Agências – Parte 1

Neste post eu vou contar mais sobre como foi escolher a agência e as vantagens e desvantagens de cada uma que visitei (lembrando que este texto reflete minha opinião e experiência com cada uma das agências e não a verdade universal, ok?).

EF
Quando decidi começar a pesquisar agências, a EF foi a primeira que visitei por uma simples questão de logística: fica perto do lugar que trabalho. O atendimento foi bom e é uma das agências tops do mercado. Mas o programa é bem diferente: a EF tem escola e acomodações próprias, o que para alguns pode ser bom, mas para mim foi ponto negativo. Isso pode significar mais segurança, mas para mim pareceu uma corrente me prendendo a agência por todo tempo de intercâmbio. Como eu já teria que sair do Brasil com os 6 meses de acomodação pagos, o valor total do pacote ficou bem acima da média e muito acima do meu budget do que meu cofrinho suportava.
Vantagens: máximo de 8% de brasileiros por turma, sair do Brasil com tudo reservado
Desvantagens: não poder escolher outra escola além da EF, preço acima do mercado

Oink oink

Experimento
Como vocês já estão carecas de saber, eu já fui au pair e fui pela Experimento. Foi tudo perfeito! Tive todo apoio e suporte da agência no Brasil e a recomendaria para qualquer um que deseja fazer intercâmbio. Mas a Experimento é uma das mais tops e antigas agências de intercâmbio e por prezar pela qualidade e não pelo preço, ela só trabalha com as escolas mais conceituadas na Irlanda e um curso de inglês de 6 meses de duração não sairia por menos de R$ 10.000,00 (fora outras despesas).  Frustrada por não poder fechar com uma agência que confio, continuei minha busca pela batida agência perfeita…
Vantagens: credibilidade, qualidade, lojas em vários estados do Brasil
Desvantagens: preço acima do mercado

STW
Eu só conheci a STW depois que escolhi a ECM College. Fiz uma busca no Google por agências que tinham parceria com a escola e cheguei no site da STW. Preenchi um formulário com meus dados e no dia seguinte uma representante entrou em contato comigo. Foi muito simpática e eu realmente gostei deles. Ok. Mas a agência tem apenas uma loja em Florianópolis e eu teria que fazer tudo pela internet/telefone. E disso eu não gostei. Descartei a agência basicamente por este motivo, porque eu gosto de ir na loja e conversar pessoalmente, tirar minhas dúvidas e coisas do tipo. Para alguns isso pode ser irrelevante, mas para mim é essencial.
Vantagens: atendimento, suporte em Dublin
Desvantagens: não ter loja na cidade que moro

E a busca não acaba por aqui…

Publicidade

Do planejamento à realidade

Depois de uma maratona de visitas à agências (7, no total) e muita pesquisa, finalmente comprei o curso de inglês. Cheguei a negociar diretamente com a ECM College, mas além de o atendimento ter deixado muito a desejar (mas não se preocupem, o representante que tratou comigo saiu da escola e o pessoal que está por lá agora parece ser bem mais atencioso), estava mais em conta fechar diretamente com a agência. A escola já havia aumentado os valores para 2012, mas a agência ainda não.

E a pergunta que não quer calar: fechar diretamente com escola ou ir por agência?
Como eu sempre digo, é tudo relativo e creio que há vantagens e desvantagens em ambas. Normalmente, os intercambistas que escolhem fechar diretamente com a escola o fazem por causa do preço. A agência não passa de uma intermediária entre você e a escola e faz um trabalho que você mesmo pode fazer. Como disse, escolhi a agência pela questão de preço e também porque concluí que se algo acontecer por lá, eu tenho quem “processar” aqui no Brasil. Eu sei que no contrato está escrito que a agência não se responsabiliza pelas ações de terceiros contratados, mas a gente sabe que no fim das contas a história não é bem assim.
Quem fecha com a agência tem quem faça todo o trabalho sujo (e chato) de providenciar a matrícula com a escola ou cotar passagens aéreas, por exemplo, além de receber uma orientação pré-embarque (creio que todas oferecem esse serviço). Já quem fecha diretamente com a escola, normalmente se beneficia com preços mais baixos (o que não foi meu caso) , por exemplo.

Pacote fechado, os próximos passos são comprar a passagem (estou decidindo entre KLM e Ibéria), comprar o seguro saúde e os 3 mil euros. Eh, agora a “coisa” está ganhando forma.

Escolas

Você já está com seu passaporte na mão e decidiu que seu destino é a terra dos leprechauns.
Para fazer o intercâmbio como estudante, além de escolher a escola ainda no Brasil, é preciso já sair do país com a matrícula feita e tudo pago. Mas como escolher a melhor instituição com o Oceano Atlântico nos separando da Ilha Esmeralda?

Pesquisa. Pesquisa. E mais pesquisa. Pesquisar nunca é demais num intercâmbio. Há várias escolas na Irlanda que oferecem curso de inglês para estrangeiros e, novamente, seu objetivo e extrato da conta corrente são variáveis importantes para decidir em qual escola se matricular.

Eu escolhi a ECM College por dois motivos. O primeiro, sem dúvida, foi o valor. É considerada uma escola low budget (ou seja, não está entre as tops), porém não é uma das mais baratas. É importante ter em mente que quando se escolhe pagar pouco por um serviço, estamos abrindo mão de qualidade também. Não estou dizendo que escolas baratas não prestam, mas as Kaplans da vida não são caras sem razão.
O segundo motivo foi a escola afirmar que seus cursos são preparados com base nos exames de Cambridge (lembra que eu contei que quero tirar o certificado?). Claro que o curso regular de inglês não é um preparatório para o exame em si (a escola oferece cursos específicos), mas já é uma maneira de focar mais no meu objetivo.

Na sua pesquisa você encontrará escolas com preços muito altos e muito baixos e precisa estar ciente de que preço, de alguma forma, é sim critério de qualidade. Algumas escolas vendem seu curso pela qualidade de ensino e outras tentam atrair o estudante pelo preço. É preciso ter em mente que aquelas que querem te atrair pelo preço, provavelmente, estão abrindo mão de alguma coisa. O que não quer dizer que sejam ruins, mas, provavelmente, não são as melhores. Honestamente, se eu não tivesse achado uma escola que trabalha com Cambridge, eu provavelmente fecharia com a mais barata. E só faria isso porque meu objetivo não é aprender inglês e, assim, a escola funcionaria como um meio de obter o visto (mas é óbvio que eu iria estudar também).

Claro que penso que mesmo escolhendo uma escola mais em conta é possível aprender inglês, pois você estudará 15 horas por semana e precisará falar inglês para ir ao mercado, pegar ônibus ou pedir informação e se tiver o bom senso de se enturmar com pessoas que não falam português, ainda poderá praticar mais e melhorar a fluência (nada contra brasileiros, mas sair do Brasil pra ficar falando português o tempo todo não é a coisa mais sensata – e ainda vai te custar caro). Nós precisamos nos responsabilizar pelo nosso aprendizado também.

E como pesquisar? Bem, na era da internet não há nada que escape ao Google. Leia blogs de pessoas que já estão na Irlanda, entre nos sites das escolas e cheque o que elas oferecem, mande emails para os representantes com suas dúvidas (muitas escolas têm representantes brasileiros, caso seu inglês não esteja bom o suficiente), procure nas redes sociais pessoas que já estão lá (como a DublinBr) e junte as informações que conseguir.

Não fechei com a escola ainda, pois preciso organizar algumas áreas da minha vida antes, digamos assim. Lembre-se que um intercâmbio deve ser sempre muito bem planejado!

Destinos

Agora que você já tem seu passaporte e já decidiu que vai mesmo cortar o cordão umbilical com a pátria amada, precisa decidir para onde vai. Via de regra, quem se aventura em outro país vai estudar e/ou afiar a língua no idioma do país de destino. No caso do inglês, as opções de programas e países não faltam: Estados Unidos, Canadá, Austrália, Nova Zelândia, Inglaterra, Irlanda e até a África do Sul! Ufa! Então, como escolher o melhor destino?

Situação 1: Au Pair na Terra do Tio Sam

Saudade da vida de au poor, digo, au pair!

O programa casava com o objetivo de ter experiência no exterior e melhorar o inglês convivendo com nativos. Mas o que mais pesou mesmo na escolha foi o preço camarada. Au Pair é uma das maneiras mais baratas de se fazer intercâmbio, além de ser um programa reconhecido pelo governo americano. Na escolha também pesou o país, Estados Unidos, e o fato de eu ter o perfil exigido, como ter experiência com crianças e, de fato,  gostar dos pequenos. E claro, eu já estava com o emprego garantido.

Situação 2: Estudar na Ilha Esmeralda

Dessa vez, a ideia é passar um tempo na Europa, recuperar minha fluência e estudar para obter um certificado. Mas claro, eu preciso de trabalho para me manter. No Velho Mundo, o único país que permite estudar e trabalhar é a Irlanda. Os gastos serão bem maiores do que com os de Au Pair, mas ainda assim é um programa barato pelo o que oferece.

Na hora de decidir, é preciso levar em conta algumas variáveis. Quanto tempo se quer passar no exterior? Quem só pode ficar um mês fora, por exemplo, normalmente escolhe o Canadá. Já quem decide ser Au Pair vai passar um ano longe de casa.
Qual é o objetivo? Se for pela experiência, há programas de trabalho temporário que não focam muito nos estudos, mas se for necessário ter educação formal, esse tipo já não seria o ideal.
Quanto se pode gastar? Isso também determina se vai ficar um mês ou um ano. Planejamento financeiro é essencial.

Escolhido o país, não se esqueça de pesquisar suas peculiaridades. Você não vai querer cair de para-quedas num lugar totalmente desconhecido, certo? Mas também não precisa chegar lá sabendo de tudo, senão perde toda a “emoção” das pequenas descobertas do dia a dia. 😉

Passaporte

Umas das primeiras coisas que quem pensa em fazer um intercâmbio precisa providenciar é o passaporte.
Eu tirei meu primeiro passaporte em 2007, 11 meses antes de viajar para os EUA. Naquela época, era só pagar a taxa, juntar os documentos e comparecer à Polícia Federal. Quem lembra quando surgiu o novo modelo de passaporte que acabou causando aquelas filas imensas do lado de fora do prédio da PF? Tinha até gente dormindo na fila para garantir um lugar ou pagando para ficar entre os primeiros. Pois é, eu fui logo depois desse período e, felizmente, não demorei mais que 4 horas entre pegar fila e passar por todo processo.

Hoje o processo está um pouco diferente e podemos agendar a data pela internet. O lado bom é não ter que esperar numa fila; o lado ruim é nem sempre conseguir a data que deseja, já que o sistema libera os horários aos poucos.

O passaporte tem validade de 5 anos, o que significa que já está quase na hora de renovar o meu.

O primeiro passo é acessar o site da Polícia Federal e fazer um cadastro. Em seguida, um boleto (GRU) no valor de aproximadamente R$ 156,00 é emitido. Pode ser pago em qualquer banco ou pela internet.

Em São Paulo, há vários postos da PF onde o processo pode ser agendado. Ao realizar o agendamento, você receberá um número de protocolo e com ele poderá alterar a data até duas vezes. Se precisar reagendar depois disso ou já tiver passado 3 meses após o pagamento da taxa, será necessário refazer o cadastro e gerar outro protocolo. Mas não se preocupe, você tem 5 anos para poder tirar seu passaporte depois do pagamento da taxa.

Feito tudo isso, basta comparecer ao posto escolhido com o original de algum documento de identidade com foto (RG, CNH, passaporte anterior etc), título de eleitor e o comprovante de que votou nas últimas eleições (ou que justificou); comprovante de quitação com o serviço militar para os rapazes, comprovante do pagamento da taxa, passaporte anterior (se tiver) e o CPF. Para informações mais detalhadas, clique aqui.
Ah, não é necessário levar foto, já que é tirada na hora. Portanto, não se esqueça de usar um bom perfume! 😉

O passaporte fica pronto em poucos dias e você receberá uma mensagem por email avisando quando pode retirá-lo.

Meu passaporte vence em agosto, mas já paguei a taxa. Meu problema está sendo com o agendamento. Como disse, o sistema libera aos poucos e, normalmente, são datas próximas. Como quero deixar para renovar entre março e abril, preciso esperar.
E por que você pagou a taxa tão cedo, então? Oras, eu pretendia viajar logo no início deste ano e já teria que ir com o passaporte renovado, mesmo tendo outro ainda válido. Para entrar na Irlanda, o passaporte precisa estar válido por todo período que se pretende ficar lá.

Estou torcendo para não ter o passaporte antigo retido. Cada visto, uma lembrança…