Outros blogs

Meu tempo na Irlanda já chegou ao seu fim e, consequentemente, o blog não terá mais atualizações do tipo “gente, olha o que eu fiz na terra dos leprechauns“! Estou escrevendo com menos frequência e quando o faço, os posts são reflexivos ou sobre minha volta ao Brasil. Se você chegou ao blog procurando informações sobre a Irlanda, você ainda pode achar muita coisa útil por aqui, já que voltei ao Brasil há menos de 3 meses e as informações não estão desatualizadas. Mas se você é leitor do blog e já leu tudo que tinha para ler e precisa de fresh news ou outros pontos de vista sobre a Ilha Esmeralda, seus problemas acabaram!

Eu admito que não ando lendo muitos blogs sobre a Irlanda ultimamente porque, né, este é um tema que não me interessa mais, não sob o ponto de vista de quem precisa de informações, pelo menos. Além disso, sou muito picky para acompanhar blogs- eles precisam, no mínimo, serem bem escritos, porque eu não vou ficar decifrando pensamento confusos de pessoas que não se dão ao trabalho de colocar vírgulas e pontos finais em seus textos. Eh, pronto falei!

Selecionei três blogs de intercambistas que ainda estão na Irlanda, assim atendendo o quesito “novidades”, que postam conteúdo relevante, atendendo o quesito “utilidade” e que sabem se expressar bem. São blogs muito bons que continuo acompanhando aqui do Brasil.

Bárbara Hernandes

A Bárbara escreve sobre seu dia-a-dia na Irlanda quase como um diário. Ela fala sobre emprego, rotina, passeios culturais, pontos turísticos de Dublin e da Irlanda, inglês e viagens. Como ela posta quase todos os dias, o blog está sempre atualizado e cheio de novidades. Além disso, ela escreve muito bem!
Conheci seu blog porque ela comentava aqui no meu! Somos duas paulistanas com seus 20 e alguns anos e professoras de inglês – não foi nada difícil gostar dela! 🙂

Blog da Bárbara

Livin’ la vida Rick

O Rick faz recortes da vida na Irlanda, levanta alguns temas interessantes sobre intercâmbio, além de contar sobre sua vida em Sligo, no norte da ilha! O blog vale a pena ser lido pela forma única que o Rick escreve (e eu sempre leio seus posts com a voz e intonação dele na cabeça- funny!), por mostrar que há vida fora de Dublin (haha) e por estar sempre atualizado.

Blog do Rick

Tôca na Irlanda

O blog do Tôca é escrito em um formato diferente dos outros blogs: cada post é um capítulo desta aventura na Ilha Esmeralda- é como se ele estivesse escrevendo um livro. Aliás, o blog parece ter sido inspirado no livro/filme “Na natureza selvagem”, que eu gosto muito. Assim como o Rick, o Tôca faz recortes do intercâmbio, falando de sua rotina e viagens e fazendo ótimas reflexões sobre a vida em terras irlandesas, além, claro, se ser muito bem escrito.

Blog do Tôca

Só não vale abandonar o meu Um Fabuloso Destino depois, tá? 🙂

Saudade

Saudade. Palavra de 7 letras e 3 sílabas. Do latim, solitate.

Sau.da.de sf. Recordação nostálgica e suave de pessoas ou coisas distantes, ou de coisas passadas. (Michaelis)

Sau.da.de sf. Sentimento mais ou menos melancólico de incompletude, ligado pela memória a situação de privação de presença de alguém ou de algo, de afastamento de um lugar ou de uma coisa, ou à ausência de certas experiências e determinados prazeres já vividos e considerados pela pessoa em causa como um bem desejável. (Houaiss)

Sau.da.de sf. Recordação suave e melancólica de pessoa ausente, local ou coisa distante, que se deseja voltar a ver ou possuir. (Aurélio)

Saudade era o significado de solidão, em latim,  não tem tradução para nenhuma outra língua. É uma palavra conhecida somente na língua portuguesa e em galego. Saudade é uma das palavras mais utilizadas nas poesias de amor e nas músicas românticas da língua portuguesa. Saudade significa a memória de algo que aconteceu e que dificilmente voltará a acontecer da forma como foi na oportunidade.”

Saudade é o que me define nestes dois meses de Brasil. E a saudade aperta mais deste lado do oceano Atlântico e abaixo da linha do Equador por um motivo muito simples: do outro lado do oceano e acima do Equador eu sabia que um dia eu retornaria e tudo voltaria ao seu lugar. Há 4 anos deixei um pedaço de mim em Denver e ainda não tive a oportunidade de matá-la. Há 2 meses deixei outro pedaço em Dublin e não sei ao certo quando voltarei a terra dos leprechauns. Saudade com prazo para morrer dói menos.

Saudade é consequência de ter vivido momentos felizes e conhecido pessoas sensacionais. Dói, mas a gente sabe que valeu a pena. #clichêbuttrue

Voltou por que?

Por que a Irlanda atrai muitos brasileiros? Essa é fácil de responder: facilidade de visto, preço razoável e, claro, a possibilidade de poder morar no país por até 3 anos com o visto de estudante. Ao decidir renovar o visto por outro ano, tudo que o intercambista precisa fazer é se matricular novamente num curso de inglês de 26 semanas, comprovar 80% de frequência no curso anterior e pagar a taxa de emissão do GNIB na imigração. Tudo muito simples.

Eu já estava bem acomodada na Irlanda e tinha emprego que pagava o suficiente para eu pagar todas as minhas contas, fazer umas comprinhas de vez em quando e guardar para viajar. Por que, então, eu não renovei, oras?

Confesso que durante meses eu não sabia bem se ficaria um ano ou renovaria. Não tinha fortes motivos para voltar, mas também não tinha para ficar. Numa semana daquelas, eu decidi que iria mesmo voltar e comecei a contar os dia para ir embora. Um bom motivo que todos que acompanham o blog sabem bem foi o frio. Não sei se teria condições psicológicas de passar outro inverno na terra dos leprechauns. Sim, psicológicas. Eu detesto passar frio (e se você nunca saiu do Brasil, não me diga que gosta do frio porque, NÃO, você nunca passou frio de verdade). Há um mês, mais ou menos, fez muito frio para o padrão paulistano, as temperaturas chegaram a 6 graus e todos reclamavam e saíam de casa encapotados- eu senti frio, mas ainda assim, achei muito suportável e tranquilo. E fez frio por uns 5 dias. E saiu sol. Na Irlanda, no inverno, 5 graus é temperatura máxima, venta demais e por dias e dias, ao olhar para o céu, só se vê nuvens cinzas, nada de sol. Amanhece quase às 8h e no auge, em dezembro, às 16h30 já está escuro. É frio de meados de setembro à meados de abril. Eu não tinha condições psicológicas de lidar com isto novamente- bate uma deprê, a vontade de sair casa é quase inexistente e parece que o dia não rende.

E Morrissey, para variar, fala por mim- até sobre a deprê de um inverno melancólico.
“Everyday is like Sunday
Everyday is silent and grey”

A essa altura ou você está me achando exageradamente dramática ou chata. Até que você tem razão, mas não foi fácil – pra mim- passar muito frio por tantos meses.

Supondo que na Irlanda só fizesse muito frio de dezembro a fevereiro, como em Denver, CO, onde morei por um ano e moraria fácil o resto da vida, caso fosse uma opção, eu teria renovado? Não!

Há momentos da vida que a gente vai seguindo o fluxo e vivendo com o que vai aparecendo e há aqueles momentos em que estabelecemos objetivos, metas, prazos… whatever! No início do intercâmbio estava vivendo o hoje todo dia, mas quando tive o click de voltar comecei a pensar em prioridades, motivos e objetivos e foi quando notei que Irlanda, sua fria, não dava mais mesmo.

Muita gente decide que vai ficar mais um ano porque ainda precisa melhorar fluência no idioma. Oras, eu já era professora antes mesmo de ir para lá, ou seja, este não era um motivo. Além disso, eu pouco falava inglês lá já que convivia com muitos brasileiros. O interessante, por assim dizer, é que a maioria dos que decidem ficar para melhorar o inglês, não focam nos estudos por conta do trabalho (mas esta “polêmica” fica para outro post).

No Brasil eu tenho diploma de ensino superior e profissão reconhecidas. Na Irlanda eu era uma estrangeira que falava inglês muito bem e só. Meu diploma não tinha validade nenhuma e quais as chances de alguém dar emprego de professor de inglês para uma estrangeira? Eu precisaria, no mínimo, ter conseguido o CPE e fazer o CELTA para  tentar. E dar aula de português, well, quantas pessoas por aí têm interesse no idioma? Não daria para me manter assim por muito tempo. Ficar outro ano na Irlanda, então, significaria outro ano num subemprego. Calma aí, não estou criticando quem tem um subemprego, afinal, eu fui babá por quase todo o tempo em que morei lá e adorava a família M. e os loirinhos que eu cuidava, mas isso é bom por um tempo. É aquela história de o fim justificar os meios: eu queria morar fora um ano e viajar, eu não nasci nem em berço de prata o que dirá de ouro e precisava me manter lá- subemprego, vem ni mim! A questão era: valeria a pena ficar outro ano cuidando de crianças (lindas) em troca de algumas semanas de viagens pela Europa (que seria minha única meta)? Já dizia um bom amigo meu: você ganha um ano de Irlanda, mas também perde um ano de Brasil. E eu iria perder outro ano de trabalho (oi, aposentadoria), a Licenciatura e enfim, adiar quaisquer planos que tinha na volta. Claro que morar um ano fora não é perder no Brasil, pois profissionalmente falando, é sempre positivo uma experiência no exterior. Só que UM ano basta.

E eu comecei a sentir falta da vida no Brasil, com todos os seus problemas, mas senti. Sou movida a objetivos, vivo o presente pensando como vou alcançar algum objetivo daqui um ou dois anos. Antes de ir para a Irlanda, este era meu objetivo: eu aguentava trabalhar em n lugares diferentes, ir para faculdade duas vezes por semana e fazer estágio porque sabia que largaria tudo em algum momento para viajar. Na Irlanda eu vivia o hoje, mas com o objetivo de viajar sempre que possível e tirar certificados de proficiência, mas no segundo ano eu ficaria com aquela sensação de não estar fazendo nada de útil lá, entende? Abrir mão de outro ano no Brasil a troco de algumas semanas viajando não me pareceu mais tão vantajoso. Afinal, posso continuar minha vida por aqui e ainda assim, viajar algumas semanas por ano (inclusive, para Europa).

Eu não tinha bons motivos para ficar num país frio com um subemprego, sem estudar algo realmente relevante para minha vida. E eu voltei. 🙂

Father’s Day

Eu contei que o Dia das Mães é um pouco diferente aqui na terra dos leprechauns e olha só, o Dia dos Pais também!

Assim como nos EUA, a data é comemorada no 3º domingo de junho, também conhecido como hoje. Não há nenhum motivo especial que explique a escolha da data e, provavelmente, tenha sido escolhida influenciada pela a comemoração americana.

Vi algumas lojas com cartazes lembrando que a celebração estava próxima, mas nada muito chamativo ou na mesma intensidade que no Brasil. Aliás, tenho a impressão que o apelo comercial no Brasil é sempre muito amor que aqui.

Como não trabalhei na última semana, não fiz nada de Dia dos Pais com os meninos como havia feito com a mãe, mas provavelmente faria a mesma coisa, um cartão cheio de rabiscos de amor e carinho.

Enfim, happy Father’s Day!

Happy New Year!

Vim desejar um feliz 2013 um pouquinho adiantado para vocês! Muito obrigada a todos os meus leitores fiéis, que riram e choraram comigo lendo este blog em 2012! Ano que vem continuarei contando minhas histórias tragicômicas e pseudo-dramáticas desta vida intercambista, além de dar dicas.

Dizem que a virada de ano em Dublin não é muito boa. Não tem fogos, porque é proibido por aqui (só pode no Halloween, acreditam?) e não tem nenhum evento especial. Mas hoje eu vi um burburinho próximo a Trinity College, acho que vai ter algum tipo de contagem regressiva por lá.

Não estou muito informada sobre o Ano Novo aqui na terra dos leprechauns, porque hoje estou partindo para a terra da rainha. Fui a Londres em 2009 e estou voltando para ver os fogos do Big Ben! 🙂

Quando voltar, contarei como foi a viagem. Mas se você quiser saber como foi ir a Londres há quase 4 anos, pode ler no meu antigo blog sobre a vida de au pair. O texto não está bem escrito, mas é um resumo bacana do que fiz por lá.

Stonehenge, 2009. Mas desta vez ficarei apenas em Londres!
Stonehenge, 2009. Mas desta vez ficarei apenas em Londres!

Happy New Year! See you in 2013! 🙂