Um dia em Londres II

Como não havia aquela pressa e necessidade de conhecer o máximo de Londres no tempo disponível, este um dia na cidade foi bem tranquilo e fazendo passeios menos must see de turismo.

Depois de passar a manhã nos mercados de rua e almoçar um kebab delicioso (o que não falta é lugar para comer kebab), fomos a pé até o Regent’s Park, já que o dia estava bonito e convidando para uma caminhada.

Regent's Park
Regent’s Park

O parque abriu ao público em 1835 e é um dos muitos parques reais da cidade. Ele é muito grande e tem local para praticar esportes, playgrounds, jardins, chafariz e lagos. Como ainda era inverno, não havia flores nos jardins, mas foi um passeio agradável e de lá resolvemos caminhar até o Buckingham Palace – não que fosse perto (uns 40 minutos de caminhada), mas era um belo dia de sol e não estava tão frio, então por que não curtir a cidade a pé?

Pessoas. Parque. Inverno.
Pessoas. Parque. Inverno.

Paramos em frente ao famoso palácio para bater algumas fotos somente. Já era fim de tarde e nos dias que tem a troca da guarda, ela acontece de manhã e, além disso, não tínhamos planos de vê-la.

Buckingham Palace
Buckingham Palace

Finalmente seguimos para o Big Ben e o London Eye. Novamente, a ideia era passear e bater algumas fotos tanto de dia quanto à noite.

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Não fomos no London Eye porque já visitamos em outra oportunidade, mas eu recomendo a visita para quem está na cidade pela primeira vez. Talvez por ainda ser inverno ou porque não era final de semana, mas não vimos fila para acessar a atração, mas se puder comprar o ticket com antecedência, é melhor. Nós queríamos mesmo era entrar no Parlamento, mas as visitas só acontecem aos sábados e feriados públicos quando não é verão. Tem mais informações sobre tours e valores aqui.

Terminamos o dia descansando na Starbucks tomando um café até a hora de ir para a Victoria Coach Station pegar o ônibus para o próximo destino. É claro que eu estava exausta depois de passar uma noite no ônibus para chegar em Helsinki, pegar o voo até Londres, não conseguir dormir bem no hostel por conta de hóspedes barulhentos (às 6h da manhã começaram a fazer as malas, fazendo barulho por quase 1h – eu queria matar um) e passar um dia inteiro andando por Londres, mas acho que tudo valeu a pena pelo dia agradável que tive. 🙂

Impressões

Foi minha terceira ida a Londres e a primeira vez que fui sem pressão de conhecer todos os lugares possíveis e passar pelas atrações turísticas mais famosas e sem ter aquele deslumbre de quem chega na famosa capital londrina pela primeira vez na vida. Além disso, caminhei bastante e por lugares que atraem menos turistas. Acabei vendo a cidade de um jeito diferente. É claro que jamais vou ter a mesma visão de quem mora e vive sua vida lá, mas achei interessante.

Algo que me chamou atenção desta vez foram os banheiros públicos. No banheiro público de fato, aquele que fica na rua, não é necessário pagar nada para usar. Eu só vi um em Camden Town e fui com toda coragem do mundo para usá-lo e fiquei surpresa, porque embora não fosse exatamente novo e bonito, estava relativamente limpo. Já banheiros em locais públicos como estações de metrô, rodoviária e shopping centers da região central eram todos pagos, entre 30 e 50 pences, o que acho meio caro – e vi inglês dando meia volta quando percebeu que era pago e reclamando do valor também.

Não tem wifi em qualquer lugar, o que é algo estranho considerando-se que estamos falando de Londres. Aqui na pequena Oulu tem wifi no centro todo – tá, eu sei o centro inteiro de Oulu é tipo um quarteirão de Londres! Mas os aeroportos de Helsinki e Oulu têm wifi gratuito e ilimitado, enquanto em Londres é gratuito por apenas 45 minutos. Não tem wifi nos trens entre cidades também, algo que até em Portugal é oferecido. Enfim, achei o Reino Unido um pouco atrasado nisso e não sei se é de propósito – se você não tiver wifi disponível você vai contratar um plano de dados da sua operadora – ou se é falta de interesse mesmo.

E Londres continua sendo Londres: cheia de turísticas, locais, agitada e linda!

Londres III

Dia 3

Viajar não é só alegria, você se cansa e muito! Havíamos caminhado praticamente nos dois últimos dias inteiros e foi muito cansativo aguardar os fogos próximo ao Big Ben.

Dormimos até mais tarde, fizemos check-out e saímos de mochila para terminar nossa viagem. Fomos a Tower Bridge, um dos cartões postais mais famosos da cidade, passamos pela Tower of London e seguimos andando beirando o Rio Tâmisa.

Tower of London contra o sol
Tower of London contra o sol

Paramos para ver as exposições gratuitas do Tate Modern, o museu de arte moderna e contemporânea de Londres.

Tate Modern
Tate Modern

Mais algumas voltas e fotos e seguimos para o terminal rodoviário para pegar o ônibus de volta a Dublin.

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Dia ensolarado na capital inglesa…
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Quem lembra deste prédio no filme Match Point?
Cansada demais para patinar...
Cansada demais para patinar…
Shakespeare's Globe
Shakespeare’s Globe
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Quer cookie? – St. James Park
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Bela paisagem, não?
London Eye
London Eye

Conclusão

Quando fui a Londres pela primeira vez fiquei simplesmente deslumbrada! Amei a cidade e me deu até vontade de morar na capital inglesa, mas desta vez não me senti assim. A cidade estava muito cheia, agitada, movimentada demais e não gostei disso! Claro que sei que estava assim por causa do fim do ano, mas de qualquer forma, não tive o mesmo deslumbre. Moro em Dublin, que apesar de receber turistas o tempo todo, não deixa de ser uma cidade relativamente pequena e prefiro assim. Lembro que estava morando em Denver há quase 2 meses quando me mudei temporariamente com a hostfamily para New York. Saí de uma cidade de 500 mil habitantes para a loucura nova-iorquina e lembro bem como fiquei assustada ao ver toda a movimentação quando saí do terminal rodoviário. Eh, eu sei, falando assim nem parece que nasci e cresci em São Paulo…

Talvez a falta de deslumbre seja consequência da falta de “novidade”. Já sabia como era a cidade e a impressão da primeira viagem era muito boa.

Dicas

Para terminar, algumas dicas para quem pretende ir para a terra da rainha! 🙂

– Se for de avião, lembre-se de que todos os aeroportos são bem afastados da cidade. No caso de quem vai de Ryanair, às vezes o transporte até a cidade pode sair mais caro do que a passagem aérea, já que a empresa utiliza os aeroportos mais afastados.

– É muito fácil se locomover na cidade, já que há estações de metrô por toda parte. Sempre que possível, tente utilizar ônibus. Além de viajar nos famosos ônibus vermelhos de dois andares, a tarifa é barata.

– Se se hospedar em um lugar que fique no centro, poderá fazer vários passeios a pé. Eu acho melhor, pois assim dá para sentir melhor a cidade. Caso precise usar muito o transporte público, há duas opções: comprar um ticket válido por um dia inteiro por 7 libras ou comprar um Oyster Card. Utilizei o último das duas vezes que fui à cidade e funciona como uma espécie de bilhete único. A vantagem é que as tarifas são menores para quem usa o cartão ao invés do comprar tickets comuns. Você paga um depósito de 5 libras ao comprá-lo e carrega o valor que quiser. Uma dica é calcular a quantia mínima necessária que vai usar, pois ao devolver o Oyster Card, além das 5 libras do depósito, você recebe o saldo que sobrou, desde que ele não ultrapasse 10 libras, incluindo o depósito.

– Também tem o London Pass, que inclui quase todas as atrações da cidade, exceto o London Eye e o Madame Tussauds, o museu de cera. Neste caso, recomendo fazer uma lista das atrações que deseja visitar e calcular se compensa pagar separadamente ou compra o pass.

Até a próxima viagem (que será em breve)!

Londres II

Dia 2

Acordamos nem tão cedo, tomamos café e fomos para o The British Museum, que ficava bem próximo ao nosso hostel. A entrada é gratuita, mas eles pedem uma contribuição de 4 libras aos visitantes. O museu tem cerca de 4 km de corredores, então é essencial ir com bastante tempo e/ou planejar antes quais exposições deseja visitar.

Belo teto!
Belo teto!

Uma das exposições mais interessantes para mim é onde ficam as múmias. Eu fiquei impressionada da primeira vez que visitei e desta vez também. As múmias ficam expostas e há uma explicação de quem foram estas pessoas e em que condições estão os corpos, além de exames de raio-x. Eu vejo que é o corpo mumificado de uma pessoa que viveu há 2, 3 mil anos e fico admirada.

Impressionante, não?
Impressionante, não?

Seguimos, então, para a King’s Cross/ St. Pancras Station, que é uma estação de metrô e também terminal de trem para viagens internacionais. Eu havia ido lá na primeira vez que fui a Londres, mas só porque meu trem para Paris partia desta estação. O que eu não sabia é que cenas da saga de Harry Potter foram gravadas lá. Eu li os seis primeiros livros da J.K. Rowling, mas quando saiu o último eu já tinha 20 e poucos anos, estudava e trabalhava o dia todo e não tinha mais interesse em saber que fim teria o pequeno Harry. Resumindo, pedi para me contarem se ele morria ou não. Porém, meu namorado queria visitar a Plataforma 9 3/4 e lá fomos.

Vale lembrar que as cenas do filme foram gravadas nas plataformas 4 e 5, que ficam na estação principal. A plataforma 9 fica numa estação adjacente e é lá que fica a fictícia-quase-real plataforma 9 3/4.

É daqui que saem os trens para Hogwarts?
É daqui que saem os trens para Hogwarts?

Havia uma fila gigante para bater fotos, porque a fila era controlada pela lojinha que fica ali. Quem fica na fila tem o direito de tirar foto com a própria câmera, mas há um fotógrafo profissional que pede para as pessoas pularem como se estivessem empurrando o carrinho contra a parede e aí, bate a foto que pode ser adquirida por “apenas” 8 libras. Dentro da loja também há diversos artigos do filme, como varinhas, uniformes e coisas do tipo. Indispensável dizer que era tudo muito caro antes mesmo de converter para reais.

Como precisávamos trocar de hostel, de lá fomos deixar nossas mochilas no outro albergue. O plano era fazer uma refeição, descansar um pouco e ir para o Big Ben aguardar os fogos, mas encontramos uma conhecida no caminho que nos disse que os pontos de acesso seriam fechados cedo, então deveríamos ir logo.

Chegamos no local por volta de 18h15 e já estava bem movimentado, mas não lotado. Os guardas me informaram que a  ponte seria fechada às 20h, mas apenas do lado da estação Westminster, principal forma de acesso ao Big Ben. Resumindo: poderíamos ter seguidos nossos planos e chegado mais tarde, já que a ponte não ficou absurdamente lotada. Às 20h, ligaram a única caixa de som instalada no local e ficamos ouvindo música até a queima de fogos. Não havia nada para se fazer, a não ser esperar… Encontramos alguns conhecidos e ficamos conversando para passar o tempo. À meia-noite, o Big Ben deu suas doze badaladas e, em seguida, começaram os fogos perto do London Eye.

London Eye + Fireworks
London Eye + Fireworks
Difícil ser baixinha...
Difícil ser baixinha…
Fireworks! Happy New Year!
Fireworks! Happy New Year!

A queima de fogos durou cerca de 12 minutos. Foi muito bonito ver o London Eye todo colorido com os fogos, mas eu estava esperando que houvesse outro ponto de queima de fogos atrás do Big Ben. Foi bacana, mas assim que a queima terminou, não havia nada para comemorar a chegada de 2013.  Basicamente, é ver os fogos e ir embora. Não que voltar tenha sido fácil! Foi tudo muito bem organizado, então, a polícia ia fechando os portões conforme as ruas se enchiam e foram abrindo aos poucos no fim para controlar o fluxo de pessoas, logo, demorou muito. Além disso, apesar de o metrô estar funcionando de graça de 23h45 até às 4h30 da manhã, a estação Westminster estava fechada, então precisamos andar para as estações próximas. Saímos da ponte às 0h20 e conseguimos chegar no hostel por volta de 2h15 – não fizemos nenhuma parada!

Estávamos exaustos depois de um dia na cidade e de ficar horas esperando pelos fogos!

[continua]

Londres I

Comecei o ano viajando e espero que isso seja um sinal de que o ano será muito bom! 😉

Minha primeira viagem deste intercâmbio foi para uma cidade que já conhecia. Eu não tinha planos de repetir figurinha, mas fui convencida a ir pelo namorado argumentando que eu nunca havia passado o ano novo em Londres vendo os fogos do Big Ben. Fato.

Planejamento

Eu detesto planejar viagem! Pesquisar preço, hostels, transporte público, atrações… é chato demais!  E desta vez foi pior, porque decidimos fazer a viagem menos de 3 semanas antes, ou seja, estava tudo muito caro e havia poucas vagas disponíveis em hostels, já que fim de ano é alta temporada.

Não conseguimos reservar as duas noites no mesmo hostel, o que foi bem chato. O primeiro hostel que ficamos era bem localizado, ao lado do The British Museum. Era um lugar bem tranquilo com cara de hotel, e estava tudo incluso: internet, café-da-manhã etc. O segundo, além de ser afastado de tudo, cobrava 5 libras para usar o wifi por 24h e mais 5 para tomar café-da-manhã. Quase perguntei quantos eles cobravam para respirar. O interessante é que pagamos o mesmo valor nos dois lugares.

A Ryanair é uma famosa companhia aérea de baixo custo e uma passagem Dublin-Londres pode custar tão pouco quanto 22 euros, porém para o dia que queríamos estava muita cara, então resolvemos ir para a terra da rainha de uma forma mais barata alternativa: ônibus! Aí você me pergunta como eu fui para Londres de ônibus se a Irlanda é uma ilha.

A viagem

Pegamos o ônibus no terminal, o Busaras. Cerca de 15 minutos depois, chegamos ao porto de Dublin e seguimos viagem de navio! Foram 3h no mar e minha experiência não foi muito legal, já que meu estômago ficou bem embrulhado. No total, a viagem dura de 11 a 12 horas e apesar de o ônibus ser bem novo, a poltronas reclinavam muito pouco e o espaço para as pernas era ridículo (e olha que sou baixinha!). Mas considerando a época do ano, valeu a pena.

A imigração

Tive um dos momentos mais tensos da minha vida quando fui a Inglaterra pela primeira vez. O oficial da imigração só faltou perguntar a cor da minha calcinha antes de me dar o carimbo no passaporte. O trauma foi curado nesta viagem. O navio chegou no País de Gales e quando descemos do navio só precisamos mostrar o passaporte ao oficial, que nada mais faz do que conferir a validade e checar se aquela cara feia na foto do passaporte é sua mesmo. Só isso. E quando finalmente chegamos no terminal rodoviário de Londres, nem imigração eu vi. 🙂 O ruim é que não tenho nenhum carimbo no meu passaporte desta vez.

Dia 1

Não havia grandes planos para esta viagem, então fizemos aqueles passeios básicos de turista. A primeira coisa foi ir ao Palácio de Buckingham ver a troca da guarda. É extremamente chato, mas para quem nunca foi a Londres, é um passeio obrigatório. E por que é chato? Porque você precisa chegar cerca de 30 minutos antes para conseguir um bom lugar, o “ritual” todo dura outros 30 minutos e enfim, é chato!

Palácio de Buckingham ao fundo
Palácio de Buckingham ao fundo
Uniforme de Inverno
Uniforme de Inverno

Bem próximo ao palácio ficam o Big Ben, a Westminster Abbey e o London Eye e fomos para lá. Eu até queria entrar na abadia onde reis e rainhas são coroados, mas não estava disposta a pagar 16 libras para isso e se eu nunca tivesse ido ao London Eye, com certeza teria feito o passeio, mas como eu já fui e meu namorado não fazia questão, pensei “por que gastar 18 libras?”. De qualquer forma, recomendo as visitas. Ir a Londres e não fazer estes passeios é como não ter ido.

Uma bela visão do Big Ben no inverno londrino
Uma bela visão do Big Ben no inverno londrino

Fomos, então, a Picadilly Circus. Fizemos umas comprinhas, conhecemos mais da cidade a pé e voltamos bem cedo para o hostel, porque além do cansaço normal de passar um dia todo andando, a última noite no ônibus/navio não foi uma das mais bem dormidas e precisávamos descansar. 🙂

Picadilly Circus
Picadilly Circus

[continua]

Happy New Year!

Vim desejar um feliz 2013 um pouquinho adiantado para vocês! Muito obrigada a todos os meus leitores fiéis, que riram e choraram comigo lendo este blog em 2012! Ano que vem continuarei contando minhas histórias tragicômicas e pseudo-dramáticas desta vida intercambista, além de dar dicas.

Dizem que a virada de ano em Dublin não é muito boa. Não tem fogos, porque é proibido por aqui (só pode no Halloween, acreditam?) e não tem nenhum evento especial. Mas hoje eu vi um burburinho próximo a Trinity College, acho que vai ter algum tipo de contagem regressiva por lá.

Não estou muito informada sobre o Ano Novo aqui na terra dos leprechauns, porque hoje estou partindo para a terra da rainha. Fui a Londres em 2009 e estou voltando para ver os fogos do Big Ben! 🙂

Quando voltar, contarei como foi a viagem. Mas se você quiser saber como foi ir a Londres há quase 4 anos, pode ler no meu antigo blog sobre a vida de au pair. O texto não está bem escrito, mas é um resumo bacana do que fiz por lá.

Stonehenge, 2009. Mas desta vez ficarei apenas em Londres!
Stonehenge, 2009. Mas desta vez ficarei apenas em Londres!

Happy New Year! See you in 2013! 🙂