Budapeste, Hungria I

Chegamos em Budapeste um pouco depois da hora do almoço e o tempo estava um pouco feio, meio nublado. O wifi do aeroporto é péssimo, mas já havíamos pesquisado como ir de lá até o centro da cidade e além disso, tem um balcão de informações para o turista muito bom lá: tem mapas, brochuras com sugestões de passeios e como chegar até o centro de transporte público.

Pegamos o ônibus 200E, que sai do Terminal 2 a cada 8 minutos. O ticket unitário custa 350 florins (na época, 1 euro valia cerca de 310 florins) e pode ser comprado no guichê que tem no ponto de ônibus. Caso pague diretamente ao motorista, o valor da tarifa vai para 450 florins. Optamos por pagar ao motorista, porque não tínhamos trocado para comprar do guichê, mas agora fica a dica dada por um brasileiro que conhecemos dentro do ônibus (afinal, minha gente, onde é que não se acha brasileiro neste mundo?) e mora na cidade: compre a opção de 10 tickets, que vale para ônibus e metrô, e sai mais em conta se você for usar muito o transporte público – dá para fazer muita coisa a pé na cidade, mas uma atração ou outra é um pouco mais distante, então pode compensar. Nós compramos 10 tickets para dividir em 2 pessoas e foi o suficiente. Para mais informações sobre o transporte público na cidade e de como ir para o aeroporto/centro, veja aqui.

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Os tickets são de papel e não tem catraca nas estações de metrô. É necessário validar cada ticket antes de embarcar e nem pense em tentar viajar de graça: há fiscais nas entradas das estações checando se o ticket foi mesmo validado e caso não tenha ninguém, funcionários do metrô podem solicitar para ver seu ticket validado a qualquer momento.

O ônibus 200E para na estação de metrô Kobanya Kispest, de onde pegamos o metrô até a estação mais próxima do nosso hostel. Não faz sentido nenhum, mas em Budapeste se você mudar de linha (por exemplo, ir da vermelha para a verde), precisa pagar novamente a passagem ou validar outro bilhete. Fique atento!

O tempo estava mais agradável quando finalmente chegamos no bairro do hostel e como já era mais de 14h e estávamos sem almoço, seguimos a dica do mesmo brasileiro que conhecemos no ônibus: comer kebab! Há muitos e muitos restaurantes que vendem kebab na cidade e são os lugares mais em conta para uma refeição. Um kebab de frango no pão pita custa, em média, 700 florins (algo em torno de 2,50 euros) e eu achei delicioso.

Kebab e um delicioso chá gelado
Kebab e um delicioso chá gelado

Seguimos para o Amazing Hostel, que eu gostei muito e indico. Fica bem localizado, próximo ao distrito judeu, e de lá fizemos a maioria dos passeios a pé. É um hostel bem pequeno e indicado para quem quer paz e sossego para descansar depois de um dia visitando as atrações. Tem apenas 4 quartos compartilhados e gostei muito que eram apenas 5 camas (e não beliches como em praticamente todos os hostels), havia muito espaço no quarto e um cofre para cada cama. O local era bem limpo e a decoração muito bacana. Os funcionários foram muito simpáticos e nos ajudaram com todas as dúvidas. O hostel aceita pagamento em euros para a reserva, o que nos ajudou muito. O lado ruim é que havia apenas 2 banheiros e mesmo o hostel sendo bem pequeno (calculei que a capacidade máxima fica em torno de 15 pessoa), de manhã tem um pouco de “concorrência” para usá-los.

O hostel
O hostel

Depois de almoçar, ir para o hostel fazer check-in e respirar um pouco já era 16h. Decidimos, então, visitar a Grande Sinagoga, já que era próxima e ficava aberta até o fim da tarde. Pagamos 2700 florins (aproximadamente 17 euros) para fazer um tour guiado e ter acesso ao museu. Há várias opções de tickets com preços mais baixos ou altos dependendo do que estava incluso. Eu não achei o tour lá essas coisas, mas vale a pena para quem quer saber mais da história e tal.

Por dentro da sinagoga
Por dentro da sinagoga

Aliás, achei muito desagradável no tour que a guia, grosseiramente, me chamou a atenção quando eu tirei minha garrafa de água da bolsa, dizendo que aquele era um local sagrado e eu não deveria comer nem beber. OK, compreensível, mas não havia nenhum tipo de sinalização dentro da sinagoga que avisasse isso e não era como se eu estivesse tomando um refrigerante, não é? Achei péssimo também que, mesmo sendo um tour pago, a guia simplesmente sumiu quando o grupo saiu para os jardins. Ela nos deu algum tempo para tirar fotos e não esperou ninguém que não estivesse na porta quando ela resolveu que era hora de sair. Tivemos que nos juntar a outro grupo para terminar o tour.

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Esta sinagoga é importante porque é considerada a maior de toda a Europa e a 3ª maior do mundo, podendo abrigar até 3 mil pessoas em seu interior. Os jardins são muito bonitos e também abrigam um cemitério onde estão enterrados mais de 2 mil judeus que morreram no gueto entre 1944 e 1945. Há ainda uma escultura, a da foto acima, que é um Memorial do Holocausto e em cada uma de suas folhas tem o nome de um judeu húngaro morto no Holocausto. O museu não impressionou muito e parecia que estava em reforma. Tem mais informações sobre a sinagoga aqui.

Ainda estava claro quando saímos da sinagoga, fomos andar um pouco mais pela cidade e chegamos na Basílica de São Estevão. Infelizmente, chegamos logo depois que a visita a torre foi encerrada, mas ainda deu para entrar na basílica de graça para visitar.

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Andamos mais um pouco até os limites do lado Peste, onde estávamos, e voltamos ao hostel depois de jantar outro kebab – comida tão simples e barata, mas tão gostosa que ainda hoje às vezes me dá uma vontade de comer!

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