Roteiro de 3 dias em Dublin

O blog já foi sobre minha vida na Irlanda, mas já faz 3 anos que não moro mais lá, então pode parecer estranho que justo agora, em meio a posts sobre minha vida na Finlândia e outras viagens, eu resolva compartilhar um roteiro de viagem em Dublin. A verdade é que como eu morava na cidade, nunca postei sobre ela do ponto de vista de um turista, mas o que me motivou mesmo foi que eu acabei fazendo um roteiro para o R., que resolveu conhecer a capital irlandesa, e eu pensei “por que não postar no blog?”.

Para quem já foi ou mora em Dublin, pode deixar nos comentários sugestões do que poderia ter sido incluído ou o que poderia ter ficado de fora. Claro, levando em consideração que são 3 dias, é turismo e quem viaja normalmente quer ver o essencial.

Dia 1

Acho importante otimizar o tempo, então sempre tento agrupar as atrações pela localização e, por este motivo, o dia 1 começa numa região um pouco afastada do centro, mas cobrindo tudo que fica mais ou menos perto.

Guinness Storehouse – A fábrica da Guinness é uma das visitas obrigatórias, mesmo que você não beba cerveja – eu só fui visitá-la quando voltei a Dublin em 2015, porque achava que não era uma visita para quem não é muito fã da bebida, mas não podia estar mais enganada! Vale a pena porque todo o processo de produção da cerveja e a história da marca são muito bem contados e tudo muito bem feito, você aprende a fazer seu chopp e depois pode bebê-lo e no último andar dá para ter uma visão 360 graus da cidade.
Onde: St. Jame’s Gate, Dublin 8
Quanto custa: a partir de 16 euros (adulto)
Quando: diariamente (exceto em alguns feriados, como Natal), das 9h30 às 19h (último ticket vendido às 17h)
Quanto tempo: eu fiquei mais de 3 horas

Guinness

Gaol Kilmainham – Fica mais ou menos na região da  fábrica da Guinness e é uma das maiores cadeias desativadas da Europa. Só oferecem visitas guiadas e como pode ser bem concorrido conseguir um ticket (eu não consegui na primeira vez que tentei ir), se possível, é melhor comprar pelo site. Se tiver tempo e interesse, bem próximo a cadeia fica o Museu Irlandês de Arte Moderna, que não é muito grande.
Onde: Inchicore Road, Dublin 8
Quanto custa: 3 euros
Quando: diariamente, das 9h30 às 17h30 (último tour começa às 16h15) de outubro a maior, e das 8h45 às 19h (último tour às 17h45) de junho a setembro.
Quanto tempo: o tour guiado dura 1h e deve-se chegar 15 minutos antes

Gaol

Phoenix Park – É conhecido por ser o maior parque urbano da Europa e é tão grande que abriga um zoológico e também a casa do presidente da Irlanda. Se o tempo estiver bom (Dublin, sua nublada chuvosa), dá até para alugar bicicleta (em 2013 custava 5 euros/hora).
Onde: portões principais – Parkgate Street e Castlenock Gate
Quanto: grátis
Quando: aberto 24h
Quanto tempo: depende do quanto você está disposto a andar e o que vai fazer, mas, em média, umas 2h

Nós em frente da casa do presidente
Em frente da casa do presidente

St. Patrick’s Cathedral – Se ainda tiver tempo e disposição, no caminho de volta ao centro dá para dar uma passada na catedral do padroeiro do país. Eu nunca entrei porque não sou a maior fã de pagar para entrar em igreja, mas aí vai do gosto de cada um.
Onde: Patrick Street
Quanto: 6 euros (adulto)
Quando: os horário variam muito, então é melhor consultar o site
Quanto tempo: não mais que 1h

Dia 2

Dublinia – O Dublinia é um museu imperdível que conta história de Dublin voltando ao tempo dos vikings, e na minha opinião, é um dos mais interessantes da cidade. Fica próximo da Christ Church Cathedral (e tem um túnel ligando os dois) e é possível comprar ticket combinado para visitar as duas atrações.
Onde: High Street
Quanto: 8,50 euros (adulto)
Quando: diariamente das 10h às 17h30 e até às 18h30 entre março e setembro
Quanto tempo: 2h

Dublin Castle – Não se iluda com o nome, pois o prédio nada se parece com um castelo hoje em dia. De qualquer forma, não deixa de ser uma visita interessante para saber um pouco mais da história da cidade. Tem também um belo parque e uma biblioteca, a Chester Beatty, com várias exposições.
Onde: Dame Street, Dublin 2
Quanto: 8,50 (adulto)
Quando: os horários variam um pouco, então melhorar consultar o site
Quanto tempo: o tour guiado dura aproximadamente 1h

Dublin Castle

Trinity College – É a universidade mais antiga e conceituada do país, onde estudaram Samuel Beckett e Oscar Wilde, por exemplo. É possível visitar a biblioteca, que já foi cenário de algum filme de Harry Potter, e também onde fica o Book of Kells, o livro mais antigo do mundo
Onde: College Green, Dublin 2
Quanto: 6 euros apenas a universidade (tour guiado), 13 euros com a biblioteca, mas se só quiser entrar e passear sem tour, é gratuito (a biblioteca é sempre paga)
Quando: checar os horários aqui
Quanto tempo: 2h

Grafton Street e St. Stephen’s Green Park – Saindo da Trinity College começa a Grafton Street, a rua de comércio phyno mais famosa da cidade. Além das lojas caríssimas e alguns cafés, há também muitos buskers, os artistas de rua. Indo até o fim dela você chega no St. Stephen’s Green, um parque muito bonito com muita área verde e lagos, uma visita que vale muito  a pena se o tempo estiver bom.
Onde: Grafton Street
Quanto: grátis
Quando: enquanto estiver claro e as lojas abertas
Quanto tempo: depende de quantas lojas você quer entrar e de quanto tempo quer passar no parque

Stephen's Green no verão
Stephen’s Green no verão

Temple Bar – Esta é a área mais badalada da cidade, com vários pubs e baladas. Claro que o mais famoso é o que leva o nome do lugar, o Temple Bar. Mesmo que não você não goste de balada, vale a pena passar para conhecer o lugar e o Temple Bar, o pub, fica aberto o dia todo sempre com música ao vivo. Se curtir a noite, vá mais tarde e visite outros bares da região. Aqui você vê o local ao vivo.

Temple Bar

Dia 3

Malahide Castle – Não fica na área central de Dublin e é preciso pegar o DART, o trem, para chegar até o local. É uma visita bacana, especialmente num dia de sol, pois na região tem uma belo parque, uma praia e um jardim botânico. O castelo é muito antigo e o tour guiado é muito bom.
Onde: Malahide
Quanto: 12 euros (adulto)
Quando: diaramente, das 9h30 às 17h30 (o último tour sai às 16h30)
Quanto tempo: Uma manhã ou tarde inteira, considerando o tempo para ir e voltar de Dublin, o tour no castelo e possivelmente visitando jardim e a praia

O’Connell e Henry Street – De volta a Dublin, se ainda não visitou estas duas ruas, essa é a hora. A O’Connell é a rua mais larga da cidade e onde fica o ponto de encontro mais famoso também, o Spire. A Henry Street é uma rua de comprars assim como a Grafton, mas é mais popular.

Museus – Tem muitos museus gratuitos em Dublin, alguns próximos a Trinity College (National Gallery of Ireland e o Museu de Arquelogia) outros um pouco mais afastado, em Dublin 7 (Museu de Artes Decorativas e História). E outros museus pagos, como o Museu de Cera (próximo a Trinity College), o Museu do Leprechaun (próximo a Henry Street) e o Museus dos Escritores de Dublin, próximo a O’Connell.

O’Reilley’s Bar – Para fechar o dia, eu recomendo muito ir num pub de rock que fica atrás da Tara Station, próximo ao Rio Liffey. O pub tem decoração estilo taverna, toca música boa e é um dos mais baratos da região.

Se tiver mais que 3 dias, no primeiro dia vale a pena fazer um walking tour, passear pelo Rio Liffey, conhecer o Merrion Square, um parque próximo ao Stephen’s Green, ou ainda conhecer a destilaria Jameson em Dublin 7.

E se tiver mais dias para ficar na Irlanda, algumas sugestões de passeios de um dia é visitar as cidades próximas, como Bray, Howth  ou Dalkey, onde moram Bono Vox e Enya. Conhecer of Cliffs of Moher também é uma boa opção.

Dicas

Souvenirs – Você verá milhares de lojas da Carrolls espalhadas pela cidade. De fato, a loja oferece muitas opções de qualidade, mas se você quer comprar lembrancinhas mais em conta, há algumas lojinhas na Grafton que têm preço melhor. Na mesma rua fica uma loja oficial da Disney.

Transporte – O transporte público da cidade é extremamente caro! Tente fazer o máximo possível a pé para poupar.

Alimentação – comer fora em Dublin não é muito barato. Se precisar economizar, pode fazer compras em mercados, como o Tesco, ou comer em lugares que vendem baguetes por 2 euros (ainda era esse valor em 2015), como Londis. Na Talbot Street, uma travessa da O’Connell, també há lugares mais em conta para comer.

Trindade no mestrado

Certo dia estava lendo um comentário no blog e li o termo “trindade” e, na hora, não entendi muito bem o que isso queria dizer. Mandei um print para a Bárbara e o Rick – sim, nós somos esse tipo de amigos – para perguntar o que eles tinham entendido. Só então compreendi que algumas pessoas acompanham nossos blogs e assim fomos apelidados. Não sabia que era tão óbvio que éramos amigos além do mundo virtual.

Nós nos conhecemos em Dublin e simplesmente porque tínhamos blogs. O Rick deixou alguns comentário no meu blog antes de ir pra lá, mas eu nem dei bola. Só que ele, muito sociável, ficava insistindo num “vamos tomar um café” e, finalmente, eu pensei “por que não?”. Afinal, ele não me pareceu ser um tarado louco (te amo,  viu, Rick?). Nos conhecemos pessoalmente numa situação bem inusitada: ele me ajudando a fazer minha mudança e carregando cacareco no ônibus. Porque eu sou dessas que mal conhece a pessoa, mas já abusa pede favores. A Bárbara também deixava comentários no meu blog e um dia, não lembro bem como, ela me perguntou se podia me adicionar no Facebook. Conversamos um pouco pelo messenger e no dia que ela chegou em Dublin, debaixo de chuva, eu a encontrei e a levei pra minha casa e fiz janta – porque eu também ajudo as pessoas no dia que as conheço, não só me aproveito peço ajuda.

Alguns dias depois nós três nos encontramos pela primeira vez para tomar um café e desde então somos amigos do tipo que se falam sempre. Qual foi a fórmula para isso acontecer? Não sei, acho que nosso santo bateu e já estamos aí numa amizade à distância (apesar que vi os dois todos os anos) há quase 3 anos – valeu, Whatsapp. A Bárbara continuou em Dublin esse tempo todo, o Rick foi pra Sligo e agora mora em Cardiff, no País de Gales e eu voltei pro Brasil, resolvi a vida (refletindo hoje, esses dois anos no Brasil foram realmente fundamentais) e agora moro, quem diria, na Finlândia.

Nós sempre falamos da vida em geral, pedimos conselhos e opiniões, conversamos sobre blog, viagens e de repente começamos a falar em mestrado. Acho que eu comecei esse papo todo no comecinho de 2014 quando passei a enchê-los sobre querer vir para Oulu – eu queria morar fora novamente e havia prometido que para isso só estudando algo de útil. A Bárbara juntou a vontade com a necessidade e também começou a ver seu mestrado. O Rick havia decidido que era hora de encarar uma nova fase e quando percebemos… os três começaram mestrado no mesmo outono de 2015. Se isso não é pacto de amizade, amigos leitores, não sei mais o que seria gente, eu não topo pacto de sangue, não insistam.

Bia Ricky Bá.rcelona (fãs de Woody Allen entenderão)
Bia Ricky Bá.rcelona (fãs de Woody Allen entenderão) – aja naturalmente… hahaha…

Quem acompanha nossos blogs já sabe o que fazemos, mas não custa resumir e se você não acompanha os blogs deles, vale muito a pena ir lá ler sobre a vida de cada um.

Bárbara faz mestrado em Ensino de inglês (me diga que acertei o nome, Bárbara) na UCD, uma das melhores universidade do país junto com a Trinity College. Rick faz mestrado em design gráfico (falei direito, Rick?) na Cardiff School of Art and Design. E eu, como vocês sabem, faço mestrado em Educação e Globalização. Cada um feliz e na sua área. E ambos com planos de me visitar onde o mundo termina seguindo ao norte.

Quem sabe daqui alguns anos a trindade não está toda no doutorado? 😉

Dublin, we don’t belong together

No último post sobre o rolezinho na Europa (que eu levei praticamente 6 meses para contar tudo – ufa!), falei sobre aquela sensação de estar em Dublin e sentir que eu não pertencia àquele lugar. Pois vamos por esta história aí a limpo (e já pega a pipoca, que o post será longo).

Eu já tinha morado fora antes – fui au pair em Denver, Colorado, nos EUA entre 2008 e 2009. Foi minha primeira experiência longe de casa e foi uma ótima experiência. Eu adorava a cidade, pois apesar de ser uma cidade relativamente grande (500 mil habitantes na época), tinha todo aquele ar aconchegante de cidade pequena. O clima me agradava – verões quentes e secos e invernos gelados com muito neve, PORÉM, os dias eram sempre ensolarados e eu tinha minha dose diária de vitamina D e alegria. A família que me acolheu era ótima: me respeitavam, respeitavam as regras do programa, me incluíam nas atividades em família, me ajudavam com inglês e eu amava as crianças. Fiz amigas que até hoje mantenho contato. Tive a oportunidade de conhecer várias partes dos EUA e também viajar para a Europa e, como se tudo isso não bastasse, eu ainda tinha minha própria suíte e ganhava um pocket money que me permitia fazer tudo que estava com vontade: cinema, balada, compras, viagens. Foi um ano muito gostoso e que me deixa cheia de nostalgia. Não tive a oportunidade de voltar aos EUA ainda, mas certamente visitaria a cidade cheia de lembranças boas e saudades.

Pula aí uns 3 anos.
Entre 2012 e 2013 eu morei em Dublin, capital da Irlanda. Vocês já sabem que só fui fazer intercâmbio novamente porque a vida estava meio sem graça por esses lados e achei que morar fora de novo daria outra perspectiva de mundo pra mim. Ter sido au pair nos EUA realmente me marcou muito e despertou essa vontade de continuar viajando, conhecendo, descobrindo e aprendendo com outros lugares e culturas. E Dublin foi escolhida pelo simples fato de “ah, o visto é fácil e pode trabalhar”. Sei que agora a situação está mudando muito e as regras para visto de estudante estão mais rígidas, mas há 3 anos estava tudo muito fácil e o euro, muito baixo.

No começo foi tudo festa, novidade e alegria! Mas eu odiava o clima da cidade! Como as pessoas vivem e conseguem ser felizes passando dias e dias sem ver o sol brilhar no céu? Eu ainda tive o azar de pegar um dos invernos mais frios dos últimos tempos e isso me causou um trauma pra vida toda: eu detesto o frio desde então! Minha relação com o frio não era assim tão ruim antes de morar em Dublin. Em Denver eu cheguei a pegar -27 graus. ME-NOS VIN-TE E SE-TE. E lá nevava. Sabe neve? Aquela coisa que você acha super linda quando vê nos filmes e morre de vontade de ver porque, né, você é brasileiro e não tem dessas coisas por aqui. Neve é realmente muito legal no primeiro dia, super divertida no segundo, bacana pra caramba no terceiro, mas aí você precisa viver sua vida: sair, trabalhar etc e aquela neve toda passa a não ser assim aquela última Trakinas de morango do pacote. E ainda assim, o frio e eu ainda tínhamos uma relação amigável. Mas em Dublin é frio e chuva na sua cara sem dó, isso quando não vem aquele vento a 80km/h fazendo sua sensação térmica despencar e parecer que seu freezer é mais quentinho. E o sol? Eu preciso ver sol para me sentir feliz e Dublin não é assim exatamente um local ensolarado. Resumindo: eu detestava o clima da cidade e até hoje detesto sentir qualquer friozinho – e tô amando esse inverno paulistano 2015 fazendo 27 graus! ❤

Inverno em Denver - eu até achava legal!
Inverno em Denver – eu até achava legal!

“Putz, Bia, não aguentou um friozinho?”
Confesso que o frio que passei lá tem um papel importante nessa história toda, mas tem mais. Dublin é praticamente uma colônia brasileira e você pode tranquilamente viver lá sem falar inglês, porque até na sua escola você vai achar alguém pra te explicar as coisas em português. Ah, mas você pode fazer amizade com pessoas de outros países e ignorar os brasileiros. Pode, mas olha, você vai ter muito trabalho e tiro o chapéu se você me disser que morou lá um ano e conseguia manter distância de brasileiros. E é até natural a gente querer fazer amizade com o “igual” quando se está no exterior – eu, na reta final da vida de au pair nos EUA, só tinha amiga brasileira – a gente precisa procurar alguém que vai nos ouvir, entender nossa língua e saber do que estamos falando. Mas sabe, em Dublin isso excedia o limite. E bem, onde tem muito brasileiro vai ter muita coisa brasileira. Eu já não tinha paciência para páginas de facebook feita por brasileiros e todo aquele mimimi, e aquelas festas com música brasileira e záz. Eu compreendo isso quando a pessoa muda de país porque, sei lá, foi transferida pela empresa ou se casou com um europeu, mas quando a pessoa deliberadamente escolhe morar lá e para aprender inglês, desculpe, eu não entendo, não. Fizesse um CNA por aqui mesmo que economizaria mais.

Além de tudo isso, eu acabo associando Dublin com alguns eventos pessoais não muito agradáveis como o dia que arrombaram minha casa e roubaram meu laptop, o desaparecimento misterioso do meu passaporte e pessoas que não são assim tão legais e só conheci porque estava lá. É óbvio que muita coisa boa aconteceu também! Conheci pessoas maravilhosas que ainda são amigas, a família dos loirinhos era fora de série e pessoas mais que maravilhosas também e tirei meu CAE por lá. Mas enfim, nosso cérebro age de maneiras misteriosas, não é mesmo? E o meu agiu assim.

Pula 1 ano e meio.
Início de 2015 e lá estou eu passeando novamente pelas ruas de Dublin. Apesar de tudo isso, esse dramalhão mexicano que escrevi, eu ainda sentia muita saudade de Dublin, ficava a todo momento lembrando de lá, imaginava se um dia voltaria e enfim, eu realmente sentia uma nostalgia. Vocês nem imaginam minha alegria quando comprei as passagens para visitar a Fair City novamente. Aí, estou eu lá linda do baixo alto dos meus menos de 1,60 de altura andando pela cidade e tendo altos flashbacks da época que morava lá e passava regularmente por tais lugares e não estava tendo nenhuma reação além de reconhecer o local. Cheguei na casa onde morei e fuén… nada! Passei pelo centro e “oh, que legal, passei muito aqui” e só. Eu me senti um corpo estranho andando pela cidade que eu conhecia quase tanto como São Paulo. Foi aí que meu castelinho de saudade e nostalgia se desfez e percebi que, ehhh… até que foi legal na época, mas acabou. No hard feelings, o problema não é você, Dublin, sou eu. Não senti vontade nenhuma de voltar a morar lá ou sequer de voltar para visitar e fiquei com a clara sensação que aquela visita serviu como um “Adeus e obrigada por tudo”, pois agora estou pronta para deixar você partir.

Até então, eu ainda olhava no relógio e calculava que horas eram por lá e no app de clima do celular, eu ainda mantinha Dublin e sempre checava o quão horrível o tempo estava na cidade. Bem, eu ainda escrevia aqui no blog sobre a capital irlandesa! Tudo isso acabou quando peguei o avião de volta ao Brasil e tive a certeza que Dublin não era meu lugar. Não me entendam mal: não estou cuspindo no prato que comi ou desaconselhando quem quer que seja a ir para lá. Dublin é a mesma pra todos e, ao mesmo tempo, é única para cada um – e só você pode dizer aonde você pertence e se sente bem e, (in)felizmente, notei que Dublin não é mesmo meu lugar.

Apesar de tudo, acredito que a visita foi muito importante para eu finalmente me desapegar e focar em outros objetivos. Eu sempre vou lembrar das coisas boas que esse intercâmbio me trouxe e, com sorte, deixar no passado as coisas ruins que vieram como consequência disso também. Fico feliz por ter tido a oportunidade de fazer um segundo intercâmbio e com certeza aprendi e amadureci muito com todas as experiências boas e, principalmente, as ruins.

E com este post encerro o blog que comecei para escrever sobre a vida em Dublin. Oh wait… não encerro o blog literalmente, mas não vou mais escrever sobre Dublin – seja para falar de mudanças ou citar meus tempos lá, mas o blog continua. Meu segundo intercâmbio ficará por aqui apenas como arquivo, pois agora minha vida e, consequentemente, este diário online, mudam de rumo! Em breve começarei a escrever sobre “isso”. Eu sei que vocês devem estar imaginando que sabem o que vou fazer… eh, estão no caminho certo, mas tenho certeza que ficarão bem surpresos! 😉

[fazendo suspense para vocês continuarem lendo o blog]

Goodbye, so long, farewell!
Goodbye, so long, farewell!

Compras, os loirinhos e adeus, Dublin!

De volta a fria Dublin, larguei minhas coisas na casa da Bárbara, fiz um lanche e fui às compras! Eu não separei dinheiro para fazer compras na Penneys porque o euro já estava um tanto alto (paguei mais ou menos 3,45 na época) e eu sou sofredora, digo, professora – já foi um baita de um luxo passar férias na Europa. Porém, sempre que calculo os custos de uma viagem eu tomo por base os valores máximos que gastarei com cada coisa e sempre jogo uns 10% a mais em cima da conta final, porque passar perrengue financeiro numa viagem não é assim muito glamuroso e precisar recorrer a cartão de crédito ou do banco no exterior sempre deve ser a última das últimas opções. Assim, quando cheguei em Dublin ainda tinha uma graninha sobrando e não tive dúvida: fui pra Penney e me joguei! Claro que como era inverno, tinha muito casado e afins, algo que eu realmente não preciso, ainda mais com esse inverno sem vergonha de São Paulo que não faz frio e eu amo tanto! ❤ Mas comprei vários lenços – sou a louca do lenço e aqui no Brasil eles são muitos caros. Compare: Irlanda- 4 euros ou uns 14 reais na cotação que peguei; Brasil – a partir de 30 reais. Também trouxe várias sapatilhas, alguns pares de tênis e três bolsas lindas. As bolsas são de qualidade bem razoável, mas os calçados eu já comprei sabendo que não durariam muito – só que eu ainda tenho tudo até hoje.

Cheia de sacolas e debaixo de uma garoa fina, fui encontrar a D., minha última flatmate antes de voltar ao Brasil. Nós convivemos por apenas um mês e nos demos muito bem. Apesar de agora que cada uma está de um lado do oceano não nos falarmos muito, foi muito bom reencontrá-la. Fiz uma parada no Burger King para um lanchinho e seguimos para um dos pubs que eu mais gostava de ir: o O’Reilly’s Bar. Como era um dia de semana, estava bem vazio e infelizmente eles estavam sem minha querida Kopparberg Strawberry & Lime. Conversamos tomando uma Bulmers mesmo que era o que tinha pra noite. Foi um encontro muito gostoso.

Se só tem tu, vai tu mesmo!
Se só tem tu, vai tu mesmo!

No dia seguinte, finalmente o grande encontro: fui ver os loirinhos! E claro, Dublin sendo Dublin e me trolando como se eu jamais tivesse morado naquela cidade. De manhã o dia parecia estar relativamente ok: sem chuva e pouco vento. Saí de casa com meu casacão e bem agasalhada, porém não levei touca nem luvas (e olha que comprei luvas de couro na Penneys por apenas 9 euros – NO-VE EU-ROS… DE COU-RO) porque enfim, não estava pra tanto. Foi eu chegar no centro pra encontrar o T. antes e pegar umas coisas que ele queria mandar pro Brasil, que o tempo virou absurdamente: frio, vento e chuva fina tudo junto e misturado deliciosamente congelando meu rosto e mãos desprotegidos, porque ou eu segurava a toca do casaco ou me molhava toda. Daora a vida, né?

No horário marcado, cheguei e esperei a B., mãe dos loirinhos. Lá estava eu quase sendo levada pela rajada de vento quando ela surge atrás de mim e me abraça. Muitos sorrisos e tal e corre pro carro porque nem ela que nasceu nesse clima maravilhoso de ruim estava aguentando. E o que dizer quando uma irlandesa fala para você que “nunca passou tanto frio na vida como nesta tarde”?

Tava com uma saudade desse clima!
Tava com uma saudade desse clima! sqn

Quando entrei no carro, o F. me cumprimentou, mas não fez grandes cerimônias. Ele se lembrava de mim, da Biiiiiiitriz, mas estava bem tímido. Ele ainda gosta muito de Lego e estava com umas pecinhas da série Star Wars na mão, então comecei a puxar papo com ele e voltamos a ser amiguinhos. No caminho para a casa deles, a B. parou para pegar o O. que agora fica com uma senhora nos dias que não vai para escolinha. Gente, quando eu vim embora aquele loirinho de olhos azuis não falava nada e o menino agora fala inglês melhor que eu! (Ai, que piadinha péssima, Bia). Enquanto o F. é mais introvertido e desconfiado, o O. é extremamente sociável e simpático e logo começou a conversar comigo. Tomamos uma sopa juntos e ele quis sentar na mesma cadeira que eu. Depois quis me mostrar a casa toda e até quis entrar comigo quando precisei usar o banheiro, mas eu gentilmente pedi que ele me esperasse do lado de fora… e ele ficou lá mesmo, esperando como um cachorrinho! Dei os presentes que havia levado para eles, a B. fez um chocolate quente porque aquele era um “momento especial”, já que os meninos nunca tomam isso. Conversamos um pouco, eles me deram achocolatado da Cadbury pra eu trazer comigo (eles ainda lembravam como sou viciada num bom chocolate quente), os meninos estavam muito curiosos sobre eu ser uma “mommy” ou não e ficaram surpresos quando eu disse que nope, I’m not a mommy. Na cabecinha deles toda mulher adulta precisa ser mommy – ainda precisam aprender muito sobre a vida. Aí o O. me perguntou se ele podia namorar comigo. Eu disse que tudo bem, mas que no dia seguinte estava voltando para o Brasil, um lugar que de tão longe a gente precisa dormir dentro de um avião até chegar,  e que se quisesse namorar comigo ele precisaria vir junto. Aí ele decidiu que era melhor ficar em Dublin com a mommy e o daddy. À noite o K., pai dos loirinhos, me levou de volta para a casa da Bárbara. Foi uma visita muito gostosa mesmo e gostei de ter visto os dois loirinhos, mas depois disso nunca mais nos falamos! Eu muito ocupada com a vida por aqui – trabalhando horrores e finais de semana cheios – e eles lá ocupados com os meninos e não muito adeptos de tecnologia. Mas sem ressentimentos.

No meu último dia em Dublin acordei com uma certeza: I didn’t belong there. Foi muito legal ter voltado para lá, ter visto amigos e os loirinhos, mas meu coração não bateu mais forte. Fica de tema para o próximo post.

Fui para o aeroporto de ônibus e o T. me encontrou lá para dar o último tchau e agradecer minha companhia, afinal, ele estava preocupado se ainda me veria este ano novamente quando voltasse ao Brasil por motivos de: logo logo eu conto. 😉

Peguei meu voo até Amsterdã pela Aerlingus – já havia viajado pela companhia antes. Comprei um lanche no aeroporto just in case e me despedi de Dublin, quem sabe pela última vez. Cheguei na capital holandesa perto das 21h e bom, contei que meu voo para o Brasil só saía no dia seguinte às 9h da manhã? Eu sentei numas mesinhas onde comi o lanche comprado ainda em Dublin, enquanto utilizava a tomada para recarregar meu celular e usava o wi-fi gratuito.

Eu nunca tinha ido ao aeroporto da cidade antes – quando fui a Amsterdã cheguei de ônibus vindo de Bruxelas e saí de ônibus indo para Berlin. Bem, já é um dos meus aeroportos favoritos dos mundo! É enorme, tipo, GIGANTE. O wi-fi é gratuito e ilimitado, apenas precisa ser reconectado a cada 1h. Tem poltronas mega confortáveis, ideais para aquelas pessoas que precisam passar a noite por lá – tipo eu.

Estava chegando perto das 23h e um funcionário veio me perguntar se eu iria pegar algum voo – eu estava num saguão de embarque e sei lá eu porque eu desembarquei lá. Eu expliquei que não, que meu voo havia chegado lá e eu só pegaria o próximo na manhã seguinte. Ele, muito gentil, me explicou que aquele saguão iria fechar em breve assim que o último voo decolasse, mas que eu poderia ficar em outras áreas que, inclusive, eram até mais quentinhas. Peguei minhas tralhas e saí andando… AAAAALL BY MYSEEEEEELF…

Um aeroporto todinho pra mim!
Um aeroporto todinho pra mim!

Finalmente achei uma poltrona confortável e depois de encher o saco de meio mundo via Whatsapp – eu estava carente hahaha -, eu acabei pegando no sono. Dormi muito bem, obrigada, até umas 2h da manhã quando uma galera que pegaria um voo logo cedo ali perto chegou falando alto e tal e resolvi ir passear. Depois de cruzar com um rato ali e outro aqui (nossa, gente, não sabia que tinha rato nos aeroportos europeus, que surpresa, achei que era coisa de brasileiro! *ironia*), checar onde era meu portão de embarque e onde deveria largar o tax free de tudo que comprei na Penneys e não achei o lugar onde deixar o formulário em Dublin, descolei um sofázinho ainda mais confortável onde dormi atracada com minha mochila até umas 6h da manhã, quando o aeroporto passou de “filme de terror teen” para “cena inicial de filme bonitinho”, cheio de gente pra lá e pra cá. Levantei, tomei um bom dum café da manhã, larguei meu tax free e fui pro meu saguão de embarque.

Good morning, sunshine!
Good morning, sunshine!

Na promoção que peguei, eu fui para a Europa de AirFrance e voltei de KLM. Foi minha primeira vez nas duas. A AirFrance é muito boa, mas a KLM me deixou de queixo caído! Achei tudo excelente – muitas opções de filmes, sorvete e sanduíche entre as refeições, comissários de bordo prestativos e simpáticos-, só não gostei da duração da viagem: foram 12h da capital holandesa até minha terra. DO-ZE HO-RAS. Eu sozinha dentro de um avião – aliás, sozinha é modo de dizer, o avião estava lotado! Dei o azar de ir bem no meião e tinha um homem muito alto de um lado e um gordinho do outro… sorte minha ser baixinhas, viu, senão! Aí que são 12 horas dentro de um avião. Eu dormi, assisti “Garota exemplar” (super recomendo, inclusive), comi, dormi, assisti “Moonrise Kingdom”, dormi mais, comi mais, assisti algum episódio aleatório de The Big Bang Theory, comi, dormi, olhei pro teto, pro chão, levantei pra esticar as pernas, dormi, levantei e tentei pegar minha mochila no compartimento do meio e entendi porque eles pedem altura mínima para comissário de bordo: eu não consegui fechar o compartimento e o homem alto do lado precisou me ajudar. Eh. Na reta final, faltando umas 2h para chegar, eu comecei a passar mal, espirrando e nariz escorregando como se não houvesse amanhã – tanta tempo exposta ao ar seco do avião atacou a abençoada da rinite.

O que falar desse aeroporto que mal conheço, mas já considero pacas? <3
O que falar desse aeroporto que mal conheço, mas já considero pacas? ❤

Depois dessa viagem muito louca de volta, cheguei pros quase 40 graus do verão paulistano. Foi um choque sentir aquele bafão quente ao sair do aeroporto e eu de meia grossa e calça jeans, fedendo mais que peixe podre depois de tanto tempo sem banho e usando a mesma roupa. Minha pele estava ao mesmo tempo ressecada por causa do tempo frio e vento europeu e com espinhas, provavelmente por causa de toda porcaria gordurosa que acabei comendo.

Cheguei em casa, tomei um bom banho e morri no sofá. Desconfiei quando senti frio no verão de 40 graus. Febrão de 38 graus – a mina que viaja de ônibus na madruga, enfrenta o frio de Dublin, dorme no aeroporto, bate perna o dia todo, desbrava Madri parecendo cena de filme terror, mas não aguenta o ar seco do avião! Cheguei em São Paulo doente, mas muito feliz com minha Eurotrip e me perguntando quando iria a Europa novamente! 🙂

Turistando em Dublin

Aproveitei que ficaria dois dias inteirinhos em Dublin para turistar pela cidade. “What?! Mas tu não morou um ano lá? Vai turistar o que?”

Pode parecer muito óbvio que uma pessoa que morou um ano numa cidade tenha conhecido tudo que há nela e dizer que vai fazer turismo soe estranho. Mas encaremos os fatos: nasci em São Paulo e dos meus 27 anos de vida, 25 foram morando aqui. Eu nunca fui ao Mercado Municipal nem ao Jardim Botânico. Deal with that. Não conheci tudo que Dublin tinha a oferecer, porque muitas vezes eu estava com preguiça de sair de casa no frio ou não encarava a vida como uma eterna descoberta irlandesa, afinal, eu morava lá e sempre podia deixar pra semana seguinte… até que o dia de voltar ao Brasil chegou e não deu tempo de fazer tudo.

No dia 1 de janeiro estava quase tudo fechado, mas a fábrica da Guinness estava aberta e esse foi o grande passeio do dia. Eu não bebo cerveja, eu não gosto de cerveja porque acho amargo e não fiz questão de visitar a Guinness enquanto morava em Dublin. Mas voltando para lá como turista, achei que seria uma visita interessante – e eu estava absolutamente certa!

A entrada é bem cara – paguei 16,20 euros comprando online – mas se você fizer uma visita bem feita, vai ficar umas boas 4h lá dentro, então até que vale o preço, ainda mais porque você ganha uma pint, o que por si só custaria uns 6 euros num pub.

Siga as setas!
Siga as setas!

A visita começa contando como a Guinness é fabricada e tudo que está envolvido em sua fabricação. Engraçado é que até o modo como os barris de madeira são feitos é enfatizado. Outro ponto interessante é que até a água que é utilizada na fabricação tem lá seus padrões de qualidade. Aliás, fica a dica, picolé de chuchu, vulgo Alckmin:

O cara estava preparado pra defender até a morte o abastecimento de água para fabricar sua cerveja... e eu aqui bebendo água do volume morte... tem algo errado nessa história!
O cara estava preparado pra defender até a morte o abastecimento de água para fabricar sua cerveja… e eu aqui bebendo água do volume morto… tem algo errado nessa história!

Lá pelo 3º andar, começa o endeusamento de Arthur Guinness e sua família. Sério, eles tratam o cara como uma espécie de padroeiro irlandês! Primeiro Deus, depois St. Patrick e Arthur Guinness. Anyway, o andar que fala sobre ele e a família é muito legal, porque nas paredes há TVs penduradas como se fossem quadros dentro de molduras e em cada “quadro” tem um vídeo contando a história toda. O que me chamou a atenção foi que a senhora Guinness, Olivia, pariu 21 crianças. VINTE E UMA crianças. Não sei vocês, mas quando eu ouço um caso desse não consigo não pensar o que parir 21 crianças não faz com o corpo de uma mulher… Voltando. Destas, 11 crianças sobreviveram à idade adulta e foram elas que deram continuidade ao legado do pai.

Finalmente chegamos ao que interessa: a cerveja. Entramos numa sala cheia de vaporzinho com aromas diferentes de cerveja. Cada botão que se apertava, soltava um aroma diferente em forma de vapor. Nesta mesma sala, colocaram a Guinness em pequenos copinhos para que pudéssemos ir a sala de “prova”. A parte mais legal foi quando o guia disse que “qualquer um que aparente ter menos de 23 anos precisará mostrar o ID. Não se ofendam!” Lá fui eu toda feliz pegar minha Guinness quando a mocinha do balcão me impediu. “Can I see your ID?”. Why not, né, gente? Mostrei e peguei minha mini Guinness.

As olheiras não negam: eu havia dormido apenas 7h nos últimos dois dias! E essa fumaça não é que o você está pensando! hehe...
As olheiras não negam: eu havia dormido apenas 7h nos últimos dois dias! E essa fumaça não é que o você está pensando! hehe…

Na sala seguinte, a guia nos ensinou como se deve beber Guinness e isso foi life changing! Bem, eu não gosto de cerveja e eu sempre achei a Guinness muito amarga! Até então, porém, eu jamais havia bebido uma pint, apenas tinha dado bicada na cerveja alheia e feito careta – tira isso da minha frente! Ela explicou que dar bicadas na cerveja é totalmente errado, pois desta forma, só se sente o amargor. O correto é – prestem muita atenção – respirar fundo, dar um grande gole e soltar o ar enquanto a cerveja é engolida. E juro, quando eu fiz isso eu achei o sabor da Guinness muito agradável! Não testei com outras cervejas para ver se o resultado seria o mesmo, mas acho que se um dia eu voltar a Irlanda, até topo pedir uma Guinness no pub!

Finalmente chegamos ao pub! No penúltimo andar eles dão um mini curso de como fazer a pint perfeita, porque há toda uma regra de como se deve colocar a cerveja no copo! Cada um tem o direito de fazer a sua e beber em seguida.

The perfect pint of Guinness!
The perfect pint of Guinness!

Eles, então, emitem um certificado dizendo que você sabe fazer “the perfect pint of Guinness” e você pode ficar à vontade para saborear sua cerveja. E por incrível que pareça, eu bebi a minha usando a técnica certa e gostei!

Finalmente, no último andar, tem um bar/restaurante de onde se tem uma visão 360º de Dublin. Well, o prédio não é muito alto e Dublin também não tem prédios altos ou atrações turísticas mundialmente conhecidas que pudessem ser vistas de cima, mas de qualquer forma, achei legal ver a cidade “de cima”.

Dublin, prazer!
Dublin, prazer!

Terminada a visita, a ideia era ir aos museus do centro da cidade, mas saí da Guinness quase às 17h, hora que os museus fecham. E como é inverno, já estava escuro também. Voltei para a casa e tive uma noite agradável com todos os envolvidos…

No dia seguinte, sim, fui turistar no centro: passei pelo Stephen’s Green, Grafton Street e Trinity College. Visitei a National Gallery of Ireland, depois o Museu de Arquelogia e, finalmente, o Museu de Artes Decorativas e História. Vale lembrar que os dois primeiros ficam em Dublin 2 e o último em Dublin 7 – e fiz todo o roteiro a pé, o que significa que neste dia andei demais! Todos os museus são gratuitos e cheios de coisa para ver.

Eu até cheguei a dar uma passadinha na Penneys (saudades) neste dia, mas como não poderia gastar muito antes de partir para os outros dois países, me contentei em pegar só o necessário: um par de luvas decentes. Eu tinha um par de luvas de couro que comprei nos EUA por coisa de 10 dólares e adorava! Um belo dia, levando os loirinhos no shopping, enfiei as luvas no bolso do casaco e elas caíram – fiquei bem chateada! Comprei um par por 9 euros achando que eram luvas sintéticas. Quando cheguei no Brasil e fui guardá-las me atento a etiqueta dentro da luva: 100% leather. Eh, dá pra dizer que fiz um ótimo negócio, só resta saber quando terei a chance de usá-las novamente.

Eu morei um ano em Dublin e nunca havia provado o “prato típico” local: fish&chips – eu raramente comia na rua, porque não é assim exatamente barato, então, a oportunidade acabou passando. Neste dia almocei o famoso! Paguei 4,95 euros achando que não me encheria: que engano! Comi até dizer chega e ainda sobrou! Nada de especial no prato, mas agora já posso dizer que comi!

No fim do dia, voltei para a casa da Bárbara exausta! Pedimos uma pizza (então, não estava com saudade de pizza irlandesa, não… haha), tivemos uma noite agradável com o Rick e o R., preparamos nossas malinhas e fomos dormir tarde, mesmo sabendo que às 3h40 acordaríamos para ir para nossa tão falada viagem! hehe…

Eu contra a luz na Grafton. Quem vê pensa que Dublin é ensolarada! hehe...
Eu contra a luz na Grafton. Quem vê pensa que Dublin é ensolarada! hehe…