Trindade no mestrado

Certo dia estava lendo um comentário no blog e li o termo “trindade” e, na hora, não entendi muito bem o que isso queria dizer. Mandei um print para a Bárbara e o Rick – sim, nós somos esse tipo de amigos – para perguntar o que eles tinham entendido. Só então compreendi que algumas pessoas acompanham nossos blogs e assim fomos apelidados. Não sabia que era tão óbvio que éramos amigos além do mundo virtual.

Nós nos conhecemos em Dublin e simplesmente porque tínhamos blogs. O Rick deixou alguns comentário no meu blog antes de ir pra lá, mas eu nem dei bola. Só que ele, muito sociável, ficava insistindo num “vamos tomar um café” e, finalmente, eu pensei “por que não?”. Afinal, ele não me pareceu ser um tarado louco (te amo,  viu, Rick?). Nos conhecemos pessoalmente numa situação bem inusitada: ele me ajudando a fazer minha mudança e carregando cacareco no ônibus. Porque eu sou dessas que mal conhece a pessoa, mas já abusa pede favores. A Bárbara também deixava comentários no meu blog e um dia, não lembro bem como, ela me perguntou se podia me adicionar no Facebook. Conversamos um pouco pelo messenger e no dia que ela chegou em Dublin, debaixo de chuva, eu a encontrei e a levei pra minha casa e fiz janta – porque eu também ajudo as pessoas no dia que as conheço, não só me aproveito peço ajuda.

Alguns dias depois nós três nos encontramos pela primeira vez para tomar um café e desde então somos amigos do tipo que se falam sempre. Qual foi a fórmula para isso acontecer? Não sei, acho que nosso santo bateu e já estamos aí numa amizade à distância (apesar que vi os dois todos os anos) há quase 3 anos – valeu, Whatsapp. A Bárbara continuou em Dublin esse tempo todo, o Rick foi pra Sligo e agora mora em Cardiff, no País de Gales e eu voltei pro Brasil, resolvi a vida (refletindo hoje, esses dois anos no Brasil foram realmente fundamentais) e agora moro, quem diria, na Finlândia.

Nós sempre falamos da vida em geral, pedimos conselhos e opiniões, conversamos sobre blog, viagens e de repente começamos a falar em mestrado. Acho que eu comecei esse papo todo no comecinho de 2014 quando passei a enchê-los sobre querer vir para Oulu – eu queria morar fora novamente e havia prometido que para isso só estudando algo de útil. A Bárbara juntou a vontade com a necessidade e também começou a ver seu mestrado. O Rick havia decidido que era hora de encarar uma nova fase e quando percebemos… os três começaram mestrado no mesmo outono de 2015. Se isso não é pacto de amizade, amigos leitores, não sei mais o que seria gente, eu não topo pacto de sangue, não insistam.

Bia Ricky Bá.rcelona (fãs de Woody Allen entenderão)
Bia Ricky Bá.rcelona (fãs de Woody Allen entenderão) – aja naturalmente… hahaha…

Quem acompanha nossos blogs já sabe o que fazemos, mas não custa resumir e se você não acompanha os blogs deles, vale muito a pena ir lá ler sobre a vida de cada um.

Bárbara faz mestrado em Ensino de inglês (me diga que acertei o nome, Bárbara) na UCD, uma das melhores universidade do país junto com a Trinity College. Rick faz mestrado em design gráfico (falei direito, Rick?) na Cardiff School of Art and Design. E eu, como vocês sabem, faço mestrado em Educação e Globalização. Cada um feliz e na sua área. E ambos com planos de me visitar onde o mundo termina seguindo ao norte.

Quem sabe daqui alguns anos a trindade não está toda no doutorado? 😉

Um novo destino

Janeiro de 2014.
Seis meses depois de ter voltado daquele lugar frio da Irlanda, eu já estava completamente adaptada à vida aqui. Tudo tinha voltado ao lugar e eu estava curtindo minhas férias da melhor forma possível: baladando loucamente dentro de casa na internet e analisando minhas possibilidade de morar fora novamente.

Não me lembro como que acabei caindo nesta reportagem aqui sobre mestrado na Finlândia. Até aí, nada diferente – quantas e quantas vezes eu já não tinha cruzado com reportagens sobre estudos no exterior? O que me chamou atenção mesmo nessa matéria foi 1) tratava-se de um mestrado em Educação e 2) era um curso gratuito na Europa.

Como todos vocês sabem, educação não é importante assim como nenhum outro curso da área de humanas, tanto isso é fato que o Ciência sem Fronteiras não inclui nenhum curso de humanas no programa. Aí você que não só escolheu um curso dessa área, mas ainda foi rebelde o suficiente para escolher algo em educação (fiz Letras), nunca na vida que acha um mestrado no exterior para você e quando acha, custa seus dois rins e um fígado. Aí a sorte muda e cai no seu colo algo que pode se tornar uma boa oportunidade.

Flashback.
Quem acompanha o blog sabe que um dos motivos que me fez voltar ao Brasil ao invés de renovar o visto para outro ano na Irlanda foi o fato de eu não estar fazendo nada de útil por lá. Eu já sabia falar inglês e não estava estudando, tudo o que fazia era trabalhar num subemprego (sem tom pejorativo, pois adorava os loirinhos e acho muito digno ser babá) para me manter morando no exterior. Fim. Quando voltei ao Brasil, eu não descartei a possibilidade de morar fora novamente, mas havia me prometido que isso só aconteceria se fosse para fazer algo de útil, ou seja, um mestrado.

Dito isto, achei muito interessante essa história aí de estudar de graça – algo que fiz do ensino infantil ao ensino superior – na Europa. Pesquisei como era o curso, o que englobava e como era o processo de seleção, que se encerraria em 2 semanas. Fiquei um pouco frustrada ao notar que não teria tempo de preparar tudo nesse curto período de tempo e resolvi que esta seria uma ideia a ser amadurecida ao longo de 2014.

Agosto de 2015.
Estou com tudo pronto e esperando o dia de embarcar para Oulu, a cidade ao norte da Finlândia que chamarei de casa por quase 2 anos e farei meu mestrado em Educação e Globalização.

Confesso que a ficha ainda não caiu muito bem, apesar de ter tido muito tempo para me preparar psicologicamente para isso – foi um trabalhinho chato preparar minha candidatura e foi um trabalho muito mais chato e estressante me organizar e deixar tudo certinho para embarcar ao meu novo destino.

A partir de agora escreverei sobre o processo de candidatura ao curso, a seleção e os preparativos para começar essa nova jornada que vai manter este blog bem animado por um bom tempo!

Sei que Finlândia parece muito exótico e você pode estar pensando “Quem é que vai para a Finlândia?”. Acredite, eu já ouvi essa pergunta várias e várias vezes, mas tudo fará sentido! E o blog sobre a vida na Irlanda é, oficialmente, um blog sobre a vida na Finlândia a partir de agora!

Dublin, we don’t belong together

No último post sobre o rolezinho na Europa (que eu levei praticamente 6 meses para contar tudo – ufa!), falei sobre aquela sensação de estar em Dublin e sentir que eu não pertencia àquele lugar. Pois vamos por esta história aí a limpo (e já pega a pipoca, que o post será longo).

Eu já tinha morado fora antes – fui au pair em Denver, Colorado, nos EUA entre 2008 e 2009. Foi minha primeira experiência longe de casa e foi uma ótima experiência. Eu adorava a cidade, pois apesar de ser uma cidade relativamente grande (500 mil habitantes na época), tinha todo aquele ar aconchegante de cidade pequena. O clima me agradava – verões quentes e secos e invernos gelados com muito neve, PORÉM, os dias eram sempre ensolarados e eu tinha minha dose diária de vitamina D e alegria. A família que me acolheu era ótima: me respeitavam, respeitavam as regras do programa, me incluíam nas atividades em família, me ajudavam com inglês e eu amava as crianças. Fiz amigas que até hoje mantenho contato. Tive a oportunidade de conhecer várias partes dos EUA e também viajar para a Europa e, como se tudo isso não bastasse, eu ainda tinha minha própria suíte e ganhava um pocket money que me permitia fazer tudo que estava com vontade: cinema, balada, compras, viagens. Foi um ano muito gostoso e que me deixa cheia de nostalgia. Não tive a oportunidade de voltar aos EUA ainda, mas certamente visitaria a cidade cheia de lembranças boas e saudades.

Pula aí uns 3 anos.
Entre 2012 e 2013 eu morei em Dublin, capital da Irlanda. Vocês já sabem que só fui fazer intercâmbio novamente porque a vida estava meio sem graça por esses lados e achei que morar fora de novo daria outra perspectiva de mundo pra mim. Ter sido au pair nos EUA realmente me marcou muito e despertou essa vontade de continuar viajando, conhecendo, descobrindo e aprendendo com outros lugares e culturas. E Dublin foi escolhida pelo simples fato de “ah, o visto é fácil e pode trabalhar”. Sei que agora a situação está mudando muito e as regras para visto de estudante estão mais rígidas, mas há 3 anos estava tudo muito fácil e o euro, muito baixo.

No começo foi tudo festa, novidade e alegria! Mas eu odiava o clima da cidade! Como as pessoas vivem e conseguem ser felizes passando dias e dias sem ver o sol brilhar no céu? Eu ainda tive o azar de pegar um dos invernos mais frios dos últimos tempos e isso me causou um trauma pra vida toda: eu detesto o frio desde então! Minha relação com o frio não era assim tão ruim antes de morar em Dublin. Em Denver eu cheguei a pegar -27 graus. ME-NOS VIN-TE E SE-TE. E lá nevava. Sabe neve? Aquela coisa que você acha super linda quando vê nos filmes e morre de vontade de ver porque, né, você é brasileiro e não tem dessas coisas por aqui. Neve é realmente muito legal no primeiro dia, super divertida no segundo, bacana pra caramba no terceiro, mas aí você precisa viver sua vida: sair, trabalhar etc e aquela neve toda passa a não ser assim aquela última Trakinas de morango do pacote. E ainda assim, o frio e eu ainda tínhamos uma relação amigável. Mas em Dublin é frio e chuva na sua cara sem dó, isso quando não vem aquele vento a 80km/h fazendo sua sensação térmica despencar e parecer que seu freezer é mais quentinho. E o sol? Eu preciso ver sol para me sentir feliz e Dublin não é assim exatamente um local ensolarado. Resumindo: eu detestava o clima da cidade e até hoje detesto sentir qualquer friozinho – e tô amando esse inverno paulistano 2015 fazendo 27 graus! ❤

Inverno em Denver - eu até achava legal!
Inverno em Denver – eu até achava legal!

“Putz, Bia, não aguentou um friozinho?”
Confesso que o frio que passei lá tem um papel importante nessa história toda, mas tem mais. Dublin é praticamente uma colônia brasileira e você pode tranquilamente viver lá sem falar inglês, porque até na sua escola você vai achar alguém pra te explicar as coisas em português. Ah, mas você pode fazer amizade com pessoas de outros países e ignorar os brasileiros. Pode, mas olha, você vai ter muito trabalho e tiro o chapéu se você me disser que morou lá um ano e conseguia manter distância de brasileiros. E é até natural a gente querer fazer amizade com o “igual” quando se está no exterior – eu, na reta final da vida de au pair nos EUA, só tinha amiga brasileira – a gente precisa procurar alguém que vai nos ouvir, entender nossa língua e saber do que estamos falando. Mas sabe, em Dublin isso excedia o limite. E bem, onde tem muito brasileiro vai ter muita coisa brasileira. Eu já não tinha paciência para páginas de facebook feita por brasileiros e todo aquele mimimi, e aquelas festas com música brasileira e záz. Eu compreendo isso quando a pessoa muda de país porque, sei lá, foi transferida pela empresa ou se casou com um europeu, mas quando a pessoa deliberadamente escolhe morar lá e para aprender inglês, desculpe, eu não entendo, não. Fizesse um CNA por aqui mesmo que economizaria mais.

Além de tudo isso, eu acabo associando Dublin com alguns eventos pessoais não muito agradáveis como o dia que arrombaram minha casa e roubaram meu laptop, o desaparecimento misterioso do meu passaporte e pessoas que não são assim tão legais e só conheci porque estava lá. É óbvio que muita coisa boa aconteceu também! Conheci pessoas maravilhosas que ainda são amigas, a família dos loirinhos era fora de série e pessoas mais que maravilhosas também e tirei meu CAE por lá. Mas enfim, nosso cérebro age de maneiras misteriosas, não é mesmo? E o meu agiu assim.

Pula 1 ano e meio.
Início de 2015 e lá estou eu passeando novamente pelas ruas de Dublin. Apesar de tudo isso, esse dramalhão mexicano que escrevi, eu ainda sentia muita saudade de Dublin, ficava a todo momento lembrando de lá, imaginava se um dia voltaria e enfim, eu realmente sentia uma nostalgia. Vocês nem imaginam minha alegria quando comprei as passagens para visitar a Fair City novamente. Aí, estou eu lá linda do baixo alto dos meus menos de 1,60 de altura andando pela cidade e tendo altos flashbacks da época que morava lá e passava regularmente por tais lugares e não estava tendo nenhuma reação além de reconhecer o local. Cheguei na casa onde morei e fuén… nada! Passei pelo centro e “oh, que legal, passei muito aqui” e só. Eu me senti um corpo estranho andando pela cidade que eu conhecia quase tanto como São Paulo. Foi aí que meu castelinho de saudade e nostalgia se desfez e percebi que, ehhh… até que foi legal na época, mas acabou. No hard feelings, o problema não é você, Dublin, sou eu. Não senti vontade nenhuma de voltar a morar lá ou sequer de voltar para visitar e fiquei com a clara sensação que aquela visita serviu como um “Adeus e obrigada por tudo”, pois agora estou pronta para deixar você partir.

Até então, eu ainda olhava no relógio e calculava que horas eram por lá e no app de clima do celular, eu ainda mantinha Dublin e sempre checava o quão horrível o tempo estava na cidade. Bem, eu ainda escrevia aqui no blog sobre a capital irlandesa! Tudo isso acabou quando peguei o avião de volta ao Brasil e tive a certeza que Dublin não era meu lugar. Não me entendam mal: não estou cuspindo no prato que comi ou desaconselhando quem quer que seja a ir para lá. Dublin é a mesma pra todos e, ao mesmo tempo, é única para cada um – e só você pode dizer aonde você pertence e se sente bem e, (in)felizmente, notei que Dublin não é mesmo meu lugar.

Apesar de tudo, acredito que a visita foi muito importante para eu finalmente me desapegar e focar em outros objetivos. Eu sempre vou lembrar das coisas boas que esse intercâmbio me trouxe e, com sorte, deixar no passado as coisas ruins que vieram como consequência disso também. Fico feliz por ter tido a oportunidade de fazer um segundo intercâmbio e com certeza aprendi e amadureci muito com todas as experiências boas e, principalmente, as ruins.

E com este post encerro o blog que comecei para escrever sobre a vida em Dublin. Oh wait… não encerro o blog literalmente, mas não vou mais escrever sobre Dublin – seja para falar de mudanças ou citar meus tempos lá, mas o blog continua. Meu segundo intercâmbio ficará por aqui apenas como arquivo, pois agora minha vida e, consequentemente, este diário online, mudam de rumo! Em breve começarei a escrever sobre “isso”. Eu sei que vocês devem estar imaginando que sabem o que vou fazer… eh, estão no caminho certo, mas tenho certeza que ficarão bem surpresos! 😉

[fazendo suspense para vocês continuarem lendo o blog]

Goodbye, so long, farewell!
Goodbye, so long, farewell!

Neuras e Manias

O tema desta semana são neuras e manias. Eu posso falar de manias que tinha na Irlanda, porque é possível que lá eu tenha tido manias que aqui não tenho por conta de n motivos, já neuras é um pouco diferente: neura é neura e você tem em todo lugar, o que pode mudar é a intensidade. Mas vamos lá.

Semana 28 – Minhas neuras e manias

1- Acordar muito tarde aos domingos e fazer um “lundinner

Via de regra, eu não saía da cama antes das 13h aos domingos. Ou porque eu tinha saído na noite anterior ou porque havia ficado até tarde vendo filmes ou just because. Confesso que às vezes me arrependia porque é muito difícil aproveitar bem um domingo acordando tão tarde, mas para mim dormir é umas das melhores coisas da vida… haha! E acordando tarde assim e tomando café (porque eu nunca pulo o café-da-manhã), acabava fazendo um almoço-janta por volta das 17h e terminava o dia com um lanchinho. No frio era gostoso, no verão batia a vontade de dar uma volta a tarde.

2- Dar de cara com aranhas

Era uma neura que aqui eu não tenho por motivos de: no Brasil não temos tantas aranhas e tão gigantes como as irlandesas. Sempre tinha aquele medinho de ter uma aranha embaixo do edredom ou de ter uma passeando perto de mim enquanto eu dormia. Quando eu morava nos EUA, meu quarto era no porão, que apesar de ser super arrumadinho e limpo, tinha muitas aranhas que vinham de um storage room (eu tenho certeza absoluta que havia um ninho em algum lugar daquele quartinho). O carpete era claro e quantas e quantas vezes eu quase enfartei ao estar sentada na cama de boa e ver um ser razoavelmente grande preto de 8 patas (ou seriam pernas?) passando por debaixo da porta quarto adentro? Quantas aranhas não matei afogadas ao me surpreenderem durante o banho na cortina? Mas o terror mesmo foi no dia que eu acordei e havia uma teia de aranha entre o teto e a luminária que ficava no criado-mudo. Ah, a teia não estava lá quando fui dormir. É uma neura que aflora de acordo com as condições aracnídeas do lugar.

3- Separar os brasileiros dos europeus

Eu andava na rua observando as pessoas e tentando adivinhar, só de olhar, quem era brasileiro ou europeu. Brasileiros se vestem sim de forma muito diferente dos europeus, cortam o cabelo diferente, brasileiras têm cabelos e maquiagem diferente, sim, e acho que por mais que a pessoa tenha se “misturado” com a cultura local, vai acabar tendo algum sinal que denuncia, nem que seja uma característica física. Eu acertava na maioria das vezes que conseguia checar, tipo, ouvindo a pessoa falando português.

4- Hidratantes

Em Dublin venta muito e a longo prazo, é evidente o efeito de todo esse vento na nossa cara e cabelo. Até lembro uma vez que me meti a besta e fui na Debenhams testar cremes. A moça da Clinique fez um teste de pele comigo e disse que minha pele era muito boa, muito diferente da das irlandesas que sempre têm problema com ressecamento por conta do vento. E assim criei a mania de sempre passar hidratante no rosto de manhã e à noite, porque tomava banho quente e isso também resseca a pele. Um hábito bom adquirido por lá que mantenho aqui.

5- Me preocupar menos com minha aparência

Sério, em Dublin você pode sair na rua com metade do cabelo rosa e outra metade azul, calça de palhaço e camisa de turista cheia de flores que ninguém vai ficar te olhando. Brasileiras são infinitamente mais preocupadas com aparência, falando de modo geral, claro. Eu confesso que já fui ao mercado de pijamas algumas vezes e ninguém me olhou. Eu não usava maquiagem para ir cuidar das crianças (e olha que tenho um tremendo complexo por causa das minhas olheiras) e não me preocupava com isso. Bem, aqui no Brasil eu não consigo nem ir ao mercado sem passar um corretivo para dar uma disfarçada nos meus olhos de panda. Na verdade, a neura é daqui e lá eu consegui deixar pra lá. Pois é.

Três anos!

Hoje o blog completa 3 anos e eu 20 e muitos!

O blog tem andado bem paradão ultimamente. Confesso que pensei em abandoná-lo (não em tirá-lo do ar, mas parar de postar em definitivo), mas como acredito que num futuro não muito distante eu possa voltar a ter assunto para escrever mais posts, vou mantendo o Fabuloso Destino, nem que seja com a postagem semanal do desafio de 52 semanas.

E nestes 3 anos, o blog:

*Recebeu mais de 77 mil visitas;
*1073 comentários;
*Tem 266 postagens;
*Média diária de 100 visitas por dia (é, gente, não estou mais na Irlanda há um tempão, o blog caiu no esquecimento!);
*Recebeu a maioria de suas visitas do Brasil, Irlanda, Estados Unidos, Portugal e Reino Unido;
*O post mais popular continua sendo sobre um dos meus primeiros dias Irlanda, seguido de um sobre viagem e outro sobre depressão;
*O termo de busca mais utilizado no Google até hoje é “Um fabuloso destino”, seguido de “moda irlandesa” e ” na irlanda neva”;

Comecei este singelo blog como um diário para mim, para eu ler no futuro e me sentir nostálgica. Divulguei para poucos amigos apenas e o restante das visitas conquistei só com o Google, já que nunca divulguei o blog em lugar nenhum. Fico feliz por ter conhecido algumas pessoas pessoalmente através do blog (e oh, tudo gente boa) e ter feitos alguns amigos online. Sei ainda que sou a amiga imaginária de vários leitores que passavam e talvez ainda passem aqui frequentemente, acompanharam minhas histórias em terras irlandesas e sentiram um pouco meus amigos. Vocês podiam comentar de vez em quando, viu? 😉

A ideia é continuar com o blog como está e sempre que minha louca rotina permitir, continuar escrevendo. Ainda tenho ideias para alguns posts e apesar de nem tudo mais estar relacionado a Irlanda, tudo que posto acredito que seja relevante de alguma forma: ou sobre alguma viagem ou sobre algo culturalmente interessante ou algum detalhe sobre minha vida em São Paulo. Entendo que o blog perdeu seu interesse depois que voltei da Irlanda, mas os posts que escrevi enquanto estava lá ainda são bem atuais e acredito que ajudem muita gente.

Obrigada a todos os leitores, os que comentam e os que só leem. E se tudo der certo, no aniversário de 4 anos do blog e de quase 20 e todos da autora, o blog estará bem mais interessante! 😉