A Liverpool dos Beatles

Liverpool é uma cidadezinha de menos de 450 mil habitantes que recebe 600 mil turistas todo ano querendo conhecer a atmosfera do lugar que inspirou os Beatles.

Partimos do Albert Dock (onde ficam os museus) e fomos para Penny Lane – uma viagem de ônibus de uns 15 minutos. O engraçado é que mesmo a cidade atraindo turistas principalmente por causa dos Beatles, não há placas ou nada do tipo para nos guiar até os pontos turísticos relacionados à banda. A rua passa bem despercebida, já que não tem nada de diferente das outras ou alguma sinalização. Ou quase nada, porque no começo da rua há uma barbearia com um slogan sensacional:

"Above us only hair" - Sensacional!
“Above us only hair” – Sensacional!

Mas fora isso, é uma rua como outra qualquer. Mas claro, não poderia faltar fotos com as placas.

Preste atenção nas palavras escritas de branquinho ali do lado
Prestem atenção nas palavras escritas de branquinho ali do lado

De lá fomos para a casa onde John Lennon viveu quando era criança. A casa é aberta para visitação, mas apenas fazendo reserva com antecedência e pagando um dos tours dos Beatles para ter direito de conhecê-la. De qualquer forma, é interessante ver o lugar e pensar “Wow, estou em frente à casa do John”. Ah, eu acho!

Casa do John
Casa do John

Bem perto da casa fica Strawberry Fields. Bem, esta parte decepciona um pouco porque o parque é fechado e tudo que há para se ver são os portões.

Let me take you down, 'cause I'm going to...
Let me take you down, ‘cause I’m going to…

Sei que Strawberry Fields é um lugar importante para John e a banda, mas achei um tanto broxante o local, ainda mais pela placa que está perto do portão:

Se quiser um portão como este, é só ligar!
Se quiser um portão como este, é só ligar!

Já era fim de tarde, voltamos para o centro de Liverpool e fomos atrás de onde tudo começou: The Cavern Club, onde os Beatles se apresentaram 292 vezes nos anos 60. Infelizmente, por causa do horário, não tínhamos tempo para entrar, então apenas passamos em frente e batemos algumas fotos.

Cavern Club
Cavern Club

Também tem esta com o John blasé.

Blasé
Blasé

De lá, fomos pegar o ônibus de volta para o aeroporto. Estava tudo indo muito bem até nos lembrarmos de um detalhe: o ônibus que pegamos para ir para o centro era expresso e o ônibus que pegamos para voltar ao aeroporto, não. Conclusão: levamos 1h até o aeroporto e quando chegamos tivemos que, literalmente, correr para fazer o check-in, passar pela segurança e achar nosso portão de embarque. A sorte é que este era o último voo do dia e o aeroporto já estava completamente vazio. Chegamos exatamente quando o embarque começou, suando até pela sola do pé! Ufa!

E para quem gosta de Beatles, vale a pena assistir Across the Universe e Nowhere Boy. O primeiro é um musical (se você não curte musicais, ignore a dica) que não fala da banda em si, mas tem diversas músicas interpretadas pelos atores. Já o segundo filme conta a infância e adolescência de John Lennon.

Considerações finais

Quando vamos viajar, geralmente perguntamos para quem já foi para o tal destino o que ver, o que fazer, como foi e pedimos algumas dicas. Todos que já haviam ido a Liverpool falavam que “Ah, a cidade não tem nada, um dia dá!“. Discordo! Deveria ter passado um final de semana lá, com certeza! Achei que o passeio foi corrido e poderíamos ter aproveitado com mais calma e visto mais coisas se ficássemos dois dias lá, além de poder ter entrado e conhecido o The Cavern Club. Minha dica, então, é: continue pedindo dicas antes de viajar, sim, mas filtre tudo e faça sua própria pesquisa! Tem gente que não curte museu, por exemplo, e eu passei umas 4h dentro de museus em Liverpool… Numa viagem de um dia, 4h é alguma coisa, não?

but I'm not the only one!
but I’m not the only one!

 

Liverpool

Dia desses eu fui para Liverpool, a cidade dos Beatles – minha terceira visita à Inglaterra. A passagem ida e volta de Dublin saiu por 34 euros e se gasta mais tempo indo para o aeroporto do que dentro do avião. Na ida levamos 40 minutos e na volta, apenas 25. Quando pensamos em fechar os olhos para tirar uma soneca, a insuportável da Ryanair toca a irritante corneta para nos informar que o voo havia chegado no horário previsto (eh, a Ryanair é dessas). Ah, e foi um bate-e-volta, fomos de manhã cedo e voltamos à noite. Já pensou em fazer uma viagem de um dia de avião para outro país? Coisas de Europa.

O passeio já começa no aeroporto John Lennon onde, obviamente, tem uma estátua do próprio, além de um submarino amarelo (né?) e o slogan “Above us only sky”. Sensacional esse pessoal, hein?

O John
O John

Do aeroporto ao centro tem um ônibus expresso que leva uns 25 minutos. Compramos um ticket para utilizar o transporte público durante um dia inteiro por menos de 4 libras e o sistema é incrivelmente moderno: o ticket é tipo uma raspadinha. Você compra e raspa o dia, o mês e o ano em que utilizará aquele bilhete e aí é só aprensentar ao motorista toda vez que embarcar. Cara, Europa é sempre coisa de primeiro mundo, fiquei de cara! Bilhete Único para que, né?

We all live in a yellow submarine...
We all live in a yellow submarine…

Chegando ao centro de Liverpool, fomos direto ao Museu dos Beatles. O dia estava cinza, feio, chuvoso e frio e confesso que isso me deixou um tanto mal humorada (depois de tantos dias como este em Dublin, não é legal viajar e encontrar um tempo ainda pior!). Mas voltando ao museu, o The Beatles Story, compramos o ticket que também dava direito a visitar uma exposição do Elvis que estava acontecendo lá perto e pagamos apenas 12 libras (estudante).

Beatles
Beatles

O museu conta, detalhadamente, a história dos quatro garotos de Liverpool até formarem a banda, como tudo começou, o sucesso, as fases dos Beatles e seu fim. É muita informação, muitas coisas para ler e ainda tem o audiotour. Basicamente, pode-se passar o dia no museu.

Beatles
Beatles

No fim da exposição há um espaço dedicado a contar a vida e carreira de cada um dos quatro Beatles, uma bela homenagem a John Lennon e a parte mais legal do museu: uma sala dedicada às crianças, super interativa e tal. Eu nem queria, sabe, mas acabei brincando um pouco.

Qual é a música?
Qual é a música?

De lá seguimos para a exposição do Elvis que era bem menor que a dos Beatles. A exposição, basicamente, mostrava como o rei influenciou os Beatles- o John imitava o Elvis, por exemplo. Mostra também um pouco da única vez que os Beatles e o Elvis se encontraram e os meninos de Liverpool ficaram sem palavras. Finalmente, o ticket também dava direito a assistir uma animação de uns 10 minutos em 4D. A animação era sobre um funcionário do museu (se não me engano) que precisava encontrar a namorada no outro lado da cidade e entra num ônibus meio maluco. Tem umas musiquinhas dos Beatles e vários efeitos que nos fizeram morrer de rir. Eu só não senti a tal água nos pés, não sei se pelo fato de eles não encostarem no chão, não sei, não sei…

Pausa para o almoço e fomos para o Museu de Liverpool, que fica ali perto de tudo e tem entrada gratuita! O museu é muito grande, estava lotado, é super bacana e conta toda a história da cidade sob os mais diversos aspectos. Umas das partes mais legais é o karaokê que tem os sucessos de bandas/cantores da cidade. Eu nem canto muito (canto nada), mas arrisquei um Yellow Submarine. 🙂

Museu de Liverpool
Museu de Liverpool

Desde 2008, a cidade tem um símbolo, o Lambanana. Sinceramente, eu não entendo o que isso tem a ver com a cidade ou por que foi escolhido (um submarino amarelo faria mais sentido, por exemplo), mas até que ele é bonitinho, né?

Lambanana
Lambanana

Como não poderia faltar, o museu também tem um espaço dedicado aos Beatles, um filme de 10 minutos muito bacana e que termina com uma frase que nos trouxe muita reflexão naquele dia: “You can take a boy out of Liverpool, but you can never take Liverpool out of the boy”. Troque “Liverpool” por “Brasil” e insira a frase no contexto de um intercâmbio. Se não ficou claro, é porque você nunca morou/ não mora em Dublin. 🙂

Terminada a parte da visita dedicada aos museus, fomos atrás dos pontos turísticos relacionados aos Beatles. Mas isso eu deixo para o próximo post. 😉