Último dia em Tallinn

No último dia em Tallinn, comecei visitando o Museu da KBG no Hotel Viru. O local não corresponde exatamente a ideia que temos de museu por alguns motivos: 1-fica num hotel e ocupa parte de 2 andares dele; 2- só é possível visitar agendando a visita (por email ou pessoalmente na recepção) e as visitas são sempre guiadas. O preço não é muito friendly, já que custa 10 euros e não há qualquer tipo de desconto (custa 8 se você for hóspede do hotel). Eles organizam visitas guiadas em inglês, finlandês e estoniano e o horários e como agendar estão aqui.

Hotel Viru visto do centro da cidade histórica
Hotel Viru visto do centro da cidade histórica, entre os portões da cidade

A visita começa com a guia contando um pouco da história da construção do hotel e sua relação com a União Soviética e se você gosta de história, certamente vai adorar esta introdução. Havia boatos, por exemplo, que metade da estrutura do hotel era feita de microfones! De fato, havia microfones em todos os quartos e escondidos em todos os lugares. A contratação de funcionários era bem rígida: não eram contratadas pessoas que soubessem falar outro idioma ou tivessem familiares em outros países, pois a ideia é que eles não deveriam se comunicar com os hóspedes ou contar a pessoas no exterior o que acontecia dentro do hotel, que foi construído em 1972. E quando um funcionário era contratado, havia uma clara instrução: qualquer item que tenha sido achado no hotel (bolsas, carteiras etc) deve ser entregue a gerência sem ser aberto… e para testar, eles propositalmente deixavam uma carteira em algum lugar, mas caso o funcionário abrisse, uma espécie de “bomba de tinta” explodia e, enfim, o resto da história vocês já imaginam.

Tallin vista do 23º andar do Hotel Viru
Tallin vista do 23º andar do Hotel Viru

Nesta 1 hora de tour, tudo que visitamos são 2 salas “super secretas”, de onde a KGB controlava tudo o que acontecia no prédio. Numa das salas a guia mostra todo o aparato desenvolvido pelos russos para espionar os hóspedes.

Câmeras, microfones e fios escondidos
Câmeras, microfones e fios escondidos

Todo este cuidado era porque o hotel recebia estrangeiros e estes deveriam pensar que tudo na União Soviética funcionava perfeitamente, portanto, o hotel oferecia serviços de primeira classe e proporcionava uma experiência incrível aos hóspedes. Sobre visitar Tallinn, a única coisa que a guia comentou é que os hóspedes apenas saíam do hotel em táxis providenciados pelo mesmo por razões óbvias.

Após visitar o hostel, peguei o mapa e saí andando por lugares da cidade histórica onde ainda não havia passado, como a Fat Margaret’s Tower, uma torre construída para proteger a cidade pela costa e impressionar quem chegava. Hoje em dia o local abriga o Museu Marítimo, que eu não tive nenhuma vontade de conhecer – talvez porque eu já tenha visitado em Liverpool e não achei assim super empolgante.

Fat Margaret's Tower
Fat Margaret’s Tower

Acabei passando por alguns pontos turísticos no estilo “bater uma foto e ir embora”, e embora a cidade tenha alguns museus, não fiquei interessada em visitá-los. Acontece, né? Alguns dos lugares que passei incluem a praça da prefeitura, onde passei diversas vezes e há diversos restaurantes – a maioria super faturados porque são para turistas-; a passagem de St. Catarina, que é uma ruazinha; o mirante de Kohtuotsa, onde se tem uma boa vista da cidade; a Igreja Dome. As capitais dos países bálticos têm um mapa feito pelos locais (Free map made by locals), que é bem útil por mostrar as principais atrações, além de sugerir restaurantes,  bares e outras atividades. Eu peguei o meu no hostel e, geralmente, os guias dos tours também oferecem.

Praça da Prefeitura à noite
Praça da Prefeitura à noite

Eu gostei de Tallinn, mas não achei essa “Coca-Cola” toda que li pelos blogs da vida (eu nem gosto de coca, just for the record… haha). É uma cidade bonitinha, com muralhas e torres ainda bem conservadas do período medieval, mas não é assim tão encantadora. A cidade é muito pequena, então, se você quiser ver o essencial um dia só basta. Se você optar por visitar alguns museus, então dois. Acredito que seja uma visita mais agradável no verão e também que tenha mais opções nesta época.

Curiosidades

  • O Skype foi inventado lá! E eles são muito orgulhosos disto.
  • Eles se gabam por serem super conectados e ter a internet mais rápida do mundo. A internet do hostel mal pegava no meu quarto e quando pegava, eu achei normal. Por outro lado, no centro histórico tem wifi grátis.
  • Eu não usei o sistema de transporte, mas Tallinn é uma das poucas cidades do mundo em que o trasporte público é gratuito para seus cidadãos, portanto, apenas estrangeiros pagam.
  • Você curte beber? Como contei no primeiro post sobre a cidade, bebida alcoólica é bem barata no país, então é sua chance. O que atrai mesmo é a vodka, não somente pelo preço, mas porque existe uma marca que vende vodka com teor de alcool de 80%! Sim! E eu comprei, porque isso é um super suvenir! hahaha… Se ficaram curiosos, a marca é Saaremaa. 😉

Fui a pé do hostel até a rodoviária – cerca de meia hora – e de lá peguei meu ônibus para Riga. A viagem dura cerca de 4 horas e fui com a Lux Express, a mesma empresa de ônibus que me levou de Helsinki a São Petersburgo, na Rússia. O ticket custou 10 euros e a viagem foi bem confortável, com bebidas quentes à vontade, apesar de desta vez a opções de filmes e música não estar funcionando na TV individual.

Rodoviária de Tallinn
Rodoviária de Tallinn

 

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2 comentários sobre “Último dia em Tallinn

  1. rickmartins

    Ahh um amigo meu daqui de Cardiff embarcou ontem pra fazer essa mesma viagem que voce fez, mas ele também vai visitar Helsinki! To com invejinha. ❤

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