Irlanda do Norte I

Eu já expliquei neste post que a Irlanda e a Irlanda do Norte são dois países distintos. A primeira é uma república independente e a segunda faz parte do Reino Unido e não utiliza o Euro, e sim a Libra Esterlina usada na Inglaterra.

Muito mais importante do que saber isso, é saber que eu fui para lá, conquistando meu 8º país (eu incluo o Brasil nesta conta, porque, afinal, se eu nasci lá, eu estive lá! Procede?).

Existem tours que saem daqui de Dublin para o país vizinho (e para outros lugares da Ilha Esmeralda também), mas eu não sou fã de pacotes de viagem, tours prontos e afins. Eu me sinto presa à empresa e à programação. Prefiro fazer a viagem no meu ritmo, ficando o tempo que quero em cada lugar e decidindo onde ir em seguida. Para não comprar um destes tours, juntamos uma galerinha e alugamos um carro. Só por curiosidade, aqui na Irlanda não se aluga carro para menores de 21 anos. Se o motorista tiver 22 ou 23, já pode alugar, mas o valor do aluguel quase quadruplica. A situação melhora se você já tiver 25 anos, pois consegue alugar carros pequenos por tão pouco quanto 20 euros. Além disso, é necessário ter carteira de motorista há pelos menos 2 anos e um cartão de crédito internacional que será utilizado na reserva. Por incrível que pareça, a única pessoa que atendia à todos os requisitos era eu. A feliz portadora de uma carteira de motorista desde 2007, com 25 anos de idade (mas cara de 20, que fique bem claro) e cartão de crédito internacional que não dirige. Aluguei o carro no meu nome, me sentindo a motorista quando fui retirar o veículo no aeroporto, preenchendo formulários (e ouvindo elogios ao meu “inglês magnífico” por parte da funcionária da locadora- desculpem, precisava contar esta) e entregando as chaves na mão de um motorista mais experiente para o bem de todos os passageiros. C’est la vie!

Lebrem-se de que aqui a mão é invertida, o que significa que deve se manter sempre à esquerda. Isso dá um nó no cérebro, e a viagem começou com muita emoção, invadindo uma rua na contramão por onde passam os trilhos do Luas, o trem de superfície da cidade. Felizmente, todos sobreviveram.

De Dublin até a fronteira com a Irlanda do Norte não é muito longe, creio que levamos pouco mais de 1h de carro.

Parada 1 – Belfast/ Titanic Museum

Chegamos a famosa cidade de Belfast, capital do país. Não era o lugar mais importante da viagem, apesar de termos pesquisado algumas atrações e pontos de interesse, como o muro que separa o lado protestante do lado católico e alguns prédios do governo e castelos no caso de termos tempo. Como fizemos um bate-e-volta até o país vizinho, nos contentamos em passar apenas no Titanic Museum. Mas como disse, apenas passar, pois além de o ingresso custar cerca de 13 libras (mais de 40 reais), não tínhamos muito tempo.

Museu do Titanic

O prédio é muito bonito, como se vê na foto. Na parte de trás, há um memorial com o nome de todas as vítimas do naufrágio e também de oito pessoas que morreram durante a construção do navio. Chegamos a entrar no saguão do museu, mas não deu para ver muita coisa.

Depois da breve visita a Belfast, continuamos nossa viagem com destino ao Giant’s Causeway, a cerca de 1h30 da capital…

[continua]

Oh, dúvida cruel!

Que eu perdi a chance de comprar euricos euros e passagens aéreas a preço de banana em março, você já sabe. Mas o curso está comprado, o intercâmbio planejado e o casal Euro-Dólar não vai pular dos Cliffs of Moher só porque eu quero.

Estava planejando ir em 2 de agosto. Trabalharia até fim de junho/começo de julho e teria tempo de sobra para resolver aqueles últimos detalhes pré-viagem e descansar um pouco da minha vida louca de teacher. Mais ou menos como fiz quando fui ser au poor pair.

Aí que eu descubro que dia 6 de agosto, segunda-feira, é feriado na Irlanda e, portanto, teria que esperar até dia 13  para o início das aulas (em qualquer escola, as aulas só começam às segundas-feiras – desde que não seja um feriado). Mas isso não seria um problema para mim. Problema é chegar na sexta, ter um final de semana pela frente e depois emendar num feriado. Primeira vez na vida que não estou curtindo uma folga. Explico. Eu fechei uma semana de acomodação com a escola, o que significa que preciso conseguir um teto até 10 de agosto (supondo que eu embarque dia 2). Dia 3 é perdido, vou chegar e descansar e me achar na vida dublinense. Sábado e domingo já estavam fora do baralho mesmo e agora com o tal feriado, eu teria, na verdade, 2 dias para achar uma vaga, já que no dia 10 eu preciso estar fora da residência estudantil. Bem, não é impossível, eu posso checar os sites especializados no assunto nas semanas anteriores ao embarque e já chegar lá com algo certo e, em último caso, me hospedar em um hostel. Eu não tenho problema nenhum com hostels. Quem me conhece, sabe que já viajei para vários lugares e sempre ficando em hostels. O problema é ficar num hostel com TODAS as minhas bugigangas.

Dúvida 1: mudo ou não mudo a data do voo? Vou uma semana antes? Uma depois?

“Tantas dúvidas, mudeuso! Pleciso de uma dedeira pla lelaxar…”

E que todos dizem que KLM é a rainha da cocada preta das companhias aéreas que sobrevoam o arco-íris rumo a Ilha Esmeralda é fato. Há, inclusive, boatos de que servem sorvete à vontade durante o voo. Outro fato é que a passagem aumentou cerca de 400 reais desde o saudoso dia em que fechei meu curso com a agência.
Mas há salvação: Iberia. Ou não. A Iberia tem um preço que cabe no bolso, mas e as recentes greves e problemas que a companhia aérea está enfrentando? Será que ela poderá sobrevoar o arco-íris também? A TAM está com preços ótimos, segundo minhas últimas pesquisas… mas a conexão na Europa é na Inglaterra. E se você acompanha este blog, já sabe que eu tenho pavor da imigração inglesa.

Dúvida 2: Pagar caro e garantir a viagem? Arriscar numa companhia barata? Testar imigração britânica novamente? O que fazer?

E agora, José? E agora, leitor?