Como é fazer estágio numa escola finlandesa?

Antes de começar meu estágio, a A., professora de idiomas, e eu tivemos uma reunião para discutir como aconteceria tudo. Ela me perguntou o que eu gostaria de fazer na escola e me deu sugestões também. Foram 6 semanas consecutivas de estágio e eu ia para a escola 3 vezes por semana em média. A cada 2 semanas nós fazíamos outra reunião para discutir o planejamento das semanas seguintes. Além de acompanhar a professora A., que dá aulas do 4º ao 6º ano, também pude acompanhar aulas com o professor da turma de um 5º  ano e de uma professora de um 2º ano.

Bia, a estagiária

Com a professora A., eu desenvolvi um projeto sobre desenvolvimento sustentável, desta forma, eu não estava ensinando inglês, mas ensinando algo em inglês. Os 6ºs anos fizeram cartazes após finalizarmos o projeto. Com o 5º ano, eu planejei aulas de diversos temas e também falei um pouco da cultura brasileira. Com o 4º ano, a professora dividia a turma em duas e enquanto eu desenvolvia as atividades com metade da turma, a professora trabalhava com a outra. Elaborei também revisões de conteúdo utilizando recursos tecnológicos para engajar mais os alunos e foi muito legal. Tive a oportunidade de dar várias aulas sozinha e isso foi muito legal também.

Os alunos

 A escola fica num bairro de classe mais alta da cidade e os alunos são quase todos apenas de origem finlandesa. Não vi nenhum aluno negro ou latino, por exemplo, vi apenas um muçulmano e um ou outro aluno era possível notar que um dos pais vinha de algum outro país europeu, como Grécia ou Inglaterra, então diversidade não era exatamente o que eu via em sala de aula.

Em geral, não havia problemas de comportamento entre os alunos, mas isso não significa que eram anjos. Como a escola tem um foco maior em artes, algumas turmas dos 5ºs e 6ºs anos têm aulas extras de arte e, normalmente, as turmas de arte têm mais meninas e as turmas “normais”, mais meninos. As turmas de arte, com mais meninas, eram muito mais tranquilas que as turmas que tinham mais meninos. Não que os meninos não respeitassem a professora, mas ficavam mais dispersos.

De modo geral, os alunos demonstraram curiosidade em ter uma estagiária estrangeira em aula, mas tímidos em conversar comigo, pois só poderiam se comunicar em inglês. Como em qualquer sala de aula, algumas crianças são mais extrovertidas que outras e muitos alunos faziam perguntas em inglês e se comunicavam sem maiores problemas, mas outras crianças simplesmente se recusavam a falar comigo porque não queriam de jeito nenhum falar em inglês. Nestas situações, recorriam a professora A., com quem poderiam falar finlandês.

Alunos brincando na troca de aulas
Alunos brincando na troca de aulas

Tive algumas situações engraçadinhas/fofas com alguns alunos. Um aluno do 4º ano, por algum motivo, gostou muito de mim e sempre vinha falar comigo e perguntava de mim para a professora quando eu não ia para a escola. Um dia, na saída da aula ele olhou para mim e disse “I like you very much” e saiu correndo. Gente, é um finlandês expressando seus sentimentos, indo completamente contra o estereótipo dos finlandeses! haha… brincadeiras à parte, foi engraçadinho. Numa outra aula, também num 4º ano, eu estava explicando adjetivos e pedia que as crianças me dessem exemplos para checar se elas realmente haviam entendido. Por exemplo, o adjetivo “big” – explicava e pedia que elas dessem exemplos de coisa/animais/objetos que eram “big“. Prosseguindo a aula, chegamos em beautiful e eu pedi exemplos. As crianças diziam butterfly, cat, flowers… até que um menino levantou a mão, me olhou e disse “you“. Jamais esperaria isso de um aluno finlandês! hahaha…

De modo geral, tive uma experiência positiva com os alunos e gostei muito de ver como eles são extremamente independentes porque nenhum adulto os trata como se não fossem. Um exemplo é que eles têm computadores à disposição e acesso a impressora, que é desbloqueada para impressão. Ninguém precisa autorizar/aprovar a impressão que eles enviam e, algumas vezes, os professores nem estão próximos para ver o que eles estão imprimindo e o mais impressionante é que eles realmente imprimem somente o necessário. Num mundo ideal, este meu exemplo é muito bobo, mas no mundo real (pelo menos no Brasil), eu não imagino alunos pré-adolescentes usando um laboratório de informática com essa maturidade. Basta lembrar dos tempos que dava aula e levava meus alunos para usar o computador para praticar inglês e precisa ficar de olho para ter certeza que não estavam entrando em sites que não deviam ou acessando o Youtube. Sim, eu tinha que ter um par de olhos para cada aluno e isso era muito desgastante – não é como se eles não tivessem um celular com planos de dados para acessar o que eles quisessem fora do horário de aula. E falando em celular, a relação dos alunos com o aparelho era algo a ser notado. Não havia nenhuma política de uso de celular em sala de aula e eu não vi nenhum aluno, durante a aula, usando o aparelho, sendo que muitos deles nem traziam para sala e deixavam dentro da mochila no corredor. Quando o uso era permitido, para usar dicionários online, por exemplo, as crianças se limitavam a usar de acordo com a proposta da aula. Ou quando os professores utilizavam tablets, eles também se limitavam a acessar o site indicado para a aula. Mais uma vez, este deveria ser o comportamento normal, mas como não é o que eu vivia dando aula no Brasil, eu realmente encarei com surpresa.

Uso de tecnologia em aula

 Eu acredito que um bom professor é bom com ou sem tecnologia para ajudar na aula, mas tecnologia nenhuma vai transformar uma aula ruim numa aula boa. Porém, já estamos em 2017 e tecnologia faz e muito parte das nossas vidas e hoje em dia a escolha não é mais se a usamos ou não, mas como a usamos (Black Mirror feelings) e é claro que uma aula que já seria boa sem seu auxílio, pode ficar ainda melhor. A escola dá todo o suporte que o professor precisa para não perder tempo em aula, tirando o máximo da tecnologia. Em todas as salas de aula tem um computador, data show e lousa inteligente e isso facilita muito! Sem contar que em Oulu, todo o prédio público tem wifi gratuito e liberado. Os livros usados pela turma estão todos online, então o professor só precisa acessar o capítulo do dia e projetar na lousa. Os exercícios do livro são corrigidos de forma interativa na lousa também – eu fiquei com invejinha boa, porque mesmo dando aula numa escola caríssima de São Paulo, a gente estava muuuuito longe de ter toda essa tecnologia em sala – o que é muito vergonhoso! Além disso, a escola tem muitos tablets e qualquer atividade que o professor planejar e precisar de um por aluno, ele terá. Com toda essa facilidade, eu pude usar algumas plataformas online para praticar vocabulário e fazer revisão com alunos com toda a facilidade. É muito legal porque eles já nasceram nessa era touch screen, então se sentem muito à vontade com tudo isso e tiram muito proveito.

Sobre o inverno: você chega para a aula às 9h e ainda está escuro!
Sobre o inverno: você chega para a aula às 9h e ainda está escuro!

No próximo post continuarei falando do estágio… 🙂

ECM

Eu estudei na ECM e acabei meu curso, oficialmente, no começo de abril. Já falei um pouco da escola aqui e aqui e achei que seria interessante fazer uma última avaliação da instituição (mesmo com 2,5 meses de atraso). Lembrando que qualquer porcaria coisa que eu escrevi reflete apenas a minha experiência estudando lá entre julho de 2012 e abril de 2013 (o curso tem 6 meses de duração, mas eu pedi férias, por isso terminei apenas em abril).

Aulas

Eu frequentei as aulas até a primeira semana de janeiro, quando fui viajar e logo em seguida, comecei a trabalhar. Pedi férias, voltei uma semana em fevereiro, pedi férias de novo, e voltei para terminar no fim de março. Até janeiro eu ia de manhã e tinha aulas com a russa (leia os posts anteriores sobre a escola para saber minha opinião sobre ela), mas quando voltei para terminar, fui à tarde e o professor era da Irlanda do Norte, com um sotaque bem okay e um senso de humor meio sarcástico. Ele ensinava muitas expressões e corrigia pronúncia e entonação, o que achei muito bom. Mas eu sou pentelha, né? E logo no primeiro dia fiz umas duas perguntas que ele não soube responder (essa é para aqueles que acham que professores nativos são os melhores porque, uhnnn, eles são nativos – como se todos os brasileiros tivessem um português impecável). Na mesma semana ele deu exercícios do CAE de Cambridge e comentei que eu havia feito o exame e passado, o que ele ignorou completamente. Resumindo: ele não foi com minha cara. Semanas depois, quando voltei para terminar o curso, ele me olhou com cara de desdém “Qual é o seu nome mesmo?“. Como eu já estava pouco me lixando para o curso, ignorei. Fazia os exercícios todos que ele pedia e assim fui até o fim. Na verdade, nas últimas semanas eu faltei mais do que fui. Já sem paciência, decidi solicitar meu certificado de conclusão de curso pelo site, mesmo sabendo que ainda faltavam duas semanas paras terminar. Para minha surpresa, a escola o emitiu. Fiz as contas e vi que, realmente, faltavam duas semanas para completar o curso, isso contando com as semanas que, teoricamente, a escola disse que eu estava de férias e pelo jeito, não estava. Se considerar que realmente estava e que estas semanas deveriam ser contadas, aí ficariam faltando umas 4 A questão é que eu paguei por 25 semanas e não usufruí de todas elas. Só que do jeito que eu estava entediada e sem paciência, eu adorei esta “falha” da escola.

Tipo eu estudando inglês na Irlanda
Tipo eu estudando inglês na Irlanda

Estrutura

Sei que a ECM estava passando por uma série de mudanças. O último andar do prédio estava sendo reformado para abrigar mais salas de aula, mudaram a sala de computadores e a biblioteca, além do atendimento ao aluno. Ainda assim, até quando estudei lá, a escola estava muito desorganizada. Lista de alunos, frequência, enfim, a escola não conseguia lidar com a quantidade de alunos que tinha.

Atividades extra

A ECM continua promovendo muitas atividades extras (ainda hoje recebo newsletter) e todo tipo de coisa para o aluno se inserir culturalmente no idioma e no país e ter chance de praticar inglês. Se sua prioridade, de fato, é aprender inglês, a ECM te dará muitas oportunidades de praticá-lo fora de aula.

Brasileiros

Ainda havia muitos brasileiros quando terminei, mas uruguaios e venezuelanos estavam aparecendo aos montes também e relatos de amigos que frequentaram as aulas lá há até pouco tempo dão conta de ouvir muito mais espanhol na hora do intervalo no corredor do que português. Claro, você não acha que os alunos falam inglês o tempo todo, né?

Conclusão

Hoje penso que não deveria ter escolhido a ECM, mas não pela questão da qualidade, mas porque paguei por algo que não precisava. É do conhecimento de todos que há escolas aqui que estão mais para emissoras de vistos do que para instituições de ensino (a ECM não chega a esse ponto). Eu deveira ter escolhido a mais barata delas apenas para ficar legalmente no país, já que as aulas da ECM não melhoraram meu inglês em nada e não me auxiliaram nos exames de Cambridge. A maioria dos professores da escola são muito competentes e eu a recomendaria para quem quer aprender inglês, sim. A escola falhou demais na organização, mas sei de fontes confiáveis que estão se esforçando muito para melhorar sua estrutura e creio que a tendência é ficar melhor (porque pior do que estava também não dá, né?). A ECM é uma escola “meio-termo”, não é excelente, mas está longe de ser uma escolinha de inglês.

ECM College – Review

Leitor, este post está enorme. Sente-se confortavelmente e prepare um lanchinho antes de começar a lê-lo. 😉

Minhas aulas na ECM College começaram no dia 30 de julho. Esta foi minha 9ª semana de aula, já que perdi uma semana inteira quando comecei a trabalhar.

Antes de começar, gostaria de lembrar que tudo que escrevi aqui é baseado na minha experiência com a escola. Opinião é algo tão relativo, já que está relacionada com as experiências de vida que cada um já tem e com as expectativas criadas. Expectativas altas podem gerar grandes frustrações. Tudo na vida é relativo. Eu acho.

Estrutura

O prédio da escola é bem localizado no centro de Dublin, próximo a shoppings, restaurantes, estação de luas (trem de superfície de Dublin) e da Penneys (nunca, eu disse NUNCA, corte caminho para casa por esta loja…. será difícil não parar e dar uma olhadinha em alguma coisa!). Também fica próxima ao Spire, um dos pontos de encontro mais famosos da cidade.

Algumas salas são grandes, mas há salas bem pequenas também. Já tive aula em sala sem janelas, com aquecedor quebrado, com menos carteiras do que alunos e coisas assim. O lounge de alunos é bacana, com TV, sofá, máquina de café e computadores, mas acho pequeno para o tamanho da escola. Também há uma cozinha equipada com geladeira e micro-ondas para alunos e professores que precisem almoçar na escola ou queiram fazer um lanche.  Tem uma sala bem pequena que chamam de biblioteca, onde também tem alguns computadores que os alunos podem usar. Apesar de tudo, de modo geral, acho que as instalações são boas para aulas na maior parte do tempo.

ECM College
ECM College

Aulas

Eu sou professora (embora, atualmente, seja minder) e eu sei que o aluno baseará sua opinião sobre a instituição pelo professor. Estrutura conta muito, mas se as aulas não forem boas, de que adianta? Assim, o aluno irá dizer se a escola é boa ou não se baseando no professor que tem.

Minha primeira professora era péssima, a segunda é excelente, mas não me motiva, e a terceira era bacana, mas as aulas eram basicamente de conversação (leia-se ‘bate-papo’). Mais adiante, farei um resumo das minhas aulas e tudo isso ficará mais claro.

Atividades extras

Duas vezes por semana ocorrem aulas de conversação que duram 50 minutos. Às sextas-feiras, costumam passar algum filme e também há atividades extra-classe, como passeios a museus ou a alguma cidade próxima. Duas vezes por mês, a escola promove um encontro de alunos em algum pub. Recentemente, começaram as aulas-extra de gramática: toda sexta-feira, dois professores fazem plantão e os alunos podem ir tirar suas dúvidas. Admito que a única atividade da qual participei foi a visita ao pub mais antigo de Dublin. Me julguem!

Informações

A maioria das vezes que fui à recepção pedir informação, fui embora como cheguei: com dúvida. O cúmulo, para mim, foi na semana em que comecei a trabalhar e fui à escola perguntar se poderia pedir uma semana de férias e expliquei o motivo, informando que na semana seguinte eu estaria de volta. Como já era segunda-feira, a moça me informou que  não seria possível, pois as normas da escola diziam que eu deveria ter feito isto até a sexta anterior. Como eram normas, não discuti e entendi que ficaria com falta uma semana inteira. Ok. Só que não foi bem assim. Quando voltei, meu nome não estava na lista da turma e foi então que descobri que quando um aluno falta uma semana inteira, o sistema o coloca de férias automaticamente. Mas ninguém me explicou isso. Resumindo, conversei com o diretor, que incluiu meu nome na lista novamente e tudo se resolveu. A pergunta que ficou foi: por que a moça da recepção não me avisou isso quando eu fui à escola? Mistérios!

Brasileiros

Eu acho que já comentei aqui que Dublin é quase uma colônia brasileira, não contei? Entre 2011 e 2012, a quantidade de brasileiros aumentou bastante na escola. Quando eu comecei a pesquisar, acho que cerca de 40% dos alunos vinham de terras tupiniquins. Mas quando cheguei lá, percebi que esse número estava entre 80 e 85%, mesmo na minha turma do avançado. True story. Assim que cheguei, fiquei sabendo que a ECM havia fechado as vendas diretas para o Brasil, ou seja, não é mais possível comprar o curso direto com a escola, apenas por agências. Acho que isso foi feito para tentar diminuir o número de brasileiros, já que é fato que brasileiro reclama de escola que tem muito brasileiro. Nos últimos dias, notei que está aumentando a quantidade de venezuelanos e segundo minha professora, a ECM está começando a vender mais no oriente médio e Rússia, então, é provável que daqui alguns meses essa realidade brazuca mude. Só para constar, o diretor da escola e mais dois funcionários da recepção são do Brasil.

Resumo de minha vida de estudante

Nas minhas primeiras duas semanas, tive aula com uma professora irlandesa de 21 anos recém-formada. Ok, era uma nativa. Ok, tinha formação na área. Mas foram as piores aulas de inglês da minha vida. Eu achei o primeiro dia de aula um tédio sem fim. E também o segundo, o terceiro… Conversando com meus classmates da época, notei que o problema não era só comigo, ninguém estava gostando dela mesmo. Ela não tinha didática e não nos motivava de forma alguma. Alguém deve ter reclamado na direção, e na terceira semana mudaram de professor.

Lembro que cheguei atrasada na aula neste dia (dormi demais) e me deparei com uma um figura alta, magérrima, de cabelos claros e… russa! Achei interessante ter uma professora russa, já que ela não tinha sotaque nenhum, pelo menos nada que meus ouvidos de não-nativa percebessem.

As primeiras semanas com ela foram ótimas. Era evidente que ela preparava as aulas e se preocupava com as atividades que faríamos. Trazia exercícios dos exames de Cambridge e do IELTS, o que me deixou empolgada. Mas sabe aquela pessoa que nunca acha que está bom? Nunca elogia? Que faz parecer que você nunca vai chegar lá? Então. Eu dava aula numa escola que trabalha com o positive reinforcement, que explicando bem resumidamente, significa que sempre que um aluno fizer algo ‘certo’ ou o ‘esperado’, ele será elogiado e/ou terá seu feito reconhecido de alguma forma, mas quando ele falhar, isso será ignorado. Isto motiva o aluno. Mas ela não sabe disso. Basicamente, eu diria que é uma excelente professora, sem dúvidas, mas ela desmotiva por assumir esta postura. Ser exigente é ótimo, mas acho muito importante saber reconhecer quando seus alunos mostram progresso, mesmo que eles ainda tenham muito a melhorar.

Ela ainda é minha professora, mas na última semana estava de férias e foi substituída por uma espanhola sem sotaque nenhum! Acreditem, falantes de espanhol sempre têm um sotaque fácil de se notar, mas ela não! Bem, as aulas foram basicamente bate-papos baseados no conteúdo livro (ou não) e alguns exercícios. Gostei dela.

Bia, a aluna

Eu sou professora de inglês. Leia-se não vim para Irlanda para aprender. Obviamente, sempre posso melhorar e aproveito as aulas para praticar gramática e adquirir vocabulário específico, mas não é o caso de aprender mais. Dois meses de aula e já estou entediada. É maçante ir para a escola 4 vezes por semana e ter 4h de aula por dia quando você já sabe algo. Não é desafiador. Mas não posso culpar a escola, eu que deveria ter comprado um curso preparatório para Cambridge (se eu fosse um pouco mais ryca, digo). Eu não participo de atividades extras e, honestamente, não tenho interesse, mas para todos que precisam, a escola oferece oportunidade de praticar e aprender mais inglês. Não sou a aluna exemplo. #prontofalei

Fico tão feliz em ir para a escola como a menininha da foto!
Fico tão feliz em ir para a escola como a menininha da foto!

Conclusão

A ECM é uma boa escola? Eu recomendaria? Eu sempre digo que cada um é responsável pelo próprio aprendizado. A ECM tem professores muito bons, mas sei que alguns são criticados pelos alunos. Independente disso, todos somos adultos e, teoricamente, estamos aqui para aprender inglês. Quem vai a aula, estuda em casa e sabe aproveitar tudo que a escola oferece, vai sim aprender. Eu já cheguei na Irlanda falando inglês, então é um pouco difícil julgar a escola neste ponto. De modo geral, daria nota 7.