Profissão

O desafio desta semana pede para listar 5 profissões que eu gostaria de ter caso pudesse trocar. O grande problema deste tópico é que eu não mudaria de profissão, deal with that. Sou professora e adoro o que faço! Por mais difícil que meu dia tenha sido, sempre volto para casa satisfeita e feliz. E não quero mimimi pro meu lado.

Portanto, achei melhor listar 5 profissões que eu toparia num intercâmbio – porque a gente nunca sai do Brasil para trabalhar em escritório, não é mesmo? A menos que você tenha cidadania europeia, aí já é outra história.

Semana 26 – Profissões que eu toparia num intercâmbio

1- Babá

Basicamente, a profissão que tive nos EUA e na Irlanda. Gosto muito de crianças, principalmente pelo fato de elas não serem minhas e poder devolvê-las aos pais no fim do expediente! Eu gosto de crianças pequenas, me dei bem com todas elas, sinto saudades de todas também e enfim, é uma trabalho complicado, porque você entra nessa pelo dinheiro e depois chora quando precisa se despedir dos pequenos! O lado bom é não ter o patrão no seu pé te enchendo o saco. O lado ruim é que nem todo dia estamos de bem com a vida e às vezes é complicado ter que lidar com os pequenos nessas condições. Mas eu gostei muito e faria tudo de novo, se necessário.

2- Vendedora

Eu pensei em procurar emprego de vendedora de loja na Irlanda. Não faço ideia se é bom ou ruim, se é moleza ou puxado, mas certamente é algo que eu toparia fazer.

3- Recepcionista

Outro emprego que eu cogitei que pudesse ser bom e quando estava na Irlanda até cheguei a ser chamada para uma entrevista, mas aí depois viram que eu não me enquadrava no perfil – eles estavam dando prioridade a pessoas que viviam da ajuda do governo, o que não era meu caso.

4- Caixa

Só passar as compras, perguntar a forma de pagamento e záz! Mas eu nem precisei ir atrás de nenhuma vaga, já que eu consegui meu primeiro emprego de babá com menos de um mês na Irlanda!

5- Staff

Trabalhar em pub. Não seria minha primeira opção jamais, já que ia precisar trocar a noite pelo dia e isso não é nada legal, mas se nada aparecesse e dependesse disso para pagar minhas contas, why not?

Publicidade

Tinha aflição

Já cheguei quase na metade do desafio das 52 semanas! Ufa! E hoje o top 5 do que me deixava aflita em Dublin.

Semana 25 – Tinha aflição

1- Aranhas

A-ra-nhas! Quantas delas me surpreenderam naquele um ano? Quantas vezes me senti no filme Psicose ao tomar banho e achar uma olhando pra mim? E quando achei uma em cima da minha cama? E quando notei que os irlandeses nem ligam pra elas, tamanha a quantidade de teias que eu já em vi suas casas? Tenso!

2- Sair da cama

Frio, aquele edredom pesado e quentinho em cima de você. O normal é desligar o aquecedor à noite depois que a casa já está aquecida, até por uma questão de economia. Como lidar com o choque térmico de sair da cama? Aquela aflição de entrar num banheiro frio para lavar o rosto! Aaai!

3- Irlandesas

Algumas coisas nelas me davam aflição. E quando digo “elas”, não quero dizer que toda mulher irlandesa faça isso ou aquilo, mas que, de modo geral, a gente as vê por aí assim. O rosto laranja de loção bronzeadora, por exemplo. Ou o rosto tão maquiado que se colocar o dedo em cima, afunda. Aflição.

4- Pé molhado

Sair num dia de chuva com um calçado não apropriado ao clima úmido – sim, porque às vezes nem estava chovendo, mas como o chão estava úmido da última chuva, o efeito no pé era o mesmo. Por essas e outras, ainda no primeiro mês de Irlanda eu comprei uma galocha e pouco tempo depois, um tênis impermeável para não precisar ficar com essa agonia de pés molhados.

5- Irlandesas na balada

Elas novamente. Frio congelante, 3h da matina e elas na porta da balada de microvestido sem meia-calça. Aquele sensação de sentir frio só de olhar e a aflição de querer jogar um casaco em cima daqueles corpos vestidos para um clima, no mínimo, 30 graus mais quente. Mas de qualquer forma, elas sempre estavam lindas e exuberantes na boate, né?!

Coisas que não recomendo

O tema original do desafio dessa semana era “Superpoderes que gostaria de ter”. Bem, como não vi de que forma eu poderia relacionar isso com a Irlanda, troquei por uma sugestão feita pela Cely nos comentários da primeira semana do desafio.

Semana 6 – Coisas que não recomendo

Eh, gente, eu sei! Difícil acreditar, mas Dublin tem seu lado ruim! Tá, eu sei que você ficou surpreso e isso é um choque de realidade, mas vamos a minha lista de “não recomendações”.

1 – Fazer compras na Carrolls

A Carrolls é uma rede de souvenirs e tem uma loja em cada esquina no centro. Ao mesmo tempo em que posso dizer que lá tem milhares de opções e que tudo lá, normalmente, é de boa qualidade, também digo que a loja é extremamente cara e que vale a pena visitar lojas menores do centro, onde você também pode achar souvenirs bacanas e com um preço melhor. Só depois de garimpar essas lojinhas, vá a Carrolls.

2 – Ir do aeroporto até o centro da cidade de táxi

Se você não estiver carregado de malas ou mesmo que esteja, se tiver alguém pra te ajudar no trajeto a pé até sua acomodação, vá para o centro de ônibus. O táxi vai custar em torno de 35 euros, o ônibus, no máximo 4 euros (estou um pouco desatualizada, não sei o valor exato) e passa bem pelo centrão de Dublin, onde estão a maioria dos hotéis e hostels. O inconveniente é o horário de circulação do ônibus, mas se chegar na cidade durante o dia, isto não é problema.

3 – Fazer compras apenas no Tesco

Apesar de o mercado ser o mais famoso, nem sempre tem os melhores preços e variedade. Vale muito a pena fazer compras em mercados como SuperValu, Dunnes Store, Lidle e Aldi. Eu já escrevi um post do que era melhor/mais barato onde. Já tem um tempinho, mas acho que ainda dá para se basear nele.

4 – Morar próximo de knackers

Esse é o tipo de exemplo “faça o que eu digo, não o que eu faço”, porque eu morei bem em frente de um condomínio estilo “Cingapura” lá em Dublin. Sim, sei que este tópico soa bem preconceituoso e estou definindo o caráter destas pessoas pela suas condições de moradia. Mas o que digo com conhecimento de causa é que estas pessoas, via de regra, te encaram, suas crianças vivem soltas na rua brincando, berrando, brigando. Ah, as mulheres também vivem na rua berrando com sua vozes roucas e enfim, não é uma vizinhança muito legal e tranquila. Os vizinhos jogavam latas de cerveja no nosso quintal, as crianças escalavam nossa cerca pra pedir comida quando fazíamos churrasco… Se puder evitar, evite. Se não puder, acostume-se.

5 – O transporte público de Dublin

Fiquei pensando se incluiria ou não este tópico. Já é um pouco contraditório, porque no item 2 eu recomendei o transporte público para chegar ao centro da cidade. A questão, na verdade, é: se puder ir a pé ou de bicicleta, vá. Não priorize o transporte público. O sistema em Dublin é caro (e não me venha com a argumentação de que o salário mínimo de lá é x euros, então tá ok – vamos justificar qualquer valor alto baseado no salário mínimo de lá? Trabalhadores  irlandeses não têm vale-transporte e pagam do bolso), o horário do transporte é ridículo (aos domingos, por exemplo, os primeiros ônibus começam a circular depois das 7 da manhã) e todo o sistema é baseado no centro: todos os ônibus chegam ao centro, mas se você precisar cruzar a cidade, vai precisar de 2, 3 ônibus. Fora que as pessoas fumam e bebem dentro do ônibus e nunca ouvi nenhum motorista falar nada. Claro que tem seu lado bom: não lota como em São Paulo (mas aí também é até covardia: São Paulo tem 11 milhões de habitantes e Dublin, 1 milhão) e nos pontos de ônibus mais movimentados tem um painel mostrando o horário dos próximos ônibus chegando.

Minha wishlist

Supondo que eu voltasse para a Irlanda, quais seriam as 5 coisas que eu com certeza faria? Está é minha wishlist:

Semana 5 – Minha wishlist

1- Visitar a família M. e rever os loirinhos

Família bacana e meninos fofos (como já falei 500 vezes aqui no blog). Seria muito legal revê-los!

2- Ir ao O’Reilleys beber Kopparberg num sábado à noite

Um dos pubs mais legaizinhos de Dublin na minha opinião (apesar de ficar muito cheio às vezes) que vende Kopparberg a um preço bem camarada!

3- Tirar um dia inteiro para andar pela cidade como se fosse turista e visitar a fábrica da Guinness

Porque desta vez, de fato, seria turista e isto com certeza mudaria meu jeito de encarar a cidade. Aproveitaria a deixa e visitaria a Guinness, apesar de não beber cerveja e o resto vocês já sabem.

4- Matar minhas lombrigas irlandesas

Comer waffle, pretzel com cobertura de chocolate, baguete do centra (pra lembrar os bons tempos), tomar suco de blackcurrant e por aí vai.

5- Visitar a Mountjoy Square

Porque este lugar me deixa nostálgica.

Poxa, esta lista iria longe, mas só são 5 itens por desafio!

Minhas citações irlandesas favoritas

O tópico desta semana é um pouco difícil porque engloba citações e, no caso, eu só poderia incluir citações irlandesas, o que descaracterizaria o “favoritas”, já que com certeza eu incluiria Woody Allen e Smiths, por exemplo, que não são irlandeses. Porém, adaptei e num universo de diversas citações (de livros, músicas, seriados, filmes etc), selecionei apenas aquelas irlandesas que gosto ou acho interessantes por algum motivo. Ou não.

Semana 4 – Minhas citações irlandesas favoritas

1- “For fuck’s sake.” – Once

Esta frase não tem nada de especial, mas faz parte de um dos meus filmes favoritos, Once. E o Glen Hansard fala isso o filme inteiro! Além disso, assisti este filme (de novo) antes de ir para a Irlanda porque queria me adaptar ao sotaque irlandês – não que 1 hora e pouco de filme faça milagres.

2- “People think they know the mystery of living in your skin. They don’t. There’s no one who knows except the person who carts it around her own self.” – Colum McCann

Este trecho é do livro chamado Let the great world spin (Deixe o grande mundo girar), escrito pelo autor irlandês Colum McCann. Li o livro em 2011 e confesso que a história não está mais tão viva na minha cabeça, mas lembro que na época gostei muito e o livro tem umas sacadas interessantes.

3- “And the battles just begun
There’s many lost
But tell me who has won?
The trenches dug within our hearts
And mother, children, brothers, sisters torn apart” – U2

Quem reconheceu a letra de Sunday Bloody Sunday? Trata de um confronto entre manifestantes católicos e protestantes e o exército inglês ocorrido na Irlanda do Norte nos anos 70 e muito importante para a história do país. Wikipédia explica tudo aqui.

4- “What’s the story?/ What’s the craic?”
Autoexplicativa.

E a minha preferida:

5- Póg mo thóin

hehehehe… 😉