My St. Patrick’s Day

9h00, o alarme do celular toca. Que preguicinha acordar tão cedo num domingo, mas hoje é St. Patrick’s Day! Olho pela janela e o dia não anima nem um pouco: céu cinza e a neve molhada que cai aqui, aquela neve pesada que derrete assim que toca o chão. Ah, e chovia ao mesmo tempo. Dia nada perfeito para ver um desfile de rua.

Enrolei um pouco na cama, tomei café, chequei a temperatura (0 grau com sensação térmica de -7 e previsão de chuva para quase todo o dia) e aos poucos tomei coragem de me trocar.

Meia-calça verde comprada especialmente (e apenas) para a data, camiseta e moletom verdes (que eu já tinha), brincos de trevo, chapeuzinho de leprechaun na cabeça e sombra verde para terminar. A unha já estava verdinha desde ontem.

Eu, toda verde. Não sei como, mas essa mancha verde apareceu aí! O.o
Eu, toda verde. Não sei como, mas essa mancha verde apareceu aí! O.o

O desfile começava ao meio-dia, mas acabei chegando já perto das 13h. Não achei nada espetacular, parecia um desfile de carnaval só que todos estavam completamente vestidos  (if you know what I mean) e não havia um tema único. Havia pequenos carros alegóricos, muitas pessoas fantasiadas e muitas marching bands, a maioria americanas.

Lego!
Lego!

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Aranhas até no desfile!
Aranhas até no desfile!

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Marching Band
Marching Band

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Monkey
Monkey

O desfile acabou às 14h e a única coisa a se fazer depois é ir comemorar nos pubs, porque, afinal, a galera só precisa de mais uma desculpa para beber! Todos os pubs da região estavam lotados e completamente verdes! Eu dei uma passada em dois, mas como não sou de beber e não me divirto vendo pessoas bêbadas (essa é a hora que você me chama de chata, eu acho), voltei para casa.

Eu comecei a aprender inglês, formalmente, aos 13 anos e desde então, fui aluna ou professora. Todos os anos eu aprendia, e mais tarde, ensinava, sobre o St. Patrick, o feriado e seu significado e posso dizer que foi bacana finalmente passar a data no lugar onde tudo começou. 😉

Happy St. Patrick’s Day!

St. Patrick’s Day is tomorrow!

Não vou contar a história do St. Patrick, nem da tradição e dos simbolismos da data, porque isso eu já fiz aqui, quando ainda estava no Brasil!

Desta vez, vou contar como está Dublin às vésperas do feriado mais importante da ilha! Desde que passou o Valentine’s Day, as lojinhas começaram a vender várias besteirinhas para a data: adesivos, tiaras, chapéus de leprechauns, chaveiros, buttons, trevos etc. Nos últimos dias, a coisa ficou mais séria e até os knackers camelôs que vendiam frutas e chocolates na rua passaram a vender acessórios.

O St. Patrick’s Festival está rolando desde o dia 14 com atividades e atrações para todos os públicos e gostos. Ontem, por exemplo, assisti um pouco de dança tradicional irlandesa ao lado do Stephen’s Green Park.

A cidade está cheia de turistas e hoje já estava difícil transitar pelo centro. Todos já estão no clima, vestindo verde, e aguardando o desfile de amanhã.

Mas o que gostei mais foi do “greening the city“, algo como, “esverdeando a cidade”. Vários prédios públicos estão iluminados com a cor verde em homenagem ao Patrício, o Patrick, padroeiro do país.

Bank of Ireland
Bank of Ireland
Stephen's Green
Stephen’s Green
Mais uma dos correios
Correios
Trinity College
Trinity College
Correios
Mais uma dos correios
Embaixada Americana
Embaixada Americana

Curtiram as fotos? 🙂

The National Leprechaun Museum

No último final de semana visitei o The National Leprechaun Museum, aquele museu que fica bem de frente da ECM. Confesso que tinha uma ideia completamente diferente do que veria lá.

A entrada custa 12 euros, mas com carteirinha de estudante sai por 10. A visita é feita com guia, então é necessário esperar cada início de “tour”.

Leprechaun (foto tirada por uma portadora do mal de Parkinson, respeitem!)
Leprechaun (foto tirada por uma portadora do mal de Parkinson, respeitem!)

Logo na entrada há vários leprechauns e artigos relacionados, além dos mitos e lendas escritos nas paredes. A guia começa o tour perguntando o que sabemos sobre os pequenos seres e sobre as lendas celtas e explica um pouco sobre a origem dos responsáveis por guardar os potes de ouro no fim do arco-íris.

Homer Leprechaun
Homer Leprechaun

Em seguida, começamos a visita pela casa do Gigante. Quando eu fui para a Irlanda do Norte e visitei o Giant’s Causeway, contei aqui a lenda do Gigante Finn, o dono da casa. A sala não é muito grande, mas é bem legal ver os móveis em escala tão grande, mesmo que você já tenha seus 20 e poucos anos. 🙂

A cadeira do gigante e o flash em ambiente escuro!
A cadeira do gigante e o flash em ambiente escuro!

Em seguida, vamos para uma sala com um mapa da Irlanda e uma gravação conta várias lendas e mitos de várias partes do país. Finalmente, chegamos a uma sala com uma fonte e um pote de ouro no centro, onde a guia nos conta outras tantas histórias.

Por of Gold
Pot of Gold

E, basicamente, toda a visita segue assim. Paramos numa sala do museu e a guia conta lendas e mitos. O tour todo dura cerca de 45 minutos. O museu, em si, não tem muita coisa, apesar de ser realmente bem feito. Sem guia, a visita não duraria 15 minutos. E confesso que chega uma hora que é cansativo ficar ouvindo tantas histórias sobre leprechauns, gigantes e fadas sem ter um recurso visual que prenda sua atenção durante todo o tempo em que a guia fala.

O museu é bonitinho e tal, mas não era exatamente o que eu esperava. Eu poderia procurar qualquer um dos mitos na internet, para ser bem sincera, e eu já até conhecia a lenda do Salmão do Conhecimento, que as meninas da primeira família para qual trabalhei me contaram. É legal para quem não sabe nada sobre as lendas celtas, mas precisa estar com o inglês afiado para entender tudo que a guia conta.

Recomendaria a visita? Sim, mas se você tiver outra coisa em mente para aquele dia, faça. :p

Corram para as colinas: o GNIB aumentou!

Você sabe que para vir para a Europa não é necessário tirar visto com antecedência e isso também vale para os estudantes. Nós chegamos aqui sem lenço nem documento visto e precisamos ir ao escritório da imigração para poder regularizar nossa situação e pegar o Stamp2 (visto de estudante). Como nada nesta vida é de graça, paga-se 150 euricos para ter direito a ter este lindo cartão que será estragado com sua foto (eu, pelo menos, estou com cara de presidiária no meu).

Porém, nesta semana uma notícia bombástica abalou as estruturas de escolas e estudantes: o valor do GNIB vai subir para 300 euros a partir de 19 de novembro, também conhecido como segunda-feira que vem.

A notícia começou como boato, mas foi confirmada no site da imigração. Você pode conferir aqui.

Basicamente, isto afeta todos os estudantes recém-chegados à Ilha Esmeralda que foram pegos de surpresa, aqueles que já estão planejando seu intercâmbio e terão que incluir este gasto extra (lembre-se de que o GNIB é uma das primeiras coisas que se providencia quando se chega em solo irlandês, ou seja, via de regra os 300 euros que serão usados para pagá-lo foram ganhos em reais que, na cotação de hoje -2,74- seria o equivalente a R$ 822,00), e afeta também aqueles que pretendem renovar o visto e não contavam com esta despesa extra.

Até março de 2011, o governo exigia que os estudantes comprovassem apenas 1000 euros para tirarem o GNIB e a partir desta época, subiram a quantia para 3000 euros, justificados pela crise europeia. Agora o GNIB dobrou de valor. O que mais os leprechauns do governo vão aprontar com os pobres estudantes? Será que eles pensam que a gente também acha dinheiro em potes no fim do arco-íris?

“Vou aumentar o valor do GNIB para 300 moedas de ouro… mwahauhuaha!”