Barcelona – tapas e história

Acordamos no meio da madrugada para ir ao aeroporto – uma horrorosa linda madrugada de frio e chuva. Eu estava com as passagens de todo mundo e esqueci a pasta em cima da mesa. A sorte é que tenho a mania de rever mentalmente se estou com tudo antes de sair de casa e nessa, lembrei que não havia pego a pasta. Ufa, né?!

O aeroporto estava muito cheio e o voo da Ryanair estava lotado – nunca tinha visto isso! Era o primeiro final de semana depois do ano novo, então o pessoal devia estar voltando pra casa ou indo viajar. E a Ryanair mudou um pouco desde a última vez que viajei pela companhia: agora, além da mala de mão, também é permitido levar uma bolsa e na hora de fazer o check-in, eles já selecionam sua poltrona – antes era quem sentava primeiro. Com estas mudanças e o voo cheio, agora quando não conseguem alocar sua mala de mão na cabine, ela é despachada sem custo, se estiver dentro dos limites de tamanho, claro. Acabaram despachando nossas malas, o que foi ruim, porque precisamos esperar elas chegarem na esteira lá em Barcelona e sujaram minha mochilinha linda. 😦

Ryanair <3
Ryanair ❤

Saímos do aeroporto e pegamos o trem até o centro de Barcelona. A estação fica do lado do aeroporto e os trens saem a cada 20-30 minutos. Compramos o ticket T-10 que custou 9,30 euros e dá direito a fazer 10 viagens, inclusive o trajeto até o aeroporto. Lá chegando, já fiquei impressionada com a beleza das ruas do centro e no nosso caminho até o hostel, já demos de cara com pontos turísticos projetador por Gaudí.

Ficamos num hostel bem cozy, o BCN Casanova. É aquele tipo de hostel pra quem quer tranquilidade, já que não é gigante. Mas eu achei bem confortável – cama ok, duchas quentes, cozinha, cofres nos quartos e staff bacana. Como acabamos chegando em Barcelona depois do horário previsto e estávamos com fome, resolvemos adiar a visita a La Boquería, almoçar e fazer o walking tour que começava às 14h. Bem, no caminho para o ponto de encontro do walking tour, passamos em frente de um restaurante que servia tapas. Eu confesso que já tinha muito ouvido falar que tapas era a comida típica da Espanha, mas não entendia muito bem o que era e este restaurante me fez parar de ser trouxa e notar o óbvio ter uma epifania.

O restaurante bonitinho!
O restaurante bonitinho!

Certa vez fui a um restaurante espanhol chamado Sancho y Tapas, lá na Augusta (eh, vocês já devem ter notado que não saio da Augusta/Paulista). A comida era deliciosa, mas as porções eram muito pequenas e carinhas. Saí do restaurante me sentindo pobre com fome e tentando entender que história era essa de pagar muito e comer pouco. Um ano e meio depois, estou num restaurante em Barcelona. Eu peço um burrito, a Bárbara pede macarrão e o Rick pede carne. Tudo vem em prato de sobremesa em porções mini. A especialidade do restaurante é tapas… AHÁ! Mistério solucionado: tapas são pequenas porções de qualquer tipo de comida!  Só que o restaurante espanhol estava mais barato que o da Augusta. Eu devo ser muito trouxa mesmo ryca para conseguir morar em São Paulo, gente.

Chegamos em cima da hora para começar o walking tour que, para variar um pouco, era do Sandemans. O guia era um britânico extremamente loiro e oh, ele era excelente! Só teve um probleminha nas 3h de tour que fizemos: eu não lembrava nem mais meu nome de tão cansada que estava, já que estava no meu 5º dia dormindo pouco e naquele dia estava acordada desde às 3h40 da manhã. Problemas do primeiro mundo. Eu entendia cada palavra que ele dizia, mas elas não faziam sentido na minha cabeça.

Bárbara, eu e Billy, o guia
Bárbara, eu e Billy, o guia

O tour basicamente passa pela parte gótica da cidade e conta um pouco da história de como Barcelona se formou (e toda aquela história de Catalúnia que eu vou deixar para outro post).

Barcino  Barcelona em latim
Barcino – Barcelona em latim

Olha, foram 3h de tour, o guia era realmente muito bom e contou muita coisa e eu adoraria contar muitas dessas coisas para vocês, mas eu confesso que tudo que meu cérebro absorveu foi que na foto aqui embaixo, na Plaça de Sant Felipe Neri, foram feitas cenas do filme Vicky Cristina Barcelona (do Woody Allen, aquele diretor que eu nem gosto e nem tenho tipo uns 30 DVDs) e que esta praça foi bombardeada durante a Guerra Civil Espanhola, matando 20 crianças que se escondiam na igreja e ainda hoje há buracos nas paredes externas – uma história triste.

Plaça Sant Felipe Neri
Plaça Sant Felipe Neri

Oh wait. Também me lembro de algo que me impressionou muito. Passamos por um memorial chamado “Fossar de les Moreres”, onde em 1714 muitas pessoas foram sepultadas, mortas na Guerra da Sucessão Espanhola – eram defensores de Barcelona. No local há uma tocha que simboliza a chama eterna.

Fossar de les moreres
Fossar de les moreres

O tour terminou próximo ao Arco do Triunfo, que foi construído em 1888. Fomos lá tirar uma fotos e depois seguimos para um parque ali perto,o Parc de la Ciutadella, para ver uma linda fonte, a Fonte Cascada.

Arco do Triunfo
Arco do Triunfo
Rick e eu de photobombers na foto da fonte
Rick e eu de photobombers na foto da fonte

Em Barcelona tem um parque gigante, o Parc Montjuic. No inverno, às sextas e sábados, há um show de luzes na Fonte Mágica, das 19h às 21h. Mesmo cansados e abatidos, seguimos para ver o show da fonte, até porque, nosso primeiro dia lá foi um sábado e ou era naquela noite ou nunca. Estava muito lotado nos arredores da fonte e ficamos lá aguardando o show começar. Rick e eu vimos a beirada da ponte vazia e que dava para sentar sem encostar os pés na água e pensamos “Ué, por que não tem ninguém num lugar tão privilegiado como este? Vamos sentar e se alguém mandar sair, a gente levanta, oras.” A Bárbara é menos vida loka sem noção que a gente, e resolveu que não ia sentar.

Os "Vida loka" sentados na fonte
Os “vida loka” sentados na fonte

Aí o show começou: luz, água, AÇÃO! Pouco me impressiono com coisas que todos ficam impressionados, mas aquela música tocando, a água dançando e as luzes mudando de cor realmente me impressionaram… e a água me molhou! Nesta hora, Rick e eu percebemos porque não tinha ninguém sentado na beirada da fonte!

O show todo durou cerca de 15 minutos, com muitas cores e “coreografias”. Acredito que ele se repita até às 21h, mas logo depois que a primeira “sessão” terminou, nós pegamos o rumo do hostel por motivos óbvios: estávamos mortos de fome e queríamos parar em qualquer restaurante no caminho para comer.

Fonte Mágico sendo mágica
Fonte Mágica sendo mágica

Jantamos e no caminho de volta ao hostel, descobrimos que na Gran Via – uma das mais longas avenidas da cidade-, há uma feirinha permanente de artesanato, comida e artigos em geral. Ela ocupa o canteiro central e tem muitas, mas muuuuitas barraquinhas! E o que eu eu vejo logo de cara? Churros! Pronto, a alegria da noite estava completa! Compramos nossos churros, chegamos no hostel exaustos e daí foi banho, cama e descansar para o segundo dia em Barça – olha a intimidade.

Churros! Churros! Churros!
Churros! Churros! Churros!
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11 comentários sobre “Barcelona – tapas e história

  1. Compartilho/compartilhava do mesmo sentimento de “trouxidão” que você.

    Eu pensei que tapas fosse tudo, menos uma pequena porção de qualquer comida!
    Cara, como assim?? O.o

    E olha que eu vou pra Espanha e apesar de já ter lido 1 milhão de vezes que a gastronomia típica, juntamente com a paella, é a tapa eu nunca tinha me atentado pro que realmente é.

    Um fabuloso esclarecimento Bia! Thanks! 😀

    1. Bia

      You are welcome!
      Pois é, precisei chegar lá para descobrir o que eram as famosas tapas! Mas nos próximos posts têm explicações mais específicas, aguarde! hehehe…

      1. Paulo

        Bahhh, eu tentei nao falar nada pra ver se vc continuaria a postar fotos como essa hahaha, adorei ver seu rosto, ver a face das centenas de textos que li nas ultimas semanas… acho que seu pq vc nao quis mostrar o rosto… foi pra não tirar o foco do seu texto com vossa beleza =O hahahaa
        Ps. aprove esse comentario não hahaha, é mais um recado pra ti hahaha, mas se quiser aprovar, tem problema nao “Tô sem vergonha” =O

      2. Bia

        Ops, aprovei! 😉
        Que isso, Paulo?! haha… só prefiro o “anonimato”, mas já eram algumas cobranças para eu colocar uma foto em que não estivesse de costas. Agora voltamos à nossa programação normal. 😉

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