Dois meses em Oulu

Dia 26 eu completo aniversário de partida do Brasil, dia 27 é o de chegada na Finlândia, mas o que conta mesmo é que cheguei na pequena Oulu dia 28! Hoje faz dois meses que moro aqui e…

… ir ao mercado ainda é assim uma tarefa meio complicada, mas achei um dicionário offline de finlandês-inglês e isso tem facilitado minha vida. Tem um mercado com sinal wi-fi também e isso ajuda tanto!

… o finlandês já não me assusta tanto e estou na fase de reconhecer palavras quando as vejo escritas, mas ainda não consigo falar o pouco que aprendi. Acho divertido ver anúncios em finlandês no meu laptop (porque agora tudo no Youtube, Spotify, Facebook e afins aparece nessa língua pra mim) e conseguir, pelo menos, reconhecer algumas palavras e compreender o contexto algumas vezes.

… mas eu ainda travo quando sou abordada em finlandês na rua e preciso de um tempo pra processar e emitir a frase-chave: en puhu suomea! E o interlocutor passa a falar inglês comigo em 99% das vezes.

… a vida aqui já está virando uma rotina, mas no bom sentido. O lugar ainda traz um ar de novidade pra mim, mas agora estou habituada com aulas e tal.

… ainda me surpreendo por estar morando numa das grandes cidades do país, mas ainda assim ver esquilinhos e coelhos pulando livremente por aí felizes.

… estou lidando bem com a temperatura de outono (já não passa mais dos 10 graus) e o frio ainda é muito suportável pra mim. Estou sempre tentando usar a menor quantidade de roupas possível para me manter aquecida e estou indo bem.

… mas não estou sabendo lidar com o suor ao pedalar. Não posso tirar o casaco porque está frio, mas se não tiro, chego no destino encharcada!

… pedalo pra todo lugar e em qualquer tempo. Já sei que pedalar na chuva não é legal porque chego toda suja de terra (a prefeitura joga terra na ciclovia pra evitar acidentes: chuva + frio > água vira gelinho > escorrega). Agora é esperar para pedalar na neve.

… já bateu uma saudadezinha bem de leve do Brasil, mas só quando lembro de lugares que frequentava. No geral, a saudade não aparece muito.

… descobri que há muito mais brasileiros aqui do que pensava e acho isso muito bom! A quantidade ainda é muito pequena pra ser “estressante” como em Dublin e como meu contato diário ainda é basicamente só com estrangeiros, é gostoso encontrar um brasileiro vez ou outra pra falar um bom português e fazer brasileirices.

… aliás, já ouvi português do Brasil em duas ocasiões dentro de lojas. Até me assustei.

… já me estressei com flatmate e me mudei de casa (aguardem os próximos posts).

… já odeio bancos finlandeses (vai virar post também).

… às vezes penso nas disciplinas que sou obrigada a cursar no mestrado e me dá mais vontade de ficar na cama dormindo do que ir pra aula. :p

… ainda me encanto com a beleza da cidade.

… e continuo adorando Oulu!

Vamos dar um rolês de bike aqui no meio do mato?
Vamos dar uns rolês de bike aqui no meio do mato?

Londres III

Dia 3

Viajar não é só alegria, você se cansa e muito! Havíamos caminhado praticamente nos dois últimos dias inteiros e foi muito cansativo aguardar os fogos próximo ao Big Ben.

Dormimos até mais tarde, fizemos check-out e saímos de mochila para terminar nossa viagem. Fomos a Tower Bridge, um dos cartões postais mais famosos da cidade, passamos pela Tower of London e seguimos andando beirando o Rio Tâmisa.

Tower of London contra o sol
Tower of London contra o sol

Paramos para ver as exposições gratuitas do Tate Modern, o museu de arte moderna e contemporânea de Londres.

Tate Modern
Tate Modern

Mais algumas voltas e fotos e seguimos para o terminal rodoviário para pegar o ônibus de volta a Dublin.

DSC01139
Dia ensolarado na capital inglesa…
DSC01141
Quem lembra deste prédio no filme Match Point?
Cansada demais para patinar...
Cansada demais para patinar…
Shakespeare's Globe
Shakespeare’s Globe
DSC01196
Quer cookie? – St. James Park
DSC01181
Bela paisagem, não?
London Eye
London Eye

Conclusão

Quando fui a Londres pela primeira vez fiquei simplesmente deslumbrada! Amei a cidade e me deu até vontade de morar na capital inglesa, mas desta vez não me senti assim. A cidade estava muito cheia, agitada, movimentada demais e não gostei disso! Claro que sei que estava assim por causa do fim do ano, mas de qualquer forma, não tive o mesmo deslumbre. Moro em Dublin, que apesar de receber turistas o tempo todo, não deixa de ser uma cidade relativamente pequena e prefiro assim. Lembro que estava morando em Denver há quase 2 meses quando me mudei temporariamente com a hostfamily para New York. Saí de uma cidade de 500 mil habitantes para a loucura nova-iorquina e lembro bem como fiquei assustada ao ver toda a movimentação quando saí do terminal rodoviário. Eh, eu sei, falando assim nem parece que nasci e cresci em São Paulo…

Talvez a falta de deslumbre seja consequência da falta de “novidade”. Já sabia como era a cidade e a impressão da primeira viagem era muito boa.

Dicas

Para terminar, algumas dicas para quem pretende ir para a terra da rainha! 🙂

– Se for de avião, lembre-se de que todos os aeroportos são bem afastados da cidade. No caso de quem vai de Ryanair, às vezes o transporte até a cidade pode sair mais caro do que a passagem aérea, já que a empresa utiliza os aeroportos mais afastados.

– É muito fácil se locomover na cidade, já que há estações de metrô por toda parte. Sempre que possível, tente utilizar ônibus. Além de viajar nos famosos ônibus vermelhos de dois andares, a tarifa é barata.

– Se se hospedar em um lugar que fique no centro, poderá fazer vários passeios a pé. Eu acho melhor, pois assim dá para sentir melhor a cidade. Caso precise usar muito o transporte público, há duas opções: comprar um ticket válido por um dia inteiro por 7 libras ou comprar um Oyster Card. Utilizei o último das duas vezes que fui à cidade e funciona como uma espécie de bilhete único. A vantagem é que as tarifas são menores para quem usa o cartão ao invés do comprar tickets comuns. Você paga um depósito de 5 libras ao comprá-lo e carrega o valor que quiser. Uma dica é calcular a quantia mínima necessária que vai usar, pois ao devolver o Oyster Card, além das 5 libras do depósito, você recebe o saldo que sobrou, desde que ele não ultrapasse 10 libras, incluindo o depósito.

– Também tem o London Pass, que inclui quase todas as atrações da cidade, exceto o London Eye e o Madame Tussauds, o museu de cera. Neste caso, recomendo fazer uma lista das atrações que deseja visitar e calcular se compensa pagar separadamente ou compra o pass.

Até a próxima viagem (que será em breve)!