Conversando com o diretor – Parte 2

A conversa com o diretor foi longa e muito produtiva e com certeza foi mais uma peça para entender o quebra-cabeça da educação finlandesa – não que o sistema seja confuso, mas para nós, brasileiros é tão diferente e cada aspecto que eu “desvendo” vai completando o desenho desse quebra-cabeça.

Crise na Finlândia

Nós também abordamos a recessão no país e seu impacto na educação. Houve sim corte em educação por parte do governo e cabe ao diretor de cada escola “se virar” com o orçamento reduzido. Como não há muito no que se mexer em questão de aluguel e prestação de serviços (restaurante, limpeza etc), o corte acaba sendo em folha de pagamento, ou seja, professores, já que 80% dos gastos da escola é com o salário deles. Com um orçamento menor, a escola acaba dispensando auxiliares de classe, professores especiais ou aumentando o número de alunos por turma. Um exemplo são as aulas de inglês, que é dada por professor especialista. Por ser considerado que é uma disciplina mais desafiadora, a turma costuma ser dividida em duas e cada grupo tem a aula em um horário – por exemplo, a turma A tem aula às 9h da manhã enquanto a turma B, às 14h. Numa situação de contenção de gastos, essa divisão acaba reduzida ou não mais ocorrendo. Os alunos têm duas aulas de 45 minutos de inglês por semana, sendo que uma delas é a turma toda e a outra, a turma dividida e, no futuro, dependendo do orçamento, as duas podem voltar com os grupos divididos ou o contrário, as duas aulas com as turmas cheias.
Ainda, segundo o diretor, no último ano fiscal as 50 escolas de Oulu gastaram 10 milhões de euros acima do orçamento estipulado. Ele não entrou em detalhes sobre a dívida – de onde veio o dinheiro extra, como o débito seria quitado etc.

Aulas

Segundo o diretor, não há um número máximo de alunos por turma estipulado por lei, mas atualmente, o máximo que há na escola é 24 alunos por turma. Ele deixou claro que, dependendo do número de crianças matriculadas ou do orçamento, este número poderia subir.
Não há qualquer tipo de prova até o 6º ano (quando os alunos têm cerca de 12 anos), pois a ideia é que os alunos não precisam ser testados quando ainda são tão novos. Segundo ele, provas serviriam para fazer comparação e nesta idade a criança não tem motivos para ser comparada com os colegas e gerar competitividade desde cedo. O fato é que o povo finlandês é realmente conhecido por não ser competitivo, por não ter essa necessidade de provar que é sempre melhor – vai ver que é por isso que eles são mesmo considerados os melhores do mundo em educação – não estão competindo por este posto, estão apenas trabalhando em educar suas crianças da forma que acham melhor.
Outro tópico abordado foi reprovação. Os alunos raramente reprovam alguma série e quando isso acontece, os pais precisam aprovar a decisão da escola. O diretor contou que em todo o seu tempo de profissão – mais de 20 anos – apenas uma vez precisou reprovar um aluno na escola, mas os pais não concordaram e ele acabou seguindo em frente.

O espaço físico

O diretor também ressaltou que o espaço físico da escola é muito importante no processo de aprendizado. Ele acredita que os alunos precisam se sentir felizes e confortáveis no ambiente onde estão e uma escola feia pode ser desmotivante. A escola onde fiz estágio é realmente um espaço bonito e por ser uma escola focada em artes, os corredores são repletos de desenhos e pinturas feitas pelos alunos. Além disso, eu acredito que o fato de a escola não parecer uma prisão – não tem muros nem grades e as portas não ficam trancadas – colabora muito para essa sensação de bem estar no ambiente escolar. É claro que eu compreendo as diferenças de contexto e uma escola sem muros, grades e portas com trancas em São Paulo jamais seria uma realidade, mas o uso desses sistemas para manter as crianças protegidas dentro da escola também causam a sensação de obrigatoriedade de permanecer num lugar, com horários rígidos de entrada e saída… e quem é que gosta disto? Nós só podemos estar sendo treinado desde pequenos para bater cartão mesmo!

O segredo da educação finlandesa

Para terminar a conversa, eu perguntei se havia um “segredo” para a educação finlandesa ser tão famosa e bem-sucedida nos testes internacionais.  O diretor me respondeu que não há um segredo, mas o que muda é o objetivo. Enquanto os outros países costumam ensinar para os testes (gente, e o que é o Ensino Médio no Brasil se não uma grande preparação para passar num exame, o vestibular?), na Finlândia eles ensinam as crianças para o mundo (palavras dele) e para serem cidadãos… ir bem nos testes é uma consequência, não o objetivo.

Conversando com diversos profissionais da área de educação do país, eu sempre fico com a sensação que eles são felizes na profissão e que nunca enxergam mesmo educação como “metas”, ou seja, como rendimento em testes, mas realmente como um meio para trabalhar em desenvolver certas habilidades nos alunos que serão usadas futuramente. Eu não estou venerando o sistema finlandês e muito menos dizendo que é perfeito e que ele deveria ser copiado à risca no mundo todo para as crianças do mundo inteiro terem boa educação. Eu acredito que o exemplo da Finlândia se baseia em conhecer sua sociedade, identificar seus pontos fracos e trabalhar nisso. Cada sociedade precisa achar seu amigo e é isto que podemos aprender com este país nórdico.

Como é fazer estágio numa escola finlandesa?

Antes de começar meu estágio, a A., professora de idiomas, e eu tivemos uma reunião para discutir como aconteceria tudo. Ela me perguntou o que eu gostaria de fazer na escola e me deu sugestões também. Foram 6 semanas consecutivas de estágio e eu ia para a escola 3 vezes por semana em média. A cada 2 semanas nós fazíamos outra reunião para discutir o planejamento das semanas seguintes. Além de acompanhar a professora A., que dá aulas do 4º ao 6º ano, também pude acompanhar aulas com o professor da turma de um 5º  ano e de uma professora de um 2º ano.

Bia, a estagiária

Com a professora A., eu desenvolvi um projeto sobre desenvolvimento sustentável, desta forma, eu não estava ensinando inglês, mas ensinando algo em inglês. Os 6ºs anos fizeram cartazes após finalizarmos o projeto. Com o 5º ano, eu planejei aulas de diversos temas e também falei um pouco da cultura brasileira. Com o 4º ano, a professora dividia a turma em duas e enquanto eu desenvolvia as atividades com metade da turma, a professora trabalhava com a outra. Elaborei também revisões de conteúdo utilizando recursos tecnológicos para engajar mais os alunos e foi muito legal. Tive a oportunidade de dar várias aulas sozinha e isso foi muito legal também.

Os alunos

 A escola fica num bairro de classe mais alta da cidade e os alunos são quase todos apenas de origem finlandesa. Não vi nenhum aluno negro ou latino, por exemplo, vi apenas um muçulmano e um ou outro aluno era possível notar que um dos pais vinha de algum outro país europeu, como Grécia ou Inglaterra, então diversidade não era exatamente o que eu via em sala de aula.

Em geral, não havia problemas de comportamento entre os alunos, mas isso não significa que eram anjos. Como a escola tem um foco maior em artes, algumas turmas dos 5ºs e 6ºs anos têm aulas extras de arte e, normalmente, as turmas de arte têm mais meninas e as turmas “normais”, mais meninos. As turmas de arte, com mais meninas, eram muito mais tranquilas que as turmas que tinham mais meninos. Não que os meninos não respeitassem a professora, mas ficavam mais dispersos.

De modo geral, os alunos demonstraram curiosidade em ter uma estagiária estrangeira em aula, mas tímidos em conversar comigo, pois só poderiam se comunicar em inglês. Como em qualquer sala de aula, algumas crianças são mais extrovertidas que outras e muitos alunos faziam perguntas em inglês e se comunicavam sem maiores problemas, mas outras crianças simplesmente se recusavam a falar comigo porque não queriam de jeito nenhum falar em inglês. Nestas situações, recorriam a professora A., com quem poderiam falar finlandês.

Alunos brincando na troca de aulas
Alunos brincando na troca de aulas

Tive algumas situações engraçadinhas/fofas com alguns alunos. Um aluno do 4º ano, por algum motivo, gostou muito de mim e sempre vinha falar comigo e perguntava de mim para a professora quando eu não ia para a escola. Um dia, na saída da aula ele olhou para mim e disse “I like you very much” e saiu correndo. Gente, é um finlandês expressando seus sentimentos, indo completamente contra o estereótipo dos finlandeses! haha… brincadeiras à parte, foi engraçadinho. Numa outra aula, também num 4º ano, eu estava explicando adjetivos e pedia que as crianças me dessem exemplos para checar se elas realmente haviam entendido. Por exemplo, o adjetivo “big” – explicava e pedia que elas dessem exemplos de coisa/animais/objetos que eram “big“. Prosseguindo a aula, chegamos em beautiful e eu pedi exemplos. As crianças diziam butterfly, cat, flowers… até que um menino levantou a mão, me olhou e disse “you“. Jamais esperaria isso de um aluno finlandês! hahaha…

De modo geral, tive uma experiência positiva com os alunos e gostei muito de ver como eles são extremamente independentes porque nenhum adulto os trata como se não fossem. Um exemplo é que eles têm computadores à disposição e acesso a impressora, que é desbloqueada para impressão. Ninguém precisa autorizar/aprovar a impressão que eles enviam e, algumas vezes, os professores nem estão próximos para ver o que eles estão imprimindo e o mais impressionante é que eles realmente imprimem somente o necessário. Num mundo ideal, este meu exemplo é muito bobo, mas no mundo real (pelo menos no Brasil), eu não imagino alunos pré-adolescentes usando um laboratório de informática com essa maturidade. Basta lembrar dos tempos que dava aula e levava meus alunos para usar o computador para praticar inglês e precisa ficar de olho para ter certeza que não estavam entrando em sites que não deviam ou acessando o Youtube. Sim, eu tinha que ter um par de olhos para cada aluno e isso era muito desgastante – não é como se eles não tivessem um celular com planos de dados para acessar o que eles quisessem fora do horário de aula. E falando em celular, a relação dos alunos com o aparelho era algo a ser notado. Não havia nenhuma política de uso de celular em sala de aula e eu não vi nenhum aluno, durante a aula, usando o aparelho, sendo que muitos deles nem traziam para sala e deixavam dentro da mochila no corredor. Quando o uso era permitido, para usar dicionários online, por exemplo, as crianças se limitavam a usar de acordo com a proposta da aula. Ou quando os professores utilizavam tablets, eles também se limitavam a acessar o site indicado para a aula. Mais uma vez, este deveria ser o comportamento normal, mas como não é o que eu vivia dando aula no Brasil, eu realmente encarei com surpresa.

Uso de tecnologia em aula

 Eu acredito que um bom professor é bom com ou sem tecnologia para ajudar na aula, mas tecnologia nenhuma vai transformar uma aula ruim numa aula boa. Porém, já estamos em 2017 e tecnologia faz e muito parte das nossas vidas e hoje em dia a escolha não é mais se a usamos ou não, mas como a usamos (Black Mirror feelings) e é claro que uma aula que já seria boa sem seu auxílio, pode ficar ainda melhor. A escola dá todo o suporte que o professor precisa para não perder tempo em aula, tirando o máximo da tecnologia. Em todas as salas de aula tem um computador, data show e lousa inteligente e isso facilita muito! Sem contar que em Oulu, todo o prédio público tem wifi gratuito e liberado. Os livros usados pela turma estão todos online, então o professor só precisa acessar o capítulo do dia e projetar na lousa. Os exercícios do livro são corrigidos de forma interativa na lousa também – eu fiquei com invejinha boa, porque mesmo dando aula numa escola caríssima de São Paulo, a gente estava muuuuito longe de ter toda essa tecnologia em sala – o que é muito vergonhoso! Além disso, a escola tem muitos tablets e qualquer atividade que o professor planejar e precisar de um por aluno, ele terá. Com toda essa facilidade, eu pude usar algumas plataformas online para praticar vocabulário e fazer revisão com alunos com toda a facilidade. É muito legal porque eles já nasceram nessa era touch screen, então se sentem muito à vontade com tudo isso e tiram muito proveito.

Sobre o inverno: você chega para a aula às 9h e ainda está escuro!
Sobre o inverno: você chega para a aula às 9h e ainda está escuro!

No próximo post continuarei falando do estágio… 🙂

ECM

Eu estudei na ECM e acabei meu curso, oficialmente, no começo de abril. Já falei um pouco da escola aqui e aqui e achei que seria interessante fazer uma última avaliação da instituição (mesmo com 2,5 meses de atraso). Lembrando que qualquer porcaria coisa que eu escrevi reflete apenas a minha experiência estudando lá entre julho de 2012 e abril de 2013 (o curso tem 6 meses de duração, mas eu pedi férias, por isso terminei apenas em abril).

Aulas

Eu frequentei as aulas até a primeira semana de janeiro, quando fui viajar e logo em seguida, comecei a trabalhar. Pedi férias, voltei uma semana em fevereiro, pedi férias de novo, e voltei para terminar no fim de março. Até janeiro eu ia de manhã e tinha aulas com a russa (leia os posts anteriores sobre a escola para saber minha opinião sobre ela), mas quando voltei para terminar, fui à tarde e o professor era da Irlanda do Norte, com um sotaque bem okay e um senso de humor meio sarcástico. Ele ensinava muitas expressões e corrigia pronúncia e entonação, o que achei muito bom. Mas eu sou pentelha, né? E logo no primeiro dia fiz umas duas perguntas que ele não soube responder (essa é para aqueles que acham que professores nativos são os melhores porque, uhnnn, eles são nativos – como se todos os brasileiros tivessem um português impecável). Na mesma semana ele deu exercícios do CAE de Cambridge e comentei que eu havia feito o exame e passado, o que ele ignorou completamente. Resumindo: ele não foi com minha cara. Semanas depois, quando voltei para terminar o curso, ele me olhou com cara de desdém “Qual é o seu nome mesmo?“. Como eu já estava pouco me lixando para o curso, ignorei. Fazia os exercícios todos que ele pedia e assim fui até o fim. Na verdade, nas últimas semanas eu faltei mais do que fui. Já sem paciência, decidi solicitar meu certificado de conclusão de curso pelo site, mesmo sabendo que ainda faltavam duas semanas paras terminar. Para minha surpresa, a escola o emitiu. Fiz as contas e vi que, realmente, faltavam duas semanas para completar o curso, isso contando com as semanas que, teoricamente, a escola disse que eu estava de férias e pelo jeito, não estava. Se considerar que realmente estava e que estas semanas deveriam ser contadas, aí ficariam faltando umas 4 A questão é que eu paguei por 25 semanas e não usufruí de todas elas. Só que do jeito que eu estava entediada e sem paciência, eu adorei esta “falha” da escola.

Tipo eu estudando inglês na Irlanda
Tipo eu estudando inglês na Irlanda

Estrutura

Sei que a ECM estava passando por uma série de mudanças. O último andar do prédio estava sendo reformado para abrigar mais salas de aula, mudaram a sala de computadores e a biblioteca, além do atendimento ao aluno. Ainda assim, até quando estudei lá, a escola estava muito desorganizada. Lista de alunos, frequência, enfim, a escola não conseguia lidar com a quantidade de alunos que tinha.

Atividades extra

A ECM continua promovendo muitas atividades extras (ainda hoje recebo newsletter) e todo tipo de coisa para o aluno se inserir culturalmente no idioma e no país e ter chance de praticar inglês. Se sua prioridade, de fato, é aprender inglês, a ECM te dará muitas oportunidades de praticá-lo fora de aula.

Brasileiros

Ainda havia muitos brasileiros quando terminei, mas uruguaios e venezuelanos estavam aparecendo aos montes também e relatos de amigos que frequentaram as aulas lá há até pouco tempo dão conta de ouvir muito mais espanhol na hora do intervalo no corredor do que português. Claro, você não acha que os alunos falam inglês o tempo todo, né?

Conclusão

Hoje penso que não deveria ter escolhido a ECM, mas não pela questão da qualidade, mas porque paguei por algo que não precisava. É do conhecimento de todos que há escolas aqui que estão mais para emissoras de vistos do que para instituições de ensino (a ECM não chega a esse ponto). Eu deveira ter escolhido a mais barata delas apenas para ficar legalmente no país, já que as aulas da ECM não melhoraram meu inglês em nada e não me auxiliaram nos exames de Cambridge. A maioria dos professores da escola são muito competentes e eu a recomendaria para quem quer aprender inglês, sim. A escola falhou demais na organização, mas sei de fontes confiáveis que estão se esforçando muito para melhorar sua estrutura e creio que a tendência é ficar melhor (porque pior do que estava também não dá, né?). A ECM é uma escola “meio-termo”, não é excelente, mas está longe de ser uma escolinha de inglês.

Escolas

Você já está com seu passaporte na mão e decidiu que seu destino é a terra dos leprechauns.
Para fazer o intercâmbio como estudante, além de escolher a escola ainda no Brasil, é preciso já sair do país com a matrícula feita e tudo pago. Mas como escolher a melhor instituição com o Oceano Atlântico nos separando da Ilha Esmeralda?

Pesquisa. Pesquisa. E mais pesquisa. Pesquisar nunca é demais num intercâmbio. Há várias escolas na Irlanda que oferecem curso de inglês para estrangeiros e, novamente, seu objetivo e extrato da conta corrente são variáveis importantes para decidir em qual escola se matricular.

Eu escolhi a ECM College por dois motivos. O primeiro, sem dúvida, foi o valor. É considerada uma escola low budget (ou seja, não está entre as tops), porém não é uma das mais baratas. É importante ter em mente que quando se escolhe pagar pouco por um serviço, estamos abrindo mão de qualidade também. Não estou dizendo que escolas baratas não prestam, mas as Kaplans da vida não são caras sem razão.
O segundo motivo foi a escola afirmar que seus cursos são preparados com base nos exames de Cambridge (lembra que eu contei que quero tirar o certificado?). Claro que o curso regular de inglês não é um preparatório para o exame em si (a escola oferece cursos específicos), mas já é uma maneira de focar mais no meu objetivo.

Na sua pesquisa você encontrará escolas com preços muito altos e muito baixos e precisa estar ciente de que preço, de alguma forma, é sim critério de qualidade. Algumas escolas vendem seu curso pela qualidade de ensino e outras tentam atrair o estudante pelo preço. É preciso ter em mente que aquelas que querem te atrair pelo preço, provavelmente, estão abrindo mão de alguma coisa. O que não quer dizer que sejam ruins, mas, provavelmente, não são as melhores. Honestamente, se eu não tivesse achado uma escola que trabalha com Cambridge, eu provavelmente fecharia com a mais barata. E só faria isso porque meu objetivo não é aprender inglês e, assim, a escola funcionaria como um meio de obter o visto (mas é óbvio que eu iria estudar também).

Claro que penso que mesmo escolhendo uma escola mais em conta é possível aprender inglês, pois você estudará 15 horas por semana e precisará falar inglês para ir ao mercado, pegar ônibus ou pedir informação e se tiver o bom senso de se enturmar com pessoas que não falam português, ainda poderá praticar mais e melhorar a fluência (nada contra brasileiros, mas sair do Brasil pra ficar falando português o tempo todo não é a coisa mais sensata – e ainda vai te custar caro). Nós precisamos nos responsabilizar pelo nosso aprendizado também.

E como pesquisar? Bem, na era da internet não há nada que escape ao Google. Leia blogs de pessoas que já estão na Irlanda, entre nos sites das escolas e cheque o que elas oferecem, mande emails para os representantes com suas dúvidas (muitas escolas têm representantes brasileiros, caso seu inglês não esteja bom o suficiente), procure nas redes sociais pessoas que já estão lá (como a DublinBr) e junte as informações que conseguir.

Não fechei com a escola ainda, pois preciso organizar algumas áreas da minha vida antes, digamos assim. Lembre-se que um intercâmbio deve ser sempre muito bem planejado!