Cinzas de Guerra

Cinzas de que? Ahn? Tá maluca?

Cinzas de guerra é um filme americano de 2001. E o que isso tem a ver com o blog e o intercâmbio? Na verdade, nada. Ou quase nada. Vocês sabem que visitei Auschwitz e fiquei muito impressionada com tudo que vi e, de certa forma, eu só consegui fazer esta  visita porque estou fazendo intercâmbio na Europa. Eu já gostava de ler sobre esta parte da história, mas depois que voltei, fiquei ainda mais interessada e comecei a assistir filmes com o tema do Holocausto. A lista de Schindler e O pianista, apesar de serem filmes longos, prenderam minha atenção e são muito bons.

Então, no último final de semana descobri o Cinzas de guerra, li a sinopse e achei interessante. Como a maioria dos filmes sobre o Holocausto, este também é baseado em fatos reais e conta a história da única revolta que se tem registro entre os prisioneiros do Sonderkommando, um grupo especial de judeus que tinha o duro trabalho de recolher os corpos das câmaras de gás e levar para o crematório e, em troca, recebiam tratamento especial, embora soubessem que dificilmente viveriam mais do que 4 meses após começarem na “função”.

O filme baseia-se no relato de Miklos Nyiszli, um médico judeu que foi escolhido por Josef Mengele para trabalhar no campo e sobreviveu ao Holocausto. Além de testemunhar a revolta do Sonderkommando, também testemunhou uma adolescente que sobreviveu à câmara de gás e foi reanimada, mas acabou sendo fuzilada pelos nazistas. Com estas histórias, imagina-se um excelente filme, não? Bem, pelos menos essa era minha expectativa antes de começar a assisti-lo.

David Arquette no filme Cinzas de Guerra
David Arquette no filme Cinzas de Guerra

O começo do filme é muito confuso e a menos que você tenha lido a sinopse, demora a entender quem é quem. A atuação não convence e o final é tão ruim que se até então eu não havia me arrependido de ter perdido quase 2h da minha vida vendo este filme, é nessa hora que bate o arrependimento. A adolescente que foi reanimada depois de sobreviver a câmara de gás e que, até então, estava em estado de choque e muda, assiste ao fuzilamento dos prisioneiros que sobreviveram à revolta sem nenhuma expressão no rosto. Quando tudo termina, ela olha para os nazistas e começa a correr sem ninguém impedi-la e ao deixar o campo é fuzilada pelo comandante. Como se não bastasse uma cena tão ruim como essa (a atuação é lamentável), a menina narra do além contando como virou cinzas ao ser cremada…

O filme não me convenceu e percebi que mesmo que a história seja incrível, o filme pode sim ser péssimo!

* Não sou crítica de cinema e nem estou tentando ser. Mas eu fiquei tão “indignada” por terem feito um filme tão fraco de um tema tão interessante que resolvi compartilhar aqui no blog.

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5 comentários sobre “Cinzas de Guerra

  1. rickmartins

    Odeio perder tempo com filmes ruins tb…me dá depressão… Mas é legal vc trazer esses posts tb..qurendo ou não, uma coisa liga a outra…

  2. Cely

    Assim como vc, gosto muito de filmes e livros que tratam da Segunda Guerra. E tb fico frustrada quando os filmes não exprimem, fidedignamente, o que ocorreu.

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