Madri – templo egípcio, parque del retiro e zaz!

O último dia em Madri estava gelado! Em Barcelona fazia um friozinho chato logo cedo, algo em torno de 6 graus, mas lá pela hora do almoço já dava até para ficar sem casaco. Madri é mais geladinha e neste dia acordamos com -2 graus. A ideia era visitar o Templo de Debod, um templo egípcio que foi levado a Madri.

O templo
O templo

O laguinho que aparece na foto aí em cima estava congelado! Ok, não congelado tipo “vou patinar”, mas tinha uma camada de gelo por cima, ou seja, a temperatura estava negativa mesmo. Bem, mas aí você me pergunta: por que tem um templo egípcio na capital espanhola? E eu explico: porque iam jogar fora para construir uma barragem no local, lá no Egito, aí resolveram largar na mão dos espanhóis. Claro que essa é a minha versão, se quiser algo mais sério (Wikipedia é séria?), clique aqui.

O templo não é muito grande, mas é permitido visitá-lo inteiro por dentro. Ok que na parte de dentro também não tem muito a se ver, a não ser ler as explicações do uso de cada cômodo e tentar ver os desenhos nas paredes com a pouca luz que entra. Eu recomendo a visita? Se você estiver com tempo e procurando o que fazer, sim, recomendo, além do que, é de graça. Se estiver numa visita corrida, pode deixar pra próxima.

Brincando de fotógrafa
Brincando de fotógrafa

Depois da visita, tomamos nosso rumo de volta a parte mais central de Madri e por mero acaso, passamos em frente ao Palácio Real justamente na hora que havia um burburinho – não sei bem o que era, mas havia carros saindo e a guarda real estava do lado de fora. Não era exatamente uma troca da guarda, mas eles estavam marchando e tal. Sei lá, gente, apesar de ser algo bonitinho e panz, eu ainda acho tão medieval essa história de rei, rainha, palácio e troca da guarda, por mais que os monarcas estejam lá só de enfeite como em alguns casos, ainda fico mais feliz com nossa república aqui. Mas vamos parar por aqui porque esse blog é sobre viagem e intercâmbio.

Um quê de troca da guarda
Um quê de troca da guarda

Do palácio, a fome nos guiou para uma região próxima ao restaurante Botin, aquele que é reconhecido como o mais antigo do mundo, onde resolvemos que iríamos almoçar. Era meio-dia e pouco e todos os restaurante estavam fechados, apesar de haver uma movimentação que indicava que os funcionários já estavam lá. Depois de muito vagar, notamos que em Madri, os restaurante só abrem às 13h, dá para acreditar?

Almoçamos aí
Almoçamos aí

No dito restaurante acima, havia o prato do dia, que consistia na refeição completa por 10 euros. Ora ora, um bom preço, né? Bem, primeiro que o gerente, que nos atendeu, parecia estar com muita raiva no coração naquele dia, porque falava com a gente como se tivéssemos feito algo ruim pra ele. Na hora de oferecer as opções de bebida, o filho da mãe disse que tinham refresco e eu logo me manifestei “opa, é isso que quero”. Bem, não sei se já comentei aqui no blog, mas eu não bebo refrigerante porque sou muito fresca saudável, e fiquei um tanto frustrada quando minha bebida chegou e era uma Schweppes citrus, não um suco de limão como eu estava esperando. E foi assim que aprendi que refresco em espanhol não significa suco – quem mandou não assistir Chaves à exaustão, né?!

Aí fui pedir a senha do wifi (ou “uifi”, como eles pronunciam em espanhol) e o gerente simplesmente virou e disse “não sei”. Educação mandou lembranças novamente. Pouco depois, nossa refeição chegou. A entrada era uma sopa de batata com carne – ehhh, não curti. Depois era frango, mas achei que viria um filézão de frango, mas que nada! Era tipo as coxinhas do frango no osso. Por fim, a sobremesa, um pudim bem mais ou menos.

Le franguinho espanhol
Le franguinho espanhol

Sobre a educação espanhola, incluindo o gerente do restaurante, eu não sei se posso generalizar e dizer que os espanhóis são meio grossos mesmo ou se apenas cruzei com alguns grosseiros. Às vezes também, o que eu considero grosseria a partir do meu ponto de vista brasileiro, na verdade, é apenas o jeito deles e eu estou apenas sendo dramática. E claro, tem a parte que eu acho a língua espanhola bem feia e isso não soa bem aos meus ouvidos.

Depois de mais umas voltas pela região e já alimentados, meu eu-alcoólico o destino nos levou novamente ao Mercado de San Miguel para a saideira: mais uma sangría deliciosa com tapas, também conhecidas como azeitonas. Gente, se eu pudesse recomendar apenas um passeio em Madri, eu diria “vá tomar sangría no Mercado de San Míguel” – demais!

Para encerrar a visita a Madri, fomos ao Parque del Retiro, um grande parque urbano com um laguinho. O dia estava bem gostoso, com aquele friozinho de inverno ainda, mas com aquele solzinho que faz parecer que a vida vale a pena. Infelizmente, como precisávamos pegar o voo para o próximo destino àquela noite, não podemos apreciar o parque com mais calma nem andar de pedalinho no lago, que é realmente muito bonito.

Parque del Retiro
Parque del Retiro

Por fim, passamos pelas Portas de Alcalá, situadas numa das entradas do parque e voltamos ao hostel para pegarmos nossas tralhas. As Portas de Alcalá foram construídas em 1778 para serem a entrada da cidade e hoje em dia é apenas um monumento bonito no meio da rua.

Portas de Alacalá
Portas de Alcalá

E assim terminou minha visita à capital espanhola. O acesso ao aeroporto a partir do centro da cidade é muito fácil e relativamente rápido de metrô. O ticket para o aeroporto custa em torno de 5 euros e a viagem toda dura mais ou menos uns 40 minutos e záz, você está dentro do aeroporto! O Barajas é muito grande e o guichê da Ryanair é nos confins do aeroporto, como era de se esperar, mas conseguimos chegar a tempo e deu tudo certo! No Barajas também tem wifi gratuito, mas por apenas 30 minutos, então use seu tempo wisely.

No próximo post, que se tudo der certo será em breve, minhas impressões da cidade. 😉

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4 comentários sobre “Madri – templo egípcio, parque del retiro e zaz!

  1. Paulo

    gravei bem:
    “40 minutos” e “se eu pudesse recomendar apenas um passeio em Madri, eu diria ‘vá tomar sangría no Mercado de San Míguel'”.
    Ta aí uma ideia hahaha
    vlw pelo post 😉

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