Dublin, we don’t belong together

No último post sobre o rolezinho na Europa (que eu levei praticamente 6 meses para contar tudo – ufa!), falei sobre aquela sensação de estar em Dublin e sentir que eu não pertencia àquele lugar. Pois vamos por esta história aí a limpo (e já pega a pipoca, que o post será longo).

Eu já tinha morado fora antes – fui au pair em Denver, Colorado, nos EUA entre 2008 e 2009. Foi minha primeira experiência longe de casa e foi uma ótima experiência. Eu adorava a cidade, pois apesar de ser uma cidade relativamente grande (500 mil habitantes na época), tinha todo aquele ar aconchegante de cidade pequena. O clima me agradava – verões quentes e secos e invernos gelados com muito neve, PORÉM, os dias eram sempre ensolarados e eu tinha minha dose diária de vitamina D e alegria. A família que me acolheu era ótima: me respeitavam, respeitavam as regras do programa, me incluíam nas atividades em família, me ajudavam com inglês e eu amava as crianças. Fiz amigas que até hoje mantenho contato. Tive a oportunidade de conhecer várias partes dos EUA e também viajar para a Europa e, como se tudo isso não bastasse, eu ainda tinha minha própria suíte e ganhava um pocket money que me permitia fazer tudo que estava com vontade: cinema, balada, compras, viagens. Foi um ano muito gostoso e que me deixa cheia de nostalgia. Não tive a oportunidade de voltar aos EUA ainda, mas certamente visitaria a cidade cheia de lembranças boas e saudades.

Pula aí uns 3 anos.
Entre 2012 e 2013 eu morei em Dublin, capital da Irlanda. Vocês já sabem que só fui fazer intercâmbio novamente porque a vida estava meio sem graça por esses lados e achei que morar fora de novo daria outra perspectiva de mundo pra mim. Ter sido au pair nos EUA realmente me marcou muito e despertou essa vontade de continuar viajando, conhecendo, descobrindo e aprendendo com outros lugares e culturas. E Dublin foi escolhida pelo simples fato de “ah, o visto é fácil e pode trabalhar”. Sei que agora a situação está mudando muito e as regras para visto de estudante estão mais rígidas, mas há 3 anos estava tudo muito fácil e o euro, muito baixo.

No começo foi tudo festa, novidade e alegria! Mas eu odiava o clima da cidade! Como as pessoas vivem e conseguem ser felizes passando dias e dias sem ver o sol brilhar no céu? Eu ainda tive o azar de pegar um dos invernos mais frios dos últimos tempos e isso me causou um trauma pra vida toda: eu detesto o frio desde então! Minha relação com o frio não era assim tão ruim antes de morar em Dublin. Em Denver eu cheguei a pegar -27 graus. ME-NOS VIN-TE E SE-TE. E lá nevava. Sabe neve? Aquela coisa que você acha super linda quando vê nos filmes e morre de vontade de ver porque, né, você é brasileiro e não tem dessas coisas por aqui. Neve é realmente muito legal no primeiro dia, super divertida no segundo, bacana pra caramba no terceiro, mas aí você precisa viver sua vida: sair, trabalhar etc e aquela neve toda passa a não ser assim aquela última Trakinas de morango do pacote. E ainda assim, o frio e eu ainda tínhamos uma relação amigável. Mas em Dublin é frio e chuva na sua cara sem dó, isso quando não vem aquele vento a 80km/h fazendo sua sensação térmica despencar e parecer que seu freezer é mais quentinho. E o sol? Eu preciso ver sol para me sentir feliz e Dublin não é assim exatamente um local ensolarado. Resumindo: eu detestava o clima da cidade e até hoje detesto sentir qualquer friozinho – e tô amando esse inverno paulistano 2015 fazendo 27 graus! ❤

Inverno em Denver - eu até achava legal!
Inverno em Denver – eu até achava legal!

“Putz, Bia, não aguentou um friozinho?”
Confesso que o frio que passei lá tem um papel importante nessa história toda, mas tem mais. Dublin é praticamente uma colônia brasileira e você pode tranquilamente viver lá sem falar inglês, porque até na sua escola você vai achar alguém pra te explicar as coisas em português. Ah, mas você pode fazer amizade com pessoas de outros países e ignorar os brasileiros. Pode, mas olha, você vai ter muito trabalho e tiro o chapéu se você me disser que morou lá um ano e conseguia manter distância de brasileiros. E é até natural a gente querer fazer amizade com o “igual” quando se está no exterior – eu, na reta final da vida de au pair nos EUA, só tinha amiga brasileira – a gente precisa procurar alguém que vai nos ouvir, entender nossa língua e saber do que estamos falando. Mas sabe, em Dublin isso excedia o limite. E bem, onde tem muito brasileiro vai ter muita coisa brasileira. Eu já não tinha paciência para páginas de facebook feita por brasileiros e todo aquele mimimi, e aquelas festas com música brasileira e záz. Eu compreendo isso quando a pessoa muda de país porque, sei lá, foi transferida pela empresa ou se casou com um europeu, mas quando a pessoa deliberadamente escolhe morar lá e para aprender inglês, desculpe, eu não entendo, não. Fizesse um CNA por aqui mesmo que economizaria mais.

Além de tudo isso, eu acabo associando Dublin com alguns eventos pessoais não muito agradáveis como o dia que arrombaram minha casa e roubaram meu laptop, o desaparecimento misterioso do meu passaporte e pessoas que não são assim tão legais e só conheci porque estava lá. É óbvio que muita coisa boa aconteceu também! Conheci pessoas maravilhosas que ainda são amigas, a família dos loirinhos era fora de série e pessoas mais que maravilhosas também e tirei meu CAE por lá. Mas enfim, nosso cérebro age de maneiras misteriosas, não é mesmo? E o meu agiu assim.

Pula 1 ano e meio.
Início de 2015 e lá estou eu passeando novamente pelas ruas de Dublin. Apesar de tudo isso, esse dramalhão mexicano que escrevi, eu ainda sentia muita saudade de Dublin, ficava a todo momento lembrando de lá, imaginava se um dia voltaria e enfim, eu realmente sentia uma nostalgia. Vocês nem imaginam minha alegria quando comprei as passagens para visitar a Fair City novamente. Aí, estou eu lá linda do baixo alto dos meus menos de 1,60 de altura andando pela cidade e tendo altos flashbacks da época que morava lá e passava regularmente por tais lugares e não estava tendo nenhuma reação além de reconhecer o local. Cheguei na casa onde morei e fuén… nada! Passei pelo centro e “oh, que legal, passei muito aqui” e só. Eu me senti um corpo estranho andando pela cidade que eu conhecia quase tanto como São Paulo. Foi aí que meu castelinho de saudade e nostalgia se desfez e percebi que, ehhh… até que foi legal na época, mas acabou. No hard feelings, o problema não é você, Dublin, sou eu. Não senti vontade nenhuma de voltar a morar lá ou sequer de voltar para visitar e fiquei com a clara sensação que aquela visita serviu como um “Adeus e obrigada por tudo”, pois agora estou pronta para deixar você partir.

Até então, eu ainda olhava no relógio e calculava que horas eram por lá e no app de clima do celular, eu ainda mantinha Dublin e sempre checava o quão horrível o tempo estava na cidade. Bem, eu ainda escrevia aqui no blog sobre a capital irlandesa! Tudo isso acabou quando peguei o avião de volta ao Brasil e tive a certeza que Dublin não era meu lugar. Não me entendam mal: não estou cuspindo no prato que comi ou desaconselhando quem quer que seja a ir para lá. Dublin é a mesma pra todos e, ao mesmo tempo, é única para cada um – e só você pode dizer aonde você pertence e se sente bem e, (in)felizmente, notei que Dublin não é mesmo meu lugar.

Apesar de tudo, acredito que a visita foi muito importante para eu finalmente me desapegar e focar em outros objetivos. Eu sempre vou lembrar das coisas boas que esse intercâmbio me trouxe e, com sorte, deixar no passado as coisas ruins que vieram como consequência disso também. Fico feliz por ter tido a oportunidade de fazer um segundo intercâmbio e com certeza aprendi e amadureci muito com todas as experiências boas e, principalmente, as ruins.

E com este post encerro o blog que comecei para escrever sobre a vida em Dublin. Oh wait… não encerro o blog literalmente, mas não vou mais escrever sobre Dublin – seja para falar de mudanças ou citar meus tempos lá, mas o blog continua. Meu segundo intercâmbio ficará por aqui apenas como arquivo, pois agora minha vida e, consequentemente, este diário online, mudam de rumo! Em breve começarei a escrever sobre “isso”. Eu sei que vocês devem estar imaginando que sabem o que vou fazer… eh, estão no caminho certo, mas tenho certeza que ficarão bem surpresos! 😉

[fazendo suspense para vocês continuarem lendo o blog]

Goodbye, so long, farewell!
Goodbye, so long, farewell!

Resultado do CAE

O resultado do CAE estava previsto para ser divulgado no dia 25 de janeiro. Não sou uma pessoa ansiosa e estava sem muitas expectativas como contei aqui, então nem estava pensando muito no exame.

No meu primeiro dia de viagem, acessei a internet no hostel e chequei meus emails por hábito. Lá estava uma mensagem enviada por Cambridge informando que os resultados já estavam online.

Não sabia se ria ou chorava, mas fiquei muito curiosa e ansiosa para finalmente saber como havia me saído. Fiz o login e no canto direito da tela  vi uma mensagem que custei a acreditar: pass at grade B.

Sim, Brasil, eu passei! E passei com um B quase A, porque fiz 77 pontos no exame e o mínimo para passar com A é 80. Nem preciso dizer que fiquei com um sorriso de orelha a orelha, uma felicidade tão grande que quase não cabia em mim.

O interessante é que minhas notas foram muito altas em Speaking e Use of English. Estranho porque eu não pratiquei o primeiro por não ter com quem falar mesmo e tive muita dificuldade no Use of English quando fiz os simulados. Eu achava que me saíria muito bem no Writing, mas foi minha pior nota e sei o motivo. Minha gramática é muito boa e tenho bastante vocabulário (e isso é o mínimo que se espera de uma professora de inglês, correto?) e eu acabei nem praticando confiando nisso. Mas o Writing do CAE vai muito além de gramática e vocabulário, é necessário fazer exatamente o que se pede. Comentei no post sobre o exame que o primeiro texto pedido era um relatório e eu não sabia qual era o formato de um e sim, fiz tudo errado!

Orgulho da mamãe! hehehe
Orgulho da mamãe! hehehe

Em, no máximo, 2 meses receberei o certificado!

Depois deste lindo resultado, fiquei mais motivada para tentar o CPE, aquele exame que atesta que o falante está no mesmo nível de um nativo. Mas desta vez vou estudar, juro! 🙂

P.S: Eu tinha planos de escrever novamente no blog apenas quando voltasse de viagem, mas esta notícia mereceu um post! Bem, já estou no segundo país do roteiro e cheia de histórias para contar! Aguardem…

CAE da depressão

E ontem fui fazer o CAE. Tentei me lembrar da última vez que havia feito uma prova escrita para “provar” algo e acho que foi a FUVEST mesmo, em 2005 (sim, estou ficando velha).

Há alguns pontos em comum entre a FUVEST e o CAE: não fiz nenhum curso preparatório, não estudei de verdade e me preparei fazendo simulados. Mas eu tinha tanta certeza de que não passaria na FUVEST, que fui fazer a prova super zen, sem um pingo de nervosismo ou ansiedade: se eu não passar, faço cursinho e tento ano que vem, foi o que pensei. O clima não era o mesmo com o CAE, e dificilmente seria sabendo que eu desembolsei 160 euros para este exame.

Dito isto, vamos ao que interessa.

Novamente, a pontualidade britânica falhou e o exame começou com quase meia hora de atraso. Antes do exame, umas das funcionárias da escola (que acho que é professora lá) deu umas dicas sobre writing e listening. Achei meio estranho, mas tudo bem. Ela não falou o conteúdo da prova, só para deixar bem claro, mas deu aquelas dicas básicas: pense sobre o que vai escrever antes de começar, não se preocupe se não entender 100% do listening e coisas assim.

"Minha mãe mandou eu escolher este daqui..."
“Minha mãe mandou eu escolher este daqui…”

Reading

A primeira parte do exame foi o reading. Eu não estava muito bem quando comecei a prova, pois tive uma péssima noite de sono, e foi difícil me concentrar no que estava lendo. Depois de um tempo, peguei o ritmo. Meu problema foi administrar meu tempo, porque quando fiz os simulados em casa, não prestei muita atenção nisso e não calculei que da 1h15 de prova, eu deveria separar alguns minutos para passar as respostas para o gabarito. Eu achei a prova bem mais difícil do que as que havia feito para praticar, especialmente a última parte. Nela,você lê 5 depoimentos e precisa relacioná-los a comentários de acordo com o conteúdo. Nos simulados, os textos falavam de coisas bem concretas, palpáveis, mas no exame era muito abstrato. Me desesperei e acabei tendo que chutar algumas.

Writing

Na primeira parte, o exame pedia para escrever um relatório. Parei, pensei… “Qual é o formato de um relatório?”. Não pratiquei isto nem nas aulas nem em casa e a única coisa que conseguia me lembrar das dicas que li no livro foi “Um relatório pede um estilo semi-formal de escrita”. Bem, me certifiquei de que estava usando todas as informações fornecidas na questão e escrevi como achei que deveria, mas depois de uma pesquisa no Google, vi que talvez tenha feito algo um pouco diferente do esperado. Acho que fiquei dentro do limite de palavras.

Na segunda parte, dentre as opções dadas, escolhi escrever um artigo sobre moda. Pois é, por incrível que pareça, foi o que achei mais fácil de se fazer. Acho que excedi um pouco na quantidade de palavras, mas tenho certeza que acertei no formato.

Fiz os rascunhos relativamente rápido, depois revisei e terminei de passar à limpo 30 segundos antes do fim do exame.

Use of English

Quando comecei a fazer os simulados, achei que essa era a pior parte do exame, mas depois fui pegando o jeito. Fiz a prova toda em 30 minutos e usei o resto do tempo para revisar e pensar melhor nas questões em que estava em dúvida. Achei mais simples dos que os simulados.

Listening

Quando fui para a última parte do exame, eu já estava exausta, com dor nas costas de tanta tensão e querendo voltar logo para a casa. Foi a pior parte pra mim! O examinador dá play no CD e nos próximos 35 minutos da sua vida, você fica ouvindo as gravações. Definitivamente, a prova de listening não é apenas uma questão de entender o que se ouve. Você não tem tempo de pensar depois que ouve cada gravação e, basicamente, precisa ouvir, ler e decidir a resposta certa ao mesmo tempo. Fiquei muito chateada, pois em uma das partes você ouve um texto de cerca de 5 minutos e vai completando as lacunas com as informações que ouve. Em todos os simulados que fiz, consegui fazer isto sem problema, ouvir o CD e ir completando sem precisar pausar, mas no CAE eu me perdi e não consegui pegar todas as palavras. Juro, isso me deixou muito chateada! 😦

Conclusão

Antes de prestar o CAE eu já tinha a opinião de que esse exame não prova muita coisa, assim como o vestibular (sempre tive resposta na ponta da língua pra quem vinha me falar “Ah, você é muito inteligente, passou na FUVEST” – not!). Os exames de Cambridge não provam que você sabe ou não falar inglês, provam que você sabe o inglês que eles querem que você saiba e que você estudou/entendeu muito bem o formato da prova.

Depois de fazer o exame, tenho certeza disto! Não é uma crítica negativa, afinal, eu quero o certificado e vou tentar até conseguir. Mas não venha esfregar seu certificado de proficiência na minha cara achando que você é o bonzão do inglês. Seu certificado me mostra que você sabe falar inglês muito bem E soube fazer a prova de Cambridge. Bem, como a própria examinadora falou antes da prova, quem está prestando o CAE com certeza tem um nível muito avançado de inglês e o que determina se a pessoa vai passar ou não é se ela tem a técnica do exame. Infelizmente, eu não tinha, especialmente no writing e listening.

Conheço pessoas quem têm CPE (um nível acima do CAE) e cometem erros gramaticas e de pronúncia, mas enfim, têm o certificado. Assim como conheço pessoas que falam inglês muito bem e não têm certificado nenhum. Got it?

Feito todo este discurso, não alimento expectativas de conseguir o certificado agora. Não acho que fui bem e não sei se consegui a média mínima de 60% para passar. O resultado sai no fim de janeiro e caso minhas previsões se confirmem, vou me matricular no curso preparatório da escola que aplicou o exame e tentar novamente em março, agora sabendo bem o formato da prova e com todas as dicas que os professores darão.

Speaking, CAE

Por causa do CAE, fiz o que não faço há séculos: fui dormir cedo ontem. Cedo: antes de meia-noite. Acordei uma vez durante a noite me sentindo ansiosa. Quando me levantei às 7:15 da madrugada manhã, levei um susto ao perceber que ainda estava escuro: o inverno está cada vez mais perto.

A prova estava marcada para às 9 da manhã, sendo que eu deveria chegar às 8:30. Juro que pensei que o exame da universidade inglesa aconteceria com a famosa pontualidade britânica. Bobagem, atrasou 25 minutos. Mas isso foi bom, porque tive a oportunidade de conhecer a pessoa que faria o teste junto comigo, uma espanhola. Ficamos conversando até sermos chamadas e isso me relaxou um pouco, já que ela foi muito amigável.

Entramos na sala, os dois examinadores sentados. O examinador que faria as perguntas se apresentou e apresentou a colega com seu pomposo sotaque britânico. Ele sorria o tempo todo e, por isso, não faço ideia do que se passava na cabeça dele, se eu estava indo bem ou mal.

Ele começou fazendo perguntas simples, já que a primeira parte do exame são perguntas sobre o candidato. “Where are you from?”, “How long have you been studying English?”, “What do you do in your leisure time?”, “If you could choose a live concert to go, which one would you choose?”. Confesso que essa última pergunta me fez gaguejar. Falei do Morrissey, claro.

O decorrer do exame foi menos assustador do que eu esperava, em partes porque o examinador não parava de ser simpático, e também porque a espanhola estava cooperando bem comigo (na terceira parte do exame, precisamos interagir).

Obviamente, não faço ideia da nota que tirei. Meu nervosismo me fez esquecer palavras (isso é algo que me acontece em português também), não prestei atenção se cometi algum erro gramatical e acho que eu poderia ter usado estruturas gramaticais e vocabulário mais complexos do que os que usei.

Como boa nerd que sou, saí do exame e fui direto para a aula. Como eu havia avisado a professora no dia anterior que eu faria o CAE e chegaria atrasada, quando entrei, ela pediu para que eu falasse para a turma como foi o teste, já que estamos no nível avançado e vez ou outra fazemos exercícios retirados de exames de proficiência como os de Cambridge. Tive meus 15 minutos de fama na aula, narrando a prova e respondendo perguntas dos colegas. #biapopstar #not

Para terminar o post, segue um pequeno trecho da conversa que tive com a menina que “cuido”, a mais nova, contando que tinha feito o CAE.

‎”I had to prove that I’m able to speak English today.”
“Why? Your English is excellent, you just pronounce a few words in a funny way.”
“This is what we call ‘accent’, Ella.”

-Eu tive que provar que sei falar inglês hoje.
– Por que? Seu inglês é ótimo, você só fala algumas palavras de um jeito meio engraçado.”
– Ahan, isso é o que a gente chama de ‘sotaque’, Ella.

Ainda, considerei como um elogio! 😉

PS: Amanhã farei toda a parte escrita do exame. Wish me GOOD luck again, please!

Sobre CAE, ansiedade e peso na consciência

Eu contei em algum lugar aqui do blog que um dos meus objetivos na Irlanda seria tirar o CAE. Se não contei, agora vocês já sabem. O CAE é o famoso exame de proficiência de Cambridge. Basicamente, passando neste teste, Cambridge reconhece que sou uma falante de inglês nível avançado e, então, eu vou tentar o CPE, que atesta que estou no mesmo nível de fluência de um nativo. Você encontra mais informações sobre estes exames aqui.

O exame é amanhã. Eu paguei 160 euros para fazê-lo. Eu planejei estudar.

Estou ansiosa, porque finalmente chegou o dia do famoso exame que eu coloquei na cabeça que ia fazer. E estou com peso na consciência (e no bolso), por não ter estudado como deveria. Minto, eu não estudei nada!

Para não dizer que não fiz nadinha, baixei um livro com 6 provas do CAE e fiz 3 delas. Das 5 habilidades avaliadas, consegui me testar em 3 (reading, listening e use of English) e já tinha noção de como estava meu writing pelos textos que escrevi nas aulas. Só o speaking mesmo que vou fazer com a cara e a coragem, me guiando pelas provas que vi e dicas que li na internet. Nos simulados, pelo menos, acertei acima do mínimo exigido em todas as provas. Espero ter, no mínimo, o mesmo desempenho no exame.

Wish me luck!