Seguro Saúde

Seguro saúde é o tipo de coisa que pagamos para não usar. Ninguém gosta de ter problemas de saúde, muito menos quando se está fora do país curtindo um intercâmbio. Mas não podemos contar com a sorte e com certeza contratar um seguro saúde é essencial para ficarmos tranquilos no exterior assim como tranquilizar a família (porque eu tenho certeza que a sua mãe vai ficar muito mais calma sabendo que o filhinho que ela cuidou com tanto amor e carinho terá assistência médica garantida se algo acontecer, certo?).

Quando eu fui Au Pair, fiz um seguro saúde obrigatório – simplesmente não havia a opção de sair do Brasil sem ele. Lembro que era um seguro que tinha uma franquia de 200 dólares por evento e o restante era pago pela seguradora. Felizmente, eu sou uma pessoa com o sistema imunológico muito forte (sério mesmo), além de não ter sofrido nenhum tipo de acidente (ufa!) e, então, não precisei usar o seguro. Tive problemas menores de saúde, como resfriados (porque, afinal de contas, eu cuidava de um bebê e toda vez que ele pegava uma gripe forte, eu pegava por tabela) e uma forte crise de rinite alérgica quando a primavera se aproximou (e foi assim que descobri que sou alérgica a pólen). Mas como uma boa hipocondríaca, eu tinha remédios para gripe e anti-alérgicos que tinha trazido do Brasil e ficou tudo bem.

Irlanda. O sistema de saúde público da Ilha Esmeralda é um pouco diferente do que chamamos de público aqui no Brasil. Por pior que seja, não pagamos para utilizar a saúde pública (pagamos impostos, mas não pagamos pelo atendimento diretamente), mas na Irlanda não é assim. Por isso é necessário adquirir o seguro governamental (cerca de 120 euros/ano), que geralmente é vendido junto com o curso pelas escolas/agências e, além disso, toda vez que utilizar o sistema público, paga-se pelos serviços utilizados.

Porém, é recomendável adquirir algum seguro saúde privado para ter um atendimento melhor e mais rápido. Alguns seguros oferecem cobertura completa dentro da Irlanda, mas não cobrem os países que fazem parte do Tratado de Schengen (Bélgica, Dinamarca, Alemanha, Finlândia, França, Grécia, Islândia, Itália, Luxemburgo, Holanda, Noruega, Áustria, Portugal, Espanha e Suécia), que, entre outras coisas, prevê que todo turista que entre em um dos países do tratado deve ter um seguro saúde de, no mínimo, 30 mil euros de cobertura.

Pensando que um dos motivos que faz o intercambista escolher a Irlanda é justamente sua localização e a possibilidade de viajar a outros países da Europa, seria interessante pagar um seguro mais caro que cubra o Tratado de Schengen, certo? Bem, eu não diria isso.

1- Por mais que você viaje no exterior, você passará a maior parte dos seus dias na Irlanda, onde não é necessário ter o seguro mais completo e caro.

2- Estou pesquisando os seguros da GTA, que é a seguradora mais popular. O seguro Student Bronze é suficiente para quem vai morar na Irlanda (a menos que você possua alguma doença pré-existente mais grave) e 6 meses, na cotação de hoje (US$1,78), sai por cerca de 409 reais. Já o EuroAssist, que cobre o Tratado, sai por 899 reais. Conversando com um representante de uma agência, fui informada que o seguro GTA não tem carência (e procurei alguma informação a respeito no site e não achei também), logo, você pode contratar o seguro Bronze e quando for viajar, contratar o EuroAssist apenas pelo tempo de viagem.

3- Eu já fui para a Europa, em 2009. Na época, eu nem fazia ideia de que havia esse tal Tratado e como uma boa jovem de 21 anos que era não me preocupei com questões de saúde (apesar de ser meio hipocondríaca – paradoxo). Eu entrei pela Inglaterra, o país com a imigração mais chatinha, e mesmo tendo sido interrogada por um bom tempo pelo oficial da imigração (leia aqui meu desespero), ele não me pediu nenhum comprovante de seguro saúde. Depois disso ainda fui para França e Itália e nesses países, nem imigração eu vi.

"What are you doing in England, missy?"
"What are you doing in England, missy?"

Conclusão: para questões de vistos, você NÃO precisa de seguro nenhum além do governamental. Mesmo se for viajar para outros países, a imigração NÃO vai te pedir o seguro saúde (o representante da agência me informou isso e eu passei pela situação, então posso afirmar). Na Irlanda, você NÃO precisa de um seguro com cobertura de 30 mil euros e nem para entrar em qualquer país do Tratado. MAS com saúde NÃO se brinca. Não é porque você é um jovem saudável que vai confiar que nada te acontecerá pelo tempo que fizer intercâmbio. Não estou rogando praga, mas isso é simplesmente o tipo de coisa que não podemos prever. Eu, por exemplo, sofri com cólicas renais e enquanto num dia eu estava linda, saudável e arrasando trabalhando, no dia seguinte estava internada num hospital com um cálculo renal, morrendo de dor e um procedimento cirúrgico marcado. Foi no Brasil, mas e se eu estivesse na Irlanda? Foi de uma hora pra outra.

Não quero assustar ninguém nem dar conselho do que cada um deve fazer. Apenas escrevi um post com alguns fatos e reflexões e assim cada um pode pensar e decidir por si o que é melhor. Seja contratar um seguro saúde completo e ficar mais tranquilo ou arriscar a ter apenas o governamental. E sempre torcer para que não aconteça nenhum problema, seja qual for a escolha. 😉

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