Speaking, CPE II – O retorno

Como eu contei aqui, eu não passei na prova do CPE por 3 pontos! E como eu sou brasileira e não desisto nunca, decidi prestar a prova novamente apenas 6 meses depois da primeira tentativa. Eu falei sobre o primeiro speaking test do CPE aqui e sobre o speaking do CAE aqui.

E hoje foi meu speaking. Achei bem estranho a prova ser depois das 20h, já que na Irlanda fiz de manhã todas as vezes. Trabalhei o dia todo e de lá fui para o centro que aplica a prova. Cheguei 1h antes do horário marcado e fiquei lá olhando para as paredes enquanto esperava. O procedimento pré-prova foi um pouco diferente do feito na Irlanda. Na ilha gelada, eu precisei apresentar apenas meu documento de identidade e tirar uma foto. Aqui, além do documento, precisei mostrar o timetable que me enviaram por email (tipo, eles não sabem a hora que eu vou fazer a prova?) e não precisei tirar foto. Na Irlanda, eu pude ficar com meu celular e bolsa enquanto esperava. Aqui, precisei desligar meu celular e deixar numa mesa assim que cheguei. Na Irlanda, me mostraram a pessoa com quem eu faria o teste antes de começá-lo. Aqui, só descobri na hora que chamaram meu nome para fazer o teste.

A prova começou 15 minutos antes da hora marcada e fiz com um rapaz que parecia ter uns 19 anos. A prova durou mais de 20 minutos e não os 18 previstos.

A examinadora fez muito mais perguntas na primeira parte do que me fizeram na Irlanda. Lá foram apenas duas para cada candidato e perguntas diferentes. Aqui, me fizeram umas 4 perguntas e repetiram algumas delas para o rapaz que estava comigo. Não fizeram a perguntinha básica “Where are you from?” por razões óbvias.

Na segunda parte, precisamos comparar duas figuras e dizer quem bateu a foto. Ok. Depois, precisamos discutir cada figura de acordo com um tema (campanha sobre consumismo) e dizer qual foto não entraria na campanha. Acabamos nos alongando na discussão e não conseguimos decidir qual figura ficaria de fora. Claro, perdemos pontos nessa.

Na terceira parte, precisei falar sobre se era possível dar nossa opinião honestamente sempre que possível e por fim, eu e o rapaz respondemos algumas perguntas sobre opiniões.

Minha auto-avaliação: ao contrário da outra vez, eu não parei de falar antes que o tempo acabasse. Tentei falar mais pausadamente e fui interrompida pela examinadora em todas as respostas. Ah, também não cometi a idiotice de concluir minhas ideias com “That’s it”! Porém, acho que fiquei discutindo em círculos. Sabe quando você dá sua opinião, aí volta no que já falou e fica nessa? Pois é. Desta vez os temas nem estavam tão ruins quanto da primeira vez que prestei, mas acho que não fui muito eloquente. Fiquei tentando usar estruturas mais complexas, mas não consegui… pensar no que se vai falar e ainda tentar encaixar inversions e coisas do tipo é meio difícil, pelo menos pra mim.

Além disso, a examinadora que dá as notas não parava de passar a borracha nas mark sheets e isto estava me dando nervoso já! Na Irlanda, o outro examinador ficava atrás da gente ou bem atrás do examinador que faz as perguntas e, portanto, não dava muito para ver o que ele estava fazendo. Eu estava quase do lado da examinadora e isso me deixou tensa. Por que ela apagava tanto aquela folha? Não tinha certeza da nota? Eu falava uma coisa bacana, aí aumentava nota, depois eu falava uma babaquice e ela abaixava? Foi o que fiquei pensando.

Saí da sala com a impressão de não ter ido muito bem, mas comparando com a primeira vez que fiz, acho que falei mais e melhor. Admito que não me preparei para o teste (vi vídeos no youtube de provas de CPE e peguei dicas na internet, mas não treinei com ninguém) e acho muito artificial usar as expressões que eles esperam que usemos. Afinal, quem é que num contexto natural de conversação fala como num CPE?

A prova escrita é quinta-feira. Eu fiz alguns simulados e estou confiante no meu listening e reading (li uns 7 ou 8 livros este ano, porém todos em inglês e isso com certeza ajuda na interpretação de texto). O resultado sai em janeiro. Se eu passar, fico feliz e pego meu reembolso do valor da prova com a escola. Se não passar, eu vou tentar de novo… sou brasileira, né?

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2 comentários sobre “Speaking, CPE II – O retorno

  1. Examinador no Brasil é uó. Eu lembro de conversas da sala dos professores da CI – muitos professores lá são examinadores também. Eles são filhos da puta, querem corrigir cada errinho minúsculo. Já ouvi dizer que examinador gringo é mais sossegado. Mas você vai passar sim! 😀

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