Sintra e Cabo da Roca

O trem que vai a Sintra sai da Estação Rossio e o ticket é relativamente barato, coisa de uns 3 euros cada viagem. Depois de mais ou menos 45 minutos, chegamos a estação da pequena Sintra e lá pagamos 5 euros para utilizar ilimitadamente um ônibus que dá volta na cidade e passa pelas atrações turísticas. Apesar de a cidade ser pequena, há muitas coisas para se ver e como só iríamos passar um dia, tivemos que selecionar o que mais nos interessava. Assim, resolvemos entrar no Castelo dos Mouros, no Palácio da Pena e na Quinta da Regaleira- o que já preencheria nosso dia todo.

O castelo
O castelo

Achei muito caro o valor do ticket do castelo: 14 euros! E assim como o Castelo de São Jorge, o dos Mouros é formado por muitas e muitas muralhas e torres, não há salas ou cômodos para se visitar e o que vale mesmo é a vista de lá. E para visitar o lugar, um bom fôlego faz bastante diferença, porque há degrau atrás de degrau.

Observando a vista
Observando a vista

Até que ficamos um bom tempo lá, batendo fotos de vários ângulos, observando a vista e subindo e descendo degraus. Como havíamos nos encontrado no trem com uma coreana que conhecemos no hostel, ela estava com a gente e passamos o dia todo com ela.

Saindo do castelo, pegamos o ônibus novamente e fomos ao Palácio da Pena, que é muito colorido e bonito na parte externa. O palácio como é conhecido agora ficou pronto em 1840 e servia como a residência de verão da família portuguesa. Em 1889 foi comprado por Portugal e hoje é considerado uma das 7 maravilhas portuguesas.

Palácio da Pena
Palácio da Pena

O palácio é realmente enorme, cheio de cômodos com decorações dignas de uma palácio mesmo! Ficamos um bom tempo olhando tudo e apreciando a grandiosidade do local.

!!!
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De lá, pegamos o ônibus novamente e fomos à Quinta da Regaleira, um local tão grande que tem até mapa e passagens “secretas”. Andamos seguindo a trilha mais longa, até que nos cansamos e pegamos um atalho para chegar ao fundo do poço, literalmente.

Ângulo à partir do fundo do poço!
Ângulo à partir do fundo do poço!

Claro que o caminho de volta à superfície incluía muitos degraus! Terminamos a visita numa pequena casa na Quinta. Bem, a princípio, nossa visita acabaria por aí mesmo e pretendíamos comer alguns docinhos portugueses em alguma padaria, mas a coreana que estava com a gente queria ir ao Cabo da Roca, o ponto mais ocidental da Europa Continental. Já sabíamos que havia um ônibus que saía próximo à estação central quando, mas quando chegamos lá, o motorista do ônibus que estava de saída não nos deixou entrar porque o ônibus já estava lotado. Ficamos um pouco desolados, porque de repente pareceu uma ótima ideia ir até lá. Fomos até a doceria/lanchonete em frente ao ponto de ônibus, onde o dono e seu filho – que era a cara do filho do Carlos Alberto da Praça Nossa- foi super gentil e nos explicou como funcionava o ônibus – de hora em hora – e que se pegássemos o próximo, chegaríamos para ver o pôr-do-sol que, segundo o moço, era muito bonito e valeria a pena. Resolvemos, então, pedir um lanche para matar a fome e passar o tempo enquanto esperávamos o próximo ônibus. Quando este finalmente chegou, subimos felizes e apreensivos, com medo de não conseguirmos chegar lá antes do sol se por. Desta vez Murphy não estava a fim de trabalhar e quase 1h depois, chegamos lá pegando os últimos raios de sol. Confesso que se tivéssemos chegado uns 15 minutos antes a vista teria sido mais bonita, mas o pôr-de-sol que pegamos lá foi um dos mais lindos que já vi!

Cabo da Roca
Cabo da Roca

O local ainda estava cheio de turistas e o sol estava se pondo relativamente rápido. Começamos a tirar fotos loucamente e, claro, também conseguimos esquecer as fotos alguns instantes para apreciar a vista. Depois, voltamos às fotos!

Sim, sou eu!
Sim, sou eu!

Visitar o Cabo da Roca não estava mesmo nos meus planos, mas hoje vejo que foi uma ótima experiência! Uma bela vista e uma ótima sensação de já ter estado neste pontinho mais ocidental da Europa! Quando o sol se pôs definitivamente, voltamos ao ponto para esperar o ônibus de volta à Portugal. Fomos até uma estação de trem e de lá fomos ao Cais do Sodré, de onde caminhamos até o hostel. Apesar do friozinho, foi uma caminhada muito agradável! Ainda tivemos pique de voltar à Rua Augusta para dar uma passeada e comer alguma coisa antes de voltarmos ao hostel.

E eu só me apaixonava mais e mais por Portugal!

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4 comentários sobre “Sintra e Cabo da Roca

  1. Que lindo esse pôr-do-sol, Bia! Eu nem cheguei a encontrar Cabo da Roca nas minhas pesquisas pré-Portugal. Se soubesse, teria ido ao final do dia depois de Sintra, mas acabei indo ver o palácio de Queluz, então tá valendo também!

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