Depressão Pós Intercâmbio

Fato ou frescura?

Apesar da sua família e amigos acharem uma baita frescura da sua parte você dizer que está achando tudo estranho (“Mas tu morou aqui a vida toda e com só um ano fora tá assim, moleque?”), há estudos que compravam que sim, a tal depressão existe mesmo, e também é chamada de síndrome do regresso (e eu não sou psicóloga nem entendida no assunto e não sei explicar a diferença de uma síndrome para uma deprê- tudo que sei é que a gente fica estranho mesmo)!

Há quase dois meses no Brasil, já consigo comparar os meus retornos à pátria amada e idolatrada ao país. E eles foram muito diferentes.

Há 4 anos eu retornava depois de pouco mais de um ano morando na Obamaland nos EUA. Eu tinha 21 anos, aquela havia sido minha primeira viagem internacional e claro, meu primeiro intercâmbio. No período em que estive fora, eu viajei muito mais do que já havia viajado até então. Fui a Los Angeles, San Francisco, Las Vegas, Grand Canyon, New York, New Jersey, Connecticut, Aspen, além de ter ido pela primeira vez a Europa: Inglaterra, França e Itália. Vi neve pela primeira vez, esquiei pela primeira vez, viajei sozinha pela primeira vez, cuidei de crianças (e me apaixonei) pela primeira vez. Experimentei comida mexicana, tofu, corndog, refrigerante de creme e blueberry. Vivenciei toda a cultura dos judeus americanos e entrei numa dieta kosher. Conheci um mundo completamente novo! Foi muita informação, muitas descobertas e muito aprendizado e aí… puff! Voltei para a vida que havia deixado um ano antes. E que continuava exatamente como eu a havia deixado. Só que eu estava diferente. Não só porque então eu já falava inglês com segurança ou havia viajado. Havia algo completamente novo dentro de mim e veio o choque: parecia que tudo aquilo que eu havia vivido no último ano da minha vida havia sido um sonho, que nada era real. E eu não falo metaforicamente, eu realmente me perguntava se eu havia feito tudo aquilo, mas eu via as fotos e tudo indicava que sim, foi real. Eu estava de volta ao Brasil, sem emprego, sem viver nada novo, numa rotina de acordar ao meio-dia, ficar na internet, ir para a faculdade, voltar e ficar até altas horas da madrugada online. Eu me sentia só, incompreendida e não havia com quem falar.

...

Entendam que meu problema não foi me arrepender de ter voltado-  eu gostaria de ter ficado mais tempo nos EUA, mas não queria necessariamente voltar. Não foi achar que o Brasil é uma droga e os EUA são tudo de bom e maravilhoso- não sou dessas. NÃO! O problema foi me sentir deslocada por ter tido tantas experiências e ter voltado com uma bagagem cultural gigante e tudo continuar extamente como estava.

Isto durou alguns meses. Aproveitei que não estava trabalhando e me dediquei a faculdade para ocupar a mente (depois de superar uma crise existencial em relação ao curso de Letras- o que até merece um post futuramente) e lembro até hoje que mesmo cursando 10 matérias (o que é muito pesado) eu consegui média 9,1 naquele semestre (não sou apenas um rostinho bonito, gentchi). Esta depressão pós intercâmbio passou, definitivamente, quando comecei a trabalhar, conheci outras pessoas, voltei à realidade e ocupei minha mente. Só digo uma coisa: foi TENSO!

Aí, em 2013, eu volto da ilha dos leprechauns. Foi tudo completamente diferente! Confesso que um dia ou outro bateu uma tristeza e como já escrevi em outro post, achei as coisas por aqui meio estranhas. Mas a tristeza durou muito pouco e o estranhamento passou rapidinho. Em partes porque nos meus primeiros dias, eu mal parei em casa saindo para ver amigos (coisa que não fiz quando voltei dos EUA). Já coloquei os pés aqui com emprego, matriculada na faculdade e por último, mas não menos importante, sabendo que eu não iria mais passar taaaaanto frio! Em outras palavras, o bichinho da deprê não me pegou desta vez!
[Estudos comprovam que cerca de 70% dos leitores já pararam de ler este post ou pularam para o parágrafo final].

Como assim, Bia? Conta aê!

No meu ano na Irlanda eu conheci outros 8 países, experimentei Kopparberg *suspiros*, cuidei de crianças (e me apaixonei outra vez) e enfim, tive muitas experiências também e sim, a sensação de deslocamento também bateu na porta de novo, como eu contei de forma muito confusa aqui. Mas além de eu já ter tido a experiência e, consequentemente, ter conseguido lidar melhor desta vez, alguns outros fatores foram muito relevantes:

Maturidade– Senta aqui, meu neto, vou te contar minha história. Ok, não sou tão velha assim, estou na flor dos meus meus vinte e alguns anos, mas vamos combinar que dos 21 para 25 anos a gente amadurece bastante e ter sido completamente independente durante o último ano te força a amadurecer ainda mais. E isto, claro, te faz encarar a vida de uma forma diferente.

Deslumbramento– Na verdade, a falta dele. Lembro-me bem até hoje quando cheguei no aeroporto de Washington DC, onde pegaria meu voo de conexão para Newark para fazer o treinamento de au pair. Fui ao banheiro e fiquei boquiaberta quando vi a descarga automática! Eu achei coisa de outro mundo! Isso é para ilustrar que tudo me deslumbrava. Eu mal conseguia acreditar que estava em solo americano quando desembarquei por lá. Já minha última viagem europeia foi tipo “Tô na Holanda. Será que o hostel serve café-da-manhã?“. Parece paradoxal, mas o novo se torna normal e conhecer outro país já não causa tanto furor. O fator deslumbramento sumiu. A Alemanha pode ser tão legal quanto o Brasil, dependendo do que estamos falando. Sacou?

Brasil versus o resto do mundo – Aquela história do fulaninho que conheceu as Zoropa e acha que tudo no Brasil é uma droga e tudo fora do Brasil (e da América Latina, de preferência) é o máximo! Brasil tem problemas? Tem. A Irlanda é perfeita, né? Vai abrir sua conta no banco e aí vem falar comigo, por exemplo. Eu abomino esse pensamento com todas as minhas forças. Eu sou de São Paulo, meo, e desde que voltei da Irlanda passo perto de ter surtos psicóticos pegando o transporte público, sofro com a poluição (rinite mandou lembranças) e passei a sentir muito mais medo de voltar sozinha para casa à noite. Mas amo a comida brasileira e a variedade de doces que temos (a balança que o diga, já engordei 2kg desde que cheguei), nosso clima não me dá deprê, nosso sistema bancário é o melhor do mundo e enfim, chega desse mimimi alienado de achar que Brasil não presta. A pessoa achar que tudo no país que morava era melhor não ajuda em nada no retorno.

!!!
!!!

Juntei tudo isso numa panela, levei ao fogo médio e mexi bem até dar ponto. Fiz brigadeiro e a vida aqui no Brasil vai muito bem, obrigada! Sinto saudade imensas da Irlanda, ou melhor, do que ficou por lá. E como saudade dói, eu tento simplesmente não pensar a respeito do que a desperta – soa frio e calculista, mas essa foi a forma que achei para lidar com ela há muito tempo!

Parabéns para você que leu o texto inteiro sem dormir! 🙂

Para terminar, tem um pouquinho de informação sobre a síndrome do regresso aqui, aqui e aqui. Mostre estes links para o povo que insiste em dizer que você está de frescura! 😉

Anúncios

19 comentários sobre “Depressão Pós Intercâmbio

  1. Esse post tá muito bom, muito esclarecedor!

    Não tem jeito, se a pessoa não está bem preparada, ela sofre muito no retorno. Tive uma aluna que passou 1 ano e meio na Austrália e ficou tão chateada quando voltou que emendou um intercâmbio de 3 meses na Colômbia!

    Fico feliz em saber que vc tá bem e que sua volta e readaptação estão bem também! Não para de escrever!

  2. Maximiliano

    Ola, gostei do seu post, procurei por isso no google e cai aqui hehe…

    Tambem sinto muito isso, volto agora depois de 2,5 anos na Europa viajando como nomade.Se voce acha que mudou sua vida fazendo intercambio imagina viajando como nomade sem dinheiro pela Europa inteira e um pouquinho da Africa..

    Eh deprimente. O problema nao eh o Brasil, sao as pessoas que eu conhecia antes da minha viagem que ainda estao aqui.Veja bem o nosso pais eh o paraiso maaas voce nao pode simplesmente esquecer da vida que teve aqui, entao fica sempre aquela sensacao de “voltando” para uma vida que ja nao existe mais.Isso aliado ao fato que minha familia eh psicotica..

    Desculpe mas eu me arrependo imensamente de ter voltado aqui, alem do que ao contrario do que todos pensam qualquer pais de primeiro mundo eh mais barato que o Brasil, sim barato porque assim que voce comeca a trabalhar la, voce nao paga mais reais e ai voce como as coisas aqui sao caras.Eu via carro pra comprar por 600 euros sendo que ganhava quase mil num emprego ridiculo carregando cimento..

  3. Simone

    Eh muito assim!! Morei 1 ano no Canada, cheguei faz 1 semana e a estranheza de estar de volta eh “estranha”… minhas irmãs não param de me chamar de chata e fresca, pq reclamo de certas coisas aqui… “vc morou a vida toda aqui como se assustou com o barulho da campainha do onibus??” – sim me assustei, parecia um alarme de incendio ou coisa assim… Me acham chata pois so sei falar de Vancouver (eles não se dão conta de que o ultimo ano da minha vida foi vivido lá, e que eu não sei nd sobre a novela ou as musicas sertanejas do momento). A faculdade esta em ferias e nao tenho emprego (e o calor esta me matando), ou seja, nada pra fazer pelo proximo mes (pq tbm voltei sem 1centavo)
    O jeito eh tentar parar de falar sobre o ultimo ano da minha vida (talvez recordar memorias de 2012 seja a soluçao) e esperar as coisas entrarem no eixo!!!

    1. Anderson

      hahahaha, Simone desculpe usar este espaco para comentar, estou em Van tb, e ainda tenho mais um mes de curso, estou estudando na SELC, e engracado, semana passada estava conversando com a minha familia por skype e minhas duas irmas comecaram a falar um pouco alto, cara que engracado eu me sentir incomodado com aquilo, e pedi para pararem de brigar pq estava me aborrecendo, se fosse antes eu nem iria ligar…. que estranho ne! Pode deixar q vou levar um pouco de neve para vc em feb!

  4. Anderson

    Muito bacana o seu post, estou em Vancouver e estou ha 1 mês de retornar para o Br, não eh a primeira vez que viajo para fora, e você citou algo que me chamou a atenção, a parte de quando algo eh novo e maravilhoso, me senti assim quando fui pela primeira vez para os EUA, sim, acho fantástico alguns estados americanos, mas dessa ultima vez que estive e estou morando em Van, fui algumas 5x nos EUA, e parecia que estava indo para outro estado com o meu carro, por que aquilo parecia normal saca… Acho que amadureci muito com relação ao intercâmbio e tb sou muito contra dos brasileiros que fora de casa somente sabe colocar defeitos e problemas, sabemos que temos 1 milhão deles, mas não facam comparações, pois na escola aonde estudo, tenho dois professores que conhecem tanto da nossa cultura do que alguns milhões por ai… Infelizmente! Bom tb sou de SP e tb passo por tudo isso que você citou, mas e dai, tenho minha família, minha vidinha, praia, amigos, moro perto de bares e de vários restaurantes tb… A vida segue! Abraços gostei do artigo!

  5. Paloma Montenegro

    Ola! eu tou me sentindo assim, estranha. Fui a Portugal conhecer a família do meu namorado e passei 1 mês e meio lá. Foi minha primeira viagem de avião e também sair do Brasil. Sou de Manaus. Minha vida sempre foi casa e universidade, sempre a mesma coisa. Minha viagem foi um certo sofrimento, pois fui no período de Natal e Virada de Ano, nunca tinha passado essas duas datas longe dos meus pais. Fui para lá e foi muito bom! senti o frio de perto (Sou de uma região em que a temperatura varia de 19° a 37°C). Tudo foi maravilhoso, as pessoas, o clima, a comida, a natureza (apesar de eu amar floresta amazônica ). Mas quando voltei me senti estranha, o clima quente demais, abafado… o transito… então a tristeza tomou conta de mim.o cansaço. ansiedade..achava tudo estranho e nasci aqui.. como posso me sentir assim? ando muito ansiosa e o medo de deixar meus pais aqui e ir embora de vez para portugal tomou conta de mim. Estou indo no psicologo. Mas tenho medo que essa sensação estranha nunca passe. Queria que essa ansiedade e sensação nunca tivesse acontecido comigo. Quero conhecer o mundo sem ter medo. Afinal eu vi como esse esse mundo é lindo. Por favor me ajudem…

  6. Cris

    Oi!! Meu, adorei seu artigo. Sou de SP tb e estou pra voltar ao Brasil depois de 2 anos direto em NYC. Foi difícil tomar essa decisão e enquanto ponderava dei um Google em “voltei ao Brasil e NÃO me arrependo”. Nossa, como foi difícil achar uma opinião como a sua. Very helpful! Devíamos montar um clube! haha. Bjos!

    1. Bia

      Olá, Cris!
      Poxa, que legal, 2 anos em NYC! Eu passei um mês e meio na cidade quando morei nos EUA e gostei bastante.
      Você precisa voltar ao Brasil ou ainda pode ficar mais tempo por aí?
      Bem, eu não me arrependi de ter voltado ao Brasil depois de nenhum dos intercâmbios… e acredito que a maioria dos brasileiros que choram nos cantos reclamando como a vida em tal país era melhor tem um pouco de complesxo de vira-lata, coisa que eu não tenho! haha… Todos os lugares do mundo tem seu lado bom e ruim, mas a tendência das pessoas é enxergarem só o lado bom no exterior e só o lado ruim no Brasil. Como exemplo, cito o transporte público de Dublin que é caro e ineficiente, sendo que a única vantagem em relação ao Brasil é que não lota (mas claro, São Paulo tem 11 milhões de habitantes, Dublin tem 1!), mas já cansei de ouvir brasileiros elogiando o sistema – fazem vistas grossas pra tudo!
      Bem, não sei se ajudei e espero que dê tudo certo na sua volta e te adianto que no começo vai ser difícil, sim, mas mantendo uma atitude positiva ao invés de ficar se lamentando, com certeza vai dar tudo certo na sua readaptação. Boa sorte!

      1. Cris

        Quero voltar. NY é ótimo mas tb me faz dar mais valor as coisas que temos no Brasil. Pretendo passar um tempo na Europa ainda daqui a ano ou dois. E depois voltar pro Brasil! Valeu a sua resposta! Abraço!

    2. Patita

      Cris e Bia, ler este este artigo foi como achar um oásis em um deserto!!!! :-))

      Estou vivendo a mesma situação da Cris, moro em NYC desde julho de 2012 (meu marido terminou o doutorado) e agora em setembro temos que voltar. Entrei em pânico e, como fez a Cris, dei um google em “voltei ao Brasil e não me arrependo”. É muito bom ver que tem gente que volta ao Brasil e segue a vida sem o arrependimento de voltar. Quando comecei a ler sobre o assunto “volta ao Brasil”, fiquei surpresa com a quantidade de brasileiros que não quer voltar e até entendo o motivo.

      Eu confesso que estou morrendo de medo, sei que não vai ser fácil a readaptação, mas não tenho alternativas e terei que enfrentar o retorno. Sei que o Brasil tem muitas coisas boas, mas quando penso na violência, no desrespeito ao bem público, na corrupção que rola solta por lá… me dá uma tristeza! Mas concordo com vocês, qualquer lugar do mundo tem seus aspectos bons e ruins.

      Vou focar nas coisas boas e fazer o que posso para ajudar a melhorar as ruins. O negócio é não pensar demais e simplesmente viver o que tem que ser vivido com alegria, aceitação (não digo resignação, mas aceitação!) e leveza. Muito obrigada por compartilharem suas experiências!

      1. Bia

        Sim, Patita, não será fácil se readaptar, ainda mais porque você ficou 2 anos fora, mas se você estiver com a mente aberta para entender, aceitar e se adpatar novamente à cultura de onde veio, cedo ou tarde vai ficar tudo bem. E foque nas coisas positivas mesmo, como COMIDA! hahaha… eu nunca visitei um país com tamanha variedade de pratos, de doces e coisa boa como temos no Brasil! 🙂

  7. Edilany

    Oi Bia,
    Sabe, vc nao imagina o quanto meu astral melhorou depois de ler teu post. Estou na vibe do teu primeiro intercambio, so que nao sou tao jovem sabe, tenho 24 aninhos …. Fiquei feliz que no seu segundo você conseguiu lidar melhor, pq eu realmente penso em fazer um segundo intercambio quando eu me formar. Estou agora no penultimo ano do meu curso e no semestre decisivo, pois n posso reprovar nadinha… mas ainda to meio na nostalgia do intercambio, faz pouco mais de um mes que eu voltei, dai tudo soa como se eu tivesse acordado de um sonho, que nada mais sera tao encantador e fico triste qd penso nisso, sabe.. Bom, irei fazer como vc, dar o gas nos estudos, arranjar um trabalho no prox semestre e fazer um novo intercambio, agora mais madura. Obrigada mesmo pelas palavras!! Muita energia positiva para Vc!!

    1. Bia

      Fico feliz que o post tenha te motivado, Edilany. Lembre-se que é só uma fase! Hoje eu estou super feliz aqui no Brasil tendo sobrevivido a dois intercâmbios! 🙂

  8. Foi mto bom ler seu post. Eu estou na Australia agora e volto daqui uns meses para o Brasil e eu tenho me sentido mto mal por isso. A sensacao de imaginar minha volta me faz sentir -se desesperada e concordo plenamente com seu post tantas experiencias vividas desde conhecer Dubai e Abu Dhabi, um extremo de luxo ate mesmo as badaladas praias de Gold Coast, os varios hosteis que estive, as pessoas do mundo que conheci na Australia e dp viver os encantos e simplicidade de Bali na Indonesia, da loucura de escalar um vulcao de madrugada, Como nao lembrar de cada paquera, cada pessoa que me envolvi com uma intensidade unica. Sem falar das coisas que ainda irei viver antes de voltar, como ir pra Nova Zelandia e fazer um outro mochilao pela Asia. O medo que me atinge e de encontrar td do msm jto que deixei. Eu amadureci, experimentei coisas e momentos que nunca imaginei experimentar e agora a sensacao da volta parece que tudo foi um sonho e passou. Voltar para minha rotina no Brasil me assusta e quero negar somente que realmente precise encarar esse novo desafio. Acabei de escutar o mesmo da minha Irma, vc morou a vida td aqui agora com essa frescura que nao quer voltar. No entanto, eles nao entendem a intensidade de um intercambio, so quem viveu sabe, um ano pode significar anos de tamanha intensidade.

    1. Bia

      Eu te entendo completamente e sei que os primeiros meses serão muito difíceis. Meu conselho é manter a mente ocupada: praticar um esporte, sair com amigos, estudar, enfim, algo que preencha seu dia até entrar novamente na rotina com emprego e tudo. Outro conselho: continue viajando muito e vá morar fora de novo se tiver a oportunidade e você nunca mais terá depressão pós intercâmbio/viagem e saberá apreciar o lado bom de todos os lugares onde já esteve, incluindo o Brasil. 🙂

Preciso comentar esse post!

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s