Budapeste, Hungria IV

O último dia na cidade já começou com aquele aperto no coração, uma saudade do que ainda não havia terminado! Já disse que Budapeste é linda? 20160519_182804

Eu sempre faço walking tour quando visito uma cidade e, normalmente, é a primeira coisa que faço já para pegar dicas e conhecer melhor os principais pontos da cidade com um local. Mas em Budapeste eu acabei invertendo a ordem das coisas e o tour ficou para o último dia, já que no primeiro cheguei depois do horário do tour e no segundo dia combinei de encontrar a L.

O tour começa em frente a Basílica de São Estevão e desta vez nossa guia era uma local mesmo (muitas vezes, o guia é um estrangeiro que mora na cidade). A guia disse que a melhor vista da cidade é da torre da basílica – mas depois de subirmos na torre da Igreja de São Matias e na Citadella e poder ver os dois lados da cidade – Buda e Peste -, achamos que não faria muito sentido subir na basílica, então não posso confirmar se a dica da guia vale a pena. E apesar de a igreja ser a construção mais alta da cidade (96 metros), a Igreja de Matias está numa colina, então, em termos absolutos, está num nível bem mais alto. Outra curiosidade, é que dentro da basílica, supostamente, está a mão do rei Estevão. Há controvérsias se aquela é mesmo a mão dele, mas está lá para quem quiser ver.

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Seguindo pelas ruas, paramos na estátua acima. Já tínhamos passado por ela, mas com o tour descobrimos seu significado. A estátua do policial barrigudo está lá desde 1900 e reza lenda que foi feita em homenagem a um certo policial que patrulhava a região e era muito simpático. Diz a lenda também que o motivo de tanta alegria era comida e mulher (porque, lógico, você pode colocar mulheres na mesma categoria de comida, mas vamos adiante). E claro, há uma superstição envolvendo a estátua: dizem que se você esfregar a mão na pancinha dele, terá sorte no amor. Se passar a mão ajeitando o bigode, terá sorte na vida. Será que fiz um carinho nesta pancinha? 🙂

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Outra famosa estátua da cidade é a Pequena Princesa. Reza a lenda que havia esta princesa que nunca quis ser princesa e muito menos rainha. Ela usava as roupas de seu irmão e queria ser rei quando crescesse. Diz a lenda que esfregar as mãos em seus joelhos traz sorte e realização pessoal.

Entre uma parada e outra e dicas da guia, ainda no lado Peste, entramos na mais antiga linha de metrô da Europa continental, pois a guia queria nos contar sobre o pioneirismo húngaro que os deixa muito orgulhosos. É fato que já havia metrô em Londres quando, em 1896, começaram as obras em Budapeste, mas eles consideram somente a Europa continental, portando, as ilhas britânicas ficam de fora. É a mesma linha de metrô que nos levou a Praça dos Heróis no dia anterior.

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A linha mais antiga é bem diferente das demais de Budapeste, com trens bem pequenos e antigos, mas bem conservados. As estações também estão muito bem conservadas e vale a pena pegar o metrô nesta linha só para ver como são as estações e ter a experiência de andar no vagão.

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O tour continuaria seguindo para o lado Buda, mas nós já tínhamos subido a colina duas vezes e visitado tudo que nos interessava, então conversamos com a  guia e nos despedimos do tour na famosa Chain Bridge, que claro, também tem suas lendas e superstições.

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A ponte ficou pronta no fim do século 19 para ligar os dois lados da cidade, divididos pelo Rio Danúbio. Reza a lenda que quem mandou fazer a ponte só o fez porque quando seu pai estava no leito de morte, ele não conseguiu cruzar o rio de barco por ser muito perigoso na época e, portanto, não pode se despedir de seu pai. Ele jurou que terminaria a ponte para que nenhuma outra família tivesse que passar por isto. Outra versão diz que ele tinha uma amante do outro lado do rio e só queria uma forma de atravessá-lo mais rápido. A ponte tem 4 leões, cada um guardando um lado da ponte. Outra lenda (cidade cheia de histórias, não?) conta que o responsável por esculpir os 4 leões estudou a anatomia do animal por anos, os observando no zoológico, e quando tudo ficou pronto, ele desafiou que encontrassem algum defeito no seu leão – se alguém apontasse algo, ele se mataria. Infelizmente para ele, um menino disse que os leões não tinham língua e percebendo seu enorme erro, ele teria se jogado no Danúbio. Como os leões têm língua (que só podem ser vista de um ângulo mais alto), esta história realmente não passa de uma lenda.

Ao nos despedir do tour, seguimos para o Parlamento Húngaro, mas só para observar do lado de fora. O valor do ticket para não europeus é 5400 florins (18 euros), o que é absurdamente caro para os padrões da cidade! Europeus pagam bem menos do que isso, mas por enquanto, eu tenho só o passaporte de capa azul, então…

O Parlamento de um ângulo alternativo
O Parlamento de um ângulo alternativo

Estava um lindo dia e seguimos andando pela margem do Danúbio até chegarmos nos Sapatos no Danúbio, uma escultura em memória dos judeus húngaros que foram mortos no local – eles eram levados até a margem do rio, tinham que tirar seus sapatos e levavam um tiro. O rio levava os corpos embora.

Triste
Triste

O último dia em Budapeste estava acabando, mas o final da viagem fica para o próximo post. 🙂

Budapeste, Hungria II

No segundo dia em Budapeste eu combinei de encontrar com uma brasileira que conheci por acaso num grupo de Facebook. A L. foi muito bacana e me deu várias dicas da cidade, além de checar meu roteiro antes de eu chegar lá. Nos encontramos em frente ao “trenzinho” que leva ao topo do lado Buda, mas subimos a pé.

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O tal trenzinho chega a ser uma atração turística, mas o preço do ticket é muito alto se comparado com o valor da tarifa de transporte público da cidade: 1000 florins ou 1700 comprando ida e volta. Claro que é uma opção recomendada para pessoas mais velhas ou com alguma dificuldade de locomoção, porque para ir a pé é uma boa subida, com escadas bem íngremes em alguns pontos – mas a vista compensa o esforço para chegar ao topo da colina de Buda.

O dia não estava tão bonito, mas está a bela visão que se tem da cidade ao subir a pé
O dia não estava tão bonito, mas esta é a bela visão que se tem da cidade ao subir a pé

No lado Buda há várias atrações. Fomos visitar a Igreja de Matias primeiro e o ticket pode ou não incluir subir na torre com guia. O ticket de estudante com tour e torre inclusos custou 2000 florins (uns 6,50 euros). À princípio eu não queria muito entrar na igreja (já falei várias vezes no blog que não sou fã de visitar igrejas, pior ainda quando é pago), mas confesso que me surpreendi. É claro que é preciso muito fôlego para subir os quase 200 degraus (não tem elevador), mas há 2 paradas onde os guias contam um pouco da história do lugar e no topo, vemos o grande sino da torre e de lá dá para ver o telhado da igreja, que é uma atração à parte de tão belo. Além disso, valeu muito a pena porque a visão de ambos os lados, Buda e Peste, é incrível. Ou seja, a pessoa que não gosta de visitar igrejas está recomendando que você visite esta. 🙂

A vista do topo da torre da igreja e uma parte do telhado
A vista do topo da torre da igreja e uma parte do telhado

Dentro da igreja tem um museu também e está tudo incluso no ticket.

De lá seguimos para o Bastião dos Pescadores, de onde também dá para ter uma visão do lado Peste e do Parlamento Húngaro. Há também restaurantes e lanchonetes no local.

Bastião
Bastião

Ainda do lado Buda fica a Galeria Nacional da Hungria, um prédio lindo, mas que dispensamos entrar porque estava tendo uma exposição especial do Picasso e eu já havia visitado o Museu Picasso em Barcelona, além de ter ido em exposições em São Paulo. OK, isto pode não ser motivo suficiente para não entrar na galeria, mas não estávamos tão interessados assim e achamos um pouco caro para os preços da cidade, já que para ver a exposição permanente e a do Picasso precisaríamos pagar 3200 florins (10 euros). Estávamos mais interessados em visitar o Castelo de Buda, que fica ao lado da galeria e apesar do nome, não é um castelo! Mas esta atração ficou para outro dia, porque estávamos com fome e resolvemos ir comer no Mercado Municipal.

O mercado
O Mercado

O mercado é bonito por fora, mas eu sinceramente não entendi porque é considerado uma das mais importantes atrações. Não há tantos restaurantes assim de comida típica, os preços são um pouco altos e as filas enormes. Tem muitas lojinhas vendendo artesanato e lembrancinhas que, por incrível que pareça, são realmente mais baratas do que no restante da cidade. No térreo há barracas de frutas, legumes, peixes etc e no subsolo fica o Lidl. A fila para comprar o famoso “langos” estava enorme e optamos por comer numa barraca com menos fila.

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Passeamos um pouco pelo mercado e como não ia mais dar tempo de visitar o Castelo de Buda, resolvemos voltar para o hostel e pegar nossas “roupas de banho” para ir nas famosas casas termais de Budapeste. Há inúmeras na cidade, mas as mais famosas são Széchenyi e Géllert. O valor médio do ticket para um dia é 15 euros em ambas, então decidimos visitar apenas uma e numa decisão meio aleatória, optamos pela última.

A piscina principal
A piscina principal

O spa Géllert fica num hotel e o ticket dá direito a permanecer até o local fechar. Chegamos por voltas das 17h, então ficamos até às 20h, quando fechou. Foi muito gostoso, mas o tempo naquele dia não estava dos mais quentes, então pouco aproveitamos a parte externa que tem uma piscina comum e uma piscina de águas termais aquecidas, além de uma sauna. No interior fica a piscina principal (foto acima), mas para usá-la era necessário usar touca (!!!) e eles cobravam o equivalente a 2 euros por uma touca descartável! Ficamos na outra piscina aquecida mesmo. Há mais piscinas aquecidas e saunas de vapor também. Apesar de ter gostado, acho que teria sido melhor ir na Széchenyi – me pareceu maior e mais turístico. Enfim, quem sabe da próxima vez?

Depois de um longo segundo dia que começou com muita caminhada e terminou relaxando no spa, voltamos para o hostel para descansar para nosso terceiro dia na linda Budapeste.

Budapeste, Hungria I

Chegamos em Budapeste um pouco depois da hora do almoço e o tempo estava um pouco feio, meio nublado. O wifi do aeroporto é péssimo, mas já havíamos pesquisado como ir de lá até o centro da cidade e além disso, tem um balcão de informações para o turista muito bom lá: tem mapas, brochuras com sugestões de passeios e como chegar até o centro de transporte público.

Pegamos o ônibus 200E, que sai do Terminal 2 a cada 8 minutos. O ticket unitário custa 350 florins (na época, 1 euro valia cerca de 310 florins) e pode ser comprado no guichê que tem no ponto de ônibus. Caso pague diretamente ao motorista, o valor da tarifa vai para 450 florins. Optamos por pagar ao motorista, porque não tínhamos trocado para comprar do guichê, mas agora fica a dica dada por um brasileiro que conhecemos dentro do ônibus (afinal, minha gente, onde é que não se acha brasileiro neste mundo?) e mora na cidade: compre a opção de 10 tickets, que vale para ônibus e metrô, e sai mais em conta se você for usar muito o transporte público – dá para fazer muita coisa a pé na cidade, mas uma atração ou outra é um pouco mais distante, então pode compensar. Nós compramos 10 tickets para dividir em 2 pessoas e foi o suficiente. Para mais informações sobre o transporte público na cidade e de como ir para o aeroporto/centro, veja aqui.

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Os tickets são de papel e não tem catraca nas estações de metrô. É necessário validar cada ticket antes de embarcar e nem pense em tentar viajar de graça: há fiscais nas entradas das estações checando se o ticket foi mesmo validado e caso não tenha ninguém, funcionários do metrô podem solicitar para ver seu ticket validado a qualquer momento.

O ônibus 200E para na estação de metrô Kobanya Kispest, de onde pegamos o metrô até a estação mais próxima do nosso hostel. Não faz sentido nenhum, mas em Budapeste se você mudar de linha (por exemplo, ir da vermelha para a verde), precisa pagar novamente a passagem ou validar outro bilhete. Fique atento!

O tempo estava mais agradável quando finalmente chegamos no bairro do hostel e como já era mais de 14h e estávamos sem almoço, seguimos a dica do mesmo brasileiro que conhecemos no ônibus: comer kebab! Há muitos e muitos restaurantes que vendem kebab na cidade e são os lugares mais em conta para uma refeição. Um kebab de frango no pão pita custa, em média, 700 florins (algo em torno de 2,50 euros) e eu achei delicioso.

Kebab e um delicioso chá gelado
Kebab e um delicioso chá gelado

Seguimos para o Amazing Hostel, que eu gostei muito e indico. Fica bem localizado, próximo ao distrito judeu, e de lá fizemos a maioria dos passeios a pé. É um hostel bem pequeno e indicado para quem quer paz e sossego para descansar depois de um dia visitando as atrações. Tem apenas 4 quartos compartilhados e gostei muito que eram apenas 5 camas (e não beliches como em praticamente todos os hostels), havia muito espaço no quarto e um cofre para cada cama. O local era bem limpo e a decoração muito bacana. Os funcionários foram muito simpáticos e nos ajudaram com todas as dúvidas. O hostel aceita pagamento em euros para a reserva, o que nos ajudou muito. O lado ruim é que havia apenas 2 banheiros e mesmo o hostel sendo bem pequeno (calculei que a capacidade máxima fica em torno de 15 pessoa), de manhã tem um pouco de “concorrência” para usá-los.

O hostel
O hostel

Depois de almoçar, ir para o hostel fazer check-in e respirar um pouco já era 16h. Decidimos, então, visitar a Grande Sinagoga, já que era próxima e ficava aberta até o fim da tarde. Pagamos 2700 florins (aproximadamente 17 euros) para fazer um tour guiado e ter acesso ao museu. Há várias opções de tickets com preços mais baixos ou altos dependendo do que estava incluso. Eu não achei o tour lá essas coisas, mas vale a pena para quem quer saber mais da história e tal.

Por dentro da sinagoga
Por dentro da sinagoga

Aliás, achei muito desagradável no tour que a guia, grosseiramente, me chamou a atenção quando eu tirei minha garrafa de água da bolsa, dizendo que aquele era um local sagrado e eu não deveria comer nem beber. OK, compreensível, mas não havia nenhum tipo de sinalização dentro da sinagoga que avisasse isso e não era como se eu estivesse tomando um refrigerante, não é? Achei péssimo também que, mesmo sendo um tour pago, a guia simplesmente sumiu quando o grupo saiu para os jardins. Ela nos deu algum tempo para tirar fotos e não esperou ninguém que não estivesse na porta quando ela resolveu que era hora de sair. Tivemos que nos juntar a outro grupo para terminar o tour.

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Esta sinagoga é importante porque é considerada a maior de toda a Europa e a 3ª maior do mundo, podendo abrigar até 3 mil pessoas em seu interior. Os jardins são muito bonitos e também abrigam um cemitério onde estão enterrados mais de 2 mil judeus que morreram no gueto entre 1944 e 1945. Há ainda uma escultura, a da foto acima, que é um Memorial do Holocausto e em cada uma de suas folhas tem o nome de um judeu húngaro morto no Holocausto. O museu não impressionou muito e parecia que estava em reforma. Tem mais informações sobre a sinagoga aqui.

Ainda estava claro quando saímos da sinagoga, fomos andar um pouco mais pela cidade e chegamos na Basílica de São Estevão. Infelizmente, chegamos logo depois que a visita a torre foi encerrada, mas ainda deu para entrar na basílica de graça para visitar.

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Andamos mais um pouco até os limites do lado Peste, onde estávamos, e voltamos ao hostel depois de jantar outro kebab – comida tão simples e barata, mas tão gostosa que ainda hoje às vezes me dá uma vontade de comer!

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Começando as férias de verão

Eu gosto de viajar, acho que já notaram. Ao contrário do que muita gente pensa, eu não estou nadando em dinheiro e, portanto, viajo. Eu economizo muito no dia-a-dia e também nas viagens, consequentemente, viajo.

E mesmo com o euro que há até não muito tempo andava na casa dos 4 reais, eu achei muito justo iniciar minha férias de verão da universidade viajando por lugares da Europa por onde ainda não havia passado. E eu só consegui fazer a viagem porque (1) como já contei no blog, eu levo uma vida bem econômica em Oulu, (2) eu consegui alguns euros fazendo uns “bicos” e (3) eu escolhi um destino barato. Como eu sempre digo, eu não escolho para onde quero ir e aí pesquiso preços; eu pesquiso preços e quando acho valores bons para algum lugar onde nunca estive, viajo.

A ideia inicial era voltar a Portugal, aquele país lindo de povo charmoso e comida maravilhosa, mas por ironias da vida, era exatamente o destino mais caro para ir a partir da Finlândia! Até chegar na Grécia era mais barato (país que ainda não visitei). Seguindo a lógica dos destinos mais em conta, achei justo voltar ao Leste Europeu, já que eu amei mesmo visitar a Polônia e poderia conhecer mais da região. E assim fui parar na deslumbrante Budapeste, capital da Hungria, onde fiquei 4 dias e de lá, iria seguir direto para Praga, capital da República Tcheca. Mas analisando o mapa e pesquisando muito no Google vi que Bratislava, capital da pequena Eslováquia e cenário do medonho filme “O Albergue”, ficava no meio do caminho e era bem viável para se fazer uma rápida visita. Então, depois dos 4 dias em Budapeste, rumamos para um dia em Bratislava e, finalmente, terminamos a viagem com outros 3 dias na ensolarada Praga. I regret nothing! 🙂

A viagem foi relativamente barata porque viajei no início da temporada de verão (final de maio), mas com temperaturas já bem agradáveis para fugir do frio finlandês. Chequei todos os destinos possíveis e constatei que chegar na Hungria e voltar da República Tcheca era a opção mais barata, além de, claro, os países serem relativamente baratos em relação a outros países europeus. Viena, capital da Áustria, fica na mesma região e os viajantes costumam parar para visitar a cidade também. Eu não a inclui no roteiro porque Viena é uma cidade que merece 3-4 dias, pelo menos, e eu não tinha todos estes dias disponíveis e o que pesou mais mesmo é que não é uma cidade barata e o orçamento não daria conta. Fica para a próxima!

A despedida de Oulu

Os dias já estavam ficando mais quentes e agradáveis, a natureza mais viva e bonita, mas minhas noites de sono inexistentes: não tinha mais noite e muito menos sono. Fiz as malas muito feliz – afinal, eu sabia que voltaria para a pequena Oulu ainda e não tinha o menor clima de despedida. Segui para Helsinki de ônibus, aquelas 8h de viagem que já estou acostumada. Cheguei à meia-noite, passei algumas horas na rodoviária, segui para a estação de trem e finalmente cheguei no aeroporto. Não foi uma boa noite de sono, mas é como sempre digo: você escolhe conforto ou preço e eu, por enquanto, ainda não posso me dar ao luxo de pagar o preço do conforto. Meu voo da Finnair saiu no horário e pouco mais de 2h depois, cheguei na nublada Budapeste.

Spoiler: Budapeste é linda!
Spoiler: Budapeste é linda!