho também!

3- Semi-jóias

Semi-jóias não são tão baratas como bijuterias, mas são muito mais baratas que jóias de verdade. Eu adoro brincos (discretos, já cheguei nessa fase) e correntinhas! Não sou muito fã de pulseira (nunca lembro de colocar) e anéis (porque eu estou sempre lavando a mão/passando álcool gel/ passando creminho e o anel incomoda), mas realmente gosto de brincos e correntinhas.

4- Woody Allen

Eu e meus gostos. Gosto muito do diretor (muito tipo tenho uns 30 DVDs dele) e qualquer coisa relacionada a ele também me agrada! Pode ser um DVD, um livro, uma camiseta ou um par de tickets para ver o último filme dele. he.

5- Chocolate

Eu já contei que minha fraqueza são doces? Adoro! Não é o tipo de presente que eu gostaria de ganhar de aniversário, acho meio impessoal (eu ganho muito chocolate de aluno, por exemplo, que quer mostrar carinho, mas como não me conhece, play safe e dá algo que não tem como não agradar), mas como um presente aleatório é muito bom!

PS: Um dos presentes mais legais que ganhei foi no meu aniversário de 23 anos e um grupo de amigos me deu um caricatura minha (aliás, meu avatar dos comentários) com uma mochila nas costas e segurando uma câmera. Meu, juro, eu A-MEI!

Buenos Aires – Caminito, Puerto Madero e Calle Florida

Quando saímos do La Bombonera já era fim de tarde, mas ainda estava claro e demos uma passada no Caminito, aquela rua toda colorida de La Boca. Tem algumas atrações na região, como museus, mas não me interessei muito e só andei mesmo pela região.

Calle Caminito
Calle Caminito

Havia muito movimento e muitos turistas andando pelas ruas e mesmo tendo lido na internet que a região não é segura e tendo sido alertada por locais, eu não vi nada e não senti medo.

Caminito
Caminito

Na região tem várias lojinhas vendendo coisa pra turista… não sei como, mas fui parar numa galeria cheia dessas lojinhas e aí foi só alegria! Comprei uma camiseta da Mafalda super fofa e bem feita por 80 pesos (uns 18 reais) e uma bolsa destas estilo saco (pra carregar minha vida quando saio de casa pra dar aula/lutar kung fu e carrego tudo comigo) pelo mesmo valor da camiseta. Também levei uma caixa com 6 alfajors (alfajores?) Recoleta por 50 pesos (uns 11 reais) e um chapéu do panamá por 80 pesos também. Falarei sobre as 3 marcas de alfajor que comprei em outro post.

Finalmente voltamos no mesmo ônibus 29 e decidimos ir a Casa Rosada, porque a noite ela fica toda iluminada e é realmente muito bonita. Uma pena que minha câmera seja boa, mas eu seja uma péssima fotógrafa.

Não sei tirar foto
Não sei tirar foto

Como o final de semana inteiro havia sido de tempo feio e chuvoso, não tiramos boas fotos ao ar livre e embora eu não seja do tipo que viaje só pra tirar foto, eu também gosto de foto! Como tínhamos tempo ainda, já que seriam 5 dias na cidade, na segunda-feira acordamos cedo e como o dia estava lindamente ensolarado, fomos bater umas fotos por aí. A primeira parada foi com a Mafalda que ficava bem pertinho do hostel –  desta vez não tinha ninguém lá e eu tirei umas 10 fotos com ela – sim, eu meio que gosto da Mafalda.

Mafaldinha! <3
Mafaldinha! ❤

Depois fomos a Plaza de Mayo tirar mais algumas fotos e seguimos para Puerto Madero. Eu achei estranho que, apesar de já ser quase meio-dia, todos os cafés e restaurantes da região estavam fechados… E achei a região meio parecida com o porto de Dublin, apesar de Buenos Aires parecer mais moderna. Lá tem a Puente de la Mujer que é super parecida com a ponte Samuel Beckett do rio Liffey.

Ponte de la Mujer
Ponte de la Mujer e eu esqueci de levar meu pente (verdade! haha)

De lá seguimos para a famosa Calle Florida, a rua das compras. Eu não queria comprar nada além do que já havia comprado (já tinha um kit Mafalda comigo), mas meu pai me fez alguns pedidos e fui lá conferir.

Galeria Pacífico
Galeria Pacífico

Não sei de onde vem a fama de preços baixos de Buenos Aires, porque eu não achei nada barato! Acredito que há alguns anos fosse realmente vantajoso para brasileiros, mas com a atual economia do país isso acabou. Basicamente, tudo que for caro aqui, será caro lá, porque não é produto argentino. Como eu não dou a mínima para roupas de marca (eu gosto mesmo é de comprar meus vestidos e saias nas feirinhas), não tenho noção de preços no Brasil, mas em Buenos Aires não é super barato também. No fim, acabei comprando um sobretudo para minha mãe bem grosso por um preço sensacional, mas isto porque não era de marca e havia sido fabricado por lá mesmo – mas ela adorou e está só esperando ansiosamente fazer frio para poder usá-lo – e umas camisas Lacoste que meu pai queria. Uma dica para quem quer comprar jaquetas de couro é não entrar nas grandes lojas que ficam na rua. A Calle Florida se parece muito com o centro de São Paulo, onde tem gente te entregando papelzinho a todo momentos pra divulgar loja e isso também acontece lá com as lojas que vendem couro. Como estas lojas ficam em cubículos escondidos fora da visão do público (poucos custo com locação) e normalmente são lojas de fábricas, valem muito a pena. Entrei numa destas lojas, a Mr. Cuero, que vendia jaquetas à partir de 380 reais, o que acredito ser um preço bom.

As placas da cidade são bonitinhas!
As placas da cidade são bonitinhas!

Outra peculiaridade da Calle Florida é que a cada 10 passos você esbarra em alguém gritando “câmbio”. E vem a dúvida: é seguro trocar dinheiro com esse pessoal? Eu estava andando com cara de perdida na rua e uma moça brasileira que trabalha vendendo passeios turísticos me perguntou se eu precisava de algo e enfim, começamos a conversar e ela indicou um rapaz com quem ela sempre trocava dinheiro e disse que era de confiança. O rapaz fica em frente ao McDonald’s, nós o “abordamos” perguntamos qual era a cotação dia: 4,70 pesos! O que se segue parece um pouco coisa de filme de máfia… entramos num prédio e descemos de elevador até o subsolo. Lá aguardamos numa salinha, quando chegou nossa vez, o rapaz nos chamou e informou o responsável a quantia que queríamos trocar. Ele nos deu os pesos, entregamos os reais e o mesmo moço que nos levou até lá nos escoltou até a saída – eu usei todos os pesos trocados sem problemas. E olha que quase todo lugar que você paga com nota de 100 pesos eles ficam olhando pra ver se a nota é verdadeira mesmo.

E este foi o único dia que comemos fast food, mas pelo menos foi um fast food local:

O combo custou 29 pesos (pouco mais de 6 reais)!
O combo custou 29 pesos (pouco mais de 6 reais)!

Preço bom e até que o lanche era saboroso!

Voltamos ao hostel passando pela av. 9 de julho e pude finalmente tirar uma foto decente com o Obelisco, porque té então só havia conseguido fotos cinzas e apáticas! haha… Mas antes de chegar ao hostel, eu queria muito matar uma vontade… que conto no próximo (e hopefully) último post da série “Buenos Aires”.

 

Buenos Aires – Teatro Colón, San Telmo e La Bombonera

O terceiro dia de viagem, um domingo, começou pior que o dia anterior: um frio que eu não sentia desde Dublin piorado pela chuva e vento, que só faziam a sensação térmica ser ainda mais baixa. Mais uma vez, o dia convidava para fazer mais passeios indoors e fomos ao Teatro Colón. Só é possível entrar no teatro com o tour guiado que dura quase uma hora e custa 150 pesos para estrangeiros (uns 33 reais) – para argentinos custa menos da metade disso! Desta vez havia a opção de fazer o tour em inglês (brigada) e pude entender tudo que o guia falava (aliás, o inglês dele era impecável).

Teatro Colón
Teatro Colón

O guia conta desde a história da construção do teatro (como a morte dos dois primeiros arquitetos, coincidentemente, aos 44 anos) até detalhes da decoração e da restauração do teatro, que permaneceu fechado por alguns anos por conta disso. Como parte da visita, entramos no camarote mais caro e pudemos ficar lá por uns 5 minutos. Estavam arrumando o palco para alguma apresentação X que aconteceria em breve.

O teatro por dentro
O teatro por dentro

O teatro é conhecido por ter uma das melhores acústicas do mundo! Segundo o guia, Pavarotti ficou com receio de cantar lá, pois sabia que qualquer deslize poderia ser notado por causa da acústica perfeita. Eu achei o tour sensacional!

Quando saímos, o tempo estava ainda pior, mas não tinha como deixar o passeio seguinte para outro dia: a famosa e turística feirinha de San Telmo só acontece aos domingos!

San Telmo
San Telmo

Eu adoro essas feirinhas, sempre que acabo indo na região da Paulista de domingo ou feriado, dou uma olhadinha na feira que acontece no Shopping C3 e é difícil resistir e não sair com alguma sacolinha! Confesso que eu esperava bem mais da feirinha, mas confesso também que o péssimo tempo que fazia me deixou meio de mau humor e isso pode ter influenciado minha opinião. Não achei nada muito interessante nas primeiras barraquinhas que visitei e achei tudo meio chato até… como já passava da hora do almoço, resolvemos parar numa pizzaria pequeninha (e quente) para comer. A pizza não era lá essas coisa, mas pelo preço que pagamos, estava ótimo (52 pesos/11,50 reais). Quando saímos, a chuva já havia passado, então continuamos andando para achar a estátua da Mafalda, que fica na esquina da rua Defensa com a Rua Chile. Como era domingo e tinha a feira, havia fila para tirar foto com a mocinha de 6 anos – eu achei a foto péssima e resolvi voltar outro dia.

A mocinha, no dia seguinte, sem filas.
A mocinha, no dia seguinte, sem filas.

Eu, obviamente, estava procurando itens da Mafalda para comprar, mas não achei nada com preço bom e bem feito, até continuar subindo a rua sentido Plaza de Mayo. Numa barraquinha eu me acabei! Comprei um imã de geladeira, um marca-página, um chaveiro e um porta celular super fofos e bem feitos e tudo saiu por 80 pesos (R$17,80). Onde que eu compraria tudo isso aqui no Brasil por esse preço?

Overdose de Mafalda!
Overdose de Mafalda!

Ainda comprei um cinto de couro super legal por 150 pesos (33 reais). Tudo bem que na semana anterior eu havia ido a feirinha do C3 e comprado um cinto de couro, porém, inferior, por R$65,00… Acontece.¬¬

Já estava ficando meio tarde, então já era hora de ir ao La Bombonera, estádio do Boca Juniors. Mas como assim, Bia? Você visitando estádio de futebol? Quando não se viaja só, sempre é preciso ceder: você cede de um de lado e a(s) companhia(s) cede(m) de outro. Confesso que no fim, não achei o passeio tão chato, mas tiraria fácil do meu roteiro. Anyways, para chegar no bairro de La Boca, pegamos o ônibus 29 na rua Bolívar. Parênteses. basta sair um pouco do centrão de Buenos Aires que tudo fica meio estranho. Na av. 9 de julho tem corredor de ônibus, wifi nos pontos, pontos de ônibus cobertos, bem sinalizados e super modernos. Eu fiquei andando a rua Bolívar procurando a porcaria do ponto de ônibus pra descobrir que tudo que indica o ponto é um adesivo colado num poste. E cada ônibus para num “poste” específico. Te catar, né, Buenos Aires? Fim do parênteses. Entramos no ônibus e pedimos informação a um passageiro de onde deveríamos descer e o rapaz nos alertou para tomar muito cuidado, pois o bairro La boca era “muy peligroso“. Mas tipo, ele deve ter nos alertado umas 10 vezes durante o percurso.

Entrada do estádio
Entrada do estádio com uma photobomb

Conseguimos pegar o último tour guiado do dia no último segundo. O estádio não é muito grande, então deu pra fazer o tour e visitar os vestiários e o museu em uma hora. Se você curte futebol, vá. Se não curte, não tem nada lá pra você ver e você economiza 90 pesos (20 reais) – passe em frente, tire fotos e vá conhecer o Caminito.

Inside
Inside

 O restante da visita ao La Boca eu deixo pra contar no próximo post. Só adianto que nada me aconteceu lá e o bairro não me pareceu tão peligroso como o rapaz disse.

Personagens

Vocês já sabem que adaptei o tal desafio de 52 semanas para meu intercâmbio na Irlanda e estou relacionando tudo ao tempo que passei lá, mas no desafio desta semana eu me dei o prazer de falar dos meus personagens preferidos, mesmo que não tenham nenhuma relação com a Ilha Esmeralda.

Semana 17: Personagens cuja vida eu gostaria de viver por um dia

1- Amélie Poulain

Foi amor à primeira vista. “O fabuloso destino de Amélie Poulain” é um filme francês de 2001 que eu já assisti algumas várias vezes (tenho DVD, chaveiro, caneca, camiseta e o nome do blog foi inspirado no nome do filme – me julguem). É a história da menina que ajuda a todos a serem felizes, mas não consegue lidar com a própria felicidade. Daí eu criei o termo “síndrome de Amélie” – quando estamos prestes a realizar algo que queremos muito e damos pra trás com medo.
Por que? Porque ela sabe apreciar os pequenos prazeres da vida.

2- Clementine

Se você já assistiu o filme “Brilho eterno de uma mente sem lembranças” certamente se lembra da moça de cabelos coloridos que apaga todas as suas memórias do último relacionamento que teve. E quem não gostaria de poder apagar memórias desagradáveis e viver um tico mais feliz com seu passado? Eu sei que tudo não passaria de uma ilusão, mas quem nunca desejou isso?
Por que? Porque queria ter coragem de pintar o cabelo de colorido e formatar algumas pastas da minha memória.

3- O pequeno príncipe

Ele tem um ar melancólico, mas é cheio de enigmas. O livro é cheio de frases para fazer pensar um pouco nas pequenas coisas.
Por que? Porque “foi o tempo que dedicaste à tua rosa que a fez tão importante”. 😉

4- Xavier

Mais um personagem de filme. O Xavier é o personagem principal do filme francês “O albergue espanhol”, de 2002. Ele é um estudante francês que vai estudar na Espanha no programa Erasmus- vira um intercambista. Pode soar bem familiar, mas no lugar do francês é uma brasileira e no lugar da Espanha é Estados Unidos e Irlanda, porém, do jeito que o filme mostra as experiências e aprendizado de Xavier no seu um ano fora de casa e as consequências disso me fazem ficar com uma invejinha dele. Tá, eu sei que é ficção, mas a experiência dele parece ter sido muito mais sensacional do que a(s) minha(s).
Por que? Porque o Xavier soube ser vida louca, voltou pra França, largou os estudos e virou escritor.

5- Mafalda

A Mafalda é uma personagem de quadrinhos argentina. É uma menina de 6 anos que odeia sopa, mas adora os Beatles e vive questionando o mundo. E eu tenho o livro com todas as tirinhas dela, agenda, imã de geladeira, chaveiro, marca-página, bolsa e camiseta desta querida argentina. Amor é pouco.
Por que? Porque a Mafalda não é senso-comum. E é uma fofa.

Mafaldita y yo
Mafaldita y yo