Praga, República Tcheca I

Deixamos Bratislava e seguimos para a capital tcheca, Praga. Novamente usamos o ônibus da Regiojet,  que é super confortável. O ticket custou 10 euros e foram 4 horas de viagem. O ônibus para bem próximo a uma estação de metrô, então é muito viável especialmente para quem chega à noite – chegamos às 22h. Na estação, uma surpresa: os guichês estavam todos fechados e só era possível comprar bilhetes na máquina, o que não seria um problema se não fosse o fato de só aceitarem moedas. Nós tínhamos trocados coroas tchecas antes de ir, mas só tínhamos notas. Sem solução e com um metrô sem catracas, acabamos embarcando sem bilhete mesmo e torcendo para não ter fiscais no trajeto. Não é certo, eu sei, mas só tínhamos notas de valor alto e não seria uma tarefa fácil achar alguém disposto a trocar tudo por moedas.

Ficamos no hostel Emma, em Praga 2. Não é tão central, mas ainda fizemos absolutamente tudo a pé, então ainda foi uma boa opção, pois os hostels que ficam bem no centro turístico são muito mais caros. O hostel fica perto de uma das atrações turísticas, a Casa Dançante.

A Casa Dançante
A Casa Dançante

Apesar de ser um dos cartões postais da cidade, o local não é aberto a visitação, então é só para observar do lado de fora os prédios que parecem dançar.

O hostel não é um dos melhores que já fiquei, mas não era ruim. O hostel se divide em dois prédios, um com os quartos compartilhados e outro com os quartos privativos. Optamos pelo privativo, então a sensação era de estar num hotelzinho com cozinha e banheiro compartilhados. O prédio era bem antigo, mas o quarto e os banheiros estavam arrumados e limpos.

No dia seguinte, começamos nosso passeio com o walking tour. Já fiz tour com o Sandemans em várias cidades (Berlin, Barcelona, Madri, Amsterdã e Dublin) e apesar de no site pedir que você reserve seu tour, nunca ninguém me pediu para provar que reservei. Mas quando chegamos, sem reserva, para o tour de Praga, pediram nosso nome e como não estávamos na lista, tivemos que aguardar. No fim, acabamos fazendo do mesmo jeito, mas isto logo mostrou uma característica da cidade que foi ficando mais clara no decorrer da visita: Praga é para turista ver e é cheia deles.

Praça Principal em Old Town
Praça Principal em Old Town

O tour sai da Praça Principal em Old Town. Nosso guia era um inglês já na casa dos 50 anos que contou que um dia resolveu sair da Inglaterra e ir para algum lugar onde poderia usar sua língua nativa para ganhar dinheiro. Virou guia turístico e, sinceramente, achei sensacional essa coragem dele!

Enquanto ainda aguardávamos o tour sair, algo nos chamou a atenção:

dscf4899

Nós vimos centenas de pessoas andando nesse “troço” aí da foto de cima. Tem algumas empresas que vendem tours pela cidade com o diferencial de que ele é feito nessa engenhoca aí (tem nome pra isso?). É irritante porque 1 – você precisa ficar prestando atenção enquanto anda no centro se vem alguém pra cima de você e sair do caminho, 2 – o pessoal dessas empresas não param de te abordar e oferecer o tour e não se engane: muitos deles te veem segurando o mapa e se aproximam para oferecer ajuda – na verdade, eles querem se mostrar simpáticos para tentar te ganhar para o tour e muitos deles até oferecem que você dê “uma voltinha” para ver como é e 3 – é bizarro, para não dizer ridículo, você ver a galera andando nisso ao invés de apenas caminhar! Pronto, desabafo feito.

dscf4898

O tour começou pela praça e seguimos pelo bairro judeu. O guia nos contou diversas histórias sobre o Holocausto e, em certo momento, paramos em frente do Museu Judeu e ele nos contou uma história muito forte sobre crianças judias que moraram naquele prédio e nos pediu para não tirar fotos em respeito ao momento. Um casal, sei lá eu porque, resolveu tirar uma selfie… o guia surtou! Deu uma lição de moral – eu nunca vi isto, compreendo como ele se sentiu desrespeitado, mas wow! Foi pesado!

Paramos numa ponte com vista para a Charles Bridge, a mais famosa ponte da cidade, e ele nos contou diversas lendas e superstições relacionadas a ela. Outro fato importante é que o guia nos alertou que Praga é uma das cidades com mais trombadinhas na Europa e que a Charles Bridge é o local preferido deles por estar sempre cheia de turistas distraídos – eu não me senti “em perigo” em nenhum momento na cidade, mas sou paulistana (né, meu?) e se tem uma coisa que eu manjo é ficar alerta e desconfiar de todos na rua, então, não tive nenhum contratempo mesmo, mas fica uma dica. O tour terminou também na Praça Principal, que a essa hora já estava fervendo de turistas.

A atração mais famosa de Praga provavelmente é o Relógio Astronômico. Tenho certeza que você já viu esta foto em algum momento da vida:

dscf4921

Segundo o guia do tour, esta é a atração mais horrorosa que ele já viu, porém não deixa de atrair turistas que aguardam os “bonecos” saírem do relógio de em hora em hora. E, nós, claro, também queríamos ver. O Orloj mostra a posição do Sol e da Lua, a caminhadas dos apóstolos (que saem de hora em hora) e um calendário representando o zodíaco ou os meses. O guia também nos disse que é uma das atrações que mais decepciona os turistas: as esculturas saem, você vê e pensa “é isso”? E até que ele não estava mentindo, mas não deixe de ver se for a Praga!

É muito barato subir na torre do Relógio e a vista de lá é ótima! Pagamos 80 coroas com desconto de estudante (cerca de 3 euros), mas o valor comum é 130 coroas (pouco menos de 5 euros). Você pode subir de elevador ou pelas rampas, que eu recomendo – a subida é mais suave por não ter degraus e nas paredes há diversas fotos contando a história da torre e da Praça.

Praga vista de cima
Praga vista de cima

O dia estava bonito, então a visão era linda. Não há muito espaço no topo da torre e em certo momento, muitos turistas chegaram ao mesmo tempo e o trânsito  ficou “lento”. Acho que ficamos quase 1 hora lá, olhando a cidade de todos os ângulos e indico muito a visita.

Castelo de Praga
Castelo de Praga

A fome bateu e optamos por comer comida de rua mesmo. Fomos de salsichão e batata com cerveja, afinal, ir a Praga e não beber cerveja é como ir a Lisboa e não comer pastel de Belém! 🙂

20160522_144320

Passeamos mais um pouco pela cidade, até chegarmos na Charles Bridge – mas só passamos por ela, pois o planejado era visitá-la em outro dia. Mas Europa no verão é sol até altas horas, então voltamos ao hostel beirando o rio antes de anoitecer para descansar um pouco.

dscf5002

A ideia era ir num restaurante de comida local para seguir a agora tradição de sempre comer a comida típica de cada lugar que visitamos. Pesquisei alguns restaurantes e achei um bem próximo do hostel que servia uma refeição típica completa e tinha o “Menu turista” com um preço muito bom. Acontece que chegamos lá pouco mais de 1 hora antes do restaurante fechar e nos informaram que a cozinha já estava fechada e apenas o bar ainda funcionava. Eu, com minha cabeça de paulistana, não entendi muito bem como a cozinha do restaurante fechava 1 hora antes do horário anunciado no site. Com fome e decepcionados, voltamos para o hostel e fizemos o famoso “macarrão com molho” de viagem, acompanhado de outra cerveja, claro.

Tentando tirar foto a noite sem tripé
Tentando tirar foto a noite sem tripé
Anúncios

5 comentários sobre “Praga, República Tcheca I

    1. Bia

      Sim, isso mesmo! Agora lembrei, vi este nome!
      Até agora, só vi mesmo em Praga, mas se é verdade que a moda está pegando em outras cidades turísticas, melhor eu me preparar para as próximas viagens. Eu achei muito desnecessário e eles te abordam sem dó para tentar vender o tour.

  1. Comentarei em defesa parcial da “engenhoca” ou Segway.

    Digo parcialmente porque acho que alugar algo assim para um walking tour realmente não faz sentido, até porque é necessária uma certa concentração pra andar nisso, e certamente a pessoa perde detalhes do que está sendo mostrado/falado durante o tour enquanto tenta se equilibrar, porém saio em defesa porque lembro a primeira vez que vi um desses: Foi em Lisboa, mais precisamente em Belém, no Padrão dos Descobrimentos, e depois de ter andado por aquela orlinha até ali, eu avistei a Torre de Belém um pouco mais ao fundo e logo depois vi um quiosque da Segway, e naquele momento me pareceu legal a ideia de ir até a torre num desses, foi como andar de bike, patins, skate, essas coisas. Obviamente eu fui por conta própria, só curtindo a paisagem e o ventinho no rosto, não tinha guia nem nada. Depois eu desci, visitei os monumentos e em seguida o devolvi. Acho que é válido pra um passeio, mas como disse antes, concordo que pra um walking tour foge um pouco do propósito. Eu super recomendo, Bia, não em um walking tour, mas em algum lugar que você andaria de bike, por exemplo… a sensação é legal! 😀

    1. Bia

      Sim, concordo com você. Neste caso, seria como utilizar um meio de transporte, mas no caso so walking tour, o segway é mais a atração do que o tour e aí realmente achei bem zoadinho…

Preciso comentar esse post!

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s