The National Leprechaun Museum

No último final de semana visitei o The National Leprechaun Museum, aquele museu que fica bem de frente da ECM. Confesso que tinha uma ideia completamente diferente do que veria lá.

A entrada custa 12 euros, mas com carteirinha de estudante sai por 10. A visita é feita com guia, então é necessário esperar cada início de “tour”.

Leprechaun (foto tirada por uma portadora do mal de Parkinson, respeitem!)
Leprechaun (foto tirada por uma portadora do mal de Parkinson, respeitem!)

Logo na entrada há vários leprechauns e artigos relacionados, além dos mitos e lendas escritos nas paredes. A guia começa o tour perguntando o que sabemos sobre os pequenos seres e sobre as lendas celtas e explica um pouco sobre a origem dos responsáveis por guardar os potes de ouro no fim do arco-íris.

Homer Leprechaun
Homer Leprechaun

Em seguida, começamos a visita pela casa do Gigante. Quando eu fui para a Irlanda do Norte e visitei o Giant’s Causeway, contei aqui a lenda do Gigante Finn, o dono da casa. A sala não é muito grande, mas é bem legal ver os móveis em escala tão grande, mesmo que você já tenha seus 20 e poucos anos. 🙂

A cadeira do gigante e o flash em ambiente escuro!
A cadeira do gigante e o flash em ambiente escuro!

Em seguida, vamos para uma sala com um mapa da Irlanda e uma gravação conta várias lendas e mitos de várias partes do país. Finalmente, chegamos a uma sala com uma fonte e um pote de ouro no centro, onde a guia nos conta outras tantas histórias.

Por of Gold
Pot of Gold

E, basicamente, toda a visita segue assim. Paramos numa sala do museu e a guia conta lendas e mitos. O tour todo dura cerca de 45 minutos. O museu, em si, não tem muita coisa, apesar de ser realmente bem feito. Sem guia, a visita não duraria 15 minutos. E confesso que chega uma hora que é cansativo ficar ouvindo tantas histórias sobre leprechauns, gigantes e fadas sem ter um recurso visual que prenda sua atenção durante todo o tempo em que a guia fala.

O museu é bonitinho e tal, mas não era exatamente o que eu esperava. Eu poderia procurar qualquer um dos mitos na internet, para ser bem sincera, e eu já até conhecia a lenda do Salmão do Conhecimento, que as meninas da primeira família para qual trabalhei me contaram. É legal para quem não sabe nada sobre as lendas celtas, mas precisa estar com o inglês afiado para entender tudo que a guia conta.

Recomendaria a visita? Sim, mas se você tiver outra coisa em mente para aquele dia, faça. :p

Irlanda do Norte II

Assim que saímos do museu, tentamos localizar o Giant’s Causeway no GPS sem muito sucesso. Aí ocorre o inesperado: paramos o carro na rua enquanto fuçávamos o bendito GPS e um norte-irlandês parou seu carro do nosso lado perguntando se estávamos perdidos e se poderia nos ajudar. Eu saí do carro para explicar para ele nosso destino, e ele não só explicou o caminho como fez questão de programar o GPS. Ficamos surpresos.

Mais 1h30 de viagem depois, com direito a deslumbrar belas paisagens norte-irlandesas, chegamos ao nosso destino.

Parada 2 – Giant’s Causeway

Mas o que é isso? A Calçada dos Gigantes não é uma atração turística conhecida por nós, brasileiros. Eu só ouvi falar dela quando cheguei aqui na terra dos leprechauns. Bem, é uma formação rochosa que parece ter sido construída, tamanha a perfeição do encaixe das pedras, porém, é mesmo uma formação natural. Outro ponto importante é a lenda irlandesa que existe sobre o lugar, que a Wikipedia vai explicar para vocês:

“Segundo uma lenda irlandesa um gigante chamado Finn MacCool queria enfrentar numa luta um gigante escocês chamado Benandonner, mas havia um problema: não existia uma embarcação com tamanho suficiente para atravessar o mar e levar um ao encontro do outro. A lenda diz que MacCool resolveu o problema construindo uma calçada que ligava os dois lados, usando enormes colunas de pedra. Benandonner aceitou o desafio e viajou pela calçada ate à Irlanda. Ele era mais forte e maior do que MacCool. Percebendo isso a esposa de Finn MacCool, de forma muito perspicaz decidiu vestir seu marido gigante como um bebê. Quando Benandonner chegou à casa dos dois e viu o bebê, pensou: “Se o bebê é deste tamanho, imagine o pai!”, e fugiu correndo de volta para a Escócia. Para ter certeza de que não seria perseguido por Finn MacCool destruiu a estrada enquanto corria, restando apenas as pedras que agora formam a Calçada dos Gigantes.”

Interessante, não? Fizemos uma trilha pelos pontos mais importantes do local. Demos sorte, pois apesar do frio, quando chegamos alguns raios de sol brilhavam e nossa visita ficou bem mais agradável.

Parada 2 – Dunluce Castle

Pedimos sugestões sobre algum lugar interessante naquela região aos funcionários e nos recomendaram o Dunluce Castle. Pegamos um folheto que dizia que este era um dos castelos mais românticos da região. Bem, quando chegamos, achamos que o castelo fosse qualquer coisa, menos romântico. É um castelo em ruínas que data do século 17, aproximadamente. Ele é cercado por degraus de pedras bem escorregadias (meu All Star que o diga) e fica de frente para o mar. Eu, com minha imaginação fabulosa, fiquei pensando como seria morar naquele castelo no século 17. Sem energia elétrica, no inverno, de frente para o mar. Confesso que fiquei mais feliz em estar no século 21 numa casa quentinha, apesar de ter bem menos glamour.

Parada 3 – Carrick-a-Rede Rope Bridge

Existe uma ponte de corda que, teoricamente, é super perigosa, porque como eu já disse, é de corda. Nós não tínhamos a intenção de cruzá-la, primeiro porque custava £5,50 (cerca de 21 reais) e segundo, porque não levava a lugar nenhum. Porém, o caminho que leva até ela por si só faz a visita valer a pena, pois a visão do mar e das colinas é linda. Chegamos até o portão que levava a ponte, espiamos e concluímos que, de fato, não valeria pagar para atravessá-la.

Ainda tínhamos a intenção de voltar a Belfast para dar uma volta pela cidade, mas como saímos da costa norte da Irlanda do Norte (percebeu que eu estava bem no norte mesmo, né?) por volta de 19h, logo, tivemos que ir direto de volta para Dublin e encarar quase 3h30 de viagem.

Chegamos no aeroporto, devolvemos o carro sem nenhum problema e voltamos para a casa! 🙂

Qual será o próximo destino agora?

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Irlanda do Norte I

Eu já expliquei neste post que a Irlanda e a Irlanda do Norte são dois países distintos. A primeira é uma república independente e a segunda faz parte do Reino Unido e não utiliza o Euro, e sim a Libra Esterlina usada na Inglaterra.

Muito mais importante do que saber isso, é saber que eu fui para lá, conquistando meu 8º país (eu incluo o Brasil nesta conta, porque, afinal, se eu nasci lá, eu estive lá! Procede?).

Existem tours que saem daqui de Dublin para o país vizinho (e para outros lugares da Ilha Esmeralda também), mas eu não sou fã de pacotes de viagem, tours prontos e afins. Eu me sinto presa à empresa e à programação. Prefiro fazer a viagem no meu ritmo, ficando o tempo que quero em cada lugar e decidindo onde ir em seguida. Para não comprar um destes tours, juntamos uma galerinha e alugamos um carro. Só por curiosidade, aqui na Irlanda não se aluga carro para menores de 21 anos. Se o motorista tiver 22 ou 23, já pode alugar, mas o valor do aluguel quase quadruplica. A situação melhora se você já tiver 25 anos, pois consegue alugar carros pequenos por tão pouco quanto 20 euros. Além disso, é necessário ter carteira de motorista há pelos menos 2 anos e um cartão de crédito internacional que será utilizado na reserva. Por incrível que pareça, a única pessoa que atendia à todos os requisitos era eu. A feliz portadora de uma carteira de motorista desde 2007, com 25 anos de idade (mas cara de 20, que fique bem claro) e cartão de crédito internacional que não dirige. Aluguei o carro no meu nome, me sentindo a motorista quando fui retirar o veículo no aeroporto, preenchendo formulários (e ouvindo elogios ao meu “inglês magnífico” por parte da funcionária da locadora- desculpem, precisava contar esta) e entregando as chaves na mão de um motorista mais experiente para o bem de todos os passageiros. C’est la vie!

Lebrem-se de que aqui a mão é invertida, o que significa que deve se manter sempre à esquerda. Isso dá um nó no cérebro, e a viagem começou com muita emoção, invadindo uma rua na contramão por onde passam os trilhos do Luas, o trem de superfície da cidade. Felizmente, todos sobreviveram.

De Dublin até a fronteira com a Irlanda do Norte não é muito longe, creio que levamos pouco mais de 1h de carro.

Parada 1 – Belfast/ Titanic Museum

Chegamos a famosa cidade de Belfast, capital do país. Não era o lugar mais importante da viagem, apesar de termos pesquisado algumas atrações e pontos de interesse, como o muro que separa o lado protestante do lado católico e alguns prédios do governo e castelos no caso de termos tempo. Como fizemos um bate-e-volta até o país vizinho, nos contentamos em passar apenas no Titanic Museum. Mas como disse, apenas passar, pois além de o ingresso custar cerca de 13 libras (mais de 40 reais), não tínhamos muito tempo.

Museu do Titanic

O prédio é muito bonito, como se vê na foto. Na parte de trás, há um memorial com o nome de todas as vítimas do naufrágio e também de oito pessoas que morreram durante a construção do navio. Chegamos a entrar no saguão do museu, mas não deu para ver muita coisa.

Depois da breve visita a Belfast, continuamos nossa viagem com destino ao Giant’s Causeway, a cerca de 1h30 da capital…

[continua]

Irlanda do Norte é Irlanda?

No post de hoje teremos uma aula de geografia/ história! Oh wait… estou no blog certo? Sim, está. Mas você já se perguntou o que é o Reino Unido, quais países fazem parte dele e como está dividido aquele “imenso” pedaço de terra onde estão essas ilhas? E onde a Irlanda entra nessa história?

IrlandaOlhando para o mapa aí do lado, vemos duas grandes ilhas e outras pequenas adjacentes. Nelas estão a Escócia, Inglaterra, País de Gales, Irlanda do Norte e Irlanda. Tem muita gente que confunde Reino Unido e Inglaterra e acha que é tudo a mesma coisa. Será?

Não, não é. O Reino Unido (conhecido em inglês pela sigla UK – United Kingdom) é uma união política formada por quatro países: País de Gales, Inglaterra, Escócia e Irlanda do Norte, sendo a Rainha Elizabeth II a chefe de estado. Isso já responde a pergunta do título do post: a Irlanda do Norte não faz parte da Irlanda. E apesar de fazer parte da União Europeia, os países do Reino Unido continuaram usando a Libra Esterlina como moeda oficial. Ou seja, quando for a Belfast visitar o Museu do Titanic, você precisará trocar seus Euros por Libras.

Agora que você já sabe disso, podemos explicar melhor o que são essas duas Irlandas.

A Irlanda é um estado independente desde 1922, quando a Inglaterra a reconheceu como tal. Já a Irlanda do Norte, apesar de ser uma entidade política autônoma, continuou fazendo parte do Reino Unido. Ou seja, a última reconhece a Rainha Elizabeth II como sua chefe de estado, sendo ainda uma monarquia, embora possua uma Assembleia legislativa própria. Já a terra dos leprechauns é uma república parlamentar que não está sob o “domínio” da monarquia britânica e assim como os outros países da Europa, utiliza o Euro como moeda oficial. É também o único país das ilhas que não faz parte do Reino Unido.

Agora não confunda mais: leprechauns e potes de ouro só na Irlanda, ok? 😉

Titanic

Na próxima sexta-feira, dia 13 de abril, a versão 3D do filme de James Cameron, de 1997, estreará nos cinemas tupiniquins. E no dia 15, a tragédia completará 100 anos. E o que isso tem a ver com a Irlanda?

Esta reportagem, que foi ao ar no Fantástico do último domingo, pode te dar uma boa dica. Isso mesmo, o Titanic foi construído na Ilha Esmeralda. Bem, mais ou menos. Na verdade, tudo aconteceu em Belfast, na Irlanda do Norte. A White Star Line, uma companhia de navios britânica, escolheu esta cidade para construção do Titanic. Coincidência ou não, o arquiteto que projetou o navio (Thomas Andrews, morto no naufrágio) era irlandês também.

Apesar de sua viagem inaugural ter partido de um porto britânico, o navio passou pela Irlanda para pegar passageiros que iam rumo aos Estados Unidos fugindo da pobreza de seu país.

Procurando na internet o trailer, acabei me deparando com um vídeo muito engraçado. Dá o play aí embaixo para descontrair um pouquinho.

Criativo, né?

Uma curiosidade minha e do Titanic é que a primeira música que eu aprendi a cantar em inglês foi o tema do filme. Ahan,  My heart will go on, da Celine Dion. A letra é relativamente simples e ela canta devagar, pronunciando bem as palavras, o que é ótimo para uma aluno iniciante. Breguices à parte, sei cantá-la até hoje. Melhor dizendo, sei a letra, if you know what I mean

E por conta da origem do Titanic, saiba desde já que na Ilha dos leprechauns, em Belfast, existe um museu dedicado a história dessa tragédia hollywoodiana, que com certeza será um dos locais que visitarei quando chegar lá. Confira o site do museu aqui.

Quem diria que o Titanic e a Irlanda tivessem tanto a ver, hein? 😉