Budapeste, Hungria III

No terceiro dia, com um tempo mais quente e gostoso, pegamos o metrô até a Praça dos Heróis. Se tiver tempo e disposição, vale a pena ir a pé, pois a avenida que dá acesso a praça é muito bonita e arborizada, a Andrássy. Chegamos até lá de metrô para economizar tempo, mas no caminho de volta não nos decepcionamos de ter gastado sola de sapato! 🙂

Andrássy
Andrássy

A Praça dos Heróis, Hösök tere em húngaro, é uma das principais praças da cidade com várias estátuas e tem dois museus de arte em seu entorno. É mais um lugar para parar e tirar algumas fotos antes de entrar no parque onde fica o Castelo Vajdahunyad.

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Praça dos Heróis

O lugar não é um castelo de verdade, mas um complexo de prédios que abriga um museu, exposições e outras atividades culturais. Foi construído em 1896 para mostrar a evolução arquitetônica na Hungria pelos séculos. De qualquer forma, é muito bonito e um ótimo lugar para tirar belas fotos. 🙂

O castelo
O castelo

Passeamos pelo parque, que é enorme e muito bonito, e de lá seguimos para o que achamos que seria umas das atrações mais legais do dia.

O parque
O parque

Na avenida Andrássy fica a Casa do Terror, um museu sobre o fascismo e comunismo vividos pelo país no século XX. O museu fica num prédio de 3 andares e abre de terça a domingo. O ticket custa 2000 florins e eles só aceitam dar o desconto de estudante para europeus ou portadores da carteira ISIC de até 26 anos de idade (oi?!) – eu já passei dos 26 há algum tempo, então paguei o valor integral. Todas as salas do museu são temáticas e tudo é muito bem feito, porém um detalhe estraga um pouco a visita: está tudo em húngaro. Em cada sala temática há um folheto em inglês explicando o contexto, mas 1- são muitas salas e fica um pouco complicado parar em cada uma delas e ler uma folha de sulfite inteira com as explicações e 2- mesmo que você leia, os objetos expostos e todo o resto têm sua própria explicação em húngaro e, para mim, isto fez uma diferença enorme na visita. Foi um pouco difícil entrar naquele mundo sem poder entender 100% o que estava exposto.

A fachada do museu
A fachada do museu

Não é permitido tirar fotos e os funcionários ficam em cima. Em certo momento, eu estava mexendo no meu celular – não, não estava tirando foto escondida e nem estava com o celular numa posição que parecesse que eu poderia estar tirando uma foto – e uma funcionária rapidamente se aproximou dizendo “No photos”. Vale a visita? Não posso negar que é tudo interessantíssimo, mas vá sabendo que quase tudo está em húngaro.

Do museu seguimos para a Ópera, que fica na mesma rua. A intenção até era entrar para fazer o tour guiado (que inclui um mini concerto), mas como passamos muito tempo dentro do museu (o R. gosta de ler até as informações de uso de banheiro… haha), achamos melhor seguir para a próxima atração do nosso roteiro e, se possível, tentar ir na ópera no dia seguinte.

A ópera
A ópera

Seguimos a pé até o lado Buda, subimos todos os degraus novamente até chegarmos no Castelo de Buda, que já contei que não é um castelo, mas o Museu de História de Budapeste. O museu é sensacional e com certeza recomendo a visita! A parte que mais gostei é uma exposição que mostra como era a vida nos lares húngaros na época do comunismo, pois me lembrou um pouco o DDR Museum de Berlin, que também é sensacional.

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O ticket custa 1800 florins e o museu ocupa o subsolo, onde é possível visitar as “ruínas” do castelo que ocupava o local antes, e mais 3 andares. Para visitar o museu todo com calma é bom separar de 2 a 3 horas. Outra dica é passear pelos jardins em volta do museu – são lindíssimos!

De lá, para encerrar o dia, seguimos para a Citadella. A recomendação era que a gente chegasse lá para ver o sol se por e ter uma bela visão de Budapeste a noite, em especial do Parlamento Húngaro. Aparentemente, tem um ônibus que leva até quase o topo, mas nós, claro, fomos a pé. Não vou mentir, é uma subida bem longa, cheia de escadas e rampas e sim, cansa muito! E olha que eu nem estava numa fase sedentária quando fui, já que estava correndo de 3 a 4 vezes por semana morando em Oulu. Preparem as pernas!

Felizmente, tem uns banquinhos no caminho para dar "aquela descansada"
Felizmente, tem uns banquinhos no caminho para dar “aquela descansada”

Citadella, em italiano, significa “cidade pequena” e o local foi construído no século 19 a mando do rei Franz Joseph. A intenção era que o local fizesse parte de um complexo de fortalezas, mas as outras nunca foram construídas. O local é público desde 1899, quando os últimos soldados saíram de lá, mas se tornou uma espécie de esconderijo para pessoas “não do bem” e somente em 1974 a Citadella se tornou  oficialmente parte do roteiro turístico da cidade.

No topo
No topo

A maior atração, na verdade, é mesmo a visão que se tem do lado Peste. Andamos em volta do forte, onde há parques e pessoas praticando esportes. Tem também barraquinhas de comida e lembrancinhas e os preços pareciam ser os mesmos que encontramos do lado Peste, em média. Mas a vista é o forte mesmo, então é bom ir num dia claro e bonito.

Lindo!
Lindo!

Paramos em alguns mirantes, tiramos muitas fotos, conhecemos turistas argentinos e ficamos batendo um papo, mas já perto das 20h, o sol não estava assim tão perto de se por – as vantagens e desvantagens de se viajar pela Europa no verão. A descida de volta era longa e a fome já tinha aparecido, então decidimos ir embora – teríamos que ficar por lá por mais pelo menos 1 hora até ficar completamente escuro. Porém, o por do sol nos pegou quando atravessávamos a ponte para o lado Peste. Foi lindo!

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No caminho de volta ao hostel, passamos pela Rua Vaci, que é uma das mais famosas (e caras) ruas de compras da cidade. Tem também muitos restaurantes que cobram bem mais caro porque é “pra turista”, mas achei os preço das lojas de lembrancinhas na média do restante da cidade.

Era o terceiro dia em Budapeste e eu já estava apaixonada! ❤

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