Dublin on ice

Estamos chegando ao fim de novembro e nada da neve dar as caras, embora a temperatura esteja bem baixa. Mas mesmo sem ela, é possível patinar no gelo em Dublin. (E por que não seria, se até em São Paulo, onde a temperatura não fica abaixo de 10 graus no inverno, é?).

A cerca de 15 minutos de Luas (trem de superfície) do centro, fica o Dundrum Shopping Centre, um shopping mais chiquezinho da cidade, e lá foi montado um rink de patinação.

Quando eu era feliz e não sabia au pair em Denver, morava próximo a um rink de patinação enorme e sempre ia lá pagar mico patinar.

Bia: arrasando na patinação desde 2008, ao contrário.

Sabendo que poderia repetir o feito na Europa, fomos conferir o rink do Dundrum.

Depois de mais de 3 anos sem patinar, eu mal conseguia ficar em pé em cima dos patins. Não se iluda, eu nunca aprendi a patinar no gelo e já quase mandei um idoso para o hospital numa destas tentativas (verdade!), mas eu era ruim, pelo menos, e conseguia patinar e me divertir nos EUA. Aqui na Europa, eu consegui fazer os outros se divertirem às minhas custas, rindo da minha falta de habilidade de patinar.

Patinando na Europa. Not.

Tombos à parte, é sempre bom fazer um programa diferente e se divertir um pouco, apesar de o rink ser pequeno demais, ter muita gente e ser caro (14 euricos por 50 minutos – nos EUA eu pagava cerca de 8 dólares por 1h30, se não me engano). Ainda assim, recomendo o passeio! 🙂

Para quem quiser conferir, o rink fica aberto até dia 6 de janeiro de 2013 e você pode encontrar mais informações aqui.

 

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ECM College – Review

Leitor, este post está enorme. Sente-se confortavelmente e prepare um lanchinho antes de começar a lê-lo. 😉

Minhas aulas na ECM College começaram no dia 30 de julho. Esta foi minha 9ª semana de aula, já que perdi uma semana inteira quando comecei a trabalhar.

Antes de começar, gostaria de lembrar que tudo que escrevi aqui é baseado na minha experiência com a escola. Opinião é algo tão relativo, já que está relacionada com as experiências de vida que cada um já tem e com as expectativas criadas. Expectativas altas podem gerar grandes frustrações. Tudo na vida é relativo. Eu acho.

Estrutura

O prédio da escola é bem localizado no centro de Dublin, próximo a shoppings, restaurantes, estação de luas (trem de superfície de Dublin) e da Penneys (nunca, eu disse NUNCA, corte caminho para casa por esta loja…. será difícil não parar e dar uma olhadinha em alguma coisa!). Também fica próxima ao Spire, um dos pontos de encontro mais famosos da cidade.

Algumas salas são grandes, mas há salas bem pequenas também. Já tive aula em sala sem janelas, com aquecedor quebrado, com menos carteiras do que alunos e coisas assim. O lounge de alunos é bacana, com TV, sofá, máquina de café e computadores, mas acho pequeno para o tamanho da escola. Também há uma cozinha equipada com geladeira e micro-ondas para alunos e professores que precisem almoçar na escola ou queiram fazer um lanche.  Tem uma sala bem pequena que chamam de biblioteca, onde também tem alguns computadores que os alunos podem usar. Apesar de tudo, de modo geral, acho que as instalações são boas para aulas na maior parte do tempo.

ECM College
ECM College

Aulas

Eu sou professora (embora, atualmente, seja minder) e eu sei que o aluno baseará sua opinião sobre a instituição pelo professor. Estrutura conta muito, mas se as aulas não forem boas, de que adianta? Assim, o aluno irá dizer se a escola é boa ou não se baseando no professor que tem.

Minha primeira professora era péssima, a segunda é excelente, mas não me motiva, e a terceira era bacana, mas as aulas eram basicamente de conversação (leia-se ‘bate-papo’). Mais adiante, farei um resumo das minhas aulas e tudo isso ficará mais claro.

Atividades extras

Duas vezes por semana ocorrem aulas de conversação que duram 50 minutos. Às sextas-feiras, costumam passar algum filme e também há atividades extra-classe, como passeios a museus ou a alguma cidade próxima. Duas vezes por mês, a escola promove um encontro de alunos em algum pub. Recentemente, começaram as aulas-extra de gramática: toda sexta-feira, dois professores fazem plantão e os alunos podem ir tirar suas dúvidas. Admito que a única atividade da qual participei foi a visita ao pub mais antigo de Dublin. Me julguem!

Informações

A maioria das vezes que fui à recepção pedir informação, fui embora como cheguei: com dúvida. O cúmulo, para mim, foi na semana em que comecei a trabalhar e fui à escola perguntar se poderia pedir uma semana de férias e expliquei o motivo, informando que na semana seguinte eu estaria de volta. Como já era segunda-feira, a moça me informou que  não seria possível, pois as normas da escola diziam que eu deveria ter feito isto até a sexta anterior. Como eram normas, não discuti e entendi que ficaria com falta uma semana inteira. Ok. Só que não foi bem assim. Quando voltei, meu nome não estava na lista da turma e foi então que descobri que quando um aluno falta uma semana inteira, o sistema o coloca de férias automaticamente. Mas ninguém me explicou isso. Resumindo, conversei com o diretor, que incluiu meu nome na lista novamente e tudo se resolveu. A pergunta que ficou foi: por que a moça da recepção não me avisou isso quando eu fui à escola? Mistérios!

Brasileiros

Eu acho que já comentei aqui que Dublin é quase uma colônia brasileira, não contei? Entre 2011 e 2012, a quantidade de brasileiros aumentou bastante na escola. Quando eu comecei a pesquisar, acho que cerca de 40% dos alunos vinham de terras tupiniquins. Mas quando cheguei lá, percebi que esse número estava entre 80 e 85%, mesmo na minha turma do avançado. True story. Assim que cheguei, fiquei sabendo que a ECM havia fechado as vendas diretas para o Brasil, ou seja, não é mais possível comprar o curso direto com a escola, apenas por agências. Acho que isso foi feito para tentar diminuir o número de brasileiros, já que é fato que brasileiro reclama de escola que tem muito brasileiro. Nos últimos dias, notei que está aumentando a quantidade de venezuelanos e segundo minha professora, a ECM está começando a vender mais no oriente médio e Rússia, então, é provável que daqui alguns meses essa realidade brazuca mude. Só para constar, o diretor da escola e mais dois funcionários da recepção são do Brasil.

Resumo de minha vida de estudante

Nas minhas primeiras duas semanas, tive aula com uma professora irlandesa de 21 anos recém-formada. Ok, era uma nativa. Ok, tinha formação na área. Mas foram as piores aulas de inglês da minha vida. Eu achei o primeiro dia de aula um tédio sem fim. E também o segundo, o terceiro… Conversando com meus classmates da época, notei que o problema não era só comigo, ninguém estava gostando dela mesmo. Ela não tinha didática e não nos motivava de forma alguma. Alguém deve ter reclamado na direção, e na terceira semana mudaram de professor.

Lembro que cheguei atrasada na aula neste dia (dormi demais) e me deparei com uma um figura alta, magérrima, de cabelos claros e… russa! Achei interessante ter uma professora russa, já que ela não tinha sotaque nenhum, pelo menos nada que meus ouvidos de não-nativa percebessem.

As primeiras semanas com ela foram ótimas. Era evidente que ela preparava as aulas e se preocupava com as atividades que faríamos. Trazia exercícios dos exames de Cambridge e do IELTS, o que me deixou empolgada. Mas sabe aquela pessoa que nunca acha que está bom? Nunca elogia? Que faz parecer que você nunca vai chegar lá? Então. Eu dava aula numa escola que trabalha com o positive reinforcement, que explicando bem resumidamente, significa que sempre que um aluno fizer algo ‘certo’ ou o ‘esperado’, ele será elogiado e/ou terá seu feito reconhecido de alguma forma, mas quando ele falhar, isso será ignorado. Isto motiva o aluno. Mas ela não sabe disso. Basicamente, eu diria que é uma excelente professora, sem dúvidas, mas ela desmotiva por assumir esta postura. Ser exigente é ótimo, mas acho muito importante saber reconhecer quando seus alunos mostram progresso, mesmo que eles ainda tenham muito a melhorar.

Ela ainda é minha professora, mas na última semana estava de férias e foi substituída por uma espanhola sem sotaque nenhum! Acreditem, falantes de espanhol sempre têm um sotaque fácil de se notar, mas ela não! Bem, as aulas foram basicamente bate-papos baseados no conteúdo livro (ou não) e alguns exercícios. Gostei dela.

Bia, a aluna

Eu sou professora de inglês. Leia-se não vim para Irlanda para aprender. Obviamente, sempre posso melhorar e aproveito as aulas para praticar gramática e adquirir vocabulário específico, mas não é o caso de aprender mais. Dois meses de aula e já estou entediada. É maçante ir para a escola 4 vezes por semana e ter 4h de aula por dia quando você já sabe algo. Não é desafiador. Mas não posso culpar a escola, eu que deveria ter comprado um curso preparatório para Cambridge (se eu fosse um pouco mais ryca, digo). Eu não participo de atividades extras e, honestamente, não tenho interesse, mas para todos que precisam, a escola oferece oportunidade de praticar e aprender mais inglês. Não sou a aluna exemplo. #prontofalei

Fico tão feliz em ir para a escola como a menininha da foto!
Fico tão feliz em ir para a escola como a menininha da foto!

Conclusão

A ECM é uma boa escola? Eu recomendaria? Eu sempre digo que cada um é responsável pelo próprio aprendizado. A ECM tem professores muito bons, mas sei que alguns são criticados pelos alunos. Independente disso, todos somos adultos e, teoricamente, estamos aqui para aprender inglês. Quem vai a aula, estuda em casa e sabe aproveitar tudo que a escola oferece, vai sim aprender. Eu já cheguei na Irlanda falando inglês, então é um pouco difícil julgar a escola neste ponto. De modo geral, daria nota 7.