Livros

Eu comecei a ler muito cedo – aos 7 anos, toda semana levava um livro para casa da coleção Salve-se quem puder da Editora Scipione. Nos anos 90, sem internet, computador ou tablets, minha distração à tarde era ler e solucionar os mistérios do livro que pegava na biblioteca da escola. O hábito de ler me acompanhou por toda a adolescência – era daquelas que ia toda semana na biblioteca pública pegar um livro – e só mesmo quando comecei a faculdade e passei a ler por obrigação – o curso de Letras tem dessas coisas – que acabei me tornando uma leitora menos assídua. Porém, nunca abandonei o hábito e, honestamente, não faço ideia de quantos livros já li na vida.

Aviso desde já que tenho sim preconceito literário e não acho que qualquer leitura é válida. Uma pessoa que nunca leu nada pegar um livro de qualidade duvidosa para ler é aceitável como uma “porta de entrada” para leitura, mas tem tanta coisa boa e tantos clássicos por aí que não vejo porque ficar lendo best-seller, entende? Admito que na pré-adolescência quando os livros infantis não me interessavam mais e não tinha referência nenhuma de literatura, comecei a ler os trocentos livros do Paulo Coelho que achei em casa. Eu leio Paulo Coelho hoje? Não. Eu recomendo? Não. Mas não posso negar que foi ele quem me despertou um interesse por leitura… que mais tarde, eu lapidei, por assim dizer. E essa é a ideia.

Tudo isso para introduzir o desafio desta semana…

Semana 34 – Livros que recomendo

Ficção

1- Lolita – Vladimir Nabokov

Eu li este livro em 2007 e amei, amei, amei! A narrativa é envolvente e se não tomar cuidado, você acaba acreditando no autor-narrador, que não é nada confiável, já que nos tenta convencer que amar uma pré-adolescente de 12 anos não tem nada de errado.

2- 1984 – George Orwell

Fala de uma sociedade controlada por um governo totalitário. Não há livre expressão, as pessoas são constantemente manipuladas. Não deixa de fazer sentido fazer relação com os dias atuais.

3- Revolução dos Bichos – George Orwell

De repente animais de uma fazenda tomam o poder e querem ser completamente diferentes dos humanos, aquela raça ruim. Porém, os porquinhos começam a ter traços muito humanos, como usar roupa e andar sob duas patas. E agora?

4- O pequeno príncipe – Antoine de Saint-Exupéry

O livro é, aparentemente, para crianças, mas tem lá sua filosofia. Hoje é até meio batido e algumas frases já viraram clichê, mas não deixa de ser uma história encantadora,

5- Ensaio sobre a cegueira – José Saramago

A cidade é tomada por uma cegueira branca: as pessoas, uma a uma, começam a ver tudo branco. A sociedade se reorganiza e as relações de poder mudam. Todos se tornam cegos e seus instintos vêm à tona. É um livro muito forte, sofri enquanto lia diversas partes da história

Não ficção

1- O diário de Anne Frank

Já li umas 3 ou 4 vezes. É o diário da alemã Anne Frank, boa parte escrito enquanto se escondia dos nazistas em um anexo secreto na Holanda – visitei o local quando estive em Amsterdã.

2- Mentes perigosas – O psicopata mora ao lado – Ana Beatriz Barbosa Silva

Este livro, de modo algum, é um manual para identificar psicopatas, porém a autora descreve de uma forma bem simples para leigos o que é a psicopatia e como ela se manifesta. A ideia é que possamos identificar traços da doença e nos defender. Há muitos psicopatas que não matam, mas causam prejuízos financeiros ou emocionais. Como sempre gostei de histórias de serial killer, achei o livro muito interessante.

3- Na natureza selvagem

Figurinha batida já neste blog, mas desta vez é o livro que inspirou o filme, claro. O livro tem muitos detalhes que por razões óbvias não aparecem no filme, além das teorias sobre a morte de Chris McCandless.

4- Night – Elie Wiesel

Um judeu que viveu num campo de concentração e foi libertado 11 meses depois, conta suas experiência no campo. Para quem gosta de ler sobre essa parte da história, é um ótimo livro.

5- There is a light that never goes out

A biografia da banda The Smiths. Sei que não interessaria à muita gente, mas se você for fã da banda, vale a pena ler as mais de 600 páginas do livro!

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5 comentários sobre “Livros

  1. Excelente lista!

    Eu só não concordo com o lance da “literatura barata”, acho que só porque uma pessoa lê, sei lá, Hunger Games (pra citar um best-seller) ela é menos inteligente.

    Sobre duas indicações, eu li “Lolita” na adolescência e não gostei. Já “1984” e “animal farm” são ótimos, muito bons!!!

    Esse da natureza selvagem eu preciso ler/ver o filme de tanto que vc fala! 🙂

    1. Bia

      Eu não quis dizer que a pessoa é menos inteligente, eu só não vejo sentido em ler, sei lá, 50 tons de cinza quando tem coisa muito melhor por aí.

  2. O grande problema dos best sellers é que eles são feitos (escritos) para vender e para vender vale qualquer coisa – se tiver um bom enredo e possíveis continuações tem Ok da editora. Um livro não é feito apenas de enredo, tem muito mais por baixo… tem a própria beleza das contruções linguísticas, a poesia inerente, lições de vida, reflexões e questionamentos que são propostos… um bom livro deve mudar sua perspectiva de mundo e ser uma peça de adaptação cinematográfica com sequências trinas.

    Eu comparo os best sellers como doces: eles são gostosos de ler porque são fáceis e a história sempre nos prende e encanta, mas como sua mãe já deve ter dito: “doce demais estraga os dentes e faz mal para o estômago”… um leitor de verdade não pode nem deve ficar apenas nos best sellers, ele deve procurar uma comida mais nutritiva para a mente. Não acho que o BestSellers devam ser lidos apenas como portas de entrada; eu admito que um bom leitor pode se dar o luxo de ler obras mais comerciais em qualquer momento da sua carreira literária, mas jamais deve viver somente deles

    1. Bia

      Ótima “análise”! Apenas discordo da última parte: não acho que ler um best-seller é se dar ao luxo! Ainda acho que há tanta coisa boa que eu ainda não li que não dá para “perder tempo” com best-seller. Mas enfim, a definição de best-seller é ampla também. O pequeno príncipe é um best-seller, não? 😉

      1. Verdade… o termo é amplo e o que pode definir best seller? Pelo nome em si não temos muita coisa e somente pelo nome o Pequeno Príncipe é um best seller, mas sem deixar de ser uma literatura de qualidade.

        Eu sei que há muita coisa boa para se ler por aí, mas um leitor maduro, consciente e senhor de si consegue ler um livro de qualidade duvidosa apenas por ler ou mudar o gênero que estava lendo.

        Em resumo quis dizer que não faz mal ler um livro dessa linha desde que você exatamente o que está consumindo e sem se deixar viciar (porque essas coisas viciam kkk vide sua irmã kkkk)

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