Cliffs of Moher

Os Cliffs of Moher formam um dos mais famosos pontos turísticos da Irlanda. Os paredões de até 200 metros de altura ficam na costa oposta de Dublin, numa viagem de pouco mais de 3h de carro (imagine cruzar um país de uma costa a outra em 3h? Já fiquei mais que isso só no trânsito de São Paulo… hehe).

Há tours de um dia que saem de Dublin para lá, mas como vocês já sabem, eu não sou muito fã de tours e afins, então, alugamos um carro e fomos por conta própria. Eu já falei um pouco sobre alugar carros por aqui quando fui para a Irlanda do Norte. Um ótimo site para pesquisar o melhor preço é o Argus Rentals, já que ele reune várias locadoras e busca o melhor aluguel. Desta vez, decidimos alugar um carro a diesel, pois mesmo o aluguel sendo um pouco mais alto, compensaria pela economia que faríamos com combustível.

Saímos de Dublin logo cedo e demos muita sorte com o tempo, pois estava um lindo dia de sol e céu azul (embora ainda muito frio).

Cliffs of Moher
Cliffs of Moher

Há um Visitor Centre e algumas lojinhas de souvenirs logo na entrada, mas fomos direto para os Cliffs. A visita tem “dois ângulos” de visão: uma trilha leva para o lado oposto oferecendo uma bela vista dos cliffs e a outra trilha leva aos cliffs em si.

Como escolhemos um dia perfeito, a visão dos cliffs era de tirar o fôlego! Também era de tirar completamente o fôlego ver a altura toda até o mar e nenhum muro ou cerca de proteção no penhasco. Sim, era possível sentar na beira dos cliffs para bater umas fotos, mas só pessoas sem amor à vida fariam isso.

Pessoa sem amor à vida
Pessoa sem amor à vida

A melhor parte de não estar num tour é fazer seus próprios horários. Fizemos as trilhas dos dois lados dos cliffs, paramos para fotos e ainda fizemos um lanche e ficamos observando as gaivotas sem correria ou pressão. No total, foram quase 4h muito bem aproveitadas por lá.

Sol e céu azul
Sol e céu azul

Na volta, passamos por algumas atrações menores, como esta tumba de mais de 5 mil anos, a Poulnabrone Dolmen.

Poulnabrone Dolmen
Poulnabrone Dolmen

E este castelo do século 16, o Dunguaire Castle.

Dunguaire Castle

Para terminar o dia, demos uma volta em Galway, que fica a uns 40 minutos dos Cliffs. Não ficamos muito tempo, mas deu para sentir que é uma cidade bem diferente de Dublin. Achei bem bonitinha.

Galway
Galway

Voltamos para Dublin, pouco menos de 3h de Galway, com um belo por-do-sol.

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Sunset

Curiosidades

* Cenas dos filmes Casa Comigo e Harry Potter e o Príncipe Mestiço e o clipe My love do Westlife foram gravados lá.

* Procurei na internet informações sobre mortes acidentais no local, mas nem aquele que tudo sabe, o Google, me deu essa informação. Fato é que vez ou outra alguém deve dar um passinho pra trás para tirar uma foto ou cometer suicídio mesmo. Mas achei notícias sobre acidentes (ou não) nos cliffs aqui, aqui, aqui, aqui e aqui (todos os links em inglês).

Memorial
Memorial
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Edimburgo, Escócia

Alguns dirão que por fazer parte do Reino Unido, não posso contar que a Escócia foi o 9º país que visitei. Mas como o Reino Unido em si não é um país, então, posso dizer que foi, sim! 🙂

Edimburgo é uma cidade pequena com menos de 500 mil habitantes. A principal atração turística é o Castelo de Edimburgo que foi a primeira parada da viagem. O castelo fica no topo de uma rocha (Castle Rock) e a visão da cidade de lá de cima é privilegiada. Há indícios de que o castelo começou a ser construído no século VII e desde então, foi expandido e reconstruído conforme as necessidades e os rumos das guerras. Porém, a construção mais antiga existente ainda data do século XII, a St. Margaret’s Chapel.

Castelo de Edimburgo
Castelo de Edimburgo

O ticket custa £14,50 em baixa temporada e £16 na alta, ou seja, no verão. Ao contrário de Londres no Ano Novo, Edimburgo não estava lotada de turistas e não havia nem fila para comprar os tickets. O castelo é gigante e conta com museu, capela, loja, memorial, prisão etc.

No museu da guerra aprende-se um pouco sobre a história da Escócia nas guerras, obviamente.

Escoês

No castelo também havia uma prisão para marinheiros de vários países e a representação do local é bem interessante, mostrando como os presos dormiam, comiam e passavam seu tempo, além de se engajarem em trabalhos artesanais.

Uma das exposições conta a história das jóias da coroa e no fim, elas estão expostas (coroa, espada e cetro). Não é permitido fotografar neste local, mas é impressionante!

Bem próximo ao Castelo, fica a The Scotch Whiskey Experience, onde é possível fazer um tour para saber um pouco mais sobre a produção de whiskey. O valor do tour era um pouco elevado (né?), então apenas visitei a lojinha e me dei por satisfeita! 🙂

Outra atração não muito distante do Castelo é o National Museum of Scotland, entrada grátis. O museu não é muito grande, mas gostei bastante pela interatividade e pelas diferentes exposições.

National Museum of Scotland
National Museum of Scotland

As exposições iam desde animais e formação do universo até a história do telefone, por exemplo.

Museu
Falei que era interativo!

O hostel oferecia um free walking tour pelos principais pontos da cidade e foi o que fiz no segundo dia. O tour começou por um cemitério ao lado do hostel, o Greyfriars Kirkyard. Há algumas histórias interessantes sobre o local.

A primeira é sobre John Gray, que viveu no século XIX. John tinha um cachorrinho chamado Bobby e a história começa quando ele falece. O fiel cachorrinho ia todos os dias ao cemitério guardar o túmulo de seu dono e fez isso até sua morte, 14 anos depois. Por conta disso, Bobby teve o direito de ser enterrado no cemitério também.

Bobby ficou famoso e ganhou até uma estátua!
Bobby ficou famoso e ganhou até uma estátua!

Não sou a maior fã de Harry Potter, mas já li quase todos os livros. Não sabia que J.K. Rowling havia morado um tempo na capital escocesa e foi lá que começou os rascunhos do livro. De qualquer forma, em frente ao cemitério há uma escola com uma historinha. Dizem que era uma escola que apenas famílias ricas poderiam bancar e as famílias emergentes queriam justificar por que seus filhos não estudavam lá. Assim, surgiu a lenda de que era uma escola de bruxaria e que os alunos voavam em vassouras e coisas do tipo. Ninguém pode afirmar, mas há a possibilidade de J.K. Rowling ter se inspirado nisto para criar Hogwarts.

A tal escola
A tal escola

A guia contou outras historinhas sobre o cemitério, como túmulos protegidos por grades para evitar o roubo de corpos, o que virou prática comum na região nos séculos anteriores, para vendê-los para as universidades.

Ainda falando de J.K. Rowling, tem um café que se diz o local de nascimento de Harry Potter, pois seria lá onde a autora ia para tomar um café e escrever um pouco.

Se curtir Harry Potter, não deixe de passar por aqui!
Se curtir Harry Potter, não deixe de passar por aqui!

Outros pontos do tour incluíam o lugar onde as mulheres suspeitas de bruxaria eram “testadas”, um teste muito justo, diga-se de passagem. Os polegares e os pé eram atados e a mulher jogada no rio. Se ela flutuasse, era uma bruxa e seria resgatada para morrer na fogueira. Se afundasse, não era bruxa, mas enfim, depois que afundou ninguém voltava para salvar a coitada.

Passamos, então, pelo The Scott Monument, construído em homenagem ao escritor escocês Walter Scott, fundado em 1840. Eu, particularmente, não conheço este escritor. O monumento tem uma coloração escura por causa de incêndios ocorridos no passado e pela poluição.

Não é dos mais lindos que já vi...
Não é dos mais lindos que já vi…

De lá o tour seguiu para o Calton Hill, de onde se tem uma boa visão da cidade. Lá há uma acrópolis não terminada, que deveria ser uma réplica do Partenão de Atenas em memória daqueles que morreram nas guerras napoleônicas.

Sem dinheiro para ser terminada...
Sem dinheiro para ser terminada…

Visitei também o Parlamento Escocês e o palácio da rainha Elizabeth quando visita a cidade, mas não achei nada espetacular e nem chama a atenção se você estiver passando em frente meio distraído.

Edimburgo é uma cidade charmosa e eu gostei bastante. Deu até vontade de morar lá, apesar do mal tempo e do céu constantemente cinza.

Dicas

Transporte
É muito fácil ir do aeroporto ao centro da cidade. Do lado de fora do aeroporto sai um ônibus que custa £3,50 ou se comprar o return ticket, sai por £6,00 e leva cerca de 30-40 minutos para chegar ao destino.

Acomodação
O hostel era bem localizado e não precisei utilizar o transporte público, o que foi uma super vantagem. Achei o lugar bem legal e barato, apesar de no preço não estar incluso café-da-manhã. Para quem tem estômago de encarar um típico café-da-manhã escocês (feijão, ovo, linguiça, torrada…), o hostel serve um bem bacana. Eu fiquei só no meu bom chocolate quente com torradas. 🙂
A decoração era tão legal que tirei algumas fotos!

Cool, hein?
Cool, hein?
Área comum
Área comum
Rio de Janeiro
Pintura na parede do hostel

E esta foi minha primeira parada!

Londres II

Dia 2

Acordamos nem tão cedo, tomamos café e fomos para o The British Museum, que ficava bem próximo ao nosso hostel. A entrada é gratuita, mas eles pedem uma contribuição de 4 libras aos visitantes. O museu tem cerca de 4 km de corredores, então é essencial ir com bastante tempo e/ou planejar antes quais exposições deseja visitar.

Belo teto!
Belo teto!

Uma das exposições mais interessantes para mim é onde ficam as múmias. Eu fiquei impressionada da primeira vez que visitei e desta vez também. As múmias ficam expostas e há uma explicação de quem foram estas pessoas e em que condições estão os corpos, além de exames de raio-x. Eu vejo que é o corpo mumificado de uma pessoa que viveu há 2, 3 mil anos e fico admirada.

Impressionante, não?
Impressionante, não?

Seguimos, então, para a King’s Cross/ St. Pancras Station, que é uma estação de metrô e também terminal de trem para viagens internacionais. Eu havia ido lá na primeira vez que fui a Londres, mas só porque meu trem para Paris partia desta estação. O que eu não sabia é que cenas da saga de Harry Potter foram gravadas lá. Eu li os seis primeiros livros da J.K. Rowling, mas quando saiu o último eu já tinha 20 e poucos anos, estudava e trabalhava o dia todo e não tinha mais interesse em saber que fim teria o pequeno Harry. Resumindo, pedi para me contarem se ele morria ou não. Porém, meu namorado queria visitar a Plataforma 9 3/4 e lá fomos.

Vale lembrar que as cenas do filme foram gravadas nas plataformas 4 e 5, que ficam na estação principal. A plataforma 9 fica numa estação adjacente e é lá que fica a fictícia-quase-real plataforma 9 3/4.

É daqui que saem os trens para Hogwarts?
É daqui que saem os trens para Hogwarts?

Havia uma fila gigante para bater fotos, porque a fila era controlada pela lojinha que fica ali. Quem fica na fila tem o direito de tirar foto com a própria câmera, mas há um fotógrafo profissional que pede para as pessoas pularem como se estivessem empurrando o carrinho contra a parede e aí, bate a foto que pode ser adquirida por “apenas” 8 libras. Dentro da loja também há diversos artigos do filme, como varinhas, uniformes e coisas do tipo. Indispensável dizer que era tudo muito caro antes mesmo de converter para reais.

Como precisávamos trocar de hostel, de lá fomos deixar nossas mochilas no outro albergue. O plano era fazer uma refeição, descansar um pouco e ir para o Big Ben aguardar os fogos, mas encontramos uma conhecida no caminho que nos disse que os pontos de acesso seriam fechados cedo, então deveríamos ir logo.

Chegamos no local por volta de 18h15 e já estava bem movimentado, mas não lotado. Os guardas me informaram que a  ponte seria fechada às 20h, mas apenas do lado da estação Westminster, principal forma de acesso ao Big Ben. Resumindo: poderíamos ter seguidos nossos planos e chegado mais tarde, já que a ponte não ficou absurdamente lotada. Às 20h, ligaram a única caixa de som instalada no local e ficamos ouvindo música até a queima de fogos. Não havia nada para se fazer, a não ser esperar… Encontramos alguns conhecidos e ficamos conversando para passar o tempo. À meia-noite, o Big Ben deu suas doze badaladas e, em seguida, começaram os fogos perto do London Eye.

London Eye + Fireworks
London Eye + Fireworks
Difícil ser baixinha...
Difícil ser baixinha…
Fireworks! Happy New Year!
Fireworks! Happy New Year!

A queima de fogos durou cerca de 12 minutos. Foi muito bonito ver o London Eye todo colorido com os fogos, mas eu estava esperando que houvesse outro ponto de queima de fogos atrás do Big Ben. Foi bacana, mas assim que a queima terminou, não havia nada para comemorar a chegada de 2013.  Basicamente, é ver os fogos e ir embora. Não que voltar tenha sido fácil! Foi tudo muito bem organizado, então, a polícia ia fechando os portões conforme as ruas se enchiam e foram abrindo aos poucos no fim para controlar o fluxo de pessoas, logo, demorou muito. Além disso, apesar de o metrô estar funcionando de graça de 23h45 até às 4h30 da manhã, a estação Westminster estava fechada, então precisamos andar para as estações próximas. Saímos da ponte às 0h20 e conseguimos chegar no hostel por volta de 2h15 – não fizemos nenhuma parada!

Estávamos exaustos depois de um dia na cidade e de ficar horas esperando pelos fogos!

[continua]

Dublin Culture Night

Dublin é uma cidade pequena com cerca de 1,5 milhões de habitantes. Porém, a cidade tem uma vida cultural e noturna bem agitada. Admito que não vi muita coisa, mas ainda tenho muito tempo.

No última dia 21 de setembro aconteceu o “Dublin Culture Night”, que é um evento anual, assim como a Virada Cultural de São Paulo. Neste dia, entre 17h e 0h, todos os pontos culturais e/ou turísticos são abertos a visitação gratuitamente.

No site oficial do evento, é possível ver o mapa da cidade com os eventos e os horários. Apesar de o próximo acontecer apenas em 2013, o site é um bom guia para quem quer visitar Dublin, já que quase todas as atrações estão listadas nele.

Eu não me programei para o evento e fui com o “fluxo”. Consegui visitar a destilaria Jameson, a biblioteca da Trinity College e cheguei a entrar na fila do Museu de Cera, mas não consegui entrar. Eh, como o evento é gratuito, muita gente sai de casa e as filas são inevitáveis!

Parada 1 – Leprechaun Museum

Como eu quase não falo de leprechauns neste blog, vocês devem imaginar que eu nem tinha vontade de conhecer este museu que fica bem em frente à minha escola. Cheguei lá e tadá: descobri que a visita deveria ter sido agendada pelo site com antecedência. Eh, não foi desta vez…

Parada 2 – Jameson Distillery

Já que não deu para entrar no museu e a destilaria ficava perto, fomos para lá. Não é muito grande, mas o probleminha é que como se tratava de visitação gratuita, não havia guia para explicar o processo de fabricação do whiskey. Aí você fica com aquela sensação de ‘ok, visitei o lugar, mas não aprendi nada’. Não que minha vida fosse mudar muito porque eu descobri como a Jameson fabrica whiskey, mas, pelo menos, aumentaria meu conteúdo de cultural inútil, sabe? 😛
Ah, a entrada na destilaria dava direito a um copo de Sprite com 2 gotas de whiskey! Sacou?

Parada 3 – Trinity College Library

Para entrar na biblioteca da Trinity, onde está o famoso Livro de Kells, paga-se 10 euros. Na visitação gratuita, não tinha guia. Ou seja, novamente aquela sensação de ‘ok, vi, mas não aprendi nada’. E neste caso, nem seria tão cultura inútil assim. Eu não me ligo muito em Harry Potter (embora tenha lido todos os livros, menos o último) e muito menos nos filmes (me desculpem, mas acho chato! #prontofalei), mas a galera estava me falando que nesta biblioteca foi gravada alguma cena de algum filme da saga. Bem, o cenário realmente parecia de filme de Harry Potter.
Detalhe que não é permitido fotografar dentro da biblioteca, mas com a quantidade de gente dentro, foi impossível impedir alguns flashes. Inclusive os meus.

Parada 4 – Wax Museum

Eu visitei o museu de cera de New York e achei o máximo, mas nunca tive muita vontade de visitar o de Dublin. Como era de graça, entramos na fila, porém depois de uns 15 minutos, nos avisaram que o museu estava fechado!

Foi uma noite interessante, mas foi um pouco como levar “gato por lebre” também: você pode entrar de graça nas atrações pagas, mas não faz uma visita decente. Pelo menos, agora sei que vale a pena fazer o tour guiado por alguns lugares.

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