Retrospectiva 2016 e planos para 2017

Primeiro dia do ano e eu venho aqui fazer a retrospectiva do ano que se foi há algumas horas e falar um pouco dos planos para 2017, aquele que eu faço 30 anos (mas geeente)!

Todo mundo falando que 2016 foi o horror, um ano horrível. De fato, aconteceu muita coisa ruim estranha, mas de uma perspectiva pessoal foi um ano bem tranquilo pra mim, sem grandes emoções nem para o bem nem para o mal. Vamos a retrospectiva feat. planos 2017?

Viagens

Eu não viajei tanto quanto gostaria (eu nunca vou viajar tanto quanto gostaria, não importa quantas viagens tenha feito!), mas conheci 8 países este ano (País de Gales, Hungria, Eslováquia, República Tcheca, Uruguai, Estônia, Letônia e Lituânia) e fica até feio eu reclamar. Eu também conheci outras partes da Finlândia, como Turku e Rovaniemi, e “repeti figurinhas” voltando a Londres e Liverpool. Passei as férias no Brasil e acho que isso me fez um bem tão grande nessa jornada de morar na Finlândia!

Rovaniemi, 2016
Rovaniemi, 2016

Eu optei por não começar o ano viajando (quando se tem tempo e dinheiro e não viaja é realmente opção, né?). Tenho alguns motivos como economizar dinheiro para outras viagens que estão meio sei lá talvez quase certas e outros motivos que vão ficar claros nos posts futuros. Não quero dar spoilers (a louca achando que o blog é um seriado), mas pode rolar Ásia este ano, o que me leva a uma reflexão…

Eu conheço 28 países, o que pode parecer muito, mas são quase 200 países nesse mundão todo e 28 não é assim exatamente um número impressivo no fim das contas. Destes 28 países, só 5 não estão na Europa e vamos combinar que Europa é bem mainstream. Além disso, depois que você começa a viajar por muitos países europeus, tudo começa a ficar meio igual. Todo país tem algo na história sobre a Segunda Guerra, todo país tem algo sobre o Holocausto (uns mais e outros menos, claro), todo o país tem uma baita influência da Igreja Católica com suas igrejas e catedrais, todo país tem o “mais” ou “maior” qualquer coisa da Europa… No começo você não percebe, mas depois de algumas viagens algumas histórias soam muito familiares e você começa a fazer as conexões. Eu não estou aqui falando pra ninguém mais viajar pra Europa ou que se você conhecer um país, conheceu todos. Não! Cada país tem uma particularidade, óbvio, mas no geral, você vai vendo que há tanta coisa em comum… Basta pensar em termos de Brasil, que é quase tão grande quanto a Europa toda. A cultura do norte e do sul são super diferentes, né? Comidas, tradições, clima e até sotaque e vocabulário – ou seja, cada região tem sua particularidade, mas no geral nós somos mais iguais que diferentes, temos mais em comum do que diferente e às vezes ao viajar a Europa toda você sente isso: sim, são países diferentes, mas às vezes são tão iguais! Enfim, espero que isso tenha ficado claro e eu agora sinto uma preguiça tremenda de viajar para conhecer mais do mesmo que é um pouco diferente. Por este motivo, em 2017 se for pra viajar, que seja mais da América do Sul ou Ásia – ou ambas.

Mestrado

Eu tive altos e baixos com o mestrado. O primeiro semestre, em 2015, foi muito intenso, porque não foi só começo do mestrado, mas o começo de um período na Finlândia. Em 2016, com a poeira (ou a neve) baixando, as coisas mudaram um pouco. Eu posso dividir entre antes e depois das férias no Brasil. Ao terminar o segundo semestre eu estava muito insatisfeita com o curso e postei a respeito aqui no blog. Não vou discutir muito isto, pois “desabafei” em 3 posts! Quando chegou a hora de retornar a Finlândia para o segundo ano eu só vim porque fui obrigada não fazia sentido ter investido um ano da minha vida num projeto e largar na metade, além de todo o dinheiro que investi e deixei de ganhar neste um ano (basicamente, torrando as economias e por não estar trabalhando, deixando de juntar mais no Brasil para outros projetos). Ou seja, começou, termina. E no fim das contas, eu sabia que não precisaria ficar outro ano inteiro fora e que a longo prazo, um diploma de mestre obtido na Finlândia na área de educação acabaria compensando (essa parte eu volto daqui uns anos para contar que se é verdade).

Voltei, é a vida, e terminei o terceiro e último semestre de aulas. Tenho outra visão do curso agora e futuramente escreverei sobre isso com mais detalhes. Eu continuo achando que o curso ficou aquém das expectativas, mas no fim das contas quando eu penso no resultado, não posso negar que aprendi muito e melhorei profissionalmente, academicamente e serumanamente como indivíduo.

Agora com todos os cursos concluídos, eu tenho o primeiro semestre de 2017 apenas para escrever a dissertação que ainda existe apenas nos planos das ideias. O que quero dizer com isso? Eu sei o que quero fazer, sei como fazer, tenho ideia dos meus resultados, falta “fazer”. E como eu sou bem procrastinadora, só estou começando mesmo agora. Eu tenho 4 anos para me formar a partir da data de início do curso, o que significa que eu poderia entregar minha dissertação até 2019 sem problemas. Meu plano é tentar (veja bem, tentar) entregar até junho deste ano, mas se não der (porque life happens), ficaria satisfeita se pudesse terminar até o fim do ano (o que me dá ainda 364 dias e 1/2). No fim das contas, eu prefiro viver a vida com mais leveza e o mestrado não resume minha vida – ele é um pedaço desse bolo de chocolate com blueberry que eu chamo de minha vida. Eu tenho outras áreas, aka pedaços de bolo, que são tão ou mais importantes que ele e sendo muito sincera, obter o título de mestre em junho ou em dezembro de 2017 não vai fazer muita diferença na minha vida profissional – e foi com este raciocínio que eu optei estender minha graduação em Letras em 6 meses para terminar as matérias com calma, por exemplo. No regrets.

E depois do mestrado? O doutorado? O pós-doc? E os empregos? O casamento? Os filhos? Os netos? 

Já dizia Mafalda, a vida não é um fluxograma.

tirinha-mafalda-vida-fluxograma

Eu não sei o que vem depois do mestrado ou se vem algo. Acho que a vida acadêmica não é pra mim, talvez. Mas eu posso mudar de ideia e ir fazer doutorado na China, vai saber? Se eu acabar o mestrado em junho de 2017, eu não sei o que vem depois e estou feliz assim. Um passo de cada vez, né?

E como o blog é basicamente sobre viagens e intercâmbio (que no caso, atualmente é o intercâmbio disfarçado de mestrado), este post termina aqui! As outras áreas da minha vida, o resto do bolo, são offline. 😉

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12 comentários sobre “Retrospectiva 2016 e planos para 2017

  1. Em tempo: Feliz ano novo, Bia!
    Adoro quando você coloca essa tirinha da Mafalda, me identifico demais. Quanto ao mestrado, espero que seja leve e que você termine sua dissertação com tranquilidade.

    Ásia? Já quero conferir seus posts e ir anotando as dicas! 😀

  2. rickmartins

    Amei a sua metáfora de vida “é um pedaço desse bolo de chocolate com blueberry que eu chamo de minha vida”.

    Amo Mafalda e amo essa tira mais que tudo. Resume minha vida. Desde que conheci essa tira, parei de refletir e tenho lidado melhor com meu fluxograma.

    E que venha 2017. ❤

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