De Porto a Gaia

A primeira parada do segundo dia foi na Torre dos Clérigos. A entrada custa apenas 3 euros – tudo em Portugal é barato – e dá acesso à torre e à igreja anexa a ela. A obra foi concluída em 1763 e na época era a construção mais alta da cidade. Tem 75m de altura e para chegar até o topo somente pelos 240 degraus das escadas em espiral. Vou confessar que cansei, viu?

240 degraus como estes!
240 degraus como estes!

A vista da cidade é bonita, mas como visitei no inverno, o vento frio que batia no rosto não era fácil de aguentar!

Porto!
Porto!

Depois de alguns minutos observando a cidade do alto, encaramos os 240 degraus de volta ao térreo (mas pra descer todo santo ajuda) e decidimos visitar a igreja anexa a torre porque já estávamos lá mesmo, né? Tinha um homem tocando órgão, então, a visita foi embalada por música.

Torre dos Clérigos
Torre dos Clérigos

Saímos andando pela cidade, passando por alguns lugares que já havíamos conhecido no dia anterior, como a Praça da Liberdade, que é lindíssima. É muito gostoso andar por Porto!

Praça da Liberdade
Praça da Liberdade

Chegamos ao Mercado do Bolhão, que foi altamente recomendado pelo guia do walking tour por seu valor histórica e tal. Chegando lá ficamos um pouco decepcionados. Por fora é uma construção bem grande, mas quando entramos, o mercado era muito feio e mal conservado. Não havia muitas barracas abertas, mas tudo em volta parecia que não recebia uma boa reforma há anos. Não achamos nada muito interessante para comprar. Eu comprei apenas duas garrafinhas pequenas de vinho do Porto, porque apesar da garrafa grande ser muito barata, eu não poderia embarcar com ela na minha mala de mão do voo da Ryanair e não estava nem um pouco a fim de pagar para despachar uma mala por causa de um vinho. Desculpem-me, amantes de vinho,

Mercado do Bolhão
Mercado do Bolhão

Não vou dizer que não recomendo a visita, mas se você estiver em Porto e passando por perto, entre, senão, também não há muito que se ver ou comer. De lá fomos a um dos lugares mais famosos da cidade para se comer bifana, um sanduíche típico da região. Nada mais é que pernil no pão saloio, mas não deixa de ser um prato local. O guia do walking tour havia recomendado este lugar e eu quis muito ir porque é realmente um lugar famoso e porque o nome do restaurante é o meu sobrenome! haha… Aliás, meu nome inteiro é extremamente português (apesar de não saber quem são os portugueses da família, pois até onde temos conhecendo, todas as gerações são nascidas aqui no Brasil mesmo) e cansei de andar em Porto e ver placas e nomes de estabelecimentos com meus sobrenomes neles – sou dona de metade de Porto, viu, gente?

Bifana
Bifana

De fato, o lugar é muito famoso, pois pegamos uma fila, digo, uma bicha para poder fazer nosso pedido. Na fila, uns portugueses simpáticos – existe português que não seja simpático?- indicou uns lanches que segundo ele, eram os melhores. Acabei ficando com o tradicional e pedi um caldo verde para acompanhar. Não preciso dizer que estava delicioso também, afinal, existe comida em Portugal que não seja deliciosa? Se sim, fico com as tais Tripas que eu não quis experimentar… haha!

Caldo verde
Caldo verde

Bem perto dali estava a parte alta da Ponde Luís I, então fomos beirando as Muralhas Fernandinas e resolvemos cruzar a ponte para ir para Gaia, a cidadezinha do lado contrário do rio e onde se concentram os vendedores de vinho, pois os impostos lá costumavam ser menores que em Porto. Neste nível, a ponte tanto é passagem de pedestres como de trens comboios. Estava uma bela tarde de sol e foi uma travessia muito gostosa, já que dava para ver Porto, Gaia e o Rio Douro. Eu tenho um certo medo de altura e me dava uma mega vertigem olhar entre os pequenos vãos da ponte, mas enfim, nada que me fizesse dar pra trás.

A ponte
A ponte

Chegando em Gaia, o T. queria visitar uma cave de vinho do Porto. Bem, eu praticamente não bebo, então viagens que incluam atrações alcoólicas não é algo que vai necessariamente me interessar. Não fui no Heineken Experience em Amsterdã, por exemplo, simplesmente porque não tive interesse, logo, não estava nem pensando em vinho quando resolvi visitar Porto. O T. estava, porém ele não pesquisou nada antes e não fazia ideia de preços, horários e os melhores lugares. É claro que eu quase dei uma voadora nele, porque onde já se viu não pesquisar nada? Que não pesquisasse muito antes, mas desse pelo menos uma olhada na noite anterior no hostel, né? Superadas nossas diferenças, acabamos entrando numa loja de um vinho que eu sinceramente não lembro o nome. Não havia nenhuma visita a nenhuma cave, mas você poderia degustar vinhos especiais enquanto a moça explicava toda a história do vinho do Porto e porque ele é tão especial. Eu não comprei vinho, então esperei o T. apreciar o dele enquanto ouvíamos toda a explicação: o vinho do Porto é feito com uvas cultivadas em condições climáticas apenas presentes naquele local, por isso seu gosto é único e reconhecido no mundo todo. A moça que explicou tudo isso tinha um sotaque tão forte e comia tantas vogais em sua fala, que eu juro que tivesse que me esforçar muito e prestar muita atenção no que ela dizia para compreender tudo. O sotaque do Porto é realmente muito forte!

Terminada a visita, voltamos a Porto, desta vez passando pela parte inferior da ponte, onde carros e pedestres dividem o espaço.

A ponte, de mais um ângulo
A ponte, de mais um ângulo

Para encerrar a visita a esta belíssima cidade, fomos ao Palácio da Bolsa que fica a umas duas quadras do hostel. Fizemos o tour guiado, que durou uns 50 minutos. Hoje em dia o palácio dá espaço a diversos eventos culturais, mas foi construído para ser a sede da Associação Comercial de Porto. O prédio é muito bonito por dentro e com certeza vale a visita.

O palácio por dentro
O palácio por dentro

Fomos para a estação Campanhã e aguardamos nosso comboio para o próximo destino.

Impressões de Porto

Porto é uma cidade bem pequenininha com pouco mais de 230 mil habitantes e não é necessário usar o trasporte público ou pegar táxi para praticamente nada dentro da área turística. Por ser uma cidade pequena, não espere grandes badalações ou estabelecimentos abertos até tarde. Até mercado foi difícil achar e eles fecham cedo.

O hostel que fiquei, Dixo’s Oporto, se enquadra naquela categoria de acomodação aconchegante. É um prédio muito charmosinho de uns 5 andares, com quartos arrumadinhos e confortáveis e uma bela decoração destacando a cultura e história local. O lado negativo é que só tem escadas e o sinal wifi só pega na recepção e no primeiro andar, onde fiquei. O  café da manhã pequeno almoço é servido no último andar, onde também fica a cozinha. A decoração é linda e o café bem servido.

Oh que gracinha!
Oh que gracinha!

A comida é sensacional! Quando for a Portugal não perca a oportunidade de experimentar tudo que te oferecem (a não ser que seja tripas… haha). Os portugueses realmente sabem o que é uma boa comida! Os doces, então, nem dá para lembrar sem salivar!

Portugal, assim como a Espanha, é um lugar relativamente barato se comparados com o restante da Europa ou até mesmo Dublin. Dá para se comer bem num restaurante razoável por 10 euros, por exemplo.

Os portuguese foram todos muito simpáticos em todos os lugares que fui, seja para pedir informação ou comprar algo. Na primeira noite, entramos numa lojinha de souvenirs para dar uma olhada e não é que o dono da loja veio puxar papo? Ficou explicando várias coisas que vendia na loja, de onde vinha tradição e tal.

Gostei muito da cidade e certamente recomendaria para qualquer pessoa que resolvesse fazer um mochilão pela Europa. Porto é só <3!

Porto <3
Porto ❤
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4 comentários sobre “De Porto a Gaia

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