Um novo destino

Janeiro de 2014.
Seis meses depois de ter voltado daquele lugar frio da Irlanda, eu já estava completamente adaptada à vida aqui. Tudo tinha voltado ao lugar e eu estava curtindo minhas férias da melhor forma possível: baladando loucamente dentro de casa na internet e analisando minhas possibilidade de morar fora novamente.

Não me lembro como que acabei caindo nesta reportagem aqui sobre mestrado na Finlândia. Até aí, nada diferente – quantas e quantas vezes eu já não tinha cruzado com reportagens sobre estudos no exterior? O que me chamou atenção mesmo nessa matéria foi 1) tratava-se de um mestrado em Educação e 2) era um curso gratuito na Europa.

Como todos vocês sabem, educação não é importante assim como nenhum outro curso da área de humanas, tanto isso é fato que o Ciência sem Fronteiras não inclui nenhum curso de humanas no programa. Aí você que não só escolheu um curso dessa área, mas ainda foi rebelde o suficiente para escolher algo em educação (fiz Letras), nunca na vida que acha um mestrado no exterior para você e quando acha, custa seus dois rins e um fígado. Aí a sorte muda e cai no seu colo algo que pode se tornar uma boa oportunidade.

Flashback.
Quem acompanha o blog sabe que um dos motivos que me fez voltar ao Brasil ao invés de renovar o visto para outro ano na Irlanda foi o fato de eu não estar fazendo nada de útil por lá. Eu já sabia falar inglês e não estava estudando, tudo o que fazia era trabalhar num subemprego (sem tom pejorativo, pois adorava os loirinhos e acho muito digno ser babá) para me manter morando no exterior. Fim. Quando voltei ao Brasil, eu não descartei a possibilidade de morar fora novamente, mas havia me prometido que isso só aconteceria se fosse para fazer algo de útil, ou seja, um mestrado.

Dito isto, achei muito interessante essa história aí de estudar de graça – algo que fiz do ensino infantil ao ensino superior – na Europa. Pesquisei como era o curso, o que englobava e como era o processo de seleção, que se encerraria em 2 semanas. Fiquei um pouco frustrada ao notar que não teria tempo de preparar tudo nesse curto período de tempo e resolvi que esta seria uma ideia a ser amadurecida ao longo de 2014.

Agosto de 2015.
Estou com tudo pronto e esperando o dia de embarcar para Oulu, a cidade ao norte da Finlândia que chamarei de casa por quase 2 anos e farei meu mestrado em Educação e Globalização.

Confesso que a ficha ainda não caiu muito bem, apesar de ter tido muito tempo para me preparar psicologicamente para isso – foi um trabalhinho chato preparar minha candidatura e foi um trabalho muito mais chato e estressante me organizar e deixar tudo certinho para embarcar ao meu novo destino.

A partir de agora escreverei sobre o processo de candidatura ao curso, a seleção e os preparativos para começar essa nova jornada que vai manter este blog bem animado por um bom tempo!

Sei que Finlândia parece muito exótico e você pode estar pensando “Quem é que vai para a Finlândia?”. Acredite, eu já ouvi essa pergunta várias e várias vezes, mas tudo fará sentido! E o blog sobre a vida na Irlanda é, oficialmente, um blog sobre a vida na Finlândia a partir de agora!

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13 comentários sobre “Um novo destino

  1. Que máximo!!! Sou fascinada pelo norte, e Finlândia está nos meus planos futuros 🙂 Estarei esperando ansiosa aqui pelos seus posts sobre a vida na Finlândia! Mas venha cá, e o frio? hahaha abraço!

    1. Bia

      Oi, Bree!
      Bom saber que a mudança já está tendo boa aceitação! haha… A partir de agora, só falarei sobre Finlândia! 😉
      Pois é, o frio… como lidar? haha… É a única coisa que temo de todo coração nesse novo desafio!
      Beijo!

  2. Caramba, Bia, que legal! Deu pra sentir nos seus últimos posts ainda como moradora de Dublin que as coisas estavam desaceleradas mesmo, e voltar pra Europa como mestranda é fantástico! Legal também saber que está começando seu novo intercâmbio da maneira que gostaria de ter iniciado o meu. Parabéns mesmo!
    Me vejo MUITO tentando desesperadamente sair do Brasil caso não consiga nada pros lados de cá e precise voltar pra casa de novo.
    Tô curioso pra saber sobre o processo de aplicação e sobre o novo país. Só fiquei com a mesma dúvida do comentário anterior: se um dos motivos de ter encerrado o intercâmbio aqui foi o frio (pelo menos é o que deu a entender nos seus posts da época, os quais sempre lembro quando penso no inverno que vou enfrentar em breve, rs), como lidar com ele nessas terras gélidas?
    Tô torcendo pra que tudo dê certo de qualquer forma!

    PS: Lembro de ter lido no ano passado, enquanto ainda estava decidindo as coisas pro meu intercâmbio, alguma coisa sobre o Ciência sem Fronteiras passar a contemplar a área de humanas. Sabe dizer se isso não foi pra frente?

    1. Bia

      Obrigada, Lucas!
      Bom, o frio… esta é outra pergunta que tenho ouvido com frequência e vou escrever a respeito. Mas em minha defesa, digo que apesar de na Irlanda dificilmente nevar ou a temperatura cair muito abaixo de zero, a sensação térmica é sempre muito mais baixa devido a umidade. Eu senti mais frio em Dublin do que em Denver.
      Sobre o CsF, a última vez que pesquisei tentando procurar algo sobre bolsas, não contemplava a área de humanas, não, mas isso já tem um tempo.

  3. Caramba Bia, que legal!!!

    Cheguei até aqui por causa da minha namorada e serei mais um a te acompanhar.

    Sei que talvez tenha poucas oportunidades, mas caso consiga informações sobre a escola de Engenharia de Oulu, também estarei super atento por aqui.

    Abraços e parabéns pelo blog!!

    1. Bia

      Obrigada pelo comentário, Hyan!
      Você tem interesse em fazer mestrado lá também? Acredito que quando chegar lá acabe fazendo amizade com pessoas de outros cursos e posso perguntar a respeito.

      1. Sim, sou da área de Engenharia elétrica e ao ver o seu post eu vi que eles tem uma escola de Engenharia. Sou desprovido de passaporte vinho, mas acho que isso não seria um empecilho tão grande… hahaha

        Caso consiga, estarei de olho.

        Obrigado mais uma vez.

      2. Bia

        Se te consola, eu não tenho passaporte vinho também! Mas neste caso, a única coisa que facilitaria seria no processo de obtenção de visto – economizaria tempo e (muito) dinheiro. Para todo o resto, o fato de não ser cidadão europeu nada influenciou.

  4. The cat is finally out of the bag! Muito bom ver você falando disso no blog, afinal, estou acompanhando essa história há muuuuito tempo – e claro, estou orgulhosa de você e curiosa pra saber sobre a vida na Finlândia!

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