Mary Poppins

Vocês já ouviram falar da Mary Poppins?

Era uma vez uma família procurando uma babá, mas não conseguia manter nenhuma no emprego devido a maneira que as tratavam. Um belo dia, uma super babá, Mary Poppins, se candidata a vaga e muda a história da família. Mary Poppins possuía poderes mágicos, recebia um salário decente e isso explica tudo!

Ajudaria muito poder me locomover em Dublin com um guarda-chuva!
Ajudaria muito poder me locomover em Dublin com um guarda-chuva!

Voltando para a realidade, eu decidi continuar na vida de Mary Poppins na Irlanda. Como eu já contei aqui, eu pedi demissão porque queria trabalhar mais e, consequentemente, ganhar mais. O plano A é continuar procurando vaga de au pair/nanny/minder e se não achar algo que corresponda às minhas expectativas, partir para lojas, restaurantes e afins, o Plano B. Se nada der certo, o Plano C é ir procurar emprego no Brasil mesmo.

Pois bem, nesta busca por emprego, atualizei/criei meus cadastros em sites especializados e comecei a mandar currículo como se não houvesse amanhã.

Primeiro, vale lembrar que eu estava  procurando uma vaga live out, ou seja, não estou disposta a morar com a família. Sendo que 90% das famílias que utilizam estes sites prefere uma au pair live in (porque aí podem justificar o salário baixo afirmando que a menina come e dorme na casa), a minha busca estava mais difícil.

Entrevista 1
Origem: Facebook
Crianças: 2, uma menina de 4 e um menino de 2,5 anos
Carga: 40h semanais
Pagamento: Por semana e muito bom
A atual babá da família postou num grupo de au pairs no Facebook que estava “passando a vaga” e ajudando a família a encontrar outra menina. Encaminhei meu CV, ela gostou e encaminhou para a família. Fui fazer a entrevista e primeira impressão deles foi muito boa (claro que o valor oferecido como salário ajudou, mas eles eram muito simpáticos mesmo). Tivemos uma longa conversa e a mãe ficou de me retornar. O que foi chato nesta história é que ela ficava me mandando mensagem para dizer como estava o “processo seletivo” e dizendo que me daria uma resposta quando decidisse. Esperei e nada. Fui perguntar para a atual babá que me contou que a mãe estava em dúvida entre outra brasileira e eu. Como a resposta nunca veio, obviamente, não fui a escolhida. Life goes on.

Entrevista 2
Origem: Facebook
Crianças: 1 menina de 3 anos
Carga: 10h semanais
Pagamento: Por hora e ótimo
Esta entrevista foi meio estranha, porque foi a atual babá deles que fez! A menina postou a vaga no mesmo grupo do Facebook que a outra e ela resolveu fazer a “pré-seleção” das candidatas. Fui até a casa dela e conversamos bastante. A vaga era para trabalhar pouco, mas como a família mora no centro de Dublin, eu não gastaria com transporte e, no fim, acabaria compensando. O problema é que a “família” estava procurando alguém que se comprometesse a ficar um ano (mas a menina mesmo ficou só 6 meses) e fui sincera ao dizer que não prometeria ficar um ano. No fim, ela me mandou um email agradecendo e dizendo que outras candidatas tinham o perfil mais compatível com a família e, portanto, eu não havia sido “selecionada” para a etapa final. Então tá.

Entrevista 3
Origem: Great Au Pair
Crianças: 4, 2 meninos e 2 meninas entre 1 e 4 anos
Carga: 30h semanais
Pagamento: Por semana e de chorar
Eu havia me cadastrado no Great Au Pair quando fui ser au pair nos EUA, porque me disseram que era bom para poder conversar com famílias americanas e ir treinando para conversar com as da agência. Bem, nunca conversei com família nenhuma lá. Na busca desesperada por um emprego, fiz um outro cadastro e entrei em contato com esta família. Aí você diz “Caramba, sua tonta, 4 crianças, né?”. Mas no perfil deles já especificava que seria para ficar com a mãe, então não seria algo tão puxado. Eu topei na ilusão de achar que por ser 4, a família estaria oferecendo um pagamento atraente. Eles justificaram que o pagamento não era tão alto porque eu poderia almoçar todos os dias na casa. Quase perguntei se eles achavam que eu estava trabalhando por um prato de comida. No dia seguinte, o pai me mandou mensagem dizendo que gostaria de me contratar. Não respondi. Aí a mãe me ligou e eu falei que havia recebido uma proposta melhor (ficar em casa de boa- não recebo, mas também não me mato de trabalhar). Jogaram um verde, perguntando se seria possível negociar. Não.

[continua]

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3 comentários sobre “Mary Poppins

    1. Bia

      Infelizmente, as famílias não pagam a mais por causa do nível de inglês ou experiência. Família que procura estudante pra ser nanny, já faz isso pensando em pagar menos. 😦

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