A louca das blueberries

O mirtilo, nome em português da blueberry, é uma frutinha pequenina com uma cor mais pra roxo do que para o azul. Costuma crescer em lugares com temperaturas mais amenas, por isto não é comum no Brasil, e quando achamos para comprar, geralmente em mercado mais “chiques” ou mercadões, é bem cara.

Mirtilos/Blueberries/Mustikka
Mirtilos/Blueberries/Mustikka na minha janela 🙂

A primeira vez que experimentei as frutinhas foi nos Estados Unidos – a hostfamily comprava caixinhas de mirtilos e eu só não comia tudo sozinha por vergonha e, claro, educação. Desde então, foi só amor por esta frutinha. Voltei a comer com certa regularidade quando fui para a Irlanda, já que lá não era tão difícil de se achar.

E chegamos na Finlândia. No ano passado, pelo o que me dizem, o verão não foi assim tão bom e quando cheguei, já no final de agosto, não vi muitas blueberries. Mas o verão de 2016 foi bem quente (entenda: chegou a 26 graus) e de alguma forma isto influencia nas frutinhas. Somando a isso o fato que voltei para cá no início de agosto, eu só via mirtilos em todo lugar!

Arbustos de mirtilos
Arbustos de mirtilos

Como vocês sabem, Oulu é um grande parque! Árvores, mato, esquilos, lebres, pássaros, rios e lagos em todo o lugar. Não é necessário andar muito para se sentir no meio da natureza e os mirtilos crescem em todo lugar também. São arbustos baixos e é muito fácil reconhecê-los porque as folhas são “pintadinhas”. Voltei quase um mês antes das minhas aulas começarem e pensei “começo a escrever minha tese ou curto o verão?”. Acho que a resposta é tão óbvia que eu não preciso dizer que passei a ir colher mirtilos quase todos os dias.

Picking berries
Picking berries

E o que fazer com tantos e tantos mirtilos? Aí começa a fazer sentido o título do post, porque muito mais legal do que simplesmente comer as frutinhas, foi testar mil receitas com elas!

Comecei com o básico… fazendo um bolo.

O segredo é passar os mirtilos na farinha antes para não afundarem!
O segredo é passar os mirtilos na farinha antes para não afundarem!

E já que eu sei fazer panquecas americanas, pensei “Por que não colocar blueberries?”. Foi uma excelente ideia.

Panqueca com blueberries
Panqueca com blueberries

E descobri que blueberry com banana, numa vitamina, é uma combinação perfeita, além de ter uma cor muito bonita. O suco de blueberry com uva verde é uma delícia também.

<3

 Tinha um pedaço de queijo brie na geladeira. Resolvi jogar syrup por cima, encher de blueberries e deixar alguns minutos no forno. Di-vi-no!

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E blueberry na tapioca? Pode. Lembrando que não tem tapioca por aqui, eu trouxe do Brasil mesmo. 🙂

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Mingau de aveia de maça com canela. O que poderia deixá-lo melhor?

Mirtilos!
Mirtilos!

E uma típica torta de blueberry? Desta vez eu só colhi as frutinhas, a M. que fez. Deliciosa!

Nhommm...
Nhommm…

E até tentamos fazer docinhos de mirtilo, substituindo o coco do beijinho pela frutinha, mas não deu muito certo… Quer dizer, não deu ponto de enrolar, pois a blueberry é ácida e solta muito líquido, mas depois de frio ficou parecendo uma ambrosia e comemos, claro. Estava gostoso do mesmo jeito!

A receita que deu errado, mas deu certo
A receita que deu errado, mas deu certo

E como não queria limitar minha imaginação culinárias com os mirtilos apenas para o verão, congelei alguns potinhos para continuar usando no inverno. É claro que no verão é possível achar a fruta fresca no mercado e no inverno podemos recorrer as que já vem congeladas, mas para mim a graça toda é colher (mesmo que isso demore, pois a fruta é minúscula e vai um tempo para conseguir encher um pote) e transformar aquilo em algo gostoso… ou apenas jogar no cereal com leite.

Fiquei conhecida como “a louca das blueberries”, mas onde mais vou poder colhê-las fresquinhas? Aproveitei bastante e sei que daqui alguns anos terei boas lembranças deste hábito finlandês. 🙂

Verão em Oulu

O auge do verão já havia passado quando retornei a Oulu, mas ainda consegui pegar o finalzinho da estação e aproveitar para fazer algumas atividades que só acontecem nesta época.

Sauna no Rio

Já faz alguns anos que no verão funciona a sauna flutuante no Rio de Tuira, próximo ao centro da cidade. Fui apenas uma vez no ano passado e achei sensacional.

Sauna flutuante
Sauna flutuante

Este ano tive a oportunidade de ir duas vezes e eu não posso deixar de recomendar a experiência se alguém um dia resolver conhecer a Finlândia no verão. A sauna de Tuira tem capacidade para até 20 pessoas, a entrada custa 5 euros e não há limite de tempo de permanência.  A sauna é de madeira e a ideia é que após alguns minutos de sauna a pessoa saia e entre no rio, que mesmo sendo verão, já está bem gelado. Os mais corajosos pulam; os mais cautelosos descem as escadas e entram no rio; a Bia só observa. Eu não sei nadar muito bem, então é fora de cogitação mergulhar e descer as escadas aos poucos não encoraja muito, então só entrei a até a altura da cintura! De qualquer forma, é uma ótima experiência para entender um pouco mais da cultura finlandesa.

Campeonato de Air Guitar

Talvez você não saiba, mas Oulu sedia o Campeonato Mundial de Air Guitar há alguns anos. Bem, talvez você bem saiba o que é isso, então vou explicar: é um campeonato em que os participantes tocam guitarra sem ter uma guitarra! Basicamente, ficam no palco por um minuto fingindo tocar guitarra, portanto, a performance e o carisma são muito importantes. Normalmente, este tipo de evento não me chamaria a atenção – tanto é que não fui no ano passado -, mas como sou aluna tutora este este, resolvemos fazer um tour pelo centro da cidade com os novos alunos e terminar assistindo o evento.

Air Guitar Championship
Air Guitar Championship

O mais engraçado é que eu curti! O evento acontece na praça principal da cidade, Rotuaari, e é gratuito. A praça estava cheia, mas não é muito grande, então estamos falando de apenas alguns poucos milhares de pessoas assistindo – mas em Oulu isto significa muita gente. Como tudo aconteceu em inglês, ficou ainda mais fácil de entender o que estava rolando e, sinceramente, nunca tinha visto Oulu tão movimentada como naquele dia. E este é o tipo de evento que só pode acontecer mesmo nesta época do ano, afinal, quem iria aguentar ficar horas a céu aberto vendo um campeonato? Não que estivesse calor, mas as temperaturas ainda passam dos 10 graus nesta época. 🙂

Café no castelo de Oulu

Sim, Oulu tem um castelo. Ou tinha. O castelo de madeira foi construído no final do século 16 próximo ou Rio Oulu, no local onde muito provavelmente havia outro castelo no século 14. No século 18, o castelo foi destruído por um incêndio causado pelos russos. Aí o que você faz com as ruínas de um castelo? Constrói um café, claro. Hoje, no local, é possível visitar as ruínas de uma das torres do castelo original e em cima delas há uma café feito de madeira em forma de castelo.

Oulu castle

É um prédio bem interessante e aconchegante e do último andar há uma bela vista do parque. É um passeio de verão porque o local só abre nesta época, normalmente entre 1º de maio de 15 de setembro.

Uma representação de como era o castelo que havia no local
Uma representação de como era o castelo que havia no local

Parques

Sabendo como o inverno é escuro e frio por aqui, o melhor a se fazer é aproveitar sempre que possível para andar nos parques da cidade ou apenas abrir a porta de casa e sair andando, o que essencialmente é estar num parque – com exceção do centro, a cidade toda parece um grande parque com casas.

Este é o parque em frente ao castelo de Oulu.

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E este é um parque no centro da cidade, próximo da barragem do rio. À noite, há luzes no rio e é lindo.

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E isto pode parecer uma pista de corrida em um parque, mas é só a avenida da universidade mesmo. Como disse, a gente abre a porta de casa aqui e já está no parque.

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Quando se mora num país de extremos, ficamos impressionados como tudo pode ser muito diferente no verão ou no inverno. Apesar da alegria do tempo relativamente bom, eu não conseguia tirar da cabeça que em alguns poucos meses tudo estaria branco, frio e escuro e eu só estou no meu segundo ano aqui! Fico imaginando como ficam as pessoas que, de fato, moram por aqui desde que nasceram – é mais fácil ou mais difícil lidar com estes extremos?

De qualquer forma, posso dizer que aproveitei ao máximo o restinho de verão e já sinto saudade dele mesmo antes da primeira neve ter caído!

De volta a Oulu

Fim das férias no Brasil, hora de retornar a Oulu. Confesso que nos quase 3 meses que fiquei fora da cidade não senti exatamente saudade. Não me leve à mal, apesar de Oulu ser pequena e pacata, é uma cidade linda e que oferece uma super qualidade de vida, mas não deu tempo de sentir falta. Ainda mais se você pensar que no verão não escurece e o sol da meia-noite é realmente um fato por aqui – e eu já não conseguia dormir em maio por conta disso, estaria puxando os cabelos se tivesse passado o verão na cidade. São Paulo me deixou dormir.

Retornei no início de agosto somente porque os preços de passagem estavam melhores, senão teria deixado para o fim do mês mesmo. Foram 11 horas sem dormir até Paris (porque eu resolvi ver 3 filmes) pela AirFrance, que eu achei bem se comparada com a KLM, outras 2 horas até Helsinki pela Finnair e quase 8 horas de trem até Oulu. Vamos falar do trem. Eu escolhi esta opção porque trouxe uma mala de 32kg, dos quais metade era comida, e num voo doméstico o limite é 23kg enquanto no trem ninguém checa nada. Escolhi um trem que chegaria às 23h, pois assim poderia pegar o ônibus às 23h25 e ir para casa. Todas as vezes que usei o trem, o horário de chegada foi bem pontual, mas é claro que desta vez ele atrasou quase 1 hora. Perdi o ônibus que pretendia pegar e o último vinha só 1h25. Depois de 30 horas de viagem quase sem dormir, eu estava me sentindo um farrapo humano e sem disposição pra ficar 1h30 esperando ônibus. Conclusão: o ticket de Helsinki a Oulu custou 29 euros e o táxi da estação de trem até minha casa (uns 7km) custou 25 – isto porque eu pechinchei, o taxista queria 35.

Não estranhei nada no retorno, apenas a paisagem muito verde. A maior parte do tempo que morei na cidade ela estava coberta de neve e embora já fosse primavera quando fui embora, as árvores ainda estavam sem folhas e as flores não estavam nascendo. Foi meio que um choque ver Oulu tão tão tão verdinha!

Tudo verde!
Tudo verde!

Mas nem tudo são flores…

O PSOAS está trocando o sistema hidráulico dos banheiros do meu prédio, ou seja, desde que cheguei não posso usar meu banheiro e preciso usar o de uso comum e tomar banho na sauna. No começo foi bem ruim, mas depois de quase 2 meses a gente acostuma.

O verão aqui não é exatamente quente, mas o que tem de insetos! Embora eu tenha voltado já na reta final da estação, ainda pude sentir na pele, literalmente. Os pernilongos daqui são mutantes, deixam os de São Paulo no chinelo! Além de enormes, eles picam por cima da roupa e dói! Apesar disso, eles nem foram meu maior problema. Assim que cheguei fui picada por algum inseto até hoje não identificado e a picada inchou absurdamente, ficou vermelha, dura e quente. Fiquei assustada e fui ver o médico, que não sabia o que tinha me picado, mas ficou com medo que pudesse ter sido um carrapato que transmite a doença de Lyme. Saí do hospital mais assustada ainda e com a receita de uma pomada para aliviar as picadas. Voltei ao hospital uma semana depois e como as picadas não continuaram crescendo, a médica eliminou a suspeita da doença. As picadas só foram se curar de vez mais de duas semanas depois. Ainda tenho as marquinhas no braço, como se fossem cicatrizes das feridas da catapora.

Nos dias mais quentes desde que voltei fez 20 graus e como as casas são projetadas para o frio, fica realmente quente dentro. Eu nunca vi ar condicionado aqui e nem ventilador, então a solução era mesmo abrir as janelas e lidar com os insetos.

No fim das contas, é bom estar de volta e poder andar de bicicleta, correr em volta do lago, usar a sauna e viver por mais uns meses numa cidade tranquila, sem correria e muito segura! Sei que um dia vou sentir saudade de tudo isso! 🙂

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Começando as férias de verão

Eu gosto de viajar, acho que já notaram. Ao contrário do que muita gente pensa, eu não estou nadando em dinheiro e, portanto, viajo. Eu economizo muito no dia-a-dia e também nas viagens, consequentemente, viajo.

E mesmo com o euro que há até não muito tempo andava na casa dos 4 reais, eu achei muito justo iniciar minha férias de verão da universidade viajando por lugares da Europa por onde ainda não havia passado. E eu só consegui fazer a viagem porque (1) como já contei no blog, eu levo uma vida bem econômica em Oulu, (2) eu consegui alguns euros fazendo uns “bicos” e (3) eu escolhi um destino barato. Como eu sempre digo, eu não escolho para onde quero ir e aí pesquiso preços; eu pesquiso preços e quando acho valores bons para algum lugar onde nunca estive, viajo.

A ideia inicial era voltar a Portugal, aquele país lindo de povo charmoso e comida maravilhosa, mas por ironias da vida, era exatamente o destino mais caro para ir a partir da Finlândia! Até chegar na Grécia era mais barato (país que ainda não visitei). Seguindo a lógica dos destinos mais em conta, achei justo voltar ao Leste Europeu, já que eu amei mesmo visitar a Polônia e poderia conhecer mais da região. E assim fui parar na deslumbrante Budapeste, capital da Hungria, onde fiquei 4 dias e de lá, iria seguir direto para Praga, capital da República Tcheca. Mas analisando o mapa e pesquisando muito no Google vi que Bratislava, capital da pequena Eslováquia e cenário do medonho filme “O Albergue”, ficava no meio do caminho e era bem viável para se fazer uma rápida visita. Então, depois dos 4 dias em Budapeste, rumamos para um dia em Bratislava e, finalmente, terminamos a viagem com outros 3 dias na ensolarada Praga. I regret nothing! 🙂

A viagem foi relativamente barata porque viajei no início da temporada de verão (final de maio), mas com temperaturas já bem agradáveis para fugir do frio finlandês. Chequei todos os destinos possíveis e constatei que chegar na Hungria e voltar da República Tcheca era a opção mais barata, além de, claro, os países serem relativamente baratos em relação a outros países europeus. Viena, capital da Áustria, fica na mesma região e os viajantes costumam parar para visitar a cidade também. Eu não a inclui no roteiro porque Viena é uma cidade que merece 3-4 dias, pelo menos, e eu não tinha todos estes dias disponíveis e o que pesou mais mesmo é que não é uma cidade barata e o orçamento não daria conta. Fica para a próxima!

A despedida de Oulu

Os dias já estavam ficando mais quentes e agradáveis, a natureza mais viva e bonita, mas minhas noites de sono inexistentes: não tinha mais noite e muito menos sono. Fiz as malas muito feliz – afinal, eu sabia que voltaria para a pequena Oulu ainda e não tinha o menor clima de despedida. Segui para Helsinki de ônibus, aquelas 8h de viagem que já estou acostumada. Cheguei à meia-noite, passei algumas horas na rodoviária, segui para a estação de trem e finalmente cheguei no aeroporto. Não foi uma boa noite de sono, mas é como sempre digo: você escolhe conforto ou preço e eu, por enquanto, ainda não posso me dar ao luxo de pagar o preço do conforto. Meu voo da Finnair saiu no horário e pouco mais de 2h depois, cheguei na nublada Budapeste.

Spoiler: Budapeste é linda!
Spoiler: Budapeste é linda!

FAQ – Mestrado

Amigos e conhecidos sempre me fazem muitas perguntas sobre o mestrado e acredito que os leitores do blog talvez se perguntem algumas coisas também. Muitas das respostas deste post estão aí espalhadas pelo blog, mas como também recebo emails com dúvidas, achei que seria interessante juntar tudo em uma postagem só.

1. Você foi para a Finlândia pela USP?
Não. Eu me formei na USP (Letras Português/Inglês – Bacharelado e Licenciatura), mas quando finalmente terminei a Licenciatura (em 2014), perdi todo vínculo que tinha com a universidade. A USP não intermediou o processo e muito menos foi a USP que “me mandou” para a Finlândia. Eu fiz tudo por conta própria.

2. Você está na Finlândia pelo Ciência sem Fronteiras?
Apesar de eu já ter ficado sabendo de um caso ou outro de pessoas que foram para o exterior e que são da área de Humanas, o programa não costuma contemplar quem é desta área. Não estou muito informada de como o programa funcionava em detalhes, mas sei que geralmente alunos de graduação que tinham o direito de participar. Eu me inscrevi no mestrado integral no exterior, acho que o programa não contemplava isso. Ou seja, mais uma vez, fiz tudo por conta própria.

3. Você está estudando fora com bolsa, né?
Não, eu estudo fora com minha economias. Eu não tinha nenhum vínculo com nenhuma universidade brasileira e, quando pesquisei, vi que não havia nenhum programa para bolsas de mestrado no exterior. Geralmente tem bolsa quem faz doutorado integral ou sanduíche ou participa de programas de bolsa. Não foi meu caso. Novamente, fiz tudo por conta e dinheiro próprios.

4. Você fala finlandês?
Não! Eu cheguei a fazer curso de finlandês, mas acabei desistindo. É uma língua muito complicadinha, soa feia aos ouvidos (pelo menos, aos meus), é falada apenas na Finlândia e não tinha nenhuma utilidade prática na minha vida. Eu estava muito ocupada com o mestrado e outros projetos e resolvi desistir de aprender o idioma. Eu apenas consideraria aprender se eu resolvesse morar no país depois de me formar – e este não é o caso. Só sei o básico do básico e consigo ler receitas e embalagens de alimento com certa facilidade.

5. Mas então todo mundo fala inglês?
O nível de fluência em inglês dos finlandeses, em geral, é muito bom, embora eles sejam muito tímidos e vão se negar a admitir isso. Eu nunca fui para o interiorzão da Finlândia, mas em Helsinki e em Oulu, consigo me virar tranquilamente falando apenas inglês. Em todo lugar que eu vou, sempre vai ter alguém que se comunique bem no idioma e vai poder me atender ou me ajudar.

6. E o frio?
Faz muito frio no inverno mesmo, sendo difícil ter temperatura acima de 0 entre dezembro e março. Mas tudo é muito preparado para ele e você não sentirá frio se estiver dentro de casa e se sair bem agasalhado. Em Oulu o tempo é seco e quase não venta, então a sensação térmica fica ali com o número que aparece no termômetro. Além disso, ninguém fica na rua mais que o necessário quando a temperatura baixa para os -20 graus. O frio não é nada comparado a escuridão, essa sim assusta.

7. O que você vai fazer quando terminar o mestrado?
Não me levem à mal, mas eu detesto quando me perguntam isso. Já estou morando fora fazendo um mestrado, não estou? Isso já mostra que eu me planejei bem antes de ir e tenho a “vida planejada” pelos 2 anos que ele vai durar. O que vou fazer depois, fica pra depois, certo? Como diria a Mafalda, a vida não é um fluxograma que eu preciso seguir etapa por etapa numa determinada ordem. Não decidi ainda o que quero fazer em seguida. Obrigada.

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8. E vai fazer doutorado quando terminar?
Eu nem escrevi minha tese e já estou em pânico, acham mesmo que estou pensando em fazer doutorado tão cedo? Não sei nem se quero continuar na vida acadêmica.

9. Por que você escolheu a Finlândia?
Eu não escolhi a Finlândia. Eu achei um curso de mestrado que parecia estar dentro do meu perfil e que, por ser gratuito, era um objetivo possível para mim. Se achasse algo nas mesmas condições na Hungria (ou qualquer outro país), eu estaria lá.

10. Você está gostando do mestrado?
Leia este post, este e este.

Estas são as 10 perguntas que mais são feitas para mim em relação ao mestrado. Se faltou alguma que você está curioso para saber, pode deixar nos comentários.