Barcelona – La Boquería e Gaudí

No último dia em Barcelona, acordamos cedo novamente (acho que vou eliminar essa parte, porque quando eu viajo, eu sempre acordo cedo e então isso já fica subentendido a partir do próximo post, tá?) e tomamos nosso café previamente comprado no dia anterior (a gente esbanja num dia dia e compra “toddynho” no mercado no outro… ces’t la vie). A ideia era começar o dia visitando a La Boquería, desta vez já sabendo que o mercado estaria aberto – we were done with newbices.

O tal "mercat" - mercado em catalão
O tal “mercat” – mercado em catalão

Eu ainda não havia visitado o Mercado Municipal de São Paulo quando fui lá, então não tinha nada para comparar na época, mas como eu fiz rolê de turista aqui em Sampa e agora já posso me orgulhar de dizer que sim, eu conheço o Mercadão (que achei muito caro e mais bonito por fora do que por dentro), posso ter uma base para falar. A La Boquería se assemelha muito com o de São Paulo, dadas as devidas proporções (porque por aqui tudo sempre vai ser maior, né?) e as peculiaridades de cada lugar. Achei bem exótico ver frutos do mar expostos, lindos docinhos super coloridos, muitas frutas e otras cositas.

Frutas ou docinhos?
Frutas ou docinhos?

Pra ser sincera mesmo, achei foi bizarro ver lagostas e caranguejos vivinhos da silva mexendo as patas pra lá e pra cá a espera de um comprador. Se você gosta de frutos do mar, não te julgo – eu como vacas, porcos e franguinhos – mas que eu não conseguiria comer um bicho daquele me lembrando dele vivo se mexendo no gelo, ah, não conseguiria. (Sim, eu já vi todos os bichinhos que como vivos, inclusive, meus avós quando eram vivos tinham uma fazenda onde criavam tudo isso e eu já brinquei muito com porquinhos bebês e bezerros quando era criança, mas sei lá, sou uma hipócrita ou me acostumaram desde criança? Chega de filosofia vegetariana aqui).

Hola, estoy vivo!
Hola, estoy vivo!

Aí que a gente passou por uma vitrine cheias dessas cabeças despeladas e ficamos intrigados com a visão.

Cabezas
Cabezas

O Rick pergunta à dona da barraca “O que é isso?”, ao que ela responde “Cabeças”. Nós nos olhamos e algum de nós retrucou “Cabeça de que?” e ela, com muita má vontade, responde “Cordeiro”. Tipo, uma criança de um ano saberia que isso são cabeças, mas a mulher resolveu brincar de Chaves com a gente, né, só pode.

Saímos da La Boquería – que eu nem achei lá essas coisas – e fomos para o famoso Parque Güell, aquele parque que todo mundo vai, todo mundo bate foto e mesmo quem nunca esteve em Barcelona, quando vê as fotos, sabe que é Barça.

Beautiful view
Beautiful view – a caminho do Parque Guell

Não pense que é fácil chegar lá – ou nós que escolhemos o caminho mais árduo. Saímos da estação de metrô e olha, que subida, que subida! Era tanta subida e tão íngreme que em alguns trechos tinha escada rolante no meio da rua – sério!

Como chegamos cedo, não pegamos fila pra nada – aliás, fica a dica, porque em todos os lugares que chegamos até às 10h da manhã, não tinha fila – compramos nosso ticket e seguimos para dentro do parque. Pagamos 8 euros para entrar na Monumental Zone – a Casa Gaudí, o museu, não está incluso e custaria mais 5 euros – e fomos visitar o famoso.

Os famosos azulejos
Os famosos azulejos

O parque Guell tem esse nome em homenagem ao mecenas que patrocinou o projeto de Gaudí. O projeto não deu muito certo, o parque acabou virando público e hoje todo mundo visita e acha o máximo. Nós achamos que ficaríamos quase o dia todo por lá, mas o parque não é tão grande assim. No caminho de volta, logo na saída do parque, tem uma espécie de cinema 4D mostrando as obras de Gaudí de um jeito diferente. A Bárbara e o Rick resolveram entrar e eu fiquei esperando. De lá, almoçamos e seguimos para a última atração da visita: a Sagrada Família.

Vista da Sagrada Família a partir do Park Guell
Vista da Sagrada Família a partir do Park Guell

A ideia era apenas ver a igreja por fora, tirar umas fotos e ir embora, mas como ainda tínhamos bastante tempo sobrando, a fila para comprar o ticket estava pequena e a igreja, apesar de inacabada, impressionou, resolvemos entrar.

A igreja é mais um projeto de Gaudí e a previsão é que fique pronta em 2026, no centenário da morte do arquiteto. Eu confesso que pro fora acho bem feia, mas depois que um certo arquiteto me explicou a inspiração de Gaudí para projetar a igreja desta forma – há alguma relação com as formas da natureza – eu até me simpatizei um pouco mais com ela. Assim como quase todas as atrações de Barcelona, achei a entrada cara, mas com o ticket também é possível visitar um museu que fica embaixo da igreja.

Se achei a igreja feia por fora, eu me impressionei por dentro! É diferente de tudo que já vi e a luz do sol batendo nas janelas coloridas completaram a beleza do local.

Por dentro
Por dentro

Terminada a visita, voltamos ao hostel ainda com um tempinho para sentar e descansar. Bárbara e Rick foram para o aeroporto pegar o voo de volta a Dublin e eu fui para a rodoviária esperar o ônibus que me levaria a Madrid.

E se tudo der certo, nem vou levar duas semanas para postar novamente! :/

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2 comentários sobre “Barcelona – La Boquería e Gaudí

  1. Também não sou a maior fã de mercadões, mas acho legal ver alguns produtos locais, coisas exóticas e tal (menos os bichinhos vivos, coitados). A Sagrada Família é bonita sim, mas principalmente por dentro: ali é que ela arrebenta na beleza! As cores são fantásticas!

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