Churrasco em alto mar

Minha promessa de ano novo para o blog era postar mais sobre o mestrado, porque eu falo muito da vida aqui sem incluir meus estudos (seria isso uma mensagem subliminar? Uhn), mas março chegou e o inverno ainda está muito presente com temperaturas negativas e paisagem branca, então não posso perder o timing e deixar de contar tudo que o famoso inverno finlandês oferece. Paciência, até maio o inverno acaba… dizem!

O título do post está parecendo piada, mas eu estou falando muito sério: eu fiz um churrasco no mar, literalmente. Não estava num navio ou num barco ou sentada na areia próxima ao mar – tudo aconteceu no mar mesmo. Vamos aos fatos.

O R. veio passar uns dias comigo no início do ano e eu queria fazer atividades bem de lugar com inverno de verdade e cheio de neve. Eu moro entre dois grandes lagos e eles congelam ao ponto de ser seguro ir patinar e como se andar num lago congelado já não fosse algo sensacional o suficiente para quem nunca nem neve tinha visto antes, o R. queria ver o mar congelado. A Finlândia é banhada pelo mar Báltico, que por receber muita água doce dos rios, é muito menos salgado que os oceanos. Você já notou que o oceano não congela, certo? Isso (não) acontece justamente pela salinidade da água, então a temperatura precisa estar muito baixa para a água do mar começar a querer congelar, mas como o mar Báltico não é tão salgado, ele congela assim como os rios.

Isto é uma pequena praia
Isto é uma pequena praia

Eu perguntei a um vizinho finlandês onde seria um bom lugar para levar o R. para ver o mar, porque eu não estava com vontade de pedalar 6km até a praia mais famosa da região. Ele sugeriu um local mais próximo e ainda se ofereceu para ir junto e fazermos um churrasquinho. Como eu já havia visto que é algo meio típico  daqui fazer churrasco na neve, topei.

A praia não era tão próxima, mas foi melhor pedalar 4km do que 6km, ainda mais que no dia fazia -14 graus. Chegamos e ficamos observando a vista, enquanto o S., o finlandês, saiu andando com sua machadinha para ver quantos centímetros de gelo tinha – ele não conseguiu chegar na água.

Andando sobre a água (em estado sólido)
Andando sobre a água (em estado sólido)

Ele, então, continuou andando mar adentro enquanto o R. e eu esperávamos mais próximos da “areia” coberta de neve. Mas o S. continuava andando, andando… e quando nos demos conta, vimos fogo e ele acendeu a churrasqueira. Neste momento que percebemos que os planos do S. era fazer o churrasco literalmente no mar. Fomos andando em direção a ele e vimos muitas pegadas, inclusive de cachorro, na pouca neve que cobria o mar. Também vimos uma pessoa chegando, colocando os patins e patinando no gelo. O inverno chega, mas a vida continua – não somos esquilos para hibernar, não é mesmo?

S. estava empolgado com o lugar que achou, mas como estávamos no meio do nada, estava ventando e bem, vocês sabem que a sensação térmica cai com vento, logo, fazia -14 com uma provável sensação de -25, clima perfeito para um churrasco.

Churrasco de salsicha
Churrasco de salsicha

Churrasco aqui é com salsicha, não se empolguem! E como estava um pouco frio, foi acompanhado de um chá. A gente queria comer rápido para poder ir embora, porque embora seja muito legal contar para os amiguinhos que você já “queimou uma carne” no mar, na hora tudo que você deseja é um sauna fervente.

Terminadas as salsichas, voltamos para “neve firme” congelando e pedalamos os 4km de volta para casa, contentes com a experiência e jurando nunca mais fazer isso.

Acho que dá praia...
Acho que dá praia…

Finlândia me fazendo rever meus conceitos de frio, praia e churrasco! Que aventura!

Como é pedalar na neve?

Já comentei algumas vezes aqui no blog que meu meio de transporte em Oulu é a bicicleta. Aqui existe a cultura de pedalar, todo mundo tem bicicleta e pedala para todo lugar. A cidade conta com 800km de ciclovias e rotas de bike que te levam a qualquer lugar. É muito comum ver bicicletas com cadeirinhas de crianças, crianças indo para escola de bicicleta, bicicletas paradas em todo lugar.

Não acredita em mim? Assista os primeiros 1:20 do vídeo mostrando todos os lugares em Oulu por onde eu já pedalei (e assista até o final para ver como aqui é lindo).

Claro que a cidade não é tão grande assim e eu vou essencialmente para a universidade, que fica a 800 metros da minha casa (ai, gente, preguiça de andar) e para o centro da cidade, que fica a 6km de onde moro ou no mercado a 4km. Mas pedalar com clima bom qualquer um pedala, não é mesmo? Bem, nunca vi uma tempestade aqui, já que chuva em Oulu é o que em São Paulo a gente chama de garoa. Aqui não venta também, então chuva e vento não atrapalham, mas… e no inverno?! Como é pedalar na neve?

I want to ride my bycicle...
I want to ride my bicycle…

Quando cheguei aqui me falaram que era muito perigoso pedalar na neve e no inverno eu deveria pegar o ônibus. Mas eu não quis acreditar sem tentar e moral da história: eu continuo pedalando no inverno. Sim, eu já caí, derrapei e capotei algumas vezes. Não, eu não quebrei nenhum osso e nem me machuquei feio. Sim, eu incentivo as pessoas a tentarem pedalar também, com cuidado e sabendo seus limites.

As fases da neve

Antes de morar em Denver, no Colorado, eu achava que uma vez que a neve caiu, ela ficava acumulada o resto do inverno e era sempre branca, linda e fofa. Bem, a parte de acumular até o fim do inverno é verdade aqui em Oulu (está tudo branco desde o fim de novembro e a neve não derreteu completamente desde então), mas em Denver não, a temperatura era mais amena lá e ela derretia. A neve também não fica linda e fofa o tempo todo e isto é muito importante saber quando se pedala.

Quando a neve cai, ela é bem fofa, parece areia da praia. É ruim pedalar quando está assim porque conforme outras bicicletas vão passando, vão deixando marcas na neve e fica tudo meio esburacado, então, a bicicleta fica bem instável. Mas isso só é ruim se você vai pedalar assim que a neve caiu ou quando ainda está nevando, porque via de regra, tem sempre um caminhão passando em todas as vias para retirar o excesso de neve e deixar o caminho nivelado. Depois de alguns dias sem nevar, a neve fica “batida” e é como se você estivesse pedalando no asfalto mesmo, não é escorregadio. É a melhor época para andar de bicicleta no inverno.

É tipo assim
É tipo assim, mas pode ser bem pior se tiver nevado muito antes do caminhão passar

Apesar de ser inverno, alguns dias as temperaturas sobem um pouco e basta passar de 0 para a neve começar a derreter. O máximo que tivemos neste inverno até agora foi 4 graus e embora não seja suficiente para derreter toda a neve, mesmo que fique uma semana seguida assim (tem muita neve acumulada), é o suficiente para deixar a cidade uma “meleca”. A mistura de resto de neve com neve derretida pode ser um pouco escorregadia, mas ainda assim, tomando cuidado, é possível pedalar. O problema aqui é o mesmo de quando a neve acaba de cair: as bikes vão fazendo marcas na neve derretendo e isso pode desestabilizar a bicicleta. Quando isso acontece, ao invés de ter um caminhãozinho afastando a neve para os lados da rua, temos o caminhão que passa jogando cascalho na via para dar mais aderência e evitar acidentes.

Bendito seja o cascalho
Bendito seja o cascalho! Reparem que é gelo com água com neve com cascalho! Ufa!

Bom, pense agora que depois que esquentou um pouquinho, a temperatura volta a cair para abaixo de 0. O que acontece com aquela neve que virou água e acumulou nas ruas? Vira gelo! Gelo é o que tem nos rinques de patinação e as pessoas conseguem patinar porque escorrega… logo, esta é a fase mais perigosa de se pedalar no inverno. As vias ficam extremamente escorregadias e mesmo com o cascalho nem sempre é fácil pedalar. Quando fica assim, eu não me atrevo a sair de bicicleta! As ruas só voltam a ficar seguras quando neva novamente, a neve fofa volta a cobrir tudo e o ciclo se repete.

Acidentes acontecem

Porém, como contei logo no início, é claro que eu já caí algumas vezes e já tive imprevistos pedalando por conta da neve. Posso dizer que a maioria dos acidentes que tive foi mais falta de atenção minha do que a neve em si, ou seja, poderiam ter sido evitados – mas este é só meu primeiro inverno pedalando, ainda tenho muito a  aprender. Eu já caí porque:
– Fui arrumar a touca do casaco, me desequilibrei e derrapei num dia que a neve derretida estava virando gelo;
– Estava distraída, perdi a rua que ia virar a esquerda e quando tentei virar em cima da hora, me desequilibrei e caí num monte de neve;
– Estava saindo de um túnel, portanto numa ladeira subindo, e a neve estava irregular por conta das marcas de pneu de bicicleta. Novamente me desequilibrei, perdi o controle da bicicleta e acertei os 50cm de neve acumulada no canto da via – nem caí, porque a neve parou a bicicleta.

Isto para citar alguns exemplos. Além disso, já fiquei na mão num dia que fui ao centro da cidade, acumulou neve entre o pneu frontal e a proteção que fica em cima dele. No tempo que a bicicleta ficou parada para eu fazer o que precisava, a neve virou gelo e travou meu pneu. Lá fiquei eu, debaixo de neve e em temperatura negativa, usando minha corrente-cadeado pra tentar tirar a neve acumulada e voltar para casa.

E se você acha que sou um dos poucos seres que se atreve a pedalar nestas condições, leia este artigo aqui  (em inglês) e veja que somos muitos!

Roupas para pedalar

Bem, está frio e é claro que você precisa se proteger. Eu diria que até -10 não é necessário nenhuma roupa especial, especialmente porque pedalar aquece o corpo e se você vestir muitas camadas, vai assar! Eu uso as mesmas roupas que usaria para andar: calça térmica, jeans, camiseta, suéter e casaco. O ideal é que a primeira camada não seja de algodão, pois até -10 você transpira sim e o algodão absorve o suor, fica encharcado e rouba o calor do seu corpo. Luvas boas e touca ou protetor de orelha são essenciais! Se a temperatura estiver entre -11 e -20, eu coloco calça de inverno, tipo aquelas de ir esquiar, e uma camada extra – e não dá para transpirar nessa temperatura! Se estiver menos que -20, simplesmente não dá para tentar pedalar por muito tempo, pois por mais agasalhado que você esteja, seu rosto estará descoberto e vou te contar uma coisa: DÓI.

Tenho certeza que a bicicleta fará sempre parte das minhas lembranças de Oulu e daqui alguns anos vou dizer contando vantagem que “quando eu morava em Oulu, eu andava de bicicleta na neve”! 😉

O caso da bicicleta

Quando estamos morando fora, longe de tudo e todos que conhecíamos como realidade até então, tenho a impressão que as coisas tomam proporções gigantescas, principalmente em situações ruins. Eu fiquei extremamente chateada quando roubaram meu laptop na Irlanda e justamente por não estar no Brasil, eu senti que me atingiu muito mais.

Por já ter sido roubada enquanto fazia intercâmbio, entendi bem o que a A., minha amiga da Indonésia, sentiu quando percebeu que sua bicicleta já não estava mais onde ela a havia deixado, bem frente ao prédio onde moramos. Apesar de Oulu ser relativamente segura e as pessoas apenas travarem a roda – não é comum “amarrar” a bicicleta em algum lugar fixo -, roubos acontecem e aconteceu com ela.

O consolo foi que ela ganhou a bicicleta usada de um casal indonésio que ela conheceu aqui, então das perdas, a menor. Mas ainda assim a sensação de ter algo seu tirado é realmente ruim. Isso significava perder o principal meio de transporte, um eventual gasto com uma nova bicicleta e custos com passagem de ônibus nas eventuais saídas. E como a chance de encontrar a bicicleta era mínima, o que não tem remédio, remediado está.

Dez dias depois eu marco de passar na casa de um conhecido, que mora a uns 5 minutos do meu prédio, para ver uma peça de roupa de frio que ele estava vendendo (aqui é extremamente normal as pessoas venderem e comprarem coisas usadas, especialmente estudantes). Saí da aula da manhã e fui até lá pedalando. Ele mora num conjunto de prédios na rua da universidade – deve ter quase 50 prédios e cada um com 3 entradas. Chego em frente ao prédio dele e percebo que tem vagas para parar a bicicleta. Breco, desço da bike e a apoio no suporte. Olho para o lado e vejo uma bicicleta roxa que, de alguma forma, me pareceu familiar. Olho mais atentamente e vejo que ela tem duas cestas traseiras… OMG! É A BICICLETA DA A.!!!

Liguei para ela e disse pra me encontrar imediatamente, pois eu havia encontrado sua bicicleta!

Qual é a chance de se encontrar uma bicicleta roubada? Qual é a chance de a bicicleta estar parada em frente ao prédio de um conhecido meu? Qual era a chance de eu ir no prédio e parar a minha bicicleta justamente do lado da bicicleta dela? Como nevou na noite anterior, a bicicleta estava coberta de neve e eu vou confessar que eu não ia ficar olhando em volta e só notei mesmo que era a bicicleta roubada porque eu parei exatamente do lado dela! É muita teoria do caos pra uma situação só!

O mais engraçado é que a bicicleta estava do mesmo jeito como no dia que foi roubada e a corrente ainda na roda dianteira. Depois disso, as perguntas pairavam no ar! Quem fez isso? Por que roubou a bicicleta e a deixou em outro lugar tão próximo? Foi isso um roubo mesmo ou apenas um finlandês bêbado brincado de esconder coisas alheias? Ou a pessoa só queria sacanear alguém? Se tivesse sido na Irlanda, eu diria que tinha sido os leprechauns.

Indagações sem respostas e mistérios à parte, é sempre bom ajudar um amigo – mesmo que tenha sido completamente sem querer!

A paisagem do local do achado
A paisagem do local do achado

Três meses em Oulu

Três meses morando em Oulu e apesar de ser pouco tempo, já fiz, aprendi e conheci tanta coisa que parece que moro aqui há muito mais tempo. Quase todo dia é uma descoberta, um aprendizado e um mundo de coisas ainda estão por aí para serem descobertas!

E nesse tempo…

… ir ao mercado já não me assusta mais. Como comida é algo muito significativo pra mim (sem piadinhas, todos comemos, certo?), então já aprendi o nome de quase tudo que como e mesmo que eu não saiba pronunciar ou dizer a tradução de imediato, já reconheço muito bem todo o vocabulário que sei.

… sigo no curso de finlandês e ao mesmo tempo em que vejo evolução, já que consigo montar frases simples, me desanimo ao notar como a língua é complexa e como não devo ter como objetivo ser fluente – finlandês jamais será útil pra mim fora daqui e estou aprendendo por questões de “sobrevivência”. No fim, é divertido também.

… estou me sentindo como nos tempos de faculdade com mil trabalhos pra entregar e finais de semana sacrificados para eles. Não é nada absurdo ou que eu já não esteja acostumada – afinal, no Brasil eu trabalhava também -, mas vejo colegas meus agindo como se isso fosse além do aceitável e acho meio mimimi deles.

… já experimentei pizza finlandesa. Pizza de São Paulo, eu te amo cada vez mais!

… o frio não me assustou ainda. A temperatura mais baixa até agora foi -7, que foi totalmente suportável.

… já nevou de verdade e a neve chegou a ficar 5 dias pelas ruas, mas aí veio a chuva e derreteu tudo. Estou realmente curiosa pra ver toda a neve que o pessoal comenta que cai e acumula a partir de janeiro.

Amostra grátis do inverno
Amostra grátis do inverno

… já caí de bicicleta pedalando na chuva em todas as posições possíveis para não quebrar os ossos nem os dentes. Tão importante quanto evitar cair é saber cair – e essa arte eu já domino.

… já pedalei na neve e até agora sobrevivi sem quedas. Mas o inverno nem começou, né, gente?

… ao mesmo tempo em que sinto uma saudadezinha bem de leve do Brasil (ou seria das coisas que gostava somente? uhn), eu fico tentando me imaginar morando num cidade gigante e louca como São Paulo depois de conhecer a pacata, charmosa e tranquila Oulu. Sempre vejo uma Bia caipira chegando na cidade pela primeira vez.

… e a escuridão já está me deixando meio meh. Amanhece depois das 9h e começa a escurecer às 15h. E tem dia que o sol nem aparece.

… às vezes me pergunto se o inve$timento nesse mestrado está valendo a pena e logo me vem Fernando Pessoa na cabeça. E acho que minha alma não é pequena, não, e de tudo na vida tiramos uma lição. Se nada der certo, pelo menos volto mestre pro Brasil. 🙂

… sauna já é parte da minha vida.

… já ganhei em euros (Ravintolapäivä e outros trabalitos) e isso consola muito meu pigbank.

… já tenho viagem marcada! Bia, the explorer.

… fico feliz de saber que isso é mesmo só o começo!

Dois meses em Oulu

Dia 26 eu completo aniversário de partida do Brasil, dia 27 é o de chegada na Finlândia, mas o que conta mesmo é que cheguei na pequena Oulu dia 28! Hoje faz dois meses que moro aqui e…

… ir ao mercado ainda é assim uma tarefa meio complicada, mas achei um dicionário offline de finlandês-inglês e isso tem facilitado minha vida. Tem um mercado com sinal wi-fi também e isso ajuda tanto!

… o finlandês já não me assusta tanto e estou na fase de reconhecer palavras quando as vejo escritas, mas ainda não consigo falar o pouco que aprendi. Acho divertido ver anúncios em finlandês no meu laptop (porque agora tudo no Youtube, Spotify, Facebook e afins aparece nessa língua pra mim) e conseguir, pelo menos, reconhecer algumas palavras e compreender o contexto algumas vezes.

… mas eu ainda travo quando sou abordada em finlandês na rua e preciso de um tempo pra processar e emitir a frase-chave: en puhu suomea! E o interlocutor passa a falar inglês comigo em 99% das vezes.

… a vida aqui já está virando uma rotina, mas no bom sentido. O lugar ainda traz um ar de novidade pra mim, mas agora estou habituada com aulas e tal.

… ainda me surpreendo por estar morando numa das grandes cidades do país, mas ainda assim ver esquilinhos e coelhos pulando livremente por aí felizes.

… estou lidando bem com a temperatura de outono (já não passa mais dos 10 graus) e o frio ainda é muito suportável pra mim. Estou sempre tentando usar a menor quantidade de roupas possível para me manter aquecida e estou indo bem.

… mas não estou sabendo lidar com o suor ao pedalar. Não posso tirar o casaco porque está frio, mas se não tiro, chego no destino encharcada!

… pedalo pra todo lugar e em qualquer tempo. Já sei que pedalar na chuva não é legal porque chego toda suja de terra (a prefeitura joga terra na ciclovia pra evitar acidentes: chuva + frio > água vira gelinho > escorrega). Agora é esperar para pedalar na neve.

… já bateu uma saudadezinha bem de leve do Brasil, mas só quando lembro de lugares que frequentava. No geral, a saudade não aparece muito.

… descobri que há muito mais brasileiros aqui do que pensava e acho isso muito bom! A quantidade ainda é muito pequena pra ser “estressante” como em Dublin e como meu contato diário ainda é basicamente só com estrangeiros, é gostoso encontrar um brasileiro vez ou outra pra falar um bom português e fazer brasileirices.

… aliás, já ouvi português do Brasil em duas ocasiões dentro de lojas. Até me assustei.

… já me estressei com flatmate e me mudei de casa (aguardem os próximos posts).

… já odeio bancos finlandeses (vai virar post também).

… às vezes penso nas disciplinas que sou obrigada a cursar no mestrado e me dá mais vontade de ficar na cama dormindo do que ir pra aula. :p

… ainda me encanto com a beleza da cidade.

… e continuo adorando Oulu!

Vamos dar um rolês de bike aqui no meio do mato?
Vamos dar uns rolês de bike aqui no meio do mato?