Valentine’s Day

Assim como nos Estados Unidos e diversas outras partes do mundo, hoje os irlandeses comemoram o Valentine’s Day. Você sabe por quê?

São Valetim era um bispo que viveu lá pelo século III, quando Claudio II, o imperador, decidiu que não haveria mais casamentos, pois acreditava que os homens solteiros eram melhores combatentes. Valetim não obedeceu a ordem e continuou realizando casórios, além de se casar secretamente. O bispo foi descoberto, preso e condenado à morte. Diz a lenda que muitos jovens começaram a enviar bilhetes e flores a ele na prisão dizendo que ainda acreditavam no amor. Na prisão, Valetim apaixonou-se pela filha cega de um carcereiro e, milagrosamente, devolveu-lhe a visão. Antes de morrer, enviou a ela um bilhetinho assinando “De seu Valetim” (From your Valentine). E daí surgiu a tradição de presentear pessoas amadas no dia 14 de fevereiro, dia da morte de Valetim. Lembrando que não é um dia exclusivo para presentear namorados, maridos ou esposas, mas qualquer pessoa  por quem queira demonstrar o amor.

As supostas cinzas do santo estão numa igreja aqui em Dublin desde 1836, quando foram trazidas de Roma.

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Eu sou do tipo que acredita que Valentine’s Day é uma data comercial, embora não tanto como o Dia dos Namorado é no Brasil. Pelo menos, há uma historinha para justificar a data e por aqui um chocolate com um cartão já é algo significativo para muitas pessoas, embora haja sim a tradição de jantar fora e dar presentes caros. Já no Brasil, Dia dos Namorados é puramente comercial, um dia para mostrar o quanto se “ama” aquela pessoa comprando um presente muito caro, porque, obviamente, o amor se mede pelos zeros do valor pago no presente, não é mesmo?

Rabugentice à parte, só acredito que não é necessário ter uma data (comercial) para presentear alguém assim como não acredito que o valor (material) do presente represente o amor deste alguém. Uma vez um amigo me disse que se uma pessoa fosse à feira e comprasse uma fruta que ele gostasse e o presenteasse, ele ficaria muito feliz, pois a pessoa haveria se lembrado dele de alguma forma. Acho que isso é o que vale! 🙂

PS: Eu adoro peras e a linda da Adia, minha ex-flatmate que voltou para a Coréia (do Sul, obviamente) chegou com um saco cheio de peras para me dar no dia do meu aniversário. Eu poderia pensar que isso não é presente. Chocolate é, mas peras? Mas eu entendi que como ela havia notado que eu comia pera quase todo dia, imaginou que eu adoraria ganhá-las (até porque frutas são caras por aqui), então, achei um ótimo presente!
Outro exemplo? Eu dava aula de inglês para crianças e no Dia dos Professores sempre ganhava muita coisa. Hidratantes, bijuterias, perfumes, chocolates, sabonetes e coisas do tipo. Uma vez, uma aluna me deu um presente e queria que eu abrisse na frente dela. Quando abri, era uma caneta da Hello Kitty, bem infantil mesmo. De tudo que ganhei, este era o presente que tinha menos utilidade, mas foi o que mais gostei, porque foi o único presente escolhido pela criança, não pela mãe tentando me agradar (não que haja algum mal em querer agradar a teacher do teu filho, né?).
E filosofei demais!

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5 comentários sobre “Valentine’s Day

  1. Concordo com a parte: “Uma vez um amigo me disse que se uma pessoa fosse à feira e comprasse uma fruta que ele gostasse e o presenteasse, ele ficaria muito feliz, pois a pessoa haveria se lembrado dele de alguma forma.” Gosto quando o Ed chega com alguma florzinha, um bombom…até caneta rs

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