7 on 7 – Food

No segundo post do 7 on 7, o tema é comida! E eu aqui novamente postando no dia errado, porque no dia certo eu estava sem internet em casa!

O fato é que a vida anda corrida – muito trabalho e finais de semana muito bem aproveitados – e confesso que acabei me esquecendo de tirar as fotos. Aí, quando eu lembrava que precisava tirar uma foto, eu já tinha comido. De qualquer forma, deu para selecionar 7 fotos de comidas que eu como por aqui nessa cidade em que todo mundo corre e precisa almoçar correndo com um lanche do Subway na mão no metrô, tipo eu.

Comida do SESC

Vocês vão achar que sou uma assídua frequentadora do SESC, mas acontece que apenas almocei lá algumas vezes nas últimas semanas e adorei a comida! São sempre muitas opções de salada e tudo é muito gostoso e saudável, além de barato se você tiver a carteirinha. Olha que prato lindo!

Muita salada e lasanha - porque eu não resisto à massas!
Muita salada e lasanha – porque eu não resisto à massas!

Comida mexicana

São Paulo é uma cidade onde a gente encontra comida de todo canto do mundo e eu adoro comida mexicana e provavelmente conheço a maioria dos restaurantes da cidade. Neste dia, me esbaldei num rodízio. Não fui eu que tirei a foto, mas estava presente, então vale.

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Paletas

Já que estamos falando de comida mexicana, um tema polêmico: paletas. Não sei se é só aqui em São Paulo ou se esta febre está se espalhando pelo país todo, mas há um ano ninguém sabia o que era uma paleta e hoje há uma paleteria em casa esquina desta cidade. Alguns alegam que não existem paletas recheadas no México – e quem liga? Com recheio é muito mais gostoso -, outros acham superfaturado – o preço médio de uma paleta é 7-9 reais, mas um Tablito já está na casa dos 4 reais e é bem menor, né, gente? – só sei que é gostoso, sim, e é bem maior que os picolés de padaria, sim!

Leite ninho recheado com ovomaltine trufado e a marca dos meus dentes!
Leite ninho recheado com ovomaltine trufado e a marca dos meus dentes!

Crepe

Vamos de uma polêmica a outra. Outra mania paulistana é o Food Truck, uma ideia que foi totalmente gourmetizada. A ideia era oferecer comida de rua, mas os preços são de restaurantes e dos caros. De qualquer forma, a ideia é legal e um tempo atrás até rolou um perto de casa. Indo contra as feirinhas gastronômicas, eu nem achei que esta foi tão cara. Comi um delicioso crepe integral de queijo com salada de acompanhamento por 12 reais. Achei m preço justo pelo tamanho e fiquei muito satisfeita.

Crepe gourmet
Crepe gourmet

Sanduíche de mortadela

Eu fui recentemente ao Mercadão de São Paulo pela primeira vez na vida e não pude deixar de experimentar o famoso lanche de mortadela. Eu só consegui comer metade e fiquei o resto da semana arrotando mortadela, mas oh, recomendo!

Haja fome!
Haja fome!

Pizza

Paulistano adora pizza e não tem pizza melhor que a paulistana! Eu adoro comer nO pedaço da pizza, um restaurantezinho que vende pizza por pedaço na Augusta – sim, gente, eu adoro a Augusta.

Pizza doce! Yummy!
Pizza doce! Yummy!

Ceviche by Bia

Fui ao Peru em 2010, experimentei ceviche e adorei! E é óbvio que quando voltei pro Brasil, eu tentei fazer em casa. Ceviche é um prato de peixe – deixa-se o peixe, truta ou salmão, no limão até “cozinhar”, depois tempera-se com cebola roxa e manda ver. Estou salivando só de descrever o prato.

Ceviche
Ceviche

Outras postagens:

Bárbara – Dublin
Carol – Amsterdã
Virna  – Atenas
Ana  – Nuremberg
Bruna – no aguardo
Jamile – Montevidéu

Depressão Pós Intercâmbio

Fato ou frescura?

Apesar da sua família e amigos acharem uma baita frescura da sua parte você dizer que está achando tudo estranho (“Mas tu morou aqui a vida toda e com só um ano fora tá assim, moleque?”), há estudos que compravam que sim, a tal depressão existe mesmo, e também é chamada de síndrome do regresso (e eu não sou psicóloga nem entendida no assunto e não sei explicar a diferença de uma síndrome para uma deprê- tudo que sei é que a gente fica estranho mesmo)!

Há quase dois meses no Brasil, já consigo comparar os meus retornos à pátria amada e idolatrada ao país. E eles foram muito diferentes.

Há 4 anos eu retornava depois de pouco mais de um ano morando na Obamaland nos EUA. Eu tinha 21 anos, aquela havia sido minha primeira viagem internacional e claro, meu primeiro intercâmbio. No período em que estive fora, eu viajei muito mais do que já havia viajado até então. Fui a Los Angeles, San Francisco, Las Vegas, Grand Canyon, New York, New Jersey, Connecticut, Aspen, além de ter ido pela primeira vez a Europa: Inglaterra, França e Itália. Vi neve pela primeira vez, esquiei pela primeira vez, viajei sozinha pela primeira vez, cuidei de crianças (e me apaixonei) pela primeira vez. Experimentei comida mexicana, tofu, corndog, refrigerante de creme e blueberry. Vivenciei toda a cultura dos judeus americanos e entrei numa dieta kosher. Conheci um mundo completamente novo! Foi muita informação, muitas descobertas e muito aprendizado e aí… puff! Voltei para a vida que havia deixado um ano antes. E que continuava exatamente como eu a havia deixado. Só que eu estava diferente. Não só porque então eu já falava inglês com segurança ou havia viajado. Havia algo completamente novo dentro de mim e veio o choque: parecia que tudo aquilo que eu havia vivido no último ano da minha vida havia sido um sonho, que nada era real. E eu não falo metaforicamente, eu realmente me perguntava se eu havia feito tudo aquilo, mas eu via as fotos e tudo indicava que sim, foi real. Eu estava de volta ao Brasil, sem emprego, sem viver nada novo, numa rotina de acordar ao meio-dia, ficar na internet, ir para a faculdade, voltar e ficar até altas horas da madrugada online. Eu me sentia só, incompreendida e não havia com quem falar.

...

Entendam que meu problema não foi me arrepender de ter voltado-  eu gostaria de ter ficado mais tempo nos EUA, mas não queria necessariamente voltar. Não foi achar que o Brasil é uma droga e os EUA são tudo de bom e maravilhoso- não sou dessas. NÃO! O problema foi me sentir deslocada por ter tido tantas experiências e ter voltado com uma bagagem cultural gigante e tudo continuar extamente como estava.

Isto durou alguns meses. Aproveitei que não estava trabalhando e me dediquei a faculdade para ocupar a mente (depois de superar uma crise existencial em relação ao curso de Letras- o que até merece um post futuramente) e lembro até hoje que mesmo cursando 10 matérias (o que é muito pesado) eu consegui média 9,1 naquele semestre (não sou apenas um rostinho bonito, gentchi). Esta depressão pós intercâmbio passou, definitivamente, quando comecei a trabalhar, conheci outras pessoas, voltei à realidade e ocupei minha mente. Só digo uma coisa: foi TENSO!

Aí, em 2013, eu volto da ilha dos leprechauns. Foi tudo completamente diferente! Confesso que um dia ou outro bateu uma tristeza e como já escrevi em outro post, achei as coisas por aqui meio estranhas. Mas a tristeza durou muito pouco e o estranhamento passou rapidinho. Em partes porque nos meus primeiros dias, eu mal parei em casa saindo para ver amigos (coisa que não fiz quando voltei dos EUA). Já coloquei os pés aqui com emprego, matriculada na faculdade e por último, mas não menos importante, sabendo que eu não iria mais passar taaaaanto frio! Em outras palavras, o bichinho da deprê não me pegou desta vez!
[Estudos comprovam que cerca de 70% dos leitores já pararam de ler este post ou pularam para o parágrafo final].

Como assim, Bia? Conta aê!

No meu ano na Irlanda eu conheci outros 8 países, experimentei Kopparberg *suspiros*, cuidei de crianças (e me apaixonei outra vez) e enfim, tive muitas experiências também e sim, a sensação de deslocamento também bateu na porta de novo, como eu contei de forma muito confusa aqui. Mas além de eu já ter tido a experiência e, consequentemente, ter conseguido lidar melhor desta vez, alguns outros fatores foram muito relevantes:

Maturidade– Senta aqui, meu neto, vou te contar minha história. Ok, não sou tão velha assim, estou na flor dos meus meus vinte e alguns anos, mas vamos combinar que dos 21 para 25 anos a gente amadurece bastante e ter sido completamente independente durante o último ano te força a amadurecer ainda mais. E isto, claro, te faz encarar a vida de uma forma diferente.

Deslumbramento– Na verdade, a falta dele. Lembro-me bem até hoje quando cheguei no aeroporto de Washington DC, onde pegaria meu voo de conexão para Newark para fazer o treinamento de au pair. Fui ao banheiro e fiquei boquiaberta quando vi a descarga automática! Eu achei coisa de outro mundo! Isso é para ilustrar que tudo me deslumbrava. Eu mal conseguia acreditar que estava em solo americano quando desembarquei por lá. Já minha última viagem europeia foi tipo “Tô na Holanda. Será que o hostel serve café-da-manhã?“. Parece paradoxal, mas o novo se torna normal e conhecer outro país já não causa tanto furor. O fator deslumbramento sumiu. A Alemanha pode ser tão legal quanto o Brasil, dependendo do que estamos falando. Sacou?

Brasil versus o resto do mundo – Aquela história do fulaninho que conheceu as Zoropa e acha que tudo no Brasil é uma droga e tudo fora do Brasil (e da América Latina, de preferência) é o máximo! Brasil tem problemas? Tem. A Irlanda é perfeita, né? Vai abrir sua conta no banco e aí vem falar comigo, por exemplo. Eu abomino esse pensamento com todas as minhas forças. Eu sou de São Paulo, meo, e desde que voltei da Irlanda passo perto de ter surtos psicóticos pegando o transporte público, sofro com a poluição (rinite mandou lembranças) e passei a sentir muito mais medo de voltar sozinha para casa à noite. Mas amo a comida brasileira e a variedade de doces que temos (a balança que o diga, já engordei 2kg desde que cheguei), nosso clima não me dá deprê, nosso sistema bancário é o melhor do mundo e enfim, chega desse mimimi alienado de achar que Brasil não presta. A pessoa achar que tudo no país que morava era melhor não ajuda em nada no retorno.

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Juntei tudo isso numa panela, levei ao fogo médio e mexi bem até dar ponto. Fiz brigadeiro e a vida aqui no Brasil vai muito bem, obrigada! Sinto saudade imensas da Irlanda, ou melhor, do que ficou por lá. E como saudade dói, eu tento simplesmente não pensar a respeito do que a desperta – soa frio e calculista, mas essa foi a forma que achei para lidar com ela há muito tempo!

Parabéns para você que leu o texto inteiro sem dormir! 🙂

Para terminar, tem um pouquinho de informação sobre a síndrome do regresso aqui, aqui e aqui. Mostre estes links para o povo que insiste em dizer que você está de frescura! 😉