Vitamina D

“Se eu pudesse te dar apenas um conselho para o futuro, seria este: tome vitamina D.” 

A gente aprende na escola que para poder produzir vitamina D, nosso corpo precisa de sol, pois os raios UV ativam a sintetização da vitamina – que, na verdade, é um hormônio. Ela é importante para um monte de coisas, como ajudar os ossos a absorver cálcio e evitar osteoporose e manter nosso sistema imunológico mais forte e evitar gripes e resfriados, por exemplo.

E por que eu estou falando disso?

Desde que cheguei aqui, ouço duas coisas tanto de finlandeses como de estrangeiros que já estão aqui há algum tempo:

  1. Prepare-se para o inverno! Frio, neve e escuridão.
  2. Tome vitamina D.

Aparentemente, o fato de terem nascido na Finlândia não faz os finlandeses temerem menos o inverno ou estarem acostumados a viver com 20h de escuridão diárias e temperaturas que podem chegar a -35. Uhn.

Agora vamos ligar os pontos: escuridão e vitamina D. Pois é, no inverno o sol pouco aparece aqui e aí fica difícil sintetizar a vitamina, por isso o complemento é facilmente encontrado aqui em qualquer farmácia ou supermercado com diferentes dosagens e de várias marcas.

A recomendação era que eu começasse a tomar a vitamina logo no começo do outono, mas aí eu achei muito exagero, afinal, os dias ainda estavam longos! E mesmo agora que o sol está nascendo lá pelas 8h da manhã e se pondo lá pelas 18h, ainda temos 10h de claridade, pra que eu iria tomar suplemento?

Aí começou a me bater uma preguiça maior que o normal. Uma vontade eterna de ficar na cama. Não bastasse isso, estava difícil controlar meu sono – fiquei muito sonolenta e esse não é meu normal. Até que um sábado desses eu acordei às 10h da manhã depois de 8h de sono – o que é muito satisfatório pra mim -, tirei um cochilo à tarde e à meia-noite eu mal conseguia manter meus olhos abertos e, literalmente, dormi enquanto conversava no Skype. Veja que eu sou o tipo de pessoa que quando tira aquela sonequinha à tarde, o sono custa a vir à noite e só vou dormir lá pelas 2h da manhã.

Foi quando uma amiga brasileira me disse que o sol que estava fazendo aqui era “muito fraco” e já não fazia nenhum efeito no nosso organismo, ou seja, por mais que os dias ainda estivessem relativamente longos, a vitamina D não estava mais sendo sintetizada. E cansaço e sonolência seriam os sinais desta carência. É claro que há outras fontes da vitamina, como peixe e ovos, mas eu precisaria comer uma quantidade absurda de tudo isso pra ter o nível diário necessário, ou seja, o sol estava fazendo falta, ou melhor, os raios UV.

Mas eu, teimosa que sou, não estava comprando a conversa dela e fui perguntar àquele que tudo sabe: Google. Só aí fui convencida que sim, estava passando da hora de começar a tomar os tais comprimidos.

Basicamente, descobri que para nosso corpo sintetizar a vitamina, precisamos ficar expostos ao sol sem protetor solar de 10 a 20 minutos por dia. No Brasil, eu sempre usava creme facial com protetor solar (rugas no futuro não, por favor), mas qualquer voltinha no quarteirão no calor deixava meus braços expostos e recebendo raios UV loucamente. Aqui eu continuo usando os mesmos cremes, mas nem mãozinha sai mais na rua sem luvas – estou sempre na bicicleta e pedalar sem luva nas atuais condições climáticas já é tortura. Além disso, descobri outro fator muito importante: os raios UV tem uma escala que vai de 0 a 17, pelo menos, e para nosso organismo fazer a sintetização os raios precisam estar em pelo menos 3! Menos que isso, o sol não faz nada, não dá nem câncer de pele.

Este site dá a previsão do índice de UV no mundo todo. Para efeitos de comparação, no dia que descobri isso, há umas duas semanas, enquanto o índice em Oulu estava em 1, em São Paulo estava em 9. E a previsão para Oulu daqui pra frente é estar entre 0 e 1. Este link mostra a previsão para a Finlândia e para agora, outubro, só vejo 0-1.

Sol, é você?
Sol, é você?

Resumindo: a Bia finalmente acreditou que essa história de tomar vitamina D não era ladainha, entendeu que sua extrema leseira tinha relação com essa deficiência (que embora todos digam que é um sintoma, eu realmente não achei nada na internet à respeito) e começou a tomar os comprimidos mágicos. Cinco dias depois de começar, eu já senti meu corpo voltar ao normal e muito mais disposta – vocês podem dizer que é efeito placebo. Pode até ser, mas que é fato que eu já não estava sintetizando a tal vitamina e agora estou ingerindo doses diárias, é! Estou mais disposta e apenas com minha preguiça normal.

Dicas da Bela Gil
Dicas da Bela Gil

Inverno, pode vir que estou preparada! E lembre-se, a vitamina D é novo “sunscreen“. 😉

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9 comentários sobre “Vitamina D

  1. Super interessante, Bia! Sabe que já ouvi até gente por aqui dizer que é bom tomar vitamina D, acredita?

    Se o pessoal que mora aí diz que é bom tomar, é porque é bom. E eu não acho que seja efeito placebo não, no inverno a gente fica sonolento mesmo…..

  2. Nesses casos eu sempre tento imaginar como as pessoas se viravam antes da solução atual existir:
    Como sobreviver em países frios sem aquecedor?
    Como obter a quantidade de Vitamina D necessária antes dos comprimidos?
    Com quantos paus se faz uma canoa?

    Enfim, grandes questionamentos da humanidade…

  3. Cely

    Ahhh, Bia!! Descobri q tinha deficiência de vitamina D ao fazer um exame de sangue corriqueiro. De lá para cá, tomo a vitamina diariamente. Não gosto de tomar sol!!!

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